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Posts Tagged ‘Projeto GARIMPO DAS ARTES ARTESANAIS RS: SABERES E FAZERES’

Garimpo das Artes Artesanais RS Saberes e FazeresRoda de conversas 
Na tarde da quarta-feira (25/03) foi realizada uma roda de conversa que reuniu extensionistas, artesãos que estão expondo no Espaço Casa da Emater e integrantes do Projeto “Garimpo das Artes Artesanais RS: Saberes e Fazeres”, resultado de uma parceria entre a Emater/RS-Ascar e o projeto para divulgar seus objetivos entre os artesãos assistidos da Emater durante as feiras.

A coordenadora do espaço, a extensionista da Emater/RS-Ascar Marines Rosali Bock, abriu a roda de conversa dando boas vindas ao projeto e artes@s e fando do artesanato.São peças de porongo, lã, crochê, madeira, palha de milho, folha de bananeira, fabricação de vassouras, além do reaproveitamento de materiais como garrafas pet, sendo expostas e comercializadas por artesãos de nove municípios e beneficiando em torno de cinquenta famílias. “Além de ser uma grande alternativa de geração de renda para as famílias, o artesanato ainda é uma opção de lazer e motivo para confraternizações em grupo, pouco comuns no meio rural”, comenta Marines.

“Para algumas famílias o artesanato é um hobbie, mas para outras o impacto financeiro da sua comercialização chega a representar de 10% a 40% da renda da propriedade. Assim como é uma forma de recuperar práticas que os familiares desses agricultores utilizavam em outros tempos e passar essa cultura adiante, ajudando a manter conhecimentos típicos de cada região”, ressalta a extensionista.

 

Foram ouvidos os relatos dos artesãos, a respeito das dificuldades que enfrentam para levar adiante as atividades, seus anseios e o que o artesanato representa para suas vidas.

A Coordenadora do Artesanato na Emater/RS-Ascar,Ivanir Argenta dos Santos,falou sobre o trabalho em prol do artesão rural e sobre os esforços para a emissão da Carteira do Artesão Rural e  da satisfação da realização dessa parceria para um trabalho tão importante no fortalecimento do artesão e artesanato do Rio Grande do Sul.

“Para nós é muito gratificante quando uma pessoa vem e manifesta admiração pelo nosso trabalho, dá uma satisfação muito grande, porque tudo é feito com amor, nós tiramos da terra o que vai ser trabalhado e transformado em belas peças de artesanato. Nós precisamos de divulgação do que é o trabalho para o qual nos dedicamos, tudo o que ele representa”, declarou a artesã Rosangela Ferreira durante a roda de conversas.

Letícia de Cássia e Marly Cuesta, produtoras e gestoras do Garimpo das Artes, apresentaram o Garimpo das Artes como um projeto vencedor do Edital SEDAC nº 11/2013-Edital de Concurso “Desenvolvimento da Economia da Cultura Pró-cultura RS FAC” e que a intenção do projeto é criar uma base para o desenvolvimento de arranjos produtivos locais de artesanato, por meio do resgate de saberes e fazeres da cultura popular  e tradicional do RS.

O projeto trabalha com o conhecimento e práticas artesanais ancestrais repassados entre gerações, as quais aprendem um ofício e o transmitem para as gerações seguintes. É um esforço de pesquisa e mapeamento com ações de formação em identidade cultural, cidadania e empreendedorismo criativo, cultural e sustentável. As pesquisadoras estão percorrendo o Estado para a realização de entrevistas, mapeamento e formação de grupos e redes de cultura, associações, entidades de classe artesã e de economia criativa e solidária das regiões dos Coredes. Os dados deverão ser divulgados por meio de uma plataforma de livre acesso aos conteúdos, na internet, que será abastecida durante o processo, assim como em uma publicação disponibilizada no mesmo ambiente virtual e em oficinas e palestras com a apresentação dos dados documentados. 

Como representante da região Sul no Colegiado Setorial do artesanato do CNPC/MINC, a mestra artesã Marly Cuesta, falou sobre o trabalho no Plano Setorial Nacional do Artesanato, construído pelo Colegiado Setorial do Artesanato, formado por artesãs,artesãos e representantes de várias Secretarias do MINC, passando pela fase de consulta pública,onde a sociedade contribuiu com os eixos que irão orientar as políticas públicas para o Artesanato pelos próximos 10 anos.Cada eixo é composto por estratégias e ações.Falou também,sobre o árduo trabalho da CNARTs,pela aprovação dos PLs do Artesão e dos Mestres.”Ouvir  os sonhos e as demandas dos artesãos nos fortalecem para que estejamos lutando por Políticas Públicas Culturais nas instância decisórias nas esferas municipais,estaduais e nacional”,concluiu.

Orientaram também, sobre a emissão da Carteira Nacional do Artesanato no PAB/RS.

 

Leia mais em

http://www.emater.tche.br/site/noticias/detalhe-noticia.php?id=21110#

 

 

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Brasília, 30 de janeiro de 2015.

Prezados Senhores Deputados,

Arlindo Chinaglia (PT-SP), Chico Alencar (PSOL-RJ), Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Júlio Delgado (PSB-MG).

As organizações abaixo-assinadas, em apoio aos povos indígenas do Brasil, protagonistas nos últimos anos da Mobilização Nacional Indígena, consideram inaceitável o espírito pouco – ou nada – republicano que vem pautando articulações em torno de algumas candidaturas à Presidência da Câmara dos Deputados e da eleição da sua mesa diretora. Notícias veiculadas pela imprensa informam que grupos representativos de interesses privados vêm barganhando com alguns candidatos à presidência o endosso à tramitação de propostas que afetam direitos fundamentais da população brasileira.

Diante disso, condenamos o modo como os direitos – sobretudo os territoriais – dos povos indígenas, comunidades tradicionais e outras populações do campo, além dos direitos ambientais e das gerações futuras, vêm sendo tratados como moeda de troca entre bancadas e grupos de interesses privados representados no Parlamento.

Consideramos especialmente graves as informações de que apoios para certas candidaturas têm sido costurados com a promessa de ressurreição de proposições legislativas destinadas a limitar, reduzir e/ou extinguir direitos – tal como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 215-A/2000, arquivada ao final da legislatura passada, e outras medidas similares.

Converter direitos constitucionais, historicamente conquistados pelo povo brasileiro, em objeto de barganha política é inadmissível por afrontar o Estado Democrático de Direito, rebaixando a relevante função de representação parlamentar e beneficiando interesses particulares em detrimento de direitos de grupos vulneráveis e do interesse público, com graves impactos a toda a sociedade brasileira.

A eleição para a Presidência da Câmara deve pautar-se pela discussão de temas de interesse público substantivo, voltados a um projeto de país socialmente justo, que respeite a diversidade própria do povo brasileiro, e ao aprofundamento da democracia, da participação popular e da efetivação dos direitos fundamentais previstos na Carta Magna de 1988.

Assim sendo, cobramos o compromisso dos candidatos à Presidência da Câmara dos Deputados com a manutenção dos direitos fundamentais previstos nos Artigos 5º, 225, 231, 232 e ADCT 68, todos integralmente protegidos a título de cláusulas pétreas conforme dispõe o Artigo 60, §4º, IV, e com o Direito Internacional dos Direitos Humanos, o que inclui a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Sendo o que tínhamos a manifestar, ficamos no aguardo de seu posicionamento.

Atenciosamente.

Assinam:

Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo – APOINME

Articulação dos Povos Indígenas da Região Sudeste -ARPIN-Sudeste

Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul – ARPIN-Sul

Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB

Associação Brasileira de Antropologia – ABA

Associação Floresta Protegida – AFP

Associação Profissional de Antropologia – Aproa

Aty Guasu

Centro de Trabalho Indigenista – CTI

Campanha #ÍndioéNós

Coletivo A Causa

Comissão Guarani Yvyrupa

Comissão Pró-Índio de São Paulo – CPI-SP

Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração

Conselho do Povo Terena

Conselho dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul

Conselho Indigenista Missionário – CIMI

Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB

Escola de Ativismo

Greenpeace Brasil

Iepé – Instituto de Pesquisa e Formação Indígena

Instituto de Estudos Socioeconômicos –INESC

Instituto Internacional de Educação do Brasil – IEB

Instituto Sociedade, População e Natureza – ISPN

Instituto Socioambiental – ISA

Movimento de Apoio aos Povos Indígenas – MAPI

Uma Gota No Oceano

WWF- Brasil

“Somam-se às assinaturas,também,ações e projetos que beneficiam os povos indígenas,abaixo relacionados”afirma a mobilizadora social,ambiental,cultural e Tuxáua,Marly Cuesta

Representação da Região Sul no Colegiado Setorial de Artesanato do Conselho Nacional de Política Cultural do MINC

Projeto Bússola Cultural – Prêmio Tuxáua 2010

Associação de Mulheres e Ponto de Cultura “Vitória-Régia”

Campanhas de Alimentação e Agasalho em prol das Comunidades Indígenas do RS

Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre

Projeto GARIMPO DAS ARTES ARTESANAIS RS: SABERES E FAZERES

Centro Cultural Vila Sampaio

https://mobilizacaonacionalindigena.wordpress.com/2015/01/30/carta-publica-aos-candidatos-a-presidencia-da-camara-dos-deputados/comment-page-1/#comment-318

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