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Mais que uma conquista simbólica, o Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto, foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1994, com a finalidade de reconhecer tradições e contribuições culturais e reafirmar garantias previstas na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Segundo a ONU, existem cerca de 370 milhões de indígenas em 90 países, o que representa em torno de 5% da população mundial. Trata-se de mais de 5 mil grupos diferentes que falam aproximadamente 7 mil línguas.

Cacique José Cirilo e GT-Apoio na Retomada Guarani Maquiné


Em mensagem para o Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado nesta sexta-feira (9), o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que países garantam a essas populações o direito a determinar o seu próprio modelo de desenvolvimento, por meio de políticas que sejam inclusivas e igualitárias. De acordo com as Nações Unidas, existem em torno de 370 milhões de indígenas no mundo. “Uma proporção significativa (desses indígenas) ainda não têm direitos básicos, com a discriminação sistemática e a exclusão continuando a ameaçar modos de vida, culturas e identidades”, alertou o dirigente máximo da ONU.

Cacique Geral Guarani José Cirilo, Cacque André Benites da Retomada Maquiné, FUNAI e GT-Mediação de Conflito na Retomada em Maquiné/RS

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), os indígenas representam 5% da população mundial, mas encontram-se entre os 15% mais pobres.

Resistência feminina indígena

Globalmente, os povos originários enfrentam uma série de desafios ao exercício dos seus direitos. Os problemas incluem a realocação forçada, as desigualdades no nível educacional e a pressão para se assimilar culturalmente. Essas populações também têm acesso limitado a serviços de saúde, emprego, serviços de informação e Internet.

Cultura Indígena como forma de resistência

Guterres lembrou que 2019 foi escolhido pela ONU como o Ano Internacional das Línguas Indígenas — um marco que chama atenção para a necessidade de preservar e promover esses idiomas.

O Fórum Permanente da ONU sobre Questões Indígenas estimava, em 2016, que 40% das aproximadamente 6,7 mil línguas faladas no mundo estavam em risco de desaparecer. A maior parte desses idiomas é indígena. “As línguas são (o modo) como nós nos comunicamos e elas estão inextricavelmente ligadas às nossas culturas, histórias e identidade. Com cada língua que desaparece, o mundo perde uma riqueza em conhecimentos tradicionais”, enfatizou o secretário-geral.

“Conto com os Estados-membros para engajar e apoiar os povos indígenas na determinação do seu próprio desenvolvimento, por meio de políticas que sejam inclusivas, igualitárias e acessíveis. As Nações Unidas está a postos para apoiar todas as iniciativas voltadas para a realização dos direitos e aspirações dos povos indígenas.”

Plantação de milho orgânico na terra Indígena Retomada Guarani
Alimento orgânico

Povos indígenas: guardiões da natureza.

Também por ocasião do dia internacional, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, afirmou que os povos indígenas são “detentores do conhecimento que contribuiu para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e dos ecossistemas do mundo”.

Saberes ancestrais no uso da Bioconstrução sustentável

“A UNESCO tem trabalhado para preservar o patrimônio intangível de habilidades e know-how tradicionais, bem como para aumentar a conscientização sobre sua importância, por meio de programas como os Sistemas de Conhecimento Local e Indígena, que apoiam governos a criar interfaces essenciais entre cientistas e comunidades indígenas”, lembrou a dirigente.

Saberes Indígenas X Ervas medicinais

Esses sistemas promovem a inclusão dos saberes indígenas em debates institucionalizados, como as conferências e painéis da ONU sobre mudanças climáticas e meio ambiente.

Sobre a necessidade de proteger os idiomas indígenas, Audrey ressaltou que o desaparecimento dessas línguas “é uma grande ameaça para as comunidades indígenas e sua singular herança, bem como para nossa diversidade global e nosso potencial de criatividade e inovação”.

Lideranças indígenas com Sabá Manchinery

Em publicação numa rede social, a diretora-executiva da ONU Meio Ambiente, Inger Andersen, enfatizou que “as comunidades indígenas são guardiães ambientais poderosas e que mais precisa ser feito para garantir que suas vozes sejam ouvidas”.

Fonte

https://nacoesunidas.org/em-dia-mundial-onu-defende-direito-dos-povos-indigenas-a-definir-estrategias-de-desenvolvimento/amp/

Fotos: Acervo da ONU

Acervo pessoal da Tuxáua Marly Cuesta

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21 fevereiro 2019 / Cultura e educação

Uma vez que 2019 é o Ano Internacional das Línguas Indígenas, o tema do Dia Internacional da Língua Materna é “As línguas indígenas como fator de desenvolvimento, paz e reconciliação.”

Unesco estima que pelo menos 43% dos idiomas falados no mundo estejam em risco de desaparecer; indígenas usam a maioria das aproximadamente 7 mil línguas vivas; ONU quer aumentar consciência sobre questões linguísticas.

O Dia Internacional da Língua Materna, marcado este 21 de fevereiro, foi proclamado pela Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco, há quase 20 anos.

A 16 de maio de 2007, a Assembleia Geral das Nações Unidas, por resolução, convocou os Estados-membros a “promover a preservação e proteção de todas as línguas usadas pelos povos do mundo”. O órgão proclamou 2008 como o Ano Internacional das Línguas, para promover a unidade na diversidade e compreensão internacional, através do multilinguismo e multiculturalismo.

Línguas Indígenas
Uma vez que 2019 é o Ano Internacional das Línguas Indígenas, o tema do Dia Internacional da Língua Materna é “As línguas indígenas como fator de desenvolvimento, paz e reconciliação.”

Segundo a ONU, os povos indígenas somam cerca de 370 milhões de pessoas e os seus idiomas constituem a maioria das aproximadamente 7 mil línguas vivas.

A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, destaca que “muitos povos indígenas continuam a sofrer com a marginalização, a discriminação e a pobreza extrema, e são vítimas de violações dos direitos humanos”. Por isso, a representante convida “todos os Estados-membros da Unesco, parceiros e agentes da educação a reconhecer e fazer valer os direitos dos povos indígenas.”

Para a agência da ONU, esta data pretende aumentar a consciência sobre questões linguísticas e mobilizar parceiros e recursos para apoiar a implementação de estratégias e políticas em favor da diversidade linguística e do multilinguismo em todas as partes do mundo.

AmeaçasPara a Unesco, esta data pretende aumentar a consciencialização sobre questões linguísticas e mobilizar parceiros e recursos para apoiar a implementação de estratégias e políticas em favor da diversidade linguística.FlipFlopi/FinneganFlint

O Ano Internacional das Línguas chegou num momento em que a diversidade linguística está cada vez mais ameaçada, segundo a ONU. A linguagem é fundamental para a comunicação de todos os tipos, e é a comunicação que possibilita a mudança e o desenvolvimento na sociedade humana.

No entanto, devido aos processos de globalização, vários idiomas estão cada vez mais ameaçados. De acordo com a Unesco, pelo menos 43% das línguas faladas no mundo estão nessa situação.

A agência destaca que apenas algumas centenas de línguas receberam um lugar genuíno nos sistemas educacionais e no domínio público, e menos de 100 são usadas no mundo digital. A cada duas semanas uma língua desaparece levando consigo toda uma herança cultural e intelectual. Globalmente, 40% da população não tem acesso a uma educação numa língua que fala ou compreende.

Importância
Incentivo desde a mais tenra idadeA Unesco considera que existe hoje uma consciência crescente de que as línguas desempenham um papel vital no desenvolvimento, na garantia da diversidade cultural e do diálogo intercultural. Por outro lado, são também fundamentais no fortalecimento da cooperação e da educação de qualidade para todos, na construção de sociedades do conhecimento inclusivas, na preservação do patrimônio cultural e na mobilização política.

As línguas, com suas implicações complexas para identidade, comunicação, integração social, educação e desenvolvimento, são de importância estratégica para as pessoas e o planeta.

Português
Falada em um pouco por todo o mundo, o português é uma das línguas mais utilizadas enquanto língua materna em países como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste onde o idioma tem estatuto de língua oficial.

O português também é falado em Macau e em muitas comunidades da diáspora dos países lusófonos no mundo, sendo um dos idiomas mais falados do mundo, usado por mais de 250 milhões de pessoas.

A língua materna nos estrutura, é a nossa raiz, individual e grupal. Aprendemos na infância, crescemos nessa língua e vamos intuindo e ajuizando sobre o funcionamento dela. Comunicamos, pensamos, sentimos, criamos com e pela língua materna; ela é sinônimo de identidade cultural.
A língua portuguesa tem cerca de 250 milhões de falantes.

https://photos.app.goo.gl/xtkeYXs4rcezEdRy5

Ao comemorar o Dia Internacional da Língua Materna pretende-se proteger todas as línguas faladas no Mundo, honrando tradições culturais e respeitando a diversidade linguística. Estima-se que metade das quase 6000 línguas faladas no Mundo esteja em risco de desaparecer; ora, como bem alertou Irina Bokova, ex Directora-Geral da UNESCO, “a perda de línguas empobrece a Humanidade.”

No Brasil, a riqueza linguística vai além da língua oficial e das línguas originárias preservadas pelos descendentes de imigrantes. A Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) aproveita a data para saudar os diversos povos indígenas, em especial aqueles que são responsáveis por manterem vivas suas culturas no Brasil e as 274 línguas indígenas faladas no país, conforme registra o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Neste contexto, a OEI trabalha desde o final de 2018 em uma proposta que permita que as escolas situadas nas fronteiras desenvolvam um projeto pedagógico conjunto, bilíngue e intercultural, que têm previsão de lançamento para este ano. Além do Brasil, os países da América do Sul participantes desta iniciativa são: Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai. Na região ibérica a iniciativa contemplará a fronteira de Espanha e Portugal.

Vovó,netinh@s e livrosA proposta deve começar com projetos-piloto no âmbito da educação infantil. Nesta fase, a capacidade do aluno para a aprendizagem de línguas é maior, bem como a sua permeabilidade para conhecer e interagir com a cultura do outro. Esse projeto também prevê o intercâmbio de professores entre os países envolvidos.

A estratégia visa assegurar a prática do bilinguismo e as experiências resultantes do interculturalismo também pelos docentes. Outro aspeto interessante desta iniciativa é a releitura das histórias, das geografias e das culturas que associam estas pessoas que vivem em zonas fronteiriças tão próximas.

De acordo com a Diretora-Geral do Programa Ibero-Americano de Difusão da Língua Portuguesa da OEI, Ivana de Siqueira, “As fronteiras linguísticas não existem, estão nas nossas cabeças.” Por exemplo, para as crianças que falam espanhol no meio escolar e português na família, ou vice-versa. É o caso também de um jovem com uma mãe brasileira e um pai uruguaio. O mesmo se aplica a uma pessoa que viva em Portugal e os avós maternos sejam da Estremadura, província histórica, cuja uma de suas fronteiras é com a Espanha.

Fontes:
https://news.un.org/pt/story/2019/02/1660821
https://www.portoeditora.pt/espacoprofessor/paginas-especiais/educacao-pre-escolar/opiniao-pre/dia-internacional-da-lingua-materna/
Fotos: De domínio público e do acervo familiar da Tuxáua
Marly Cuesta

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22 de Maio Dia Mundial da Biodiversidade

Biodiversidade é o nome dado a diversidade de natureza viva existente no mundo. Ela pode ser definida como a variedade que existe entre os organismos vivos e suas complexidades ecológicas, podendo também ser entendida como a associação de varios componentes hierárquicos.

Para a sua sobrevivência, os seres humanos dependem da biodiverdidade do planeta, já que ela é responsável por fornecer tantos benefícios.

Uma grande erosão da biodiversidade vem sendo observada durante as últimas décadas, o que leva muitos biólogos a acreditarem em possível extinção em massa. Segundo os cientistas, a taxa de perda de espécies cresceu muito, e é maior agora do que em qualquer outra época da história.

Em 22 de maio é comemorado o Dia Mundial da Biodiversidade, e é comum acontecerem campanhas para incentivar a proteção ao seres vivos do meio ambiente como a Educação Ambiental para nossas crianças.

Educação Ambiental para a infância

Educação ambiental para a infância

É importante que as crianças desde a mais tenra idade já aprenda cultivar suas plantas!

ONU Meio Ambiente alerta para aumento das emissões de gás que destrói camada de ozônio
Novas descobertas de um estudo divulgado na semana passada na revista Nature indicam que as emissões de CFC-11, o segundo gás mais abundante que destrói a camada de ozônio, subiram inesperadamente nos últimos anos, apesar da proibição mundial de sua produção desde 2010.

“Embora os modelos científicos atuais mostrem que a camada de ozônio continua a caminho da recuperação até meados do século, o aumento contínuo das emissões globais de CFC-11 colocará esse progresso em risco”, avaliou a ONU Meio Ambiente em nota.
Novas descobertas de um estudo divulgado na semana passada na revista Nature indicam que as emissões de CFC-11, o segundo gás mais abundante que destrói a camada de ozônio, subiram inesperadamente nos últimos anos, apesar da proibição mundial de sua produção desde 2010.

“Embora os modelos científicos atuais mostrem que a camada de ozônio continua a caminho da recuperação até meados do século, o aumento contínuo das emissões globais de CFC-11 colocará esse progresso em risco”, avaliou a ONU Meio Ambiente em nota.

Por uma cidade realmente sustentável

Painel em Porto Alegre

Uma cidade ou um planeta sustentável é possível a partir de projetos e mobilizações tanto da sociedade quanto dos governos. Para Paulo Brack, é possível frear o desmatamento pela especulação imobiliária através de divulgações, denúncias e a atuação da população junto aos conselhos ambientais e ao Ministério Público, no âmbito Estadual ou Federal.

Porém, a Capital do Estado do Rio Grande do Sul,como tantas outras, não prevê plano de sustentabilidade. “Poderia ser qualquer plano. Inicialmente passaria por definir os limites para à expansão urbana, para a poluição hídrica, aérea e pelos resíduos sólidos”, ressalta o Ambientalista, Biólogo e Prof.Paulo Brack.

Quanto à mobilidade urbana, Brack acredita que a maioria dos políticos e governantes tem visão imediatista e não está interessada nestas questões. “O transporte público deveria ser uma bandeira não só das ONGs, mas do público em geral”, avalia o biólogo.

Devido a todos os problemas ambientais no mundo, um dos maiores e mais preocupantes da atualidade é a poluição eletromagnética, que é gerada através da grande rede de comunicação sem fio, como ondas de televisão e rádio, uso de aparelhos celulares via satélite, que é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como cancerígena.

“Para contermos esses grandes problemas ambientais, somente com uma mudança individual, moral e ética da sociedade. A consciência, não só ambiental, como da humana para um mundo mais sustentável”, afirma a Educadora Ambiental e Tuxáua,Marly Cuesta.

Mas para que toda a destruição provocada pelo homem possa ser reparada é necessária uma grande transformação na humanidade. É isso que os ambientalistas promovem. É por essa transformação que devemos nos unir cada vez mais em projetos e ações.
Fontes
https://nacoesunidas.org/onu-meio-ambiente-alerta-para-aumento-das-emissoes-de-gas-que-destroi-camada-de-ozonio/

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As Nações Unidas celebram neste 15 de junho, o Dia Mundial da Conscientização contra a Violência à Pessoa Idosa.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, OMS, entre 4% e 6% das pessoas idosas em todo o mundo já foram vítimas de alguma forma de abuso. As agressões podem ter caráter físico, emocional ou financeiro.

Praticamente todos os países devem ver um crescimento substancial no número de pessoas idosas entre 2015 e 2030, e esse crescimento será mais rápido nas regiões em desenvolvimento. Porque o número de pessoas idosas está crescendo, a quantidade de abuso de idosos pode crescer com ela. Embora o tópico tabu do abuso de idosos tenha começado a ganhar visibilidade em todo o mundo, continua sendo um dos tipos de violência menos investigados em pesquisas nacionais e um dos menos abordados nos planos de ação nacionais.

O abuso de idosos é uma questão social global que afeta a saúde e os direitos humanos de milhões de pessoas idosas em todo o mundo e uma questão que merece atenção da comunidade internacional.

A Assembléia Geral das Nações Unidas, em sua resolução 66/127, designou 15 de junho como Dia Mundial de Conscientização contra o Abuso de Idosos. Representa um dia do ano em que o mundo inteiro expressa sua oposição ao abuso e ao sofrimento infligidos a algumas de nossas gerações mais velhas

“Compreender e acabar com o abuso financeiro de pessoas mais velhas: uma questão de direitos humanos”
O tema de 2017 sublinha a importância de prevenir a exploração financeira no contexto do abuso de idosos para o gozo dos direitos humanos dos idosos. De acordo com a Agenda de Desenvolvimento Sustentável de 2030 e o Plano de Ação Internacional de Madri sobre o envelhecimento, as pessoas idosas têm direito a uma vida de dignidade na velhice, livre de todas as formas de abuso, incluindo a exploração financeira e material, o que pode levar à pobreza , Fome, sem-abrigo, saúde comprometida e bem-estar, e até mortalidade prematura.

Secretário-geral da ONU pede maior prevenção da violência contra idosos

As Nações Unidas celebram nesta sexta, 15 de junho, o Dia Mundial da Conscientização contra a Violência à Pessoa Idosa.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, OMS, entre 4% e 6% das pessoas idosas em todo o mundo já foram vítimas de alguma forma de abuso. As agressões podem ter caráter físico, emocional ou financeiro.

Em mensagem, o secretário-geral da ONU disse que a primeira celebração da data ocorre em uma época em que “as pessoas vivem mais”, e pede que os cuidados ao grupo sejam “revigorados”.

Ban Ki-moon cita pesquisas que indicam que a negligência, o abuso e a violência contra idosos, tanto nos lares como em instituições, são maiores do que indicam os números.

O secretário-geral considera os atos “um ataque inaceitável à dignidade e aos direitos humanos” e lembra que as preocupações com o aumento do fenômeno levaram a Assembleia Geral a criar a data.

“Importante a união para que sejam reafirmados os direitos humanos da pessoa idosa” disse a Tuxáua e Educadora Popular, Marly Cuesta e completa,”É necessário que os governos façam um esforço urgente para a criação de estratégias mais eficazes de prevenção da violência contra idosos.”

Fonte:
http://www.un.org/en/events/elderabuse/index.shtml
Foto da ONU / John Isaac

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Data internacional é celebrada neste 22 de abril; secretário-geral António Guterres pede trabalho conjunto para o bem-estar do planeta e de todas as pessoas; meio ambiente e educação sobre o clima é o tema deste ano.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

Vinte e dois de abril é o Dia Internacional da Mãe Terra, que neste ano foca na alfabetização sobre o meio ambiente e sobre o clima.IMG_20170213_183018Segundo as Nações Unidas, a educação ambiental é essencial para criar “eleitores conscientes e avançar com leis e políticas sobre o clima”.

 

 

 

 

 

 

Essa consciência ambiental também é importante para progressos nas áreas das tecnologias e dos empregos “verdes”.

Futuro
O secretário-geral da ONU usou sua conta no Twitter neste sábado para pedir que neste Dia da Terra, “todos trabalhem juntos pelo bem-estar do planeta e de todas as pessoas”.
A mensagem de António Guterres destaca que a Mãe Terra precisa ser protegida em prol de todas as crianças e das gerações futuras.

O Dia Internacional da Mãe Terra é celebrado todos os anos em 22 de abril para lembrar a todos que o planeta e seus ecossistemas nos fornecem vida e sustento.

É também uma oportunidade para aumentar a conscientização pública sobre os desafios como a mudança climática e a garantir a proteção ambiental.

Como surgiu o Dia Internacional da Terra:

O Dia da Terra foi criado pelo senador americano Gaylord Nelson.

Em 22 de abril de 1970, o político convocou o que foi considerado o primeiro protesto contra a poluição. De acordo com dados divulgados na época, mais de 20 milhões de pessoas participaram do ato em todos os EUA.

Foi adotado internacionalmente em 1990, e então é festejado a cada 22 de abril.

O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.

 

 

O objetivo principal é conscientizar aos habitantes do planeta Terra a importância e a necessidade da conservação dos recursos naturais do mundo.

Hoje, o Dia da Terra é celebrado em mais de 190 países, com a participação de cerca de 1 bilhão de pessoas.

A Assembléia Geral das Nações Unidas adotou em 2009 uma resolução unânime,estabelecendo o dia 22 de abril de cada ano como Dia Internacional da Mãe Terra. A resolução foi proposta pelo governo da Bolívia e apoiada por outros 50 países. O Presidente Evo Morales, primeiro presidente indígena da Bolívia, falou brevemente depois de passada a resolução. ”Sessenta anos após a Declaração Universal dos Direitos Humanos ter sido adotada, a Mãe Terra agora, finalmente, tem seus direitos reconhecidos”,disse Morales. Urgindo a comunidade mundial a aceitar uma série de princípios que protegeriam os recursos e o ‘direito à vida’ do planeta, o presidente boliviano disse que a sociedade não pode colocar seus estreitos interesses sobre aqueles da Terra. “Não só os seres humanos têm direitos, o planeta tem direitos”, disse. “O que está acontecendo com as mudanças climáticas é que os direitos da Mãe Terra não estão sendo respeitados”.

Nesse contexto, Morales sublinhou alguns princípios a serem considerados. O primeiro dentre eles é o “direito de nenhum ecossistema ser eliminado”. O segundo, “direito da Mãe Terra viver sem
contaminação”. O terceiro refere-se ao “direito à harmonia e ao equilíbrio”. Ao apresentar o quarto princípio, M o r a l e s, d i s s e : “ Somos todos interdependentes. Devemos agora tomar consciência de que a terra não nos pertence, pelo contrário, nós pertencemos à Terra”.

Na reunião, o Presidente da Assembléia Geral, Padre Miguel d’Escoto Brockmann, disse que “Não é mais do que justo que cuidemos da Mãe Terra, assim como a Mãe Terra sustenta nossa humanidade”. Continuando, “o mundo deve escutar os povos nativos,IMG-20170111-WA0039

pois, apesar de todas as dificuldades, eles conseguem manter seus profundos laços com a natureza”.Audiência Merong_IMG_20170322_121249

Pablo Solon, embaixador boliviano na ONU na época, realizou várias reuniões com ONGs de cunho religioso para pedir ajuda na promoção do conceito de direitos da Terra, sobre direitos específicos que devem ser concedidos à Terra.Essa foi uma iniciativa nova e ousada na ONU e, certamente oportuna, em vista da evolução da crise como resultado de mudanças climáticas.

“Sessenta anos após a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Mãe Terra finalmente tem seus direitos reconhecidos”, disse Evo Morales, primeiro presidente indígena da Bolívia.

Mãe Terra é uma expressão corrente para o planeta terra em várias regiões, refletindo a interdependência que existe entre os seres humanos, outras espécies vivas e o planeta no qual todos/ todas habitamos.

Lembrando que o Dia do Planeta é observado anualmente em muitos países, a assembléia:

1. Decide estabelecer o dia 22 de abril como ‘Dia Internacional da Mãe Terra’;
2. Convida os Estados Membros, Organizações do sistema das Nações Unidas, organizações internacionais, regionais e sub regionais,sociedade civil, organizações Não Governamentais e relevantes investidores para observar e conscientizar-se do Dia Internacional da Mãe Terra (Dia Internacional do Planeta), de
maneira apropriada.
3. Solicita ao Secretário Geral levar a presente resolução ao conhecimento de todos os Estados Membros e organizações do sistema das Nações Unidas.

O que é a Carta da Terra?

Documento idealizado pela ONU em 1987 para defender os interesses sustentáveis, a paz e a justiça socioeconômica recebe apoio de milhares de organizações do mundo todo

É uma espécie de código de ética planetário, semelhante à Declaração Universal dos Direitos Humanos, só que voltado à sustentabilidade, à paz e à justiça socioeconômica. Idealizada pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas, em 1987, ganhou impulso na Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro, em 1992. O documento ficou pronto no ano 2000, foi traduzido para 40 idiomas e atualmente é apoiado por 4,6 mil organizações ao redor do mundo, inclusive no Brasil.

A Carta contém 16 princípios básicos agrupados em quatro grandes tópicos: respeitar e cuidar da comunidade de vida; integridade ecológica; justiça social e econômica; democracia, violência e paz.
A erradicação da pobreza, com acesso à água potável, ao ar puro e à segurança alimentar, e a construção de sociedades democráticas, sustentáveis e justas são dois princípios expressos pela Carta da Terra, que também defende a promoção de uma cultura de tolerância e não-violência e a distribuição equitativa dos recursos da Terra. Uma forma de você colocar em prática os valores da Carta da Terra é disseminar seu conteúdo entre amigos, familiares e comunidade e pressionar governo, empresas, escolas e demais organizações da sociedade civil a se guiar por seus princípios

Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacional legalmente unificador quanto ao ambiente e ao desenvolvimento.

Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida.

No Brasil

Não há, no país, organismos que reúnam formalmente as atividades para o Dia da Terra. Entre as ações isoladas para a data destaca-se o lançamento da Carta da Terra, da ONG Carta da Terra Brasil. A entidade elaborou uma carta em que defende o respeito à comunidade da vida; a integridade ecológica; justiça social e econômica; democracia e paz. A íntegra da carta pode ser acessada aqui e pode ser distribuída em ferramentas de redes sociais.

http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/text.html

Fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2017/04/dia-da-mae-terra-onu-pede-protecao-em-prol-das-futuras-geracoes/#.WPwnMGnyvcu

Web site Fórum Indígena
http://www.novosite.ssps.org.br/arquivos/10/downloads/Vivat44_PT.pdf

Outras Fonte:
https://leonardoboff.wordpress.com/2012/04/22/discurso-no-onu-por-que-a-terra-e-nossa-mae/
http://www.revistaecologico.com.br/noticia.php?id=4788
https://www.servindi.org/actualidad/4724

Fotos: Domínio Público e Acervo pessoal de Marly Cuesta

http://www.alainet.org/es/articulo/184938

http://www.marcusnakagawa.com

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Dia 21 de Março -Dia Internacional das Florestas!

Em 2017 tem o lema: Florestas e Energia!


As Nações Unidas querem despertar a consciência sobre a importância de todos os tipos de bosques, que cobrem 30% da superfície da Terra. A conservação das árvores fora das matas é o outro objetivo das celebrações.

ORIGEM E HISTORIAL

No Nebrasca (EUA), em 1872, face à escassez de árvores e florestas, a população decidiu dedicar um dia à plantação de árvores. Inicialmente, a comemoração não tinha um dia fixo.
Muitos países se seguiram nesta iniciativa, tendo a primeira “Festa da Árvore” sido comemorada em Portugal, em 1907, estendendo-se estas comemorações, sobretudo durante o período inicial da 1.ª República, até 1917.

Em dezembro de 1970, no âmbito das comemorações do Ano Europeu da Conservação da Natureza, foi retomada a celebração oficial do “Dia da Árvore”, por proposta da então Direção-Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas e da Liga para a Proteção da Natureza.

A Festa passou da Árvore à da Floresta quando, em 1971, a FAO estabeleceu o “Dia Mundial da Floresta” com o objetivo de sensibilizar as populações para a importância da floresta na manutenção da vida na Terra. Como consequência, em Portugal, em 1974, foi celebrado o primeiro “Dia Mundial da Floresta”, tendo sido escolhida, como em muitos outros países do hemisfério norte, a data de 21 de março, o primeiro dia de primavera.

Em 30 de novembro de 2012, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que declara o dia 21 de março de cada ano como Dia Internacional das Florestas, encarregando o Secretariado de, em colaboração com os governos e as demais organizações internacionais e da ONU, organizar anualmente as comemorações do Dia Internacional.

A nível mundial, a Floresta é responsável pela produção de 40% da energia renovável, tanto quanto as fontes solar, eólica e hídrica juntas; e quase 900 milhões de pessoas trabalham no setor do aproveitamento da biomassa florestal para produção de energia, sobretudo nos países em vias de desenvolvimento.

A importância desta função da Floresta para a vida das pessoas é enorme, não só na vertente tradicional (como principal fonte de lenhas e de outro tipo de biomassa desde os primórdios da Humanidade), como também numa vertente mais recente, como é o caso da produção de biocombustíveis, que possam substituir progressivamente o consumo de hidrocarbonetos, contribuindo para a mitigação das alterações climáticas e para a segurança energética dos países.

Nos países desenvolvidos, a produção de biomassa florestal para energia é um dos principais fatores de valorização dos recursos florestais, promovendo o desenvolvimento rural em regiões mais desfavorecidas. Mesmo nas zonas urbanas, as árvores e Florestas desempenham igualmente um papel relevante na poupança de energia, atenuando os fenômenos climáticos extremos e aumentando o conforto térmico dos edifícios e dos espaços públicos.

Necessidade

A ONU News conversou, em Nova Iorque, com o diretor do Fórum sobre as Florestas do Departamento dos Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, Desa.
Manoel Sobral Filho disse que haver 2 bilhões de pessoas dependentes de recursos energéticos dos bosques para atender as suas necessidades, uma tendência que afirmou aumentar os receios sobre a sustentabilidade.
“Nós temos que promover a sustentabilidade, promover mais plantios de florestas e promover uma extração somente do que a floresta pode repor. É o que a gente chama de manejo florestal sustentado. Devo admitir que nós temos também que promover outras formas de energia, onde não se pode contar com a floresta de forma sustentada. A energia solar, por exemplo, já tem grandes avanços nessa área em algumas partes da Ásia, da África e da América latina.”

“Florestas é um grande Patrimônio diverso que devemos preservar”,diz a Tuxáua e Educadora Ambiental,Marly Cuesta.

Investimentos

O especialista da ONU disse haver ainda esperanças de uma recuperação florestal a longo prazo, apesar da perda de mais de 3 milhões de hectares de bosques por ano.
“Tem que haver maior cooperação Norte-Sul com investimento do Norte em plantações florestais, especialmente para energia para o atendimento de comunidades pobres. Eu acho que isso é possível. No âmbito do Acordo de Paris, uma série de países em desenvolvimento se comprometeu a aumentar sua área florestal em mais de 100 milhões de hectares de forma global, para armazenar carbono e ao mesmo tempo usar de forma sustentável esses recursos inclusive para a energia. Essa cooperação Norte-Sul é fundamental. Com isso eu acho que a gente pode avançar bastante.”
A ONU defende que as florestas são muitas vezes a única fonte de energia disponível para as populações das zonas rurais em países em desenvolvimento.
A organização estima que 90% da lenha e carvão do mundo são consumidos pelo grupo de nações.

Fonte:
http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2017/03/dia-internacional-das-florestas-destaca-relacao-com-fontes-de-energia/#.WNE2yVXyvcs

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