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Posts Tagged ‘Marly Cuesta’

 

defesa todos(1)ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU GUARANI
José Ribamar Bessa Freire
08/02/2015 – Diário do Amazonas

(De Biguaçu, SC) Três pesquisadores indígenas defenderam nesta quarta feira (4/2) seus trabalhos de conclusão de curso (TCC). Ronaldo A. Barbosa batizado em guarani como Karai Djudescreveu, com os pés na terra, a agricultura tradicional e, para ilustrar suas hipóteses, trouxe da roça vários tipos de milho, melancia, amendoim, aipim, abóbora e batata doce. Já seus colegas Geraldo Moreira (Karai Okenda) e Wanderley Moreira(Karai Ivyju Miri), com os olhos no céu, enveredaram pela astronomia e trouxeram um mapa do universo que demarca o céu guarani com suas estrelas e constelações.

Alunos do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, eles fazem parte da turma de 120 índios Xokleng Laklãnõ, Guarani e Kaingang, com ingresso em fevereiro de 2011 na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Quatro anos depois, as defesas mencionadas – as primeiras da UFSC em terra indígena – aconteceram não no campus, mas numa aldeia com o nome poético de Reflexo das Águas Cristalinas (Yynn Moroti Wherá em guarani), localizada no município de Biguaçu, para onde os membros da banca se deslocaram.
As duas monografias se complementam como se fossem capítulos de um livro, pois os Guarani para verem a terra, olham o céu. Com a leitura do céu, elaboram o calendário cosmológico chamado Apyka Miri, que conta o tempo, marca o clima, a chegada da chuva, a época de extrair o mel e de semear, o tempo da colheita e de fazer artesanato, a duração das marés, a caça e a pesca, tudo em sintonia com Nhanderu Tenonde – o Pai Criador e com Nhamandu – o Pai Sol. A astronomia e a religião é que dão suporte para a agricultura guarani, que tem o pé na terra e o olho no céu.
O pé na terra
Um ritual com apresentação do coral e dança de crianças indígenas precedeu a defesa da monografia sobre agricultura, de 56 páginas, ilustrada com fotos e vídeo feitos por Ronaldo. Paramentado com um cocar de penas coloridas, ele começou sua exposição formulando várias questões: quais as formas tradicionais usadas pelos Guarani para  cultivar as plantas e quais delas se mantém na atualidade? Que tipo de ferramentas são usadas? Quais as sementes mais cultivadas? Qual a época de cultivo? O que fazer diante das novas tecnologias e do mercado?
Para buscar as respostas, ele combinou vários procedimentos de pesquisa.  Entrevistou velhos sábios e reproduziu as entrevistas em língua guarani. Cruzou essas narrativas orais com pesquisa bibliográfica. Leu documentos do Ministério de Desenvolvimento Agrário, textos de Egon Schaden, de Maria Inês Ladeira, algumas teses e dissertações. Além disso, saiu a campo e registrou suas observações pessoais feitas em roças de três aldeias, de onde trouxe diversos tipos de milho. Desenhou o croqui das áreas cultiváveis e ali identificou variedades de plantas.
Desta forma, as imagens registradas com diferentes técnicas incluíram desde desenhos coloridos feitos manualmente pelo autor, passando por fotos das roças e das pessoas entrevistadas até o mapeamento das aldeias com imagens de satélite do Google Earth. No final, a projeção do vídeo sobre o tema reforçou a relação da agricultura com o mundo espiritual guarani, destacando o ritual do Nhemongaraí, quando se dá o benzimento de sementes e de alimentos junto com o batismo das crianças.
Nos dias atuais a agricultura tradicional guarani é como se fosse uma agricultura orgânica ou biológica dos não indígenas porque não usa nenhum tipo de adubo químico – escreveu Ronaldo, que chama a atenção para “as armadilhas” do mercado. “De alguma maneira hoje devemos controlar o que vem de fora para não afetar diretamente a nossa produção, a nossa cultura” – ele diz, apontando como lugares de luta a escola indígena e “a Casa de Reza (Opy),que é a nossa primeira escola”.
O olho no céu
A letra de Nhanderu está escrita no céu e na natureza, mas é preciso aprender a ler essa letra – explicou Alcindo Moreira (Wherá Tupã), 106 anos, presente na defesa ao lado da esposa Rosa Mariani Cavalheiro, 98 anos, ambos entrevistados por Geraldo e Wanderley, seus filhos, a quem ensinaram a ler o céu. O TCC feito pelos dois trata justamente do calendário guarani, da passagem do tempo e das estações,  que podem ser registradas através da observação das estrelas e das constelações.
A pesquisa explorou um campo relativamente novo para a academia – a arqueoastronomia – disciplina que estuda os conhecimentos astronômicos dos povos originários da América e que a partir de 1970 começou a ser estudada em universidades europeias e americanas. No Brasil, a  Ilha de Santa Catarina é justamente a região mais rica em vestígios arqueológicos sobre o tema – segundo o físico Germano Bruno Afonso, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), cujos trabalhos são citados no TCC, de 48 páginas, com fotos, desenhos e um vídeo feito pelos autores.
Os dois irmãos trilharam caminho similar ao de seu colega, usando metodologia da “pedagogia da alternância”, que foi bem trabalhada nas 3.420 horas de duração do Curso de Licenciatura, distribuídas em “tempo universidade” e “tempo comunidade”, com a integração dos dois espaços na produção do conhecimento. Entrevistaram os velhos sábios guarani e cruzaram os dados obtidos com os textos míticos recolhidos por Leon Cadogan, com os escritos de Bartomé Meliá – que foi professor no curso – e com a observação do céu.
Todos os povos antigos faziam a leitura do céu. Se não fizessem, não sobreviveriam. Trabalho muito com índios, com astronomia indígena, principalmente com os conhecimentos dos pajés – diz Germano Bruno Afonso, doutor em Astronomia e Mecânica Celeste pela Universidade de Paris VI, com pós-doutorado no Observatório da Côte d’Azur e Prêmio Jabuti de 2000 com o livro “O Céu dos índios Tembé“. Ele reconhece que muitas de suas afirmações “se baseiam no modo como os pajés me explicaram a fazer a leitura do céu e na sua forma de pensar”.
Como os índios pensam
Foi essa leitura que Geraldo e Wanderlei fizeram trabalhando nos últimos sete anos para reconstituir uma versão do calendário guarani. Orientados por Wherá Tupã, registraram o conhecimento oral antigo, observaram as principais constelações, descreveram seus significados para as atividades cotidianas e construíram uma réplica do relógio guarani, desenvolvendo uma metodologia para ensinar as crianças da aldeia, que desta forma aprendem mais facilmente. Germano Bruno confirma:
– Para o ensino da Astronomia às crianças, o céu guarani é um auxiliar precioso. Quando elas aprendem as constelações indígenas – da Anta, do Veado, da Ema, da Cobra, da Canoa, do Homem Velho, etc – a versão ocidental fica mais fácil de ensinar. Não precisa forçar a imaginação, você olha e enxerga. Por que? Porque os índios não apenas juntam as estrelas brilhantes, mas formam as figuras com as manchas claras e escuras da Via Láctea. Assim, eles veem mesmo determinado animal no céu. Como aquela brincadeira que se faz com as crianças de enxergar desenhos nas nuvens.
Os dois concludentes esclarecem que “o pensamento guarani não é estático, nem imutável. As constelações sazonais oferecem uma enorme diversidade de interpretação. Para acessar essa cosmologia é preciso considerar a localização física e geográfica de cada grupo indígena, com os que habitam o litoral e o interior ou diferentes latitudes“.
Outras defesas de TCC ocorrerão até final de fevereiro. As monografias estão comprovando que os índios são capazes de se apropriar dos métodos da academia para produzir conhecimento, mas sobretudo que eles trazem relevante contribuição para que a universidade aprenda como pensam os índios. Ronaldo, que antes se formou como técnico em agropecuária no Colégio Agrícola de Araquari (SC), diz que ele tem hoje a visão de dois mundos e pode transitar por ambos: “Dessa forma está sendo plantada uma semente onde vamos poder colher bons frutos”.
Ah, ia me esquecendo. Por falar em bons frutos, entre uma defesa de manhã e a outra de tarde, os integrantes da banca almoçaram os anexos da monografia: milho, melancia, cará, batata doce. Estavam deliciosos. Nota dez.
P.S.1 As bancas examinadoras foram compostas por Helena Alpini (orientadora), Maria Dorothea Post Darella, Aldo Litaiff e este locutor que vos fala, todos professores do curso. Mas de outra espécie de “banca informal, fizeram parte os sábios guarani Alcindo Moreira, Rosa Mariani Cavalheiro e Nadir Amorim, que aprovaram o trabalho dos três alunos.
P.S. 2 – A UFSC apresentou em 2009 proposta do Curso de Licenciatura ao PROLIND – um programa de apoio à formação superior de professores que atuam em escolas indígenas. Agora, negocia com o MEC para que a Licenciatura Intercultural Indígena se transforme num curso regular a partir de agosto de 2015. A equipe esteve formada, entre outros professores, por Maria Dorothea Post Darella, Ana Lúcia Notzold, Clóvis Brighenti, Lucas Bueno – coordenador geral e Rivelino Barreto Tukano, coordenador pedagógico.
“Mas esse feito é uma grande bênção!
Parabéns aos nossos iluminados pesquisadores guarani, na luta pela preservação e divulgação de nossos saberes ancestrais!!
Um orgulho enorme para as famílias deles e para tod@s nós!Lembro de como meus antepassados ficam observando o céu  durante a noite para saber como seria o dia seguinte.E também observavam o céu durante o dia.
Parabéns,Prof.José Bessa por tão importante artigo que em sí, já é um rico documento para esta e as futuras gerações!
Gratidão,”disse a mestra artesã e tuxáua,Marly Cuesta.
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Juca Ferreira posse_B7JupKxIAAAGuX4

Juca Ferreira assume pela segunda vez o Ministério da Cultura.Sua primeira gestão foi realizada entre 2008 e 2010.

Em sua posse,hoje dia 12 de Janeiro de 2015,Juca Ferreira foi aplaudido de pé pelos presentes onde recebe o cargo da ministra interina, Ana Cristina Wanzeler, em solenidade no Teatro Funarte Plínio Marcos, em Brasília,onde agradece o carinho da receptividade e confiança.

“Tenho a intenção de fortalecer as relações culturais do Brasil com outros países, principalmente da América Latina,efetivar ações coletivas interministeriais”, acreditando que é preciso lutarmos pela democratização da produção e do acesso à Cultura com ações transversais com educação,saúde,meio ambiente, turismo,juventude, comunicação e ao conhecimento, como um dos elementos constitutivos da própria democracia,afirmou Juca Ferreira.

Fundamental o diálogo com o Congresso Nacional com diálogos para aprovação do PROCULTURA que será uma luta de tod@s.”Uma grande nação precisa ter um desenvolvimento cultural à altura de sua grandeza e que a  gigantesca diversidade da nossa cultura é um verdadeiro tesouro nacional”,ressaltou Juca Ferreira.

Afirma ainda,que a”lei de direitos autorais será um dos eixos de atuação de sua gestão na cultura e que a cultura brasileira não pode ficar dependente dos departamentos de marketing das grandes corporações” acreditando  em um estado eficiente e eficaz.

A representante da região Sul no Colegiado Setorial do Artesanato no CNPC do MINC, Marly Cuesta, enviou as demandas do Artesanato e sugestões de ações culturais e se diz feliz por ter ouvido suas demandas mencionadas no discurso de posse do Ministro Juca Ferreira.

http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/juca-ferreira-assume-hoje-o-ministerio-da-cultura/10883?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cultura.gov.br%2Fnoticias-destaques%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_OiKX3xlR9iTn%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3D_118_INSTANCE_x9zwCh7U69gP__column-1%26p_p_col_count%3D2

 

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V Encontro dos Kujã_10730867_1551979755039496_8047992842809935136_nEncontro para a celebração e disseminação dos valorosos saberes tradicionais indígenas dos velhos Kaingang – Os KUJÃS .

Comunidade Indígena Kaingang do Morro do Osso – Rua Padre Werner, 77 – Bairro Tristeza – Porto Alegre -RS

Programação do Evento

——————————————————————————————–

***************************Primeiro Dia -21/11- sexta-feira**************************

Kusong/Manhã

08h00 – Recepção das lideranças político-religiosas Kaingang – Ajustes da programação do evento, conforme orientação dos kujà
– Café comunitário preparado pelas won déin fón-fág/cozinheiras indígenas

10h00 – Abertura do evento: a palavra das lideranças da comunidade do Morro do Osso para os visitantes Autoridades

11h30 – Apresentações artísticas indígenas

12h00 – Almoço preparado pelas won déin fón-fág

Rokóinka/Tarde

13h30 – A palavra dos kujà

15h30h00 – Ang-uí/as palavras de todos nós: encontro de perspectivas político-religiosas-pedagógicas kaingang

16h30 – Apresentações artísticas indígenas: serão convidados grupos tradicionais kaingang de outras comunidades e grupos guarani e charrua das comunidades de Porto Alegre.

Kutãty/Noite

19h00 – Janta preparada pelas won déin fón-fág/cozinheiras indígenas
20h00 – Projeção de vídeos

******************************** Segundo Dia- 22/11- sábado************************
Kusong/Manhã

07h30 – Café comunitário preparado pelas won déin fón-fág
08h30 – Véin Katá Pür : Queima de Remédios do Mato e Batismo pelos kujà

010h30 – Oficina de culinária tradicional: encontro de saberes das won déin fón-fág/cozinheiras indígenas, das wón ten-tàn fág unbrég nïr guèi fón fag-tár/parteiras, dos kujà/xamãs e das comunidades kaingang presentes.

12h00 – Almoço Tradicional: alimento e cura

Rokóinka/Tarde

13h30 – Kaingàg a tãn-táin: os Kaingang vão tocar e cantar para viver felizes e com saúde

15h00 – Nïr guéin fón-far fág-tar fág win-win ke: as parteiras/ wón ten-tàn fág unbrég nïr guèi fón fag-tár trocam idéias

17h00 – Kujàs/xamãs e pèin/rezadores preparam o Ritual aos Mortos

18h00 – Ritual aos Mortos

Kutãty/Noite

19h00 – Janta preparada pelas won déin fón-fág

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20140813_180803

Por Chris Telles

O dia 14 de agosto foi dia de muita alegria e calor humano na comunidade indígena Aracuã em pleno frio do inverno, pela primeira vez, eles foram beneficiados pela Campanha do Agasalho 2014 dos Correios, no estado do Rio Grande do Sul.  As famílias receberam 420 peças de roupas, 16 pares de calçados e 10 outros itens.

 

Essa iniciativa é coordenada pela Diretoria da Ação Social dos Correios todos os anos e tem como objetivo, arrecadar agasalhos, colaborando assim, para amenizar o sofrimento de comunidades carentes durante o rigoroso inverno gaúcho.

Todas as unidades participam arrecadando roupas, calçados e cobertores. A coleta e entrega dos agasalhos é feita entre 1 e 31 de agosto.

 

Os indígenas foram incluídos na ação, pela Associação de Mulheres e  Ponto de Cultura Voluntário “Vitória-Régia”,coordenado pela educadora popular, Marly Cuesta. “Sou índia amazonense e por isso trabalho também, pelos índios gaúchos e de todo país nas campanhas e nas instâncias decisórias para criação de políticas públicas. Sei como nossas comunidades são necessitadas de apoio de toda ordem. Fico muito feliz de ter conseguido incluí-los nessa importante campanha. Agradeço à equipe da Ação Social, coordenada pelo competente Sr. Cezar Augusto Carneiro com sua equipe, Maria Gariba Kunn, Rodolfo Idiarte e o motorista Luiz Carlos Vicente“, comemora a mobilizadora e articuladora social e cultural.

 

A Comunidade: A aldeia Aracuã é localizada no Lami, na divisa com Viamão. Lá vivem 20 famílias indígenas de origem Guarani, formadas por adultos e crianças que sobrevivem do cultivo de feijão, milho, mandioca, batata para consumo próprio. Já as apresentações culturais pelo Coral Indígena Guarani e a confecção de artesanatos são destinadas à comercialização e para angariação de fundos para a aldeia.

 

Apoio:Projeto Bússola Cultura do Prêmio Tuxáua 2010

 

https://plus.google.com/u/0/photos/106772903251908297656/albums/6050642457835438929?authkey=CP3wze25kZGwNg

 

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capa_conexoesConferência de abertura – com Teixeira Coelho e   Arjo Klamer

O Conexões Criativas teve início com a conferência de dois grandes pensadores da arte e da economia criativa: Teixeira Coelho (Curador Coordenador do MASP e consultor do Observatório de Politica Cultural do Instituto Itaú Cultural, São Paulo) e Arjo Klamer (professor de economia, arte e cultura na Universidade de Rotterdam  e presidente Associação Internacional de Economia da Cultura).

As conferencias abordaram o desenvolvimento da Economia Criativa no cenário atual, contemplando a realidade de cada região e as possibilidades dentro da área. Promoveram a reflexão sobre o planejamento e a prática das atividades criativas.

2014-08-12 00.22.26Estiveram presentes, as guerreiras culturais:

  • LETICIA DE CÁSSIA COSTA DE OLIVEIRA-Gestora Cultural,Gestora de Cidades e Empreendimentos Criativos, Professora do curso de Especialização em Economia da Cultura da UFRGS;
  • IZABEL L’ARYAN-Cantora, compositora,produtora cultural, produtora fonográfica e advogada, especialista em Economia da Cultura pela UFRGS e especialista em Planos Municipais de Cultura e Sistema Nacional de Cultura pela UFBA;

Marly Cuesta-Tuxáua 2010,índia amazonense, educadora popular, mestre artesã e da alimentação tradicional, iniciou seu trabalho na década de 70 como articuladora e educadora popular ainda no Amazonas com educação para jovens e adultos para assentados do INCRA, articuladora e ativista das políticas culturais, ambientais,direitos humanos, economia criativa e solidária do RS e do Brasil sendo representante da Região Sul no Colegiado Setorial de Artesanato do Conselho Nacional de Política Cultural-CNPC/MINC, Membro do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre e do Comitê Municipal de economia Criativa de Porto Alegre.

CURSO - ECONOMIA DA CULTURA, GESTÃO E DESENVOLVIMENTO do OECCURSO – ECONOMIA DA CULTURA, GESTÃO E DESENVOLVIMENTO

Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS.

Segunda-feira 11/8: 

– 13h30min às 17h30min – A perspectiva da Economia da Cultura – especificidade do campo da cultura; a necessidade de uma diferente perspectiva para o setor cultural (em inglês).
Terça-feira 12/8: 

– 09h00 às 12h00 –  Valores e preços – Os conceitos “valor” e “preço” e suas relações com a arte e a cultura (em inglês).

– 13h30min às 17h30min – Os bens para se lutar – As noções de “bens sociais” e “bens culturais”; A carga teórica de posse, compra e venda de arte (em inglês).

Quarta-feira 13/8:

– 9h00 às 12h00 –  As Quatro Lógicas e o financiamento das artes: a importância do dinheiro e das relações no campo da arte; O modelo analítico das Quatro Esferas (em inglês).

– 13h30min às 17h30min –  Estudo de caso: Paulínia (SP) – Indústrias e clusters criativos; O exemplo do cluster cultural audiovisual de Paulínia (SP) (em português),

Quinta-feira 14/8:

– 09h00 às 12h00 –  A noção de Capital Cultural e as Fontes de Cultura (em inglês).

– 13h30min às 17h30min – Valorização da Cultura: a função das organizações culturais (em português).

Sexta-feira 15/8: 

– 09h00 às 12h00 – Fluxos internacionais em Cultura e Economia Criativa – Tópicos conceituais e um olhar sobre os dados. (em português).

– 14h00 às 17h00 – O modelo brasileiro de Economia Criativa. (em português)

As sessões em inglês (apontadas no item anterior), não terão traduções para o português.

A mínima frequência aceita para recebimento do certificado será de 75%

Conexões Culturais_10557204_753867718004390_7927488277936519822_nEncontros CONEXÕES CRIATIVAS – 11/08 a 14/08 – 18h

Apresentação das iniciativas criativas de Porto Alegre, trazendo profissionais que participam do desenvolvimento do espaço inventivo da cidade, apresentando seus fluxos criativos, tratando sobre o caminho percorrido, o desenvolvimento do trabalho e a relação entre o processo criativo com mercado e a comunidade.

Os participantes dos encontros  atuam nas áreas da moda, fotografia, artes visuais e, também,  grupos que ocupam o espaço público de forma original.

 

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Carteira de Artesão_75c9c5e3-fb79-446f-aed5-04f2b31de6abEmitida pela Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), por meio do Programa Nacional do Artesão (PAB), a Carteira Nacional do Artesão é uma identificação nacional para artesãos e trabalhadores manuais de todo o Brasil. Gratuito, o documento tem abrangência nacional e oferece diversos benefícios, como a abertura de oportunidades em feiras de artesanato nacionais e internacionais, além de participações em oficinas e cursos na área. De acordo com a SMPE, a carteira será emitida ao artesão, ou trabalhador manual depois de avaliação prévia e entrega da documentação exigida.

Conforme o órgão federal, após o cadastro no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro-SICAB, o proponente ao documento deverá passar por uma prova de habilidades técnicas, de responsabilidade da Coordenação Estadual de Artesanato.

Programa do Artesanato Brasileiro_PAB, foi instituído com a finalidade de coordenar e desenvolver atividades que visam valorizar o artesão brasileiro, elevando o seu nível cultural, profissional, social e econômico, bem como, desenvolver e promover o artesanato e a empresa artesanal, no entendimento de que artesanato é empreendedorismo.

No Estado do Rio Grande do Sul,tem o Programa Gaúcho do Artesanato – PGA, que tem por missão incentivar a profissionalização dos trabalhadores que produzem artesanato e fomentar a atividade artesanal com políticas de formação, qualificação e orientação ao artesão. Busca também a qualidade do produto artesanal e a abertura de espaços para a comercialização da produção artesanal.
O Programa faz o cadastramento do artesão, fornecendo-lhe a Carteira do Artesão, que lhe dará o reconhecimento como profissional autônomo, possibilitando-lhe contribuir para a Previdência Social e emitir notas fiscais de suas vendas, com a isenção do ICMS, obter declaração de rendimentos, participar de exposições, feiras e eventos no Brasil e no exterior.

As Casas do Artesão funcionam em Porto Alegre e em algumas cidades do interior.

No interior, onde não existe Casa do Artesão, o atendimento é prestado pelas agências FGTAS/Sine, que fazem o cadastramento do produtor artesanal no PGA.
 

Artesão
É o profissional que exerce, por conta própria, uma arte ou ofício manual, transformando uma ou mais matérias-primas em produtos utilitários ou decorativos. Os artesãos cadastrados no Programa podem usar computadores e ter acesso à internet na Sala de Educação Digital da Casa do Artesão em Porto Alegre .

Cadastro e registro
Esse serviço, viabilizado pelo PGA, organiza e reúne os dados pessoais de cada profissional, matérias-primas e técnicas utilizadas. Contém, inclusive, o montante de vendas, elaborado a partir da somatória de suas notas fiscais emitidas, dado fundamental para o artesão comprovar renda para fins de imposto de renda e crédito.

Carteira de Artesão
  A Carteira de Artesão é o documento  que identifica o profissional de artesanato devidamente registrado e reconhecido pelo Ministério do Trabalho e Emprego para fins de benefícios.
Nela estão impressos os dados de identificação do profissional, seu número de registro no PGA e a(s) matéria(s)-prima(s) por ele utilizadas e que provou modificar e estar habilitado.

Podem obter a obter a Carteira:
. brasileiros ou estrangeiros (com situação regularizada) residentes e domiciliados no
Rio Grande do Sul, com idade igual ou maior que 16 anos.
. é precisorecolher e apresentar taxa de serviço paga em qualquer agência do Banrisul para
crédito da agência 0100 – CC nº 03274137-0-7
.  apresentar e anexar uma foto 3×4 atualizada e sem rasuras
. fotocópias da Carteira de Identidade, do CIC ou CPF> apresentar três peças prontas de
cada matéria-prima/ técnica a ser cadastrada
. elaborar uma peça artesanal (teste de habilidade) por matéria-prima/técnica a ser
cadastrada, diante de funcionários da FGTAS treinadas para essa finalidade

Na capital, o agendamento do teste de habilidade e conhecimento na técnica e na matéria-prima para a qual o artesão solicita habilitação pode ser feito na Casa do Artesão, na Rua Júlio de Castilhos, 144 – Centro, de 2ª a 6ª feira, das 8h30min às 12h e das 13h30min às 18h.
No interior, o agendamento obedece ao horário de atendimento das agências FGTAS/Sine.

 

Oficinas e cursos
O espaço de 400 metros quadrados da Casa do Artesão, em Porto Alegre, oportuniza qualificação e formação aos artesãos e ao público em geral.
Maiores informações sobre os cursos podem ser obtidas pelo telefone (51) 3226 3055.
 

Comercialização
Além das exposições e feiras realizadas no Rio Grande do Sul, em outros Estados e até mesmo no exterior, as Casas do Artesão e as lojas de artesanato, que utilizam os espaços das agências FGTAS/Sine, são pontos de exposição e comercialização de artigos produzidos por artesãos cadastrados no Programa Gaúcho do Artesanato.

Municípios com Casa do Artesão ou loja no RS
Alegrete, Arroio Grande, Camaquã, Canoas, Carazinho, Caxias do Sul, Esteio, Estrela, Horizontina, Lajeado, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Rio Grande, Santo Antônio da Patrulha, São Francisco de Paula, São Leopoldo, Sarandi, Santana do Livramento, Uruguaiana, Vacaria e Venâncio Aires.

 

Arquivos para download
Manual de Orientações PGA (tamanho: 1215KB)
Lei que Cria a Ação Estadual de Valorização do RS (tamanho: 85KB)
Lei que Institui o Programa Gaúcho de Artesanato – PGA e cria Comitê Gaúcho do Artesanato(tamanho: 88KB)
Casas do Artesão (tamanho: 18KB)

 

http://www.stds.rs.gov.br/conteudo.php?cod_menu=104

 

 

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Woman carrying freshly harvested vegetables in basketA população poderá contribuir com a elaboração do novo guia, que encontra-se em consulta pública até o dia 7 de maio, acessando o endereço eletrônico www.saude.gov.br/consultapublica. As contribuições serão avaliadas pelo Ministério da Saúde e poderão constar do documento final.

“O guia é uma fonte segura para orientar os brasileiros para uma alimentação saudável, com base em evidências científicas e com recomendações debatidas com diferentes especialistas e setores da sociedade”, afirma o ministro da Saúde, Arthur Chioro. “A intenção é promover a saúde da população e contribuir para a prevenção de doenças como a obesidade, diabetes e outras doenças crônicas relacionadas à alimentação”, enfatiza.

O manual foi elaborado em linguagem acessível e destina-se tanto ao cidadão como a educadores e profissionais de saúde. O documento foi formulado com o apoio do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP) e daOrganização Pan-Americana de Saúde (Opas), ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mais informações,no link

http://www.blog.saude.gov.br/index.php/programasecampanhas/33629-ministerio-da-saude-recomenda-o-consumo-de-produtos-naturais

 

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