Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Cultura Indígena;’

 

Celio Turino_28168365_881828401977981_8046444271574502166_n

Aprender a gostar de nós mesmos, aprender a olhar para “nosotros”. Essa é um dos ousados objetivos do recém lançado “Cultura a Unir os Povos – a Arte do Encontro”, de Célio Turino. Ex-secretário do Ministério da Cultura, Turino conta que ao retratar as raízes culturais da América Latina, ele espera que seu livro possa contribuir “para a descolonização, dos pensamentos, dos corpos e dos sentidos”.

Publicado em parceira com Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural, a obra é um rico relato fruto de mais de 30 viagens pelos diversos pontos da América Latina, narrando experiências, práticas  e formas de viver cultura e tradições. “Meu livro é uma tentativa de  mostrar tudo de bom, belo e potente que a América Latina produz a partir de sua ancestralidade e seu ser comunitário”, afirma

28378589_1775537675830066_6739242458836128323_n

Na entrevista para a Agenda da Periferia, Turino conta deixa transparecer o seu entusiamo e esperança com o potencial de integração, criação e mesmo de produção de uma nova realidade pelos 20 países do continente latinoamericano, que formam uma espécie de “espinha dorsal” do mundo.

Qual a principal contribuição que você espera dar com o seu livro para o acerca das raízes culturais da América Latina e a perspectiva dessa herança apontar saída e caminhos para melhorar a vida dos que aqui vivem?
Desde 2011 a vida me levou pela América Latina, foram mais de 30 viagens pelos pontos mais remotos e escondidos desde nosso imenso continente; visitei favelas da América Central ao Peru e Buenos Aires, conheci povos indígenas da Amazônia, dos Andes e da Costa Mexicana, com os Totonaca, foram inúmeros encontros pela Cultura Viva Comunitária. Em cada um desses encontros eu ficava com mais desejo de compartilhar tudo o que via e vivia, a cultura comunitária, a inventividade, a partilha e a colaboração. Este livro é resultado deste desejo, de tornar comum um mundo que nos é escondido desde o colonialismo e o imperialismo. Eu diria que meu livro é uma tentativa em contribuir para a descolonização, dos pensamentos, dos corpos e dos sentidos, mostrando tudo de bom, belo e potente que a América Latina produz a partir de sua ancestralidade e seu ser comunitário.

 

A unidade da América Latina é um debate constante, alguns acreditam que ele sempre existiu outros entendem que há diferenças substâncias e histórias particulares. Há mais coisas que une o que separa? Seriamos um só país ?

Entre a Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul e Tijuana, na fronteira entre México e Estados Unidos, na costa do Pacífico, são 10.625 km. O continente latinoamericano  corta o planeta de sul a norte, como se fora uma espinha dorsal. São mais de duas dezenas de países, 19.200.000 km2, 570 milhões de habitantes. E o mais magnífico é que conseguimos nos entender, seja em espanhol, português ou portunhol, com variações românticas ou idiomas ancestrais, alguns com milhões de falantes, mas que também são bilíngues. Em nenhum outro lugar do planeta há tamanha possibilidade de comunicação linguística comum. E mais que a proximidade linguística, há a proximidade de histórias, de povos em mestiçagem. Vivemos em um continente que se complementa em humanidades e meios naturais, há água, florestas, animais, montanhas. Há gente, há histórias comuns, até as lutas e mazelas também nos são próximas, formamos um continente iníquo, injusto, violento, explorado. Isto ocorre porque ainda não olhamos para nós mesmos, não aprendemos a gostar de ‘nosotros’ e nos espelhamos naqueles que nos exploram, nos desprezam. Sim, a América Latina deveria se perceber mais enquanto nação e só quando isso acontecer conseguiremos superar o colonialismo e transformar essa terra que acolheu todas as humanidades em um lugar bom e justo para todos os seres que a habitam.

 

O fato do Brasil não falar espanhol parece, em alguma medida sempre ter distanciado-nos dessa integração. O brasileiro se entende como latino ou identifica-se (ou gostaria de se identificar) mais com os europeus e estadunidenses?

Como continente colonizado, esta característica de o povo de um país não se mirar nos demais é generalizada e independe do idioma, até porque português e espanhol são idiomas irmãos, e, com um pouco de esforço, é possível se compreender, nem que seja em portunhol. A projeção que se faz em relação aos dominadores, sejam europeus ou estadunidenses, está na base exploração sobre os povos e enquanto não percebermos isso, seguiremos em desgraça civilizatória. Cabe aos brasileiros, como maior nação latinoamericana, perceber esta situação, olhar mais para si mesma e para nossos irmãos, , deixando de viver de ‘espaldas’ (costas) para os demais países da América Latina. Quando fizermos isso, seremos um povo soberano, senhor de seu destino.

 

Um verso bastante famoso dos Racionais MC’s identifica o encontro das realidades das quebradas brasileiras ao dizer “periferia é periferia em qualquer lugar”. No longo levantamento do seu livro, o que dá cultura é igual nos 20 países da América Latina, e que há de comum nesse DNA?

Sim, periferia é igual em qualquer canto. Por isso meu livro fala dessas periferias, mostrando o que temos de semelhante, bem como jogando luzes às criativas soluções que estão ao alcance de nossas mãos, e que só não são utilizadas porque aprendemos a não gostar de nós mesmos.

 

O que te levou a escrever o livro? Dessa ideia que te motivou ao que você descobriu enquanto viajava e escrevia, o que mais te surpreendeu? Houve algo que naõ imaginava que existisse ou que a expressão exercida te emocionou?

O que me levou a escrever este livro? A vontade de compartir tudo que vi, vivi e senti. Prefiro deixar para que as pessoas leiam o livro por seus próprios olhares, referências e sentimentos, tirem suas próprias conclusões. É isso, a Cultura não é libertadora por si, mas quando a cultura vem acompanhada do compartilhamento entre território e memória, não há nada que a detenha, e ela se torna libertadora, fonte de autonomia e protagonismo, daí, a Cultura une; por isso o título do livro: CULTURA A UNIR OS POVOS – a arte do encontro.

Fonte:

http://agendadaperiferia.org.br/index.php/destaques/livro-aponta-para-valorizacao-das-raizes-culturais-como-caminho-para-a-descolonizacao-da-america-latina

 

Anúncios

Read Full Post »

A Feira, com início às 18h desta quinta-feira, levará para a população uma amostra do que é a arte e a culinária indígena.


Estarão expostas cestarias, peças de artesanato, panela de barro, brincos e colares, para visitação e venda (Fotos: Divulgação)

A cultura indígena ganhará espaço especial nos dias 17 a 19 de agosto no Roraima Garden Shopping, situado na zona Leste de Boa Vista, com a realização de uma Feira de Artesanato Indígena.

A Feira, com início às 18h desta quinta-feira, levará para a população uma amostra do que é a arte e a culinária indígena de cinco etnias existentes em Roraima.

Estarão expostas cestarias, peças de artesanato, panela de barro, brincos e colares, para visitação e venda a partir de R$10,00 e o pagamento à vista.

Os produtos confeccionados pertencem a história e características das etnias Yekuana, Yanomami, Macuxi, Taurepang e Wapichana.

O evento acontece em parceria do Roraima Garden com a Secretaria Estadual do Índio (Sei), por meio do Centro de Artesanato Ko’Go Damiana, e o Centro de Artesanato da Orla Tauman.

A diretora do Centro de Artesanato Ko’Go Damiana, Siria Mota, explica que essa parceria com o Shopping tem oportunizado a proximidade da população local e turistas com a arte da região. “É uma parceria que deu certo. Essa é a segunda vez que levamos a arte indígena ao Shopping”, destacou.

A gerente do mall, Gisele Mesquita, disse que essa é a missão do Roraima Garden Shopping, aproximar e integra todas as culturas em um só lugar. “São eventos importantes que agregam muito valor e conhecimento para quem frequenta o espaço”, complementou.

Fonte:

http://www.folhabv.com.br/noticia/Feira-Indigena-mostra-culinaria-de-cinco-etnias-em Roraima/31394#.WZYWvATLMPp.facebook

Read Full Post »

São diversas as lendas indígenas de criação do universo que nos levam a viajar por mundos distantes e descobrir novos significados para a existência.
BETTY MINDLIN

Read Full Post »

Ir_ Édison Hüttner

214025_óculos-champanhe-ouro-presentes-festa-vinho

bolo50[5]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Rede Marista/Província Marista Brasil Sul-Amazônia comemora no próximo domingo, 29/5, os 50 anos de vida do Irmão Édison Huttner. Natural de Tapes, o Irmão tem três décadas dedicadas à vida religiosa marista.

Doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Itália) e doutorando em História pela Pontifícia Universidade Católica do RS (PUCRS), o Irmão é professor titular da PUCRS. Dedica-se, especialmente, a temas como fenômeno religioso, diálogo inter-religioso, cultura indígena, amazonas, arte sacra, telesaúde-indígena e gerontologia do índio idoso. É autor de importantes livros sobre a cultura indígena e afro-brasileira, coordena diversos projetos e núcleos de estudos.

Conheça recentes trabalhos do Irmão:
Novo conceito cultural encontrado nas Missões

Interior de estátua barroca é descoberto através de tomografia

Seu apostolado marista inclui atividades de Pastoral em Porto Alegre e Benjamim Constante (AM), além de docência e pesquisa na Faculdade de Teologia da PUCRS.

“O Irmão Édison,é um grande apoiador e parceiro de nossos projetos e ações culturais”,disse a Coordenadora do projeto Bussola Cultural.

“!!!! 50 Anos de abençoada existência!!!!!!
Parabéns,meu querido amigo,Ir. Edison Hüttner!!!!!!
Olhe para o céu como sempre e deixe que seu coração seja banhado pelo oceano de luz nesta data tão especial de início de um novo ciclo na sua Vida!
Que o Pai Celestial, continue abençoando sua existência com saúde,paz,amor,alegria,felicidades e toda realização de seus sonhos e projetos e muita luz para a continuação de suas obras das quais, nós e o mundo, precisamos tanto!
Receba meu fraterno, grato e carinhoso abraço por todo seu apoio,
na minha caminhada,”são os votos da Tuxáua,Marly Cuesta

Fonte:

http://maristas.org.br/vidamarista/vida-consagrada/irmao-edison-huttner-completa-50-anos-de-vida

Read Full Post »

vocabulario_portugues-guarani -14 ABRIL 2015Cultura indígena é tema de evento

Livro sobre o vocabulário Português-Guarani será lançado na ocasião

Por: Redação Ascom

Nesta quinta-feira, 14 de abril, ocorre o 3º Círculo de Cultura Indígena, promovido pelo Núcleo de Estudos em Cultura Afro-brasileira e Indígena (Neabi), do curso de Pedagogia da Escola de Humanidades da PUCRS.

Na ocasião, será realizada uma apresentação musical com Celdo Braga, líder do Grupo Imbaúba, que utiliza a música para apresentar os detalhes da Amazônia. Durante o espetáculo, Braga irá expor detalhes da história indígena e da cultura amazonense. O músico é formado em Letras pela PUCRS, além de ser membro da União Brasileira de Escritores.

Logo após, será lançado o livro Vocabulário Português-Guarani, de Mario Arnaud Sampaio. A atividade é aberta ao público ocorre às 19h30min na sala 240 do prédio 15 do Campus (avenida Ipiranga, 6681 – Porto Alegre). A obra, da editora Martins Livreiro, foi organizada pelo professor da Universidade Edison Hüttner, em conjunto com Zélia Dendena e Raul Selva.

“É uma grata satisfação receber o convite para tão importante evento”,disse a Tuxáua Marly Cuesta.

Fonte:http://www.pucrs.br/blog/cultura-indigena-e-tema-de-evento/

Read Full Post »

Primeiro Artigo na Revista de Educação da UNESCO Sobre Educação Indígena no Brasil.

Na América a Revista publicou ARTIGOS SOMENTE de índios do México (3).
Bom CONFERIR todos os volumes.

Resumo
Brasil Parece ter Uma das legislações Mais avançadas Sobre índios do Mundo. ISTO NÃO foi sempre o Caso. Durante o Período colonial (c. 1530-1825), como comunidades Indígenas were dizimados POR Doenças OU massacrados Pelos colonizadores brancos. Sem Século 20, o Governo brasileiro introduziu Políticas integracionistas, that destinadas Para localizar Populações Nativas e como Integra-los na sociedade. Estas Políticas integracionistas were implementadas atraves da Educação e da abertura de Novas Fronteiras Agrícolas. Não entanto, não Último Trimestre do Século 20, essas Políticas integracionistas were substituídos Por uma Abordagem Valorização da Diversidade e do Direito hum um Sistema de Ensino diferenciado, parágrafo como comunidades Indígenas parágrafo Escolher um Seu Proprio Critério. Baseado em Dados dos Últimos Censos, this article comeca com Uma DISCUSSÃO Sobre a Situação Atual da Educação indígena no Brasil. Em SEGUIDA, OS Autores enfocam o povo Ticuna, um grupo com considerável Experiência em Educação indígena, Que Tem conseguido Manter grande parte do Seu património cultural e optou Por Um Sistema de Ensino diferenciado. Por FIM, OS Autores examinam Alguns Desafios Atuais e proporcionalidade hum Caminho a Seguir Para as Escolas Indígenas no Brasil.

Os autores
Alex Guilherme é professor de Filosofia da Educação, com especialização em Educação para a Paz e Indígena
Educação. Ele trabalha na Faculdade de Educação, Liverpool Hope University, Reino Unido, e atualmente é
professor visitante da Faculdade de Educação da Universidade de Cambridge.
Edison Huttner é professor de Teologia e diretor do Núcleo de Estudos e Pesquisa Indígena ist für Professor Theologie und Direktor des Nucleo de Estudos e Pesquisa Indígena
(Centro de Investigação sobre índios nativos), e do Grupo de Pesquisa Sobre Arte Sacra Jesuıtico- Guarani
(Grupo de Pesquisa em jesuítico-guarani Arte Sacra) na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
(PUCRS), em Porto Alegre, Brasil. Pela Faculdade de Educação ATRAVES fazer NEABI that coordeno.

http://link.springer.com/journal/volumesAndIssues/11159

http://link.springer.com/article/10.1007/s11159-015-9503-z

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: