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Posts Tagged ‘Cultura’

artesanato indigena de roraima_downloadO Dia Mundial do Artesão foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e foi uma forma bem simbólica de homenagear uma das profissões mais antigas do mundo. Já no período paleolítico, 6 mil anos de Cristo, o homem já utilizava de sua inteligência primitiva e de suas mãos para criar artefatos que seriam úteis para o seu dia-a-dia, como o fogo e ferramentas de trabalho.

A data, 19 de Março, foi escolhida por ser também o dia de São José, padroeiro da profissão.

O artesanato é fator de geração de renda e de inclusão social para milhares de famílias do país e do mundo, graças aos saberes de nossos Mestres Artesãos.

No Brasil, em de outubro de 2015, a presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto que regulamentou a profissão de artesão. A Lei 13.180, de 22 de outubro de 2015, foi uma conquista de mais de 10 milhões de artesãs e artesãos que lutaram arduamente para esse objetivo!

(null)O Dia Mundial do Artesão foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU)O Dia Mundial do Artesão foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU)

ORAÇÃO DO ARTESÃO

“Senhor! Tu que és maior dos artistas, fonte das mais belas inspirações. Abençoa meu talento e as minhas obras.

Maravilhoso é o dom que me deste, na louvada missão de servir-te com
alegria, e de exercer meu trabalho com amor e dedicação. Por isso,
agradeço-te por permanecer sempre comigo.

Dá-me o equilíbrio entre a razão e a emoção, humildade e sabedoria para me aperfeiçoar.

Inspira-me, ó Mestre, a criação do novo e do belo. Protege também, todos os artesãos e os artistas em suas carreiras e gêneros.

Faze com que minhas obras contribuam para a construção do teu reino,
e que eu prospere, seguindo teus desígnios, pelos caminhos gloriosos da
arte.

Amém!”

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21 fevereiro 2019 / Cultura e educação

Uma vez que 2019 é o Ano Internacional das Línguas Indígenas, o tema do Dia Internacional da Língua Materna é “As línguas indígenas como fator de desenvolvimento, paz e reconciliação.”

Unesco estima que pelo menos 43% dos idiomas falados no mundo estejam em risco de desaparecer; indígenas usam a maioria das aproximadamente 7 mil línguas vivas; ONU quer aumentar consciência sobre questões linguísticas.

O Dia Internacional da Língua Materna, marcado este 21 de fevereiro, foi proclamado pela Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco, há quase 20 anos.

A 16 de maio de 2007, a Assembleia Geral das Nações Unidas, por resolução, convocou os Estados-membros a “promover a preservação e proteção de todas as línguas usadas pelos povos do mundo”. O órgão proclamou 2008 como o Ano Internacional das Línguas, para promover a unidade na diversidade e compreensão internacional, através do multilinguismo e multiculturalismo.

Línguas Indígenas
Uma vez que 2019 é o Ano Internacional das Línguas Indígenas, o tema do Dia Internacional da Língua Materna é “As línguas indígenas como fator de desenvolvimento, paz e reconciliação.”

Segundo a ONU, os povos indígenas somam cerca de 370 milhões de pessoas e os seus idiomas constituem a maioria das aproximadamente 7 mil línguas vivas.

A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, destaca que “muitos povos indígenas continuam a sofrer com a marginalização, a discriminação e a pobreza extrema, e são vítimas de violações dos direitos humanos”. Por isso, a representante convida “todos os Estados-membros da Unesco, parceiros e agentes da educação a reconhecer e fazer valer os direitos dos povos indígenas.”

Para a agência da ONU, esta data pretende aumentar a consciência sobre questões linguísticas e mobilizar parceiros e recursos para apoiar a implementação de estratégias e políticas em favor da diversidade linguística e do multilinguismo em todas as partes do mundo.

AmeaçasPara a Unesco, esta data pretende aumentar a consciencialização sobre questões linguísticas e mobilizar parceiros e recursos para apoiar a implementação de estratégias e políticas em favor da diversidade linguística.FlipFlopi/FinneganFlint

O Ano Internacional das Línguas chegou num momento em que a diversidade linguística está cada vez mais ameaçada, segundo a ONU. A linguagem é fundamental para a comunicação de todos os tipos, e é a comunicação que possibilita a mudança e o desenvolvimento na sociedade humana.

No entanto, devido aos processos de globalização, vários idiomas estão cada vez mais ameaçados. De acordo com a Unesco, pelo menos 43% das línguas faladas no mundo estão nessa situação.

A agência destaca que apenas algumas centenas de línguas receberam um lugar genuíno nos sistemas educacionais e no domínio público, e menos de 100 são usadas no mundo digital. A cada duas semanas uma língua desaparece levando consigo toda uma herança cultural e intelectual. Globalmente, 40% da população não tem acesso a uma educação numa língua que fala ou compreende.

Importância
Incentivo desde a mais tenra idadeA Unesco considera que existe hoje uma consciência crescente de que as línguas desempenham um papel vital no desenvolvimento, na garantia da diversidade cultural e do diálogo intercultural. Por outro lado, são também fundamentais no fortalecimento da cooperação e da educação de qualidade para todos, na construção de sociedades do conhecimento inclusivas, na preservação do patrimônio cultural e na mobilização política.

As línguas, com suas implicações complexas para identidade, comunicação, integração social, educação e desenvolvimento, são de importância estratégica para as pessoas e o planeta.

Português
Falada em um pouco por todo o mundo, o português é uma das línguas mais utilizadas enquanto língua materna em países como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste onde o idioma tem estatuto de língua oficial.

O português também é falado em Macau e em muitas comunidades da diáspora dos países lusófonos no mundo, sendo um dos idiomas mais falados do mundo, usado por mais de 250 milhões de pessoas.

A língua materna nos estrutura, é a nossa raiz, individual e grupal. Aprendemos na infância, crescemos nessa língua e vamos intuindo e ajuizando sobre o funcionamento dela. Comunicamos, pensamos, sentimos, criamos com e pela língua materna; ela é sinônimo de identidade cultural.
A língua portuguesa tem cerca de 250 milhões de falantes.

https://photos.app.goo.gl/xtkeYXs4rcezEdRy5

Ao comemorar o Dia Internacional da Língua Materna pretende-se proteger todas as línguas faladas no Mundo, honrando tradições culturais e respeitando a diversidade linguística. Estima-se que metade das quase 6000 línguas faladas no Mundo esteja em risco de desaparecer; ora, como bem alertou Irina Bokova, ex Directora-Geral da UNESCO, “a perda de línguas empobrece a Humanidade.”

No Brasil, a riqueza linguística vai além da língua oficial e das línguas originárias preservadas pelos descendentes de imigrantes. A Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) aproveita a data para saudar os diversos povos indígenas, em especial aqueles que são responsáveis por manterem vivas suas culturas no Brasil e as 274 línguas indígenas faladas no país, conforme registra o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Neste contexto, a OEI trabalha desde o final de 2018 em uma proposta que permita que as escolas situadas nas fronteiras desenvolvam um projeto pedagógico conjunto, bilíngue e intercultural, que têm previsão de lançamento para este ano. Além do Brasil, os países da América do Sul participantes desta iniciativa são: Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai. Na região ibérica a iniciativa contemplará a fronteira de Espanha e Portugal.

Vovó,netinh@s e livrosA proposta deve começar com projetos-piloto no âmbito da educação infantil. Nesta fase, a capacidade do aluno para a aprendizagem de línguas é maior, bem como a sua permeabilidade para conhecer e interagir com a cultura do outro. Esse projeto também prevê o intercâmbio de professores entre os países envolvidos.

A estratégia visa assegurar a prática do bilinguismo e as experiências resultantes do interculturalismo também pelos docentes. Outro aspeto interessante desta iniciativa é a releitura das histórias, das geografias e das culturas que associam estas pessoas que vivem em zonas fronteiriças tão próximas.

De acordo com a Diretora-Geral do Programa Ibero-Americano de Difusão da Língua Portuguesa da OEI, Ivana de Siqueira, “As fronteiras linguísticas não existem, estão nas nossas cabeças.” Por exemplo, para as crianças que falam espanhol no meio escolar e português na família, ou vice-versa. É o caso também de um jovem com uma mãe brasileira e um pai uruguaio. O mesmo se aplica a uma pessoa que viva em Portugal e os avós maternos sejam da Estremadura, província histórica, cuja uma de suas fronteiras é com a Espanha.

Fontes:
https://news.un.org/pt/story/2019/02/1660821
https://www.portoeditora.pt/espacoprofessor/paginas-especiais/educacao-pre-escolar/opiniao-pre/dia-internacional-da-lingua-materna/
Fotos: De domínio público e do acervo familiar da Tuxáua
Marly Cuesta

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Aprender a gostar de nós mesmos, aprender a olhar para “nosotros”. Essa é um dos ousados objetivos do recém lançado “Cultura a Unir os Povos – a Arte do Encontro”, de Célio Turino. Ex-secretário do Ministério da Cultura, Turino conta que ao retratar as raízes culturais da América Latina, ele espera que seu livro possa contribuir “para a descolonização, dos pensamentos, dos corpos e dos sentidos”.

Publicado em parceira com Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural, a obra é um rico relato fruto de mais de 30 viagens pelos diversos pontos da América Latina, narrando experiências, práticas  e formas de viver cultura e tradições. “Meu livro é uma tentativa de  mostrar tudo de bom, belo e potente que a América Latina produz a partir de sua ancestralidade e seu ser comunitário”, afirma

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Na entrevista para a Agenda da Periferia, Turino conta deixa transparecer o seu entusiamo e esperança com o potencial de integração, criação e mesmo de produção de uma nova realidade pelos 20 países do continente latinoamericano, que formam uma espécie de “espinha dorsal” do mundo.

Qual a principal contribuição que você espera dar com o seu livro para o acerca das raízes culturais da América Latina e a perspectiva dessa herança apontar saída e caminhos para melhorar a vida dos que aqui vivem?
Desde 2011 a vida me levou pela América Latina, foram mais de 30 viagens pelos pontos mais remotos e escondidos desde nosso imenso continente; visitei favelas da América Central ao Peru e Buenos Aires, conheci povos indígenas da Amazônia, dos Andes e da Costa Mexicana, com os Totonaca, foram inúmeros encontros pela Cultura Viva Comunitária. Em cada um desses encontros eu ficava com mais desejo de compartilhar tudo o que via e vivia, a cultura comunitária, a inventividade, a partilha e a colaboração. Este livro é resultado deste desejo, de tornar comum um mundo que nos é escondido desde o colonialismo e o imperialismo. Eu diria que meu livro é uma tentativa em contribuir para a descolonização, dos pensamentos, dos corpos e dos sentidos, mostrando tudo de bom, belo e potente que a América Latina produz a partir de sua ancestralidade e seu ser comunitário.

 

A unidade da América Latina é um debate constante, alguns acreditam que ele sempre existiu outros entendem que há diferenças substâncias e histórias particulares. Há mais coisas que une o que separa? Seriamos um só país ?

Entre a Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul e Tijuana, na fronteira entre México e Estados Unidos, na costa do Pacífico, são 10.625 km. O continente latinoamericano  corta o planeta de sul a norte, como se fora uma espinha dorsal. São mais de duas dezenas de países, 19.200.000 km2, 570 milhões de habitantes. E o mais magnífico é que conseguimos nos entender, seja em espanhol, português ou portunhol, com variações românticas ou idiomas ancestrais, alguns com milhões de falantes, mas que também são bilíngues. Em nenhum outro lugar do planeta há tamanha possibilidade de comunicação linguística comum. E mais que a proximidade linguística, há a proximidade de histórias, de povos em mestiçagem. Vivemos em um continente que se complementa em humanidades e meios naturais, há água, florestas, animais, montanhas. Há gente, há histórias comuns, até as lutas e mazelas também nos são próximas, formamos um continente iníquo, injusto, violento, explorado. Isto ocorre porque ainda não olhamos para nós mesmos, não aprendemos a gostar de ‘nosotros’ e nos espelhamos naqueles que nos exploram, nos desprezam. Sim, a América Latina deveria se perceber mais enquanto nação e só quando isso acontecer conseguiremos superar o colonialismo e transformar essa terra que acolheu todas as humanidades em um lugar bom e justo para todos os seres que a habitam.

 

O fato do Brasil não falar espanhol parece, em alguma medida sempre ter distanciado-nos dessa integração. O brasileiro se entende como latino ou identifica-se (ou gostaria de se identificar) mais com os europeus e estadunidenses?

Como continente colonizado, esta característica de o povo de um país não se mirar nos demais é generalizada e independe do idioma, até porque português e espanhol são idiomas irmãos, e, com um pouco de esforço, é possível se compreender, nem que seja em portunhol. A projeção que se faz em relação aos dominadores, sejam europeus ou estadunidenses, está na base exploração sobre os povos e enquanto não percebermos isso, seguiremos em desgraça civilizatória. Cabe aos brasileiros, como maior nação latinoamericana, perceber esta situação, olhar mais para si mesma e para nossos irmãos, , deixando de viver de ‘espaldas’ (costas) para os demais países da América Latina. Quando fizermos isso, seremos um povo soberano, senhor de seu destino.

 

Um verso bastante famoso dos Racionais MC’s identifica o encontro das realidades das quebradas brasileiras ao dizer “periferia é periferia em qualquer lugar”. No longo levantamento do seu livro, o que dá cultura é igual nos 20 países da América Latina, e que há de comum nesse DNA?

Sim, periferia é igual em qualquer canto. Por isso meu livro fala dessas periferias, mostrando o que temos de semelhante, bem como jogando luzes às criativas soluções que estão ao alcance de nossas mãos, e que só não são utilizadas porque aprendemos a não gostar de nós mesmos.

 

O que te levou a escrever o livro? Dessa ideia que te motivou ao que você descobriu enquanto viajava e escrevia, o que mais te surpreendeu? Houve algo que naõ imaginava que existisse ou que a expressão exercida te emocionou?

O que me levou a escrever este livro? A vontade de compartir tudo que vi, vivi e senti. Prefiro deixar para que as pessoas leiam o livro por seus próprios olhares, referências e sentimentos, tirem suas próprias conclusões. É isso, a Cultura não é libertadora por si, mas quando a cultura vem acompanhada do compartilhamento entre território e memória, não há nada que a detenha, e ela se torna libertadora, fonte de autonomia e protagonismo, daí, a Cultura une; por isso o título do livro: CULTURA A UNIR OS POVOS – a arte do encontro.

Fonte:

http://agendadaperiferia.org.br/index.php/destaques/livro-aponta-para-valorizacao-das-raizes-culturais-como-caminho-para-a-descolonizacao-da-america-latina

 

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A Comissão de Cultura e a Comissão de Legislação Participativa promovem hoje o 1º Seminário Nacional de Cultura. Os debates terão como tema central “As Políticas Públicas Culturais no Brasil: História, Presente e Perspectivas”

O seminário atende a pedido dos deputados Chico D’Ângelo (PT-RJ), Maria do Rosário (PT-RS) e Érika Kokay (PT-DF). Ao pedir o debate os parlamentares destacaram que uma das tarefas fundamentais da Comissão de Cultura é o estímulo à reflexão sobre as políticas públicas para a cultura no País.

“O “I Seminário Nacional de Cultura. As políticas culturais no Brasil: história, presente e perspectivas” tem o objetivo de contribuir para as discussões sobre as políticas culturais em curso na casa e, também, para fomentar o diálogo na sociedade acerca da importância da cultura para a garantia dos bens simbólicos do País, para a emergência das subjetividades e para o desenvolvimento econômico-social, afirma o grupo.

Na mesa das 14h – Dimensão cidadã: A cultura como instrumento de transformação,foi composta pelos ilustres, Célio Turino -Historiador,Escritor,Gestor de Políticas Públicas e idealizador do Programa Cultura Viva,como Secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura na Gestão do Ministro Gilberto Gil;ator e ex-secretário da Identidade e Diversidade Cultural do MinC Sérgio Mamberti,dentre outros convidados.

Como é de costume,Celio Turino,brilhantemente,falou do papel da arte e sua experiência com a implantação da pricipal Ação do Programa Cultura Viva que são os Pontos de Cultura,para dar visibilidade à cultura brasileira.”O Brasil vive a situação de hoje pela falta de amorosidade”,disse.Quando se fala de Cultura se fala da defesa de tod@s,das fronteiras territoriais.
Essa ideia dos Pontos seguiram pelo país todo e houve de fato um apoderamento e empoderamento de processo e assim,acabou se espalhando pelo mundo,como na Argentina,Guatemala,Costa Rica,México,Colômbia,Peru,chegando em 17 países.A primeira lei cultura viva foi em Bedellin,Colômbia.Na Argentina,foi reconhecida como política de estado.Quando o9 Programa foi apresentado na Argentina,foi apresentando também ao Bispo Jorge Bergóglio,na época em Buenos Aires.Os pilares dos Pontos de Cultura são autonomia,empoderamento e protagonismo social!

Pontos de Cultura inspiram projeto mundial do Papa.
Quando o Bispo se tornou Papa,recebo um convite da Academia de Ciências do Vaticano, para ministrar a Conferência de abertura no tema “Cultura, Educação e Emancipação” no Congresso mundial do programa Scholas Occurrentes (Escolas do Encontro) a ser lançado pelo Papa Francisco, com o objetivo de envolver 60 milhões de jovens em todo o mundo. Mais uma semana e eu estava no Vaticano. Tudo muito rápido e bem definido.

Promover encontros pela paz. Não desses encontros retumbantes, com declarações genéricas e pouca ação prática, mas encontros singulares, pessoa a pessoa. Sessenta milhões de crianças e jovens a se encontrarem pelo mundo, um a um, estabelecendo laços de afeto e confiança. Esta é a ideia das Escolas do Encontro. Algo assim: colocar um jovem Checheno convivendo com um jovem Russo, dormindo no mesmo quarto, dividindo a mesma comida e um tendo que lavar a roupa do outro, como na vila de Rondini, na Itália, em que jovens de países conflagrados são convidados a viver juntos, sob o mesmo teto. E, de repente, um jovem israelense declara que nunca havia conversado com um palestino antes de dividir o quarto com um, e eles se descobrem amigos. Potenciar o encontro, praticar a alteridade (o se reconhecer no “outro” por mais diferente que este “outro” possa parecer), exercitar a tolerância e a paz, esta é a ideia do Scholas Occurrentes.

Pontos de Cultura inspiram projeto mundial do Papa

Scholas Occurrentes e Cultura Viva: a arte do encontro num projeto do Papa Francisco.

O que aconteceria se um jovem checheno tivesse que conviver com um jovem russo, dormindo no mesmo quarto e dividindo a comida? Ou se um israelense tivesse que viver com um palestino sob o mesmo teto? Em Rondine, uma vila medieval em Arezzo, na Itália, isso já é realidade: ali, graças a um projeto do Papa Francisco, jovens de países “inimigos”, ou de culturas bem diferentes, são convidados a estudar e viver juntos, para que aprendam a dialogar e se tornem os “líderes de amanhã”. “Potenciar o encontro, praticar a alteridade (ou se reconhecer no ‘outro’ por mais diferente que este ‘outro’ possa parecer), exercitar a tolerância e a paz, esta é a ideia do Scholas Occurrentes”, explica o historiador Célio Turino, ex-secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura [*].

E foi para tratar dessas “Escolas do Encontro” – ou melhor, de como a experiência da Cultura Viva Comunitária na América Latina pode contribuir para a promoção desses encontros para a paz – que Célio Turino esteve nesta quarta-feira (03/02), pela segunda vez, com o Papa Francisco no Vaticano. Ele foi a Roma acompanhado da mulher, a professora universitária Silvana Bragatto, e do cineasta Silvio Tendler, que pretende dirigir um documentário sobre 12 experiências emblemáticas de Cultura Viva na América Latina.
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Fontes:
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/521054-COMISSOES-PROMOVEM-SEMINARIO-SOBRE-POLITICAS-PUBLICAS-CULTURAIS-NO-BRASIL.html

https://bussolacultural.wordpress.com/2015/02/25/encontro-com-papa-francisco/

https://bussolacultural.wordpress.com/2016/02/22/scholas-occurrentes-e-cultura-viva-a-arte-do-encontro-num-projeto-do-papa-francisco/

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editora-musicalEstá reaberto para consulta pública, até 3 de abril, o Plano Nacional de Música. A ideia é que as pessoas comentem sugiram ações que contribuam para realizações das metas, elaboradas à luz do Plano Nacional de Cultura.

Entre as 34 metas propostas estão: 100% dos Sistemas Estaduais e Municipais de Cultura com representação no setor da música; 100% dos estados com registro das músicas das culturas populares e tradicionais; 25% dos editais destinados a música fomentado pelo governo que sejam para música oriunda de povos e comunidades tradicionais e de culturas populares; aumento em 150% no emprego formal do setor musical; 100% dos filmes brasileiros de longa-metragem com trilha sonora de música brasileira; e 20% da produção da música independente brasileira na programação dos canais de televisão quer seja fechado e ou aberto.

Toda a cadeia da música está convidada a participar. Para isso, basta clicar nos ícones das metas e das ações no site culturadigital.br/planosetorialdemusica e deixar as suas contribuições.

Após comentários, os participantes receberão retorno sobre a revisão do plano e as contribuições que foram incorporadas.

http://www.culturaemercado.com.br/noticias/consulta-sobre-plano-nacional-de-musica-e-reaberta/

http://culturadigital.br/planosetorialdemusica/

 

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leiO governador Tarso Genro sancionou a Lei 410/2013 que institui a Política Estadual de Cultura Viva. O ato foi realizado na tarde dessa terça-feira(30), no Palácio Piratini.

A lei da deputada Ana Affonso tem o propósito de valorizar a produção e a difusão da cultura e o acesso aos direitos culturais dos diferentes grupos e coletivos existentes. O projeto está em sintonia com os princípios e objetivos propostos pelo Sistema Estadual de Cultura do Estado, aprovado pela Assembleia e instituído pela Lei 14.310/2013.

A iniciativa cria mecanismos, instrumentos e procedimentos de promoção da cultura produzida local e regionalmente por comunidades territoriais ou temáticas. Estes mecanismos incluem a previsão de priorização dos novos instrumentos propostos pelos Pontos de Cultura para o financiamento, através do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), vinculado ao Pró-Cultura RS. A proposta também autoriza a transferência de recursos da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), de forma direta, aos grupos culturais integrantes do cadastro da Política Estadual de Cultura Viva e estabelece que os editais públicos que tratem de recursos oriundos especificamente do FAC, deverão priorizar os Pontos e Pontões de Cultura chancelados pelo Comitê Gestor.

Tarso Genro manifestou a satisfação por seu último ato público ser referente à cultura. “ Isso conclui em sintonia o encaminhamento de gestão, buscando além das questões econômicas a garantia pelo profundo respeito à dignidade do ser humano”, concluiu.

O secretário Assis Brasil disse que as políticas públicas para a cultura se completam com a nova lei. “Temos agora o mecanismo para participar desse grande projeto do Ministério da Cultura. A cultura demonstra seu reconhecimento por este PL que nos coloca aptos a participar de todos os editais e potenciais financiamentos para a produção cultural”, ressaltou.

http://www.cultura.rs.gov.br/v2/2014/12/sancionada-lei-que-institui-a-politica-estadual-de-cultura-viva/

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