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Dia 2015-03-19 17.12.27de muito orgulho para  trabalhadores Artesãos que fortalecem e difundem a identidade de nossos produtos artesanais de grande conteúdo histórico e cultural,cujo valor é reconhecido no mundo!

Artesão

O artesão é a pessoa que domina com perfeição uma determinada técnica e, graças a esse conhecimento, transforma a matéria-prima natural num objeto de caráter lúdico, decorativo ou utilitário.

Vitalidade, energia, beleza, criatividade e simplicidade são características fortes do artesão.

A motivação da criação artística nesse universo de tramas, fios, fibras, texturas, pontos, hastes, cores, luzes e movimentos são os elementos essenciais do processo de criação do artesão.

O principal objetivo da comemoração é reconhecer, valorizar e elogiar o trabalho de homens e mulheres de todas as regiões do nosso país, dedicados ao ofício. 

Neste dia, Isabel Gonçalves e equipe,Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Artesãos-CNARTs,estão numa agenda pesada em Brasília na luta pelas demandas do artesanato brasileiro.

Artesanato do Rio Grande do Sul 

O artesanato é a expressão mais genuína da autenticidade popular, é a fusão de várias culturas que passa de geração em geração, que se identifica com seu entorno, sua simplicidade de desenhos e revelam seus sentimentos.

O turista que visitar o Rio Grande do Sul terá a oportunidade de constatar esta afirmação. Aqui, o visitante poderá apreciar e adquirir um artesanato regionalizado, e conseqüentemente diversificado, conforme as distintas etnias do nosso povo.

Porém, o artesanato mais característico do Rio Grande do Sul é aquele representado pela cultura e hábitos do pampa. É nesta região que o gaúcho buscou inspiração e os materiais necessários para construir os utensílios de seu rancho, bem como aqueles destinados às lides campeiras.

Entre os materiais ainda hoje empregados no trabalho artesanal está o couro bovino, cuja origem do seu uso confunde-se com a história antropológica do gaúcho. É o principal componente de produtos tradicionalmente artesanais, como bainhas de faca, boleadeiras, arreios, botas, guaiacas, malas de garupa, assim como móveis caseiros, como o lastro trançado em couro das camas,tapetes,os assentos e encostos das cadeiras.

Mas se o couro pode ser tirado de outros animais, e não apenas necessariamente de bovinos como se pensa, os chifres tem origem definida. Os cabos de facas, chairas e canivetes, que são ornamentados com chifres bovinos, destacam-se de seus similares. Assim como servia- e serve – de cantil para guardar a “canha” (cachaça). Antigamente, os chifres também eram utilizados para a fabricação de isqueiros.

Dentro da linha de artesanato campeiro, destaca-se ainda a lã de ovelha. Esta matéria prima é a mais representativa do artesanato sul-rio-grandense de inverno, sendo a base para confecções de cobertores, agasalhos, tapeçaria e decoração de ambientes, estas duas últimas originalmente encontradas em casas de campos, sítios e fazendas, hoje enfeitam também as residências urbanas.

Contudo, a tradicional cuia de chimarrão, símbolo máximo da bebida do gaúcho, não poderia faltar. Seu trabalho artesanal elaborado a partir da fruta do porongueiro, o porongo, chama atenção pela sua rusticidade e durabilidade.

Na Cadeia do Peixe,aproveita-se as escamas e couros de peixes das Colônias de Pescadores gerando renda para suas famílias.

Devemos enaltecer também,as Cadeias do Osso e das Gemas e Jóias,muito forte no RS.

Também rico e diversificado é a cultura alimentar tradicional ou  artesanato degustativo que envolve uma variedade de produtos que vão desde o famoso churrasco,cuca,bolos, os doces, balas, compotas, biscoitos, chocolates até a elaboração de pratos típicos de determinados lugares. O aproveitamento da matéria-prima da região é característica deste artesanato que acaba tornando-se uma referência e um atrativo para o turismo do lugar onde é confeccionado.

Também é muito utilizado  o reaproveitamento de alimentos como cascas de verduras,raízes,frutas e folhas.

Com isto, assinala-se a linha de frente da expressão artesanal do RS, sem esquecer, entretanto, de citar os trabalhos trançados em palha de milho e os produtos indígenas que tem no cipó e no guaimbé a matéria prima essencial para a fabricação de arcos, flechas, chapéus, cestas e ornamentos. 

Artesanato de Santa Catarina

A tradição alemã de cuidado e atenção aos detalhes se faz presente no artesanato. Espírito vivo da cultura germânica, ele é retratado em bonecos trajados tipicamente que parecem ter vida própria. Nas ruas centrais da cidade, ou no Parque Vila Germânica, porcelanas, cristais, bordados e muitos outros artigos são ótimas opções para quem quer levar para casa um pedacinho concreto da Alemanha tropical.

Dos trabalhos surpreendentes, feitos por artistas e artesãos locais, se destacam a pintura Bauernmalerei,  os Fensterbildern,a pintura em cascas de ovos e o artesanato em madeira.

Bauernmalerei: uma técnica de pintura que tem origem entre os camponeses da Áustria, Alemanha e Suíça, nos séculos 17 e 18. O folclore desse estilo de pintura foi uma forma alegre e barata que a população rural encontrou para decorar as suas casas. A pintura camponesa retrata a visão simples da natureza, como as flores e os pássaros, em cores fortes e contrastantes. Essa tradição atravessou as gerações e pode ser reconhecida até hoje em construções, peças de mobília e decoração.

Fensterbildern: figuras de madeira vazadas e recortadas, as Fensterbildern, muito comuns na Alemanha, são tradicionalmente empregadas na ornamentação de janelas.

Pintura em cascas de ovos: a pintura em cascas de ovos – de galinha, de pato, de ganso, de avestruz e até de lagartixa – bem como de ovos torneados de madeira é uma especialidade do artesanato de Pomerode. A artesã Silvana Pujol desenvolve esse refinado trabalho artesanal, que exige muita paciência e precisão quase cirúrgica. A inspiração da artesã Silvana são os traços da ourivezaria, profissão de seu pai. Esse trabalho já foi premiado nacionalmente. 

Artesanato em madeira: o artesanato em madeira também é muito difundido em Pomerode. Caixas, baús, brinquedos e objetos utilitários compõem o rol de produtos. A técnica chamada de Drechslerei, muito comum na Alemanha, caminha para a popularização em Pomerode. Nela, a madeira é torneada em um torno específico para depois receber um fino acabamento em tinta. A Drechslerei é principalmente utilizada para criar personagens de presépios, bonecos “quebra-nozes”, entre outros.

Artesanato do Paraná

O Artesanato Paranaense é muito rico e diversificado, com diferentes especialidades e técnicas produtivas, com traços de várias etnias que para cá vieram, existindo no Estado cerca de 12.000 microempreendedores artesanais.

Imigrantes alemães, poloneses, italianos e portugueses, que tinham suas atividades relacionadas ao artesanato do mundo rural ou na carpintaria, marcenaria, forja, moagem e olaria, através das matérias-primas que a natureza oferecia em abundância, implementaram novas técnicas e se utilizaram da arte e habilidade para criar novos produtos e gerar seu sustento.

Pode-se dizer então que a atividade artesanal no Estado está hoje dividida em dois setores distintos, ou seja, a nativa (ou indígena) e a aculturada (ou de influência européia), cada uma com suas peculiaridades apresenta variados tipos quanto ao material utilizado, formas e processos de fabricação.

O Artesanato Indígena foi gerado para atender essencialmente as necessidades da tribo. A utilização das cores e a expressão dos movimentos são marcas dos objetos artesanais indígenas que demonstram a importância que o índio dá a estética.

O uso de matérias-primas como a palha, o barro, as fibras vegetais e a madeira destacam-se nos objetos confeccionados (cestarias e utensílios em barro e madeira).

Por outro lado, a imigração européia legou aos paranaenses as bonecas feitas em palha de milho, bordados, objetos em marchetaria, entalhe, palha de trigo e tecelagem.

Destacamos a seguir alguns conceitos característicos e bem definidos do artesanato paranaense:

Artesanato – Fibras Naturais

Utiliza matéria-prima vegetal como: vime, palha de milho e trigo, cipó, junco, taquara, bambu, folha de bananeira, piri e cizal.

Dessa matéria-prima, são confeccionados, com técnicas diversas, objetos utilitários e de adorno como: cestaria, porta-jóias, bolsas, chapéus, bonecas, jogos de xadrez e redes, nos municípios do Litoral, Rio Negro, Ponta Grossa, Maringá, Curitiba (Santa Felicidade e Região Metropolitana), Palmeira (Witmarsum).

Artesanato – Cerâmica

O barro é a matéria-prima utilizada para este tipo de artesanato. Através de técnicas e procedimentos variados são confeccionados objetos como vasos, panelas, moringas, objetos sacros e até brinquedos.

A cerâmica é uma das mais significativas manifestações do artesanato brasileiro e as peças confeccionadas expressam a cultura e o folclore de cada região, principalmente do Litoral, Irati, Curitiba e Foz do Iguaçu.

Artesanato – Madeira

No Estado do Paraná o artesanato em madeira é bastante rico e variado, e pode-se dizer que são produzidos objetos sofisticados através do entalhe e marchetaria, até objetos não menos bonitos e interessantes das sobras de madeira.

O entalhe é feito com a ajuda de um instrumento cortante que pode ser rústico ou até uma simples faca, onde o artesão com seu talento trabalha e dá forma a um pedaço de madeira. Desta técnica resultam belas esculturas.

A Marchetaria consiste na confecção de objetos como porta-jóias, estojos diversos e peças decorativas que são possíveis de criação graças a habilidade do artesão no corte e montagem de desenhos com a utilização da madeira de diversas cores.

Nas técnicas de escultura em madeira destacam-se artesãos e artistas em Curitiba, Irati, Bocaiúva do Sul, Cascavel e muitos outros municípios, além do Litoral Paranaense.

Artesanato – Tecelagem

Esta técnica é bastante característica do Paraná, sendo praticada geralmente por mulheres, as chamadas tecelãs que confeccionam redes, colchas, mantos e belíssimos tapetes.

As tecelãs utilizam fios de algodão, lã ou seda que são tramados em teares manuais. O tingimento das peças confeccionadas com tintas naturais valoriza este tipo de artesanato, produzido notadamente em Tibagi, Cianorte e Curitiba.

Artesanato – Reciclado

Trata-se de confecção de peças utilitárias e decorativas através da utilização do lixo orgânico ou reciclável.

Com o material reciclável são confeccionados objetos com: candelabros, cachepos, flores, enfeites, tapetes, sacolas e embalagens. São exemplos de material reciclável as garrafas pets, caixa de leite, cacos de vidros e de cerâmica, etc.

Já com o lixo orgânico como folhas diversas, cascas, e papel são confeccionados produtos artesanais como biscuis, papel artesanal e através da técnica do papel marche, diversos objetos decorativos.

Artesanato – Souvenirs

Este tipo de artesanato refere-se a confecção de objetos de pequeno porte como chaveiros, imãs de geladeira, biscui, e outros. Com a utilização de materiais diversos a exemplo de resina, madeira, tecido, vidro, arame, etc.

É importante salientar que tais objetos preservam a identidade cultural da Região, Estado ou País.

Artesanato – Alimentos

Também rico e diversificado o artesanato degustativo envolve uma variedade de produtos que vão desde os doces, balas, compotas, biscoitos, chocolates até a elaboração de pratos típicos de determinados lugares. O aproveitamento da matéria-prima da região é característica deste artesanato que acaba tornando-se uma referência e um atrativo para o turismo do lugar onde é confeccionado.

Também é muito utilizado no artesanato degustativo o reaproveitamento de alimentos como cascas de verduras e frutas e folhas.

Artesanato – Etnias

Além da influência que as diversas etnias que colonizaram o Paraná, exerceram no artesanato, alguns objetos que possuem grande aceitação preservam as características e tipicidade dessas etnias a exemplo das pêssankas (ucranianas), confeccionadas em Curitiba e Prudentópolis, e do origami, kirigami, oshibana e ikebana (japoneses), produzidos em Curitiba, Assaí, Londrina, Maringá e Goioerê.

“O artesanato é o reflexo de um povo e parte de sua história e de seus costumes.Os saberes e fazeres artesanais da nossa ancestralidade são passados de geração em geração para o empoderamento humano.Por isso, saudamos e convidamos todos os companheir@s Artesãs e Artesãos, associações,cooperativas e grupos informais de ofício e comunidades de artesanato em geral a participarem nas várias atividades que estão previstas nesta data especial em todo país. Vamos comemorar e compartilhar a arte e cultura que se expressa através de nossas mãos”,disse Marly Cuesta,mestra artesã e Representante da Região Sul no Colegiado Setorial do Artesanato do Conselho Nacional de Política Cultural-CNPC/MINC.

Mais sobre o artesanato nos links:

http://www.fgtas.rs.gov.br/conteudo.php?cod_conteudo=4942

http://www.brasil.gov.br/cultura/2015/03/governo-federal-apoia-desenvolvimento-do-artesanato-brasileiro

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CulturaViva-logoVinicius Lisboa – Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

A Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (Minc) deve publicar, até o fim deste mês, a primeira instrução normativa para regulamentar a Lei Cultura Viva, que trata da política da Rede Nacional de Pontos de Cultura, implementada no ano passado. A instrução terá o objetivo de simplificar a prestação de contas dos pontos de cultura e adotar a autodeclaração para registrá-los no cadastro nacional.

A secretária Ivana Bentes informou que ainda haverá uma última rodada de discussões com o Departamento Jurídico do MinC, com o ministro Juca Ferreira e com a Controladoria-Geral da União (CGU) para que a regulamentação seja simplificada, melhorada, para que se constitua efetivamente em uma ferramenta de desburocratização. “A lei já está em vigor, e a instrução vai trazer esse detalhamento”, disse Ivana, depois de participar de debate sobre a lei, hoje (3), na Nona Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), no Rio de Janeiro.

Segundo Ivana, a instrução normativa simplificará a prestação de contas por recursos recebidos e estabelecerá um termo de compromisso, a partir do qual o ponto de cultura financiado comprovará que a atividade cultural foi realizada e atingiu o público pretendido. O principal é reconhecer o mérito das ações do projeto e verificar se ele atingiu o objetivo proposto.

A partir da instrução, será iniciada campanha para cadastramento de novos pontos de cultura. A publicação estabelecerá a autodeclaração como critério para definir o que é um ponto de cultura, permitindo que “quaisquer fazedores culturais” se cadastrem, , disse a secretária. Com isso, a secretaria pretende fazer uma caravana pelo país para estimular o cadastramento e mapear as iniciativas.

A iniciativa será um reconhecimento simbólico, e não vai garantir acesso a recursos públicos. Apesar disso, Ivana defende que o mapeamento faça com que o ministério possa pleitear mais recursos para os pontos de cultura.

O texto da instrução está em discussão. A décima nona versão será elaborada em consenso com gestores estaduais e municipais e com grupos de gestores do Comitê Cultura Viva. Depois da publicação, o ministério vai preparar a proposta de cadastramento, e a expectativa é que o novo mapeamento ao menos dobre o número de pontos cadastrados, hoje em torno de 3,4 mil.

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Brasília, 30 de janeiro de 2015.

Prezados Senhores Deputados,

Arlindo Chinaglia (PT-SP), Chico Alencar (PSOL-RJ), Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Júlio Delgado (PSB-MG).

As organizações abaixo-assinadas, em apoio aos povos indígenas do Brasil, protagonistas nos últimos anos da Mobilização Nacional Indígena, consideram inaceitável o espírito pouco – ou nada – republicano que vem pautando articulações em torno de algumas candidaturas à Presidência da Câmara dos Deputados e da eleição da sua mesa diretora. Notícias veiculadas pela imprensa informam que grupos representativos de interesses privados vêm barganhando com alguns candidatos à presidência o endosso à tramitação de propostas que afetam direitos fundamentais da população brasileira.

Diante disso, condenamos o modo como os direitos – sobretudo os territoriais – dos povos indígenas, comunidades tradicionais e outras populações do campo, além dos direitos ambientais e das gerações futuras, vêm sendo tratados como moeda de troca entre bancadas e grupos de interesses privados representados no Parlamento.

Consideramos especialmente graves as informações de que apoios para certas candidaturas têm sido costurados com a promessa de ressurreição de proposições legislativas destinadas a limitar, reduzir e/ou extinguir direitos – tal como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 215-A/2000, arquivada ao final da legislatura passada, e outras medidas similares.

Converter direitos constitucionais, historicamente conquistados pelo povo brasileiro, em objeto de barganha política é inadmissível por afrontar o Estado Democrático de Direito, rebaixando a relevante função de representação parlamentar e beneficiando interesses particulares em detrimento de direitos de grupos vulneráveis e do interesse público, com graves impactos a toda a sociedade brasileira.

A eleição para a Presidência da Câmara deve pautar-se pela discussão de temas de interesse público substantivo, voltados a um projeto de país socialmente justo, que respeite a diversidade própria do povo brasileiro, e ao aprofundamento da democracia, da participação popular e da efetivação dos direitos fundamentais previstos na Carta Magna de 1988.

Assim sendo, cobramos o compromisso dos candidatos à Presidência da Câmara dos Deputados com a manutenção dos direitos fundamentais previstos nos Artigos 5º, 225, 231, 232 e ADCT 68, todos integralmente protegidos a título de cláusulas pétreas conforme dispõe o Artigo 60, §4º, IV, e com o Direito Internacional dos Direitos Humanos, o que inclui a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Sendo o que tínhamos a manifestar, ficamos no aguardo de seu posicionamento.

Atenciosamente.

Assinam:

Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo – APOINME

Articulação dos Povos Indígenas da Região Sudeste -ARPIN-Sudeste

Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul – ARPIN-Sul

Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB

Associação Brasileira de Antropologia – ABA

Associação Floresta Protegida – AFP

Associação Profissional de Antropologia – Aproa

Aty Guasu

Centro de Trabalho Indigenista – CTI

Campanha #ÍndioéNós

Coletivo A Causa

Comissão Guarani Yvyrupa

Comissão Pró-Índio de São Paulo – CPI-SP

Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração

Conselho do Povo Terena

Conselho dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul

Conselho Indigenista Missionário – CIMI

Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB

Escola de Ativismo

Greenpeace Brasil

Iepé – Instituto de Pesquisa e Formação Indígena

Instituto de Estudos Socioeconômicos –INESC

Instituto Internacional de Educação do Brasil – IEB

Instituto Sociedade, População e Natureza – ISPN

Instituto Socioambiental – ISA

Movimento de Apoio aos Povos Indígenas – MAPI

Uma Gota No Oceano

WWF- Brasil

“Somam-se às assinaturas,também,ações e projetos que beneficiam os povos indígenas,abaixo relacionados”afirma a mobilizadora social,ambiental,cultural e Tuxáua,Marly Cuesta

Representação da Região Sul no Colegiado Setorial de Artesanato do Conselho Nacional de Política Cultural do MINC

Projeto Bússola Cultural – Prêmio Tuxáua 2010

Associação de Mulheres e Ponto de Cultura “Vitória-Régia”

Campanhas de Alimentação e Agasalho em prol das Comunidades Indígenas do RS

Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre

Projeto GARIMPO DAS ARTES ARTESANAIS RS: SABERES E FAZERES

Centro Cultural Vila Sampaio

https://mobilizacaonacionalindigena.wordpress.com/2015/01/30/carta-publica-aos-candidatos-a-presidencia-da-camara-dos-deputados/comment-page-1/#comment-318

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Célio Turino, no MIS-Campinas: a consciência do significado do convite do Papa Francisco (fotos José Pedro Martins)

Célio Turino recebeu na última sexta-feira o convite da Academia de Ciências do Vaticano para proferir a conferência de abertura de seminário organizado pelo papa Francisco, sob o tema “Arte e Inclusão Social”. Entretanto, apenas hoje, 28 de janeiro, olhando, da sacada do Museu da Imagem e do Som (MIS), a reforma da Catedral Metropolitana de Campinas, ele diz que tomou consciência da responsabilidade e do significado do convite. Para a Agência Social de Notícias, Turino detalha a história por trás desse chamado do Vaticano e cita nomes – como Magalhães Teixeira, Jacó Bittar e Antônio Augusto Arantes – que segundo ele contribuíram para a trajetória que culminou em um conceito novo de cultura. Um conceito nascido em Campinas, como faz questão de ressaltar. O possível ponto de partida para uma grande transformação social.

Ele conta que foi tudo muito rápido: “Há uns 15 dias uma amiga argentina escreveu para mim, pedindo meu livro em espanhol, mais currículo e me colocando em contato com uma pessoa que trabalhava com o Papa Francisco em projetos sociais na periferia de Buenos Aires, na época que ele era Arcebispo. Enviei o solicitado, conversamos um pouco por email, e disse que em abril estaria ministrando um curso de gestão cultural em Buenos Aires, quando poderíamos conversar melhor”.

O currículo de Célio Turino é extenso, começando por sua atuação na Prefeitura de Campinas, mas ele se tornou uma referência nacional e internacional por ter sido, durante a gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura, o grande organizador e executor do Programa Cultura Viva. A iniciativa resultou no apoio a milhares de pontos de cultura em todo Brasil, fonte de movimento que ganhou impulso e chegou a vários países. Turino documentou essa experiência no livro “Ponto de Cultura – o Brasil de baixo para cima”. Traduzido em espanhol como “Puntos de Cultura – Cultura viva en movimiento”, é este livro e aquela experiência que estão na origem do convite papal.

Célio Turino diz que a conversa com Damiana foi rápida, a assistente do Papa no programa “Scholas Ocorrentes” “também não abriu muita coisa, agradeceu o livro e disse que depois entraria em contato”. Enfim, ele afirma, tudo indicava que seria mais uma conversa com tanta gente boa que tem conhecido pelo mundo, principalmente pela América Latina, trocando ideias sobre arte, vida, inclusão social, autonomia, protagonismo, empoderamento das pessoas. “Cultura Viva, enfim”, resume.

No último dia 23, contudo, o convite oficial da Pontifícia Academia de Ciências, para Turino fazer a conferência de abertura do seminário “Scholas Ocorrentes”, projeto de esporte e cultura para crianças e jovens que o Papa pretende apresentar para o mundo nos próximos meses. O seminário acontece entre 2 e 5 de fevereiro. Turino parte na sexta-feira, 30 de janeiro, para Roma.

Célio explica que os assessores do Papa Francisco haviam conhecido Pontos de Cultura na Argentina “e queriam entender melhor os conceitos e teoria da Cultura Viva, ideia que nasceu em Campinas e hoje está espalhada por 17 países da América Latina”.

Turino reconhece: “É estranho dizer isso, mas na hora do convite fiquei até em dúvida se era verdade, não por desdém ou por achar que fosse algum trote (poderia ter sido!-risos), mas fiquei entre um misto de felicidade (com a honra do convite e a responsabilidade) e incredulidade. Tanto que só depois de confirmar a passagem (hoje pela manhã) é que fui me acostumando com a ideia”.

Com a passagem na mão, e da sacada do MIS-Campinas, Célio Turino faz então uma viagem pelo tempo, processando, finalmente, todo o significado do convite: “Fico pensando nos 180 degraus da Catedral, que subia junto com meu pai, para dar corda no relógio (sou filho do relojoeiro da igreja). Também me recordo das vezes em que saia na procissão de São Benedito, vestido como ele! (mais risos). Promessa de minha avó, para que eu fosse curado da bronquite”.

O itinerário pela memória continua: “Lembro de meu avô, quando vendíamos empadas pelas ruas da Vila Industrial, isto quarenta anos atrás, um pouco mais. Penso em minha mãe, Elza, a quem vou dedicar esta viagem (pena que ela não pode ir comigo) por tudo que me ensinou. Passando destas memórias íntimas, lembro-me de outras, de quando decidi ser comunista, ainda adolescente, lutando contra a ditadura, andando pelas periferias de Campinas, acordando nas madrugadas, para piquetes em portas de fábrica, panfletagens pela cidade, comícios, passeatas, enfrentamentos com a repressão”.

E, seguindo no tempo, Célio Turino afirma recordar do primeiro dia em que foi trabalhar na Secretaria de Cultura de Campinas, como gráfico, operador de impressora off-set, para imprimir o “Ver e Ouvir”, a programação de cinema de arte do MIS (“uma semana por mês, salas lotadas, lá no Castro Mendes”), e também os cadernos de astronomia.

Se lembra, também, das feiras de arte e cineclubes que realizava nas favelas e periferias: “Isso no início dos anos 80, quando a diretora de cultura (era filha do francisco Amaral, lembro dela, assim como do Grama, que me contratou como gráfico, quando fora secretário de cultura, isso em 1977) me autorizou a deixar de ser gráfico para trabalhar como animador cultural”.

E mais: o tempo em que trabalhou no Museu do Bosque (“gostava tanto do cheiro da terra e da mata, principalmente quando chovia”), o curso de História na UNICAMP. “Também o Augusto Arantes que, para mim, além de secretário de cultura e chefe, foi orientador e mestre, aprendi muito com ele, o primeiro Ponto de Cultura a levar o nome de Ponto de Cultura foi nesta época, em Joaquim Egídio”, relembra.

Depois, com o prefeito Jacó Bittar, Célio tornou-se Secretário de Cultura. “Era jovem para ser secretário, mas me dediquei tanto, pudemos fazer tantas coisas boas e belas, o Recreio nas Férias (um dia quero ter forças para retomar este projeto para o Brasil inteiro), as Casas de Cultura, a programação cultural da cidade, o Lago do Café, o Museu na Lidgerwood. Minhas filhas nasceram, Mariana, depois Carolina. A vida em Sousas”.

E aí veio o Ministério da Cultura. “Bem, aí é outra história e os Pontos de Cultura se espalharam pelo Brasil inteiro”, assinala.

Célio continua: “São estas histórias que estarão em mim quando estiver falando no Vaticano. Será por estas histórias que vou pedir forças. O mundo pode ser melhor com a Cultura, com a Arte, com a generosidade, com a criatividade, a Potência e o Afeto. Que o Papa Francisco tenha a força e luminosidade (ele tem muita!) para levar tudo isso para o mundo. Agora (saindo da sacada do MIS e adentrando no Palácio dos Azulejos), me dou conta da honra e da responsabilidade do convite. Honrarei com humildade. E que Silvana, minha amada esposa, segure minha mão quando eu estiver por lá”.  E conclui: “Obrigado a todos que fizeram parte desta história”.
De Joaquim Egídio para o Vaticano. Todos os caminhos levam à cultura viva.
“Desejamos muitas bênçãos e luz na missão do Célio Turino”,diz a Tuxáua e mestra artesã,Marly Cuesta.

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29 / 01 /2015 – Brasil e Colômbia  planejam cooperação na área cultural   Versão Espanhol
Brasil e Colômbia_92d2874b-6c8d-4086-aa99-dcce8cbdbe64-mediumBRASIL, Brasília – O Programa Ibercultura Viva, criado para apoiar o desenvolvimento cultural, econômico e social dos países iberamericanos e fortalecer políticas culturais de base comunitária, pode ter, em breve, um novo integrante. A secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (MinC), Ivana Bentes, se reuniu com a assessora de Assuntos Internacionais do Ministério da Cultura da Colômbia, Adriana Correa, para fortalecer laços de cooperação cultural entre os dois países e discutir a adesão colombiana ao programa.

“A reunião foi bastante animadora. Em síntese, estamos buscando uma reaproximação entre o Brasil e a Colômbia no âmbito da cooperação cultural, tendo como foco principal o Ibercultura Viva”, informou Ivana Bentes. Segundo a secretária, o Ministério da Cultura colombiano já recebeu proposta formal de adesão ao programa e, no momento, está avaliando a melhor maneira de atuar e cooperar com as atividades do Ibercultura Viva.

A proposta de criação do Ibercultura Viva é brasileira, feita pelo MinC logo após o Congresso Ibero-Americano de Cultura de São Paulo, em 2010. O programa foi lançado oficialmente no Congresso da Costa Rica, em 2014, e conta com a participação de Brasil, Chile, Costa Rica, Uruguai, Paraguai, Espanha, Bolívia, México e El Salvador.

O Ibercultura Viva tem como objetivos fomentar criar uma Rede Ibero-Americana de Pontos de Cultura, promover intercâmbio de participantes da Política Nacional de Cultura Viva com os de políticas públicas equivalentes nos países ibero-americanos, capacitar gestores públicos para trabalhar com políticas culturais de base comunitária, fortalecer a Rede de Gestores Culturais nos países membros, definir uma legislação específica de políticas públicas em benefício das expressões culturais comunitárias e apoiar a produção e circulação de conteúdos culturais.

Cultura Viva no exterior
A experiência brasileira com a Política Nacional de Cultura Viva vem servindo de inspiração para outros países, entre eles a Colômbia, instituírem programas de promoção da cultura de base comunitária. As cidades de Bogotá, Cali e Medellín mantêm programas baseados no modelo brasileiro.

Na Argentina, há hoje cerca de 450 Pontos de Cultura. No Peru, são mais de 170. Na Costa Rica, o Ministério da Cultura local realiza regularmente caravanas pelo país para mapear e fomentar manifestações culturais populares.

O cumprimento, por parte do Brasil, da Convenção sobre a Promoção e Proteção da Diversidade das Expressões Culturais, sobretudo em relação à participação da sociedade civil, vem chamando atenção internacional. A convite da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Ministério da Cultura (MinC) tem participado de eventos internacionais para divulgar o Programa Cultura Viva. Já foram realizadas apresentações na Tunísia, na Tailândia, na Bulgária e no Marrocos, entre outros países, sempre com receptividade positiva.

Fonte: MinC

http://revistamuseu.com.br/noticias/not.asp?id=43441&MES=%2F1%2F2015&max_por=10&max_ing=5#not

 

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A cultura digital no Brasil ganhou nesta quarta-feira (28/1) dois grandes impulsos de modernização. O governo abriu a consulta pública da regulamentação do Marco Civil da Internet e a elaboração do projeto de lei para proteção de dados pessoais. O ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse que o Brasil tem pressa em avançar nestes dois itens, porque fazem parte da agenda de ações do país no século 21.
“O século 21, com este processo vertiginoso do avanço, particularmente na área digital, a internet e a agenda que essa revolução tecnológica nos coloca é incontornável. Tem países, inclusive, que adotaram uma agenda parlamentar que, de tantos e tantos anos, revisam todas as leis sob o ponto de vista que elas estejam compatibilizadas com o desenvolvimento tecnológico”, salientou o ministro.
Ferreira participou do lançamento dos debates públicos sobre a regulamentação do marco civil da internet e o anteprojeto de lei para proteção de dados pessoais. O evento, realizado no Ministério da Justiça, marcou a abertura de uma plataforma na internet, na página participacao.mj.gov.br, onde interessados poderão contribuir com sugestões para os dois assuntos. As consultas ficarão abertas por 30 dias, com possibilidade de renovação de prazo.
O ministro ressaltou a importância da atualização das leis: “Na área da cultura, na área do direito autoral, a gente tem lei anterior ao videotape. Não é possível garantir direitos nem garantir desenvolvimento econômico do ponto de vista cultural, se a gente não for capaz de criar um marco regulatório que seja acessível e que dialogue o tempo inteiro com este processo”.

Consulta

O Ministério da Justiça utiliza a rede CulturaDigital.br, criada pelo Ministério da Cultura, para permitir a consulta pública em projetos que demandam relacionamento direito com a sociedade.
“É parceria antiga entre o Ministério da Justiça e o Ministério da Cultura. Em 2009, estabelecemos uma parceria para discussão do marco civil. Na época, emprestamos a nossa plataforma. Todo debate foi feito neste processo”, afirmou Juca Ferreira. “E é uma colaboração que reitero e acho importante que todos os ministérios, dada à importância dos temas, participem, colaborem e ampliem o debate.”
Segundo o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, a regulamentação do Marco Civil e o anteprojeto de Proteção de Dados não poderiam ser feitos dentro de gabinetes. “Este processo marca este início do segundo mandato, neste compromisso de amplo diálogo e participação popular”, disse ele.
No caso do Marco Civil da Internet, será a primeira experiência do governo de abrir para a participação da sociedade a introdução de questões que irão subsidiar o conteúdo da regulamentação da lei que será elaborada por meio de decreto presidencial.
Passado o período de consulta pública acerca da proteção de dados pessoais, será consolidado um texto com base nas contribuições que será enviado em forma de projeto de lei para aprovação no Congresso Nacional.

Histórico

O Marco Civil começou a ser elaborado em 2009 e colocado em debate público em plataforma hospedada no site Cultura Digital. Ele recebeu mais de 2.300 contribuições e 18 mil visualizações. Encaminhado ao Congresso Nacional em 2011, foi aprovado pelos parlamentares em março de 2014 e foi à sanção presidencial em 23 de abril do mesmo ano.
A Lei 12.965 de 23 de abril de 2014, conhecida como a “Constituição da Internet”, estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil e preencheu uma lacuna na legislação brasileira ao definir forma e responsabilidades relativas à utilização dos meios digitais.
Sua regulamentação é necessária para em alguns artigos detalhar, por exemplo, exceções à neutralidade de rede ou procedimentos de segurança que as empresas devem adotar com os dados dos usuários.
Já o debate de proteção de dados pessoais busca comentários e sugestões para a elaboração do anteprojeto de lei para proteção de dados pessoais, que acabam sendo vendidos ou usados sem conhecimento do titular.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

Juca Ferreira destaca importância do Marco Civil da Internet e proteção de dados

Site recebe sugestões da sociedade para regulamentar Marco Civil da Internet

 

 

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Zoólogo da USP foi convidado por Juca Ferreira para assumir o Instituto Brasileiro de Museus

POR LUIZ FELIPE REIS

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Ibram. Ferreira Brandão assume após o carnaval; ligado à área científica, ele diz conhecer as características de cada tipo de instituição.

Como antecipou o colunista do GLOBO Ancelmo Gois, o zoólogo Carlos Roberto Ferreira Brandão, professor titular e ex-diretor do Museu de Zoologia (MZ) da USP, foi indicado pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, para ser o novo presidente do Instituto Brasileiro de Museus, o Ibram — órgão responsável pela gestão direta de 30 museus federais e que conta com mais de três mil instituições cadastradas. A tomada de posse, no entanto, assim como o anúncio oficial da sua equipe, só acontecem após o carnaval, quando Brandão substituirá Ângelo Oswaldo de Araújo Santos, que deixou o Ibram para assumir a secretaria estadual da Cultura de Minas Gerais.

Ligado à área científica, Brandão já integrou o Conselho Internacional de Museus (Icom), órgão vinculado à Unesco, assim como presidiu o comitê brasileiro do Icom. Na entrevista a seguir, concedida na tarde de ontem, ele diz ter afinidade com “as mais diversas tipologias de museus; históricos, artísticos, entre outros”.

Como o senhor recebeu o convite para presidir o Ibram? O ministro explicou os motivos da sua escolha?

O ministro consultou algumas pessoas e considerou que houve apoio ao meu nome. Ocorre que fui indicado à presidência do Ibram, mas a tomada de posse, minha e de toda a equipe, só acontece depois do carnaval.

Mas, até lá, o que pretende fazer?

Agora é hora de pesquisa e de diagnóstico, assim como de espera em relação às orientações do ministro. Ele tem um programa, uma visão para os museus e para o Ibram.

Como o senhor avalia o trabalho do Ibram nos últimos anos? E o que imagina ser possível realizar à frente do instituto?

Acompanho o Ibram desde quando ele ainda estava disperso, no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e depois a partir da sua criação (em 2009). Mas nos últimos anos não estive tão perto dos programas realizados e das políticas de estado para ele. Agora é hora de estudo. Por enquanto, estamos no campo das conjecturas.

O senhor é conhecido dentro de uma vertente museológica vinculada às ciências. Isso foi tema de conversa entre o senhor e o ministro?

Venho de uma área um pouco diferente. Fui diretor do Museu Universitário e do Museu de Zoologia da USP, e conversei com o ministro sobre isso. Ele perguntou qual era o meu trânsito nas outras áreas, e eu tenho conhecimento sobre as outras áreas. Fui integrante do Conselho Internacional de Museus (Icom), assim como fui o primeiro presidente do comitê brasileiro do Icom, e o Icom reconhece mais de 30 tipologias de museus. Então tenho experiência nessa diversidade e consigo reconhecer as distintas naturezas e especificidades dos museus. Assim como também consigo ver o que os une.

E o que os une?

A preocupação com o patrimônio, com a divulgação qualificada desse patrimônio, a preocupação ética…

No ano passado, um decreto do governo causou polêmica no mercado de arte, permitindo ao governo declarar como bens de interesse público obras de colecionadores privados. Como o senhor avalia esse decreto e a confusão resultante dele?

Houve uma precipitação. Não estamos falando de tombamento ou de confisco de bens particulares, não é isso. A ideia é facilitar o acesso dos museus caso tenham interesse por determinadas peças à venda ou em processo de alienação. Nesses casos, de venda ou alienação, os museus teriam prioridade de compra. É diferente do que foi dito ou compreendido.

Além dos tipos de museu já estabelecidos, como o senhor acompanha a contínua ampliação do que pode ser definido como museu hoje em dia?

A ideia ou a definição do que é um museu vem evoluindo nos últimos anos. Ela se amplia, no sentido de que abriga tipologias diversas, como museus zoológicos, parques nacionais, centros de cultura… Tudo isso entra na grande definição do que é um museu, mas há novas tendências, formatos contemporâneos e muito dinâmicos, no campo das artes, da tecnologia, da biodiversidade. Os museus indígenas são um exemplo. Eles surpreendem, porque neste caso não há sentido na exibição de objetos destacados ou dissociados de seus ritos. É um outro entendimento. No Rio, temos o exemplo dos museus das comunidades.

O que eles apresentam de singular, na sua opinião?

Primeiro, que um é muito diferente do outro. O da Maré, o da Rocinha ou o do Pavão-Pavãozinho… São experiências que dizem respeito à demanda de memória daquelas comunidades, e isso acaba gerando modelos inovadores, singulares. O Museu da Maré, por exemplo, é um museu muito vivo. Não é pautado por objetos ou peças, é a vida deles que é o principal material. São museus dinâmicos. Hoje, existem muitos formatos em desenvolvimento.

O Rio também aguarda a inauguração do Museu do Amanhã. Um museu que olha para hoje, mas para pensar o futuro.

Sim, o Museu do Amanhã tenta musealizar as nossas ideias de um futuro. Ele representa o que imaginamos, o que projetamos à frente. Depois poderemos comparar e ver se o que a gente imagina aconteceu. Acho que os museus trabalham apontados para o futuro, usando o passado como ferramenta de diálogo com o futuro.

http://oglobo.globo.com/cultura/indicado-presidencia-do-ibram-carlos-roberto-ferreira-aposta-na-diversidade-dos-museus-15096473

 

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