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Posts Tagged ‘mudanças climáticas’

maeterra“Quando ameaçamos o planeta, destruímos nossa única casa – e nossa sobrevivência futura”, afirma Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e o Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Achim Steiner, marcaram hoje (22) as comemorações do Dia Internacional da Mãe Terra, reafirmando a responsabilidade coletiva de promover a harmonia da humanidade com a natureza.

“Quando ameaçamos o planeta, destruímos nossa única casa – e nossa sobrevivência futura. Neste Dia Internacional, renovemos os nossos compromissos de honrar e respeitar a Mãe Terra”, disse Ban Ki-moon em comunicado.

“Este ano, o Dia da Mãe Terra ressalta as ‘Faces das Mudanças Climáticas‘, um importante exercício de sensibilização, uma vez que diversas nações prometeram entrar em acordo, até 2015, para um novo e inclusivo tratado da ONU para lidar com o aparentemente inexorável acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera e todos os riscos crescentes para países e comunidades do planeta”, disse Steiner.

A data internacional marca a contagem regressiva para o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, previsto este ano para ser celebrado na Mongólia, com a campanha Pensar.Comer.Conservar – Diga Não ao Desperdício.

A campanha é promovida pelo PNUMA e pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para reduzir o desperdício de comida adequada para o consumo. Cerca de 1/3 de toda a produção de alimentos do mundo não é consumida.

http://nacoesunidas.org/no-dia-internacional-da-mae-terra-onu-pede-acao-contra-mudancas-climaticas/

Veja também:

MEDSE_Morales_es

ARMONIA

resolucion

http://www.cinu.mx/minisitio/madre_tierra/_hacia_una_declaracion_univers/

http://www.cinu.mx/minisitio/madre_tierra/

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O2014_10_19_vzh9zyqgrrjbkwsvzjpth1 conhecimento ancestral das mulheres indígenas na conservação dos alimentos é considerado vital perante a mudança climática e a criação de um fundo que permita sua preservação é um dos principais pedidos defendidos pelos indígenas durante a cúpula COP20.

Na 20ª Conferência das Partes sobre a Mudança Climática (COP20), que acontece em Lima até amanhã, a delegação indígena, formada por representantes da América, Ásia, Oceania e África, ressaltou que o conhecimento das mulheres contribuirá para a segurança alimentar do mundo.

Por esse motivo, foi pedida “a criação de um fundo que seja destinado a trabalhar no conhecimento ancestral das mulheres para a conservação de alimentos”, declarou à Agência Efe Segundo Chuquipiondo, representante da Associação Interétnica de Desenvolvimento da Selva Peruana (Aidesep).

O Programa Mulher Indígena promove o desenvolvimento integral das mulheres indígenas andinas e amazônicas, ao potencializar seu papel nos processos de mudança e ampliar suas capacidades para o desenvolvimento de propostas.

Para atingir esse objetivo, é necessário o investimento em projetos, programas e políticas públicas com ações de formação e fortalecimento de lideranças e organizações, “desde uma prática democrática, intercultural, intergeneracional e de equidade de gênero.”

Chuquipiondo enfatizou que os indígenas participam da COP não só para expor suas queixas, mas para apresentar planejamentos concretos, como o apoio à mulher indígena e o respaldo ao programa de adaptação à mudança climática.

Os especialistas insistiram, além disso, na reivindicação de titulação de terras e solicitaram o respaldo oficial ao projeto da Rede Indígena Amazônica, que procura proteger mais de 5 milhões de hectares em Brasil, Colômbia, Venezuela, Peru e Equador.

Chuquipiondo disse que “é necessário e urgente regulamentar as operações das grandes empresas que motivam o desmatamento”, entre as quais mencionou a pecuária em grande escala, as hidrelétricas e a produção de palma almotolia.

Os indígenas destacam que a COP20 é a primeira cúpula de seu tipo que incluiu a presença oficial de seus representantes, apesar de eles serem os mais afetados pela mudança climática.

Os povos indígenas contam em Lima com uma delegação oficial e também com um pavilhão na exposição Vozes para o Clima, uma das principais atividades paralelas à cúpula climática.

“Tentamos que a implantação do pavilhão indígena, pela primeira vez com esta COP, seja permanente, que não seja uma moda, mas estejamos em todas as reuniões climáticas que ocorrem no mundo”, ressaltou Chuquipiondo.

Um recente relatório das Nações Unidas alertou que os povos indígenas “são considerados entre os mais vulneráveis à mudança climática dada sua grande dependência dos recursos naturais”.

A ONU também indicou que o Peru emite menos de 0,5% das emissões de gases do efeito estufa (GEI) do mundo e que a principal fonte destes gases em nível nacional corresponde ao setor florestal e a segunda no setor de energia, que aumentaram de maneira significativa nos últimos anos.

Durante a atual COP20, o representante da Coordenadora das Organizações Indígenas da Cuenca Amazônica (COICA), Roberto Espinoza, alertou que cerca de 150 mil hectares de florestas amazônicas são desmatadas por ano.

Além disso, o coordenador-geral da Coordenadação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), Maximiliano Menezes, considerou necessário que os governos sul-americanos façam estudos de impacto ambiental para conhecer o real estado dos projetos que financiados pelas grandes corporações na Amazônia.

http://www.conexaojornalismo.com.br/colunas/verde/agua/mulheres-indigenas-sao-vitais-para-enfrentar-mudanca-climatica-33-36164

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O megatufão Haiyan, que atingiu as Filipinas no dia 8 de novembro último, já é considerado o pior tufão que se conhece até hoje, fora dos oceanos. Mais de 4 mil mortos, mais de 1,3 mil desaparecidos e milhões de filipinos sem casa.

  
Por Paulo Brack
  

As mudanças climáticas são praticamente fenômenos inequívocos, ligados à elevação da liberação dos gases de efeito estufa (GEE), como CO2, CH4, NO2, etc.. O quinto relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), lançado recentemente, atenta para isso. Outros eventos, como o derretimento do gelo do mar Ártico, as ondas de calor nos EUA, na Rússia e na Austrália, as chuvas torrenciais que assolaram, há dois anos, a região serrana do Rio de Janeiro, ou as secas crescentes na Amazônia – que podem reduzi-la para 30% de sua área até o final do século – não são mais fatos isolados. Os prognósticos, mais pessimistas, que previam a subida de até 2 graus Celsius, na temperatura média da atmosfera até o final do século, já são superados pelo valor de 3,6 graus. As consequências disso são assustadoras e inimagináveis!

Sabemos que, no momento, a necessidade urgente é de ajuda e solidariedade aos nossos irmãos filipinos, que passam fome e sede. Entretanto, não se vê a criação de iniciativas de alcance por aqui., infelizmente. E, de outra parte, se nada for feito em relação às mudanças climáticas, como vem acontecendo no mundo (volta do uso do carvão mineral, busca do gás do xisto, etc.) e no Brasil (liberação do carvão mineral no leilão das térmicas, apologia do pré sal e o incremento de hidrelétricas, que são responsáveis pela liberação de GEE, como o metano), situações piores não serão mais surpresa. Os alertas são crescentes, há muitos anos, e quase nada é feito, além dos retóricos discursos de representantes de órgãos multilaterais ou governamentais em conferências do clima.

A conferência das partes sobre o clima (Cop 19), que ocorreu em Varsóvia, na Polônia, no meio deste novembro, está a demonstrar mais um fracasso previsível em suas negociações. E se tornou mais uma oportunidade para os representantes de mais de 190 governos (gerentes e subgerentes do establishment da lógica dos combustíveis fósseis e dos crescimento econômico) trazerem soluções cosméticas, para tocar com a barriga a situação para novos acordos só a partir da COP 20, em 2014 (Peru). Curiosamente, para não dizer cinicamente, na mesma semana da abertura da COP 19, na mesma Polônia, foi sediada a Cúpula Mundial do Carvão, que contou com a polêmica presença da secretária executiva da COP do clima, Christiana Figueres, enredada nos gigantescos interesses dos setores do petróleo e carvão.

Mesmo com a declaração recente do próprio secretário da ONU, Ban Ki-Moon, após o ocorrido nas Filipinas, admitindo que “ainda há gente na Terra que parece acreditar que temos dois planetas”, infelizmente, a retórica parece não surtir efeitos práticos.

Tampouco adiantou o representante da delegação das Filipinas,Yeb Sano, fazer greve de fome, junto com outros ativistas durante a conferência, para pedir soluções urgentes a esses problemas. De forma recorrente, os resultados das negociações climáticas são pífios, as metas são tímidas, para não dizer vergonhosas. Os compromissos a serem adotados “pra valer” serão adiados, quem sabe. para as décadas seguintes.

Na Polônia, como resultado, na prática, é a sacramentação da volta dos combustíveis fósseis, com os devidos “cuidados”. E estes combustíveis são, mais uma vez, o “remédio” usual para o enfrentamento da chamada crise econômico-financeira que se abateu, desde 2008, principalmente sobre países da Europa e os EUA. Crises assim acabam se tornando oportunidades, como um balão de ensaios de um cardápio inumerável de retrocessos, inerentes ao fundamentalismo econômico dos dias atuais. Retomar o velho crescimento econômico segue sendo a palavra de ordem, substituída agora (pós-Rio +20) pelo conceito, sem nenhuma fundamentação, de “crescimento sustentável”. Mas, será que avisaram os comandantes do establishment econômico mundial (G8 ou G20), que nosso planeta é finito?

Vivemos, sim, uma esquizofrenia política dos tempos pós-modernos. Situações socioambientais calamitosas, como este recente e devastador tufão, com destaques dados pelos grandes meios de comunicação, por alguns dias, e depois tudo ou quase tudo é esquecido. É, para incrementar uma certa amnésia coletivizada, é bom lembrar que a Copa-Business 2014 está chegando… E, daí ,o resto é o resto.

O modelo econômico dominante é, por natureza, energívoro e está atrelado à lógica corporativa de obesidade mórbida do capital. Os eventos climáticos extremos acabam sendo tratados como“fatalidades naturais”. Os comandantes* de plantão de nossa “Nau Terra” permanecem cegos, tentando esverdear o carvão e o petróleo, para manter a aceleração do crescimento econômico. Aqui no Sul, políticos e governantes querem mais e mais subsídios para o carvão! Mas, quem ganha com isso, e quando esta loucura vai terminar?

No Brasil, seguindo o modelo produtivista de exportação de commodities, puxado pela China, e de um consumo crescente de bens, cada vez mais descartáveis, muito pouco se tem questionado quanto ao retorno do uso do carvão mineral e do incentivo ao consumo de automóveis –  com obsolecência programada – que poluem e entopem as vias urbanas. Estamos imersos – pelo menos da classe média para cima – em ritmos de consumo alucinante e perdulário que, com tantas mortes e destruição, já se aproxima de uma guerra mundial contra a Natureza (incluindo os seres humanos que fazem parte dela).

Cabe a pergunta: os órgãos multilaterais, os governos e as grandes empresas, que lucram e acumulam capital com o modelo vigente, serão no futuro responsabilizados por esta negligência ou cumplicidade? Os mais pobres, como a terceira classe do Titanic, que vivem nas cidades pendurados nos morros ou que foram empurrados para a beira dos rios e valões, continuarão sendo as maiores vitimas das catástrofes climáticas? Poderão ser criados Tribunais Internacionais para julgar esses crimes de responsabilidade?

Quem sabe, pensamos um pouco mais nisso, tentamos enquadrar esses responsáveis e criamos um movimento cidadão local e internacional? O que esperamos para organizar uma cruzada para mudar urgentemente este modelo doentio de acumulação, que destrói vidas humanas e a biosfera? Ou vamos prever o pior. O tufão Haiyan é mais um trágico aprendizado. Vamos esperar quantos outros?

 

*Os comandantes da nau Terra  enlouqueceram?

E nós, para onde vamos?

 

(Disponível em: http://www.semapirs.com.br/semapi2005/site/livro/cd%20rom/arquivos/10.pdf)

http://www.ecoagencia.com.br/?open=artigo&id===AUUJkVUhlTHNlRaNVTWJVU

Nota do Blog:

O que escreve o nobre Prof.Paulo Brack,vem de encontro às nossas sérias preocupações  co o que vem acontecendo no mundo e também aqui no RS e que sirva de reflexão para muita gente.

Marly Cuesta

Educadora  Popular e ambiental

Tuxáua 2010

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