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Posts Tagged ‘Bússola Cultural’


Uma das mais célebres obras cartográficas produzidas no Brasil, em 1943, considerada um marco dos estudos sobre as línguas e culturas indígenas, está agora disponível no portal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). São mais de 900 referências sobre etnias e línguas indígenas coletadas entre os séculos XVI e XX catalogadas no Mapa Etno-Histórico do Brasil e Regiões Adjacentes, de Curt Nimuendajú. Utilizando a técnica de restauração digital, a versão original do mapa, que mede quatro metros quadrados, foi fotografada quadrante por quadrante, em alta resolução. Com isso, é possível, na versão digital, visualizar as informações em tamanho ainda maior que em sua versão física. Além da versão digital do mapa, está disponível ao público uma edição revisada e ampliada da obra – um mapa e um livro.

A digitalização do mapa é parte do projeto Plataforma Interativa de Dados Geo-históricos, Bibliográficos e Linguístico-Culturais da Diversidade Linguística no Brasil, realizado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e pelo Iphan, por meio da equipe técnica do Inventário Nacional da Diversidade Linguística do Departamento do Patrimônio Imaterial (INDL/DPI/Iphan). Um dos objetivos do projeto é utilizar novas tecnologias da informação e da comunicação para promover o acesso a conteúdos como a restauração digital do mapa original, a versão digital na íntegra dos documentos históricos e etnográficos mencionados por Curt Nimuendajú, além de mapas e informações contemporâneas sobre a diversidade linguística no Brasil.

Os coordenadores editoriais, Marcus Vinicius Carvalho Garcia (Iphan) e Jorge Domingues Lopes (UFPA), contam que lançar a publicação de uma nova edição do Mapa Etno-histórico do Brasil e Regiões Adjacentes e disponibilizar a versão digitalizada do original na internet é tornar acessível à sociedade um dos mais importantes documentos etnográficos produzidos no Brasil. A reedição apresenta uma revisão completa do documento, contendo, inclusive, pequenos ajustes que foram identificados no processo de pesquisa. A publicação, de 120 páginas, está organizado em forma de coletânea, com textos que servem como guias para a leitura do mapa.

O projeto conta com o apoio técnico e institucional do Museu Paraense Emílio Goeldi, Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Curt Nimuendajú e o Mapa Etno-históricoCurt Nimuendajú

Kurt Unckel (1883-1945) nasceu na cidade alemã de Jena e tornou-se etnólogo a partir da experiência de contato e de pesquisa com povos indígenas no Brasil. Foi batizado pelos guaranis como Nimuendajú (“o que fez seu assento”, “o que se estabeleceu”, conforme tradução livre do linguista Aryon Rodrigues). Foi um dos principais pesquisadores da diversidade social e cultural da Amazônia e, além de uma vasta obra intelectual, também produziu três versões do mapa etno-histórico. Estas versões foram feitas sob encomenda, sendo a primeira para o Smithsonian Institute, de Washington (EUA), a segunda para o Museu Emílio Goeldi, de Belém (PA), e a terceira para o Museu Nacional da UFRJ.

Elaborado artesanalmente, o mapa, considerado como uma obra fundamental para o conhecimento das terras baixas da América do Sul, classifica 40 famílias linguísticas e identifica cada uma delas com um tonalidades ou cores específicas. Para o antropólogo George Zarur, o mapa de Nimuendajú é uma obra clássica da antropologia brasileira, síntese de todo um conhecimento antes fragmentado e disperso.

O lançamento do mapa faz parte da programação do aniversário de 80 anos do Iphan e aconteceu no contexto da 87ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, na sede do Iphan, em Brasília, às 17h.Artigo-.-Índios…


Detalhes da versão original do mapa

Detalhes da nova edição do mapa

Serviço:
Lançamento da reedição do Mapa Etno-histórico do Brasil e Regiões Adjacentes, de Curt Nimuendajú e versão digital do mapa original
Data: 27 de setembro de 2017 às 17h
Local: Sala Mário de Andrade – Sede do Iphan/Brasília (DF)

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br
Yara Diniz – yara.diniz@iphan.gov.br
(61) 2024-5513 – 2024-5504
(61) 99381-7543
http://www.iphan.gov.br
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Lançamento do Mapa Etno-histórico do Brasil e Regiões Adjacentes, de Curt Nimuendajú

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pedemolequePé-de-moleque: o doce de Piranguinho que  é considerado o mais famoso de Minas Gerais.

A pequena cidade de Piranguinho, a 480 quilômetros de Belo Horizonte, no Território da Mantiqueira e Sub território Sul/ Suíça, se tornou um dos mais emblemáticos símbolos da Identidade gastronômica regional em Minas Gerais, sendo hoje reconhecida como a capital nacional do pé-de-moleque.

Fundado em 1962, o município de Piranguinho teve sua história gastronômica iniciada ainda no final do século XIX e início do século passado, com a construção da estrada de ferro Sapucaí.

Segundo relatos de moradores locais, o pé-de-moleque apareceu na região de Piranguinho por volta de 1911, quando dona Maria Paulina de Noronha (Neném Paca) construiu, ao lado da estação ferroviária, um cômodo de madeira coberto com zinco no qual ela instalou um barzinho. Nele, os viajantes que passavam de trem podiam saborear um delicioso cafezinho com biscoitos, bolos, sonhos e uma variedade de doces, inclusive o pé-de-moleque, feitos por dona Neném. Em 1938, esse estabelecimento foi desativado, mas dois anos antes, em 1936, começou a história do famoso pé-de-moleque de Piranguinho, com a família de seu Modesto Torino.

A famosa Barraca Vermelha

O senhor Modesto Torino foi transferido de Porto Sapucaí para Piranguinho, onde exercia a função de chefe da estação local. Sua esposa, dona Matilde Cunha Torino, passou a se dedicar à fabricação caseira do doce de amendoim com rapadura, o pé-de-moleque.

Segundo outras fontes locais, inicialmente a dona Matilde vendia os docinhos apenas pelas janelas do trem na estação, mas após ajuda de seu marido, e com a contratação de meninos para vender dentro dos vagões, sua produção cresceu vertiginosamente. Segundo a lenda, há quem afirme ainda que o marido de dona Matilde chegava até a atrasar a partida dos trens para não atrapalhar as suas vendas.

Brincadeiras à parte, logo sua filha Alcéia Cunha Torino assumiu os negócios da família e, em 1963, com a desativação dos trens de passageiros, ela instalou uma barraca de madeira coberta de zinco e pintada de vermelho na margem direita da rodovia BR-459, no perímetro urbano de Piranguinho.

Atualmente, a sobrinha, Sônia Torino, está à frente da administração da Barraca Vermelha.

Desde sua origem até os dias de hoje, muitas pessoas já tiveram o prazer de passar por Piranguinho e saborear esta deliciosa iguaria da culinária mineira. Foram vários ilustres como Juscelino, Tancredo Neves, José Alencar e Carlos Drummond de Andrade.

Seguindo os caminhos abertos pela Barraca Vermelha, vários outros produtores vieram se instalar na cidade de Piranguinho, construindo esta doce Identidade gastronômica: barracas Azul, Laranja, Verde, Amarela, Prata e Marrom; Fernandes, Rancho do Pé-de Moleque, Sítio São José e o Quiosque do Pé-de-Moleque.

Construindo a Identidade Gastronômica de Piranguinho

Nesta história de sucesso, muitos foram os capítulos percorridos por produtores, poder público, Sebrae, Circuito Turístico caminhos do Sul de Minas, e vários outros profissionais para chegar a produzir essa iguaria com a excelência dos produtos de Piranguinho e agregar valores culturais e turísticos.

No começo da caminhada, a produção era muito rudimentar, sem maiores cuidados, e a competição entre os produtores se tornavam fatores negativos para a qualidade do produto.

Percebidos esses problemas por profissionais da prefeitura de Piranguinho e do Sebrae, iniciaram um processo de aproximação com os produtores para busca de melhorias na produção.

Todas as dificuldades foram encontradas no percurso, desde a desconfiança natural até o receio de dividir experiências com a concorrência. Mas depois de alguns anos de insistência e perseverança dos profissionais e de alguns produtores, o grupo começou a entender as possibilidades que a produção cooperada ou associada poderia trazer, e agregar benefícios ao projeto pé-de-moleque.

O maior do mundo

Surgiu a Festa do Pé-de-Moleque, que neste ano estará em sua 15ª versão, e com ela a ideia de produzir o maior pé-de-moleque do mundo, e logo a fama do docinho de rapadura e amendoim começou a fazer fama.

O então deputado estadual Durval Ângelo, ao participar de uma comissão de avaliação do maior pé-de-moleque do mundo, e a pedido de produtores, poder público local e da comunidade, trouxe a iguaria para os salões da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O objetivo era adoçar a vida dos deputados e sensibilizá-los para aprovar uma lei reconhecendo o processo de produção do doce como Patrimônio Imaterial do Estado.

Muitas idas e vindas e enfim, em 1º de abril de 2009, foi aprovada a Lei 18057, reconhecendo a iguaria da cidade de Piranguinho, colocando definitivamente a cidade no mapa da cultura gastronômica mundial.

História

O amendoim (em tupi, “Mani”, que significa enterrado) é um alimento popular em todas as regiões do Brasil, e pode ser consumido tanto doce como salgado. A semente faz parte da cultura brasileira, e é ingrediente principal de muitas receitas tradicionais, como paçoca, pé-de-moleque, bolos e até sorvetes. Embora sua origem não seja certa, há relatos de que o amendoim tenha surgido na América do Sul.

Alguns especialistas acreditam que a leguminosa foi descoberta no Brasil ou tenha surgido na região do Gran Chaco, localizada entre o Paraguai, norte da Argentina e Peru. Porém, há documentos de 3.800 a.C. a 2.900 a.C., que afirmam que a semente surgiu ao leste dos Andes, onde era muito utilizada pelos indígenas.

Outra informação que se perdeu na história é quando o amendoim começou a ser utilizado. De acordo com Evaristo Eduardo e Miranda, chefe geral da EMBRAPA Monitoramento por Satélite, ele foi descoberto e explorado bem antes de os atuais índios surgirem.

Pesquisas dão conta de que, num passado remoto, os chineses já eram grandes cultivadores da planta. Nessa linha, trabalhos artesanais muito antigos, como potes e vasos de barro no formato do amendoim, demonstram que os povos sul-americanos também conhecem a leguminosa há tempos.

Mais um fato interessante é que amendoins foram encontrados nos túmulos dos incas, para que, seguindo a crença, os mortos pudessem se alimentar durante a passagem para “o outro lado”.

Uma receita da delícia!

Pé-de-moleque

Ingredientes:

500g de amendoim torrado e sem casca

3 xícaras de açúcar

1 xícara de achocolatado

2 colheres de manteiga

1 lata de leite condensado

Preparo

Coloque, numa panela, o amendoim, as xícaras de açúcar e o achocolatado.

Leve ao fogo e mexa até o açúcar caramelizar.

Adicione a manteiga e o leite condensado, e mexa por mais dois minutos.

Com uma colher, retire a massa da panela, e crie porções do tamanho e formas que desejar.

Coloque o pé-de-moleque em cima de papel manteiga ou pedra de mármore para esfriar e não grudar.

Depois que esfriar, o doce está pronto para servir.

Fonte: http://uj.novaprolink.com.br/noticias/1360865/gastronomia_

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editora-musicalEstá reaberto para consulta pública, até 3 de abril, o Plano Nacional de Música. A ideia é que as pessoas comentem sugiram ações que contribuam para realizações das metas, elaboradas à luz do Plano Nacional de Cultura.

Entre as 34 metas propostas estão: 100% dos Sistemas Estaduais e Municipais de Cultura com representação no setor da música; 100% dos estados com registro das músicas das culturas populares e tradicionais; 25% dos editais destinados a música fomentado pelo governo que sejam para música oriunda de povos e comunidades tradicionais e de culturas populares; aumento em 150% no emprego formal do setor musical; 100% dos filmes brasileiros de longa-metragem com trilha sonora de música brasileira; e 20% da produção da música independente brasileira na programação dos canais de televisão quer seja fechado e ou aberto.

Toda a cadeia da música está convidada a participar. Para isso, basta clicar nos ícones das metas e das ações no site culturadigital.br/planosetorialdemusica e deixar as suas contribuições.

Após comentários, os participantes receberão retorno sobre a revisão do plano e as contribuições que foram incorporadas.

http://www.culturaemercado.com.br/noticias/consulta-sobre-plano-nacional-de-musica-e-reaberta/

http://culturadigital.br/planosetorialdemusica/

 

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15775381178_d58f785b75_kConocimiento del Clima para la Acción

Como parte de las actividades del Foro Resiliencia Andina frente al Cambio Climático organizado por el Pabellón de Montañas en Voces por el Clima, la Dra. Sonia Salas Domínguez, Presidenta de REDAR, presentó la ponencia “Percepciones, esfuerzos y aspiraciones de los pobladores rurales andinos para la mitigación y adaptación al cambio climático”.

“Quiero compartir una pequeña muestra de los conocimientos y de las tecnologías que nuestros pobladores rurales andinos manejan, en cuya base, y a partir de un encuentro con tecnologías modernas, se pueden recrear tecnologías que pueden ayudar a mitigar y adaptar los cambios climáticos.”

La Dra. Salas señaló que los andes son un sistema montañoso de 7,000 km, que por su orografía diversa y compleja alberga a casi todas las zonas de vida existentes en el mundo ( climas, suelos, topografías, altitudes ) “Los pobladores andinos habitan en estas zonas de montañas desde hace muchos miles de años. Desde su llegada a este territorio reconocieron el valor de la diversidad y la aprovecharon. Adquirieron un bagaje de conocimientos acerca del uso de tal biodiversidad en base a milenios de observación, investigación y ensayos.”

Estos conocimientos se sustentan una racionalidad determinada, una cultura especifica, que se basa en la complementariedad y que genera también resiliencia frente a los cambios de clima actuales, indicó.

Potencial
La Dra. Salas recalcó el enorme potencial que tienen los Andes, al albergar una mega diversidad, el 35% de la plantas alimenticias que pose el mundo provienen de los andes. Albergan más de 2 millones de organismos diferentes (plantas, , animales, hongos, algas) de los cuales solo el 10% han sido identificados.

Asimismo, existen saberes- haceres en los diversos ámbitos del que hacer humano, en la construcción, en el manejo de plantas medicinales, en el manejo de agua, en el manejo de suelos y en el manejo de sistemas agroalimentarios, entre otros.

Sin embargo, estos mismos pobladores son los más vulnerables frente a los problemas globales, como es el caso del cambio climático. Entre 50% y 80% de los pobres extremos viven aun las áreas rurales de América Latina. Quienes están expuestos a los efectos del cambio climático.

Efectos del Cambio Climático
Los pobladores perciben los efectos del cambio climático en distintos aspectos, cambios en la temperatura (días mas calientes, noches mas frías), deshielo de los glaciares, cambios en los patrones de las lluvias: “Las lluvias llegan tarde y cuando llegan, llegan en abundancia y nos generan inundaciones”, perdidas de vertientes de agua y bofedales, disminución de los caudales de los ríos, extinción de animales y plantas, invasión de nuevas especies, y aparición de nuevas enfermedades en personas y animales.

Asimismo, la vulnerabilidad del ecosistemas genera también cambios sociales, pérdida de ritos y costumbres, abandono de actividades agrícolas, disminución de la población campesina por migración a las ciudades.

En este contexto, en el 2008, se formó la RED de saberes- haceres del mundo andino. Esta red agrupa a más de 150 lideres rurales representantes de comunidades, ayllus, pueblos, asociaciones, de Argentina, Chile, Bolivia, Colombia, Venezuela y Perú. Así como también a diferentes profesionales y académicos, que están vinculados con la problemática rural andina.

El propósito de esta red es coordinar, concertar e intercambiar ideas, conocimientos y practicas para promover la integración y desarrollo de campesino a campesino.

“Se busca mejorar la resiliencia de los sistemas socio ecológicos andinos planteando nuevos paradigmas a partir de la valoración de los saberes ancestrales frente a la supremacía del saber científico. Tienen que tener igualdad de valor para promover un dialogo de saberes, un mundo sustentando en diversidad cultural y una convivencia en la diferencia.”

El objetivo es proteger los medios de vida de los pobladores rurales, desarrollando acciones que contribuyan a reducir el riesgo de desastres y a mejorar la adaptación a la variabilidad y al cambio climático de las comunidades.

Ejes temático

Pais

Género

http://www.cop20.pe/ck/experiencias-de-adaptacion-al-cambio-climatico-con-saberes-haceres-ancestrales/

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pec215naoPodem ser votadas nesta quarta-feira (3), no Congresso Nacional, duas propostas que restringem drasticamente os direitos territoriais indígenas e pretendem paralisar definitivamente a demarcação de Terras Indígenas (TIs), Unidades de Conservação (UCs) e Territórios Quilombolas.

Na Câmara dos Deputados, o parecer da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000, apresentado pelo deputado ruralista Osmar Serraglio (PMDB-PR) no dia 17/11, pode ser apreciado na Comissão Especial que analisa a matéria, às 14h30, no Plenário 12. A Comissão Mista de regulamentação da Constituição também pode votar o Projeto de Lei (sem nº) que regulamenta o Art. 231 da Constituição Federal, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), às 14h, no Plenário 13 da Ala Alexandre Costa do Senado.

Mais de 45 indígenas, de oito povos do Tocantins, estão em Brasília para realizar mobilizações contra os dois projetos, nesta terça e quarta-feira, no Congresso. No grupo vieram representantes dos povos Ava-Canoeiro, Apinajé, Krahô, Tapuia, Kanela do Tocantins, Xerente e Karajá de Xambioádo.

PEC 215 – Relatório “terceirizado” pela CNA

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal investigam ruralistas por interferência indevida na tramitação da PEC (saiba mais). Por meio de interceptações telefônicas, o MPF descobriu que Sebastião Ferreira Prado, líder de uma associação de produtores rurais, planejava o pagamento de R$ 30 mil ao advogado Rudy Maia Ferraz, que seria ligado à Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), pela elaboração do parecer que Serraglio apresentou, em novembro, na Comissão Especial da PEC 215 (veja aqui).

Na ocasião, o MPF remeteu documentos relacionados à possível participação de parlamentares federais no caso à Procuradoria Geral da República para que sejam adotadas as medidas cabíveis. O esquema foi descoberto, em agosto, durante a investigação de uma organização criminosa que aliciava pessoas para promover a reinvasão da Terra Indígena Marãiwatsédéde (MT)o. Segundo o MPF, o grupo recebia recursos de outros Estados e apoiaria ações semelhantes na Bahia, Paraná, Maranhão e Mato Grosso do Sul.

Na época, a Justiça Federal em Mato Grosso considerou que os fatos representavam “um desvirtuamento da conduta do parlamentar responsável pela elaboração da PEC, eis que a CNA é parte política diretamente interessada no resultado da mencionada PEC”.

Apresentado por Serraglio como substitutivo, o novo relatório propõe uma ampla gama de exceções ao direito de posse e usufruto das terras por parte dos povos indígenas, além de inviabilizar novas demarcações e legalizar a invasão, a posse e a exploração das terras indígenas demarcadas.

Entre outros pontos, transfere do Executivo para o Congresso a prerrogativa de aprovar a oficialização de TIs, UCs e territórios quilombolas e adota a data de promulgação da Constituição (5/10/1988) como “marco temporal” para comprovar a posse indígena, ou seja, a comunidade teria direito à terra apenas se puder demonstrar que ocupava o território nessa data (saiba mais).

PL que regulamenta o Art. 231 – interesses privados em detrimento do direito indígena

O Projeto de Lei Complementar que regulamenta o Art. 231 da Constituição Federal é assinado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), ex-líder do governo no Senado, mas, de acordo com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), teria sido elaborado pelo advogado-geral da União (AGU), Luís Inácio Adams. A proposta classifica propriedades rurais como “área de relevante interesse público da União”. Como consequência, o projeto estabelece que essas áreas poderão ser excluídas da delimitação das terras indígenas se seus títulos de ocupação forem “considerados válidos” ou poderão ser objeto de desapropriação ou de compensação com outra área ofertada pela União. Dessa forma, o projeto transforma interesses privados em “de relevante interesse público da União”.

Mobilização em Brasília

Os indígenas do Tocantins estarão mobilizados nesta terça e quarta-feira no Congresso Nacional e, além de manifestar-se contra proposições anti-indígenas de parlamentares ruralistas, o grupo cobrará a retomada das demarcações das terras indígenas por parte do governo Dilma – o que menos tem demarcado terras desde a ditadura militar, e manifestará repúdio à indicação da senadora ruralista Kátia Abreu (PMDB-TO), presidente da CNA para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Assessoria de comunicação da Mobilização Nacional Indígena

Oswaldo Braga (ISA) – (61) 3035-5104 / 9103-2127 / oswaldo@socioambiental.org
Carolina Fasolo (Cimi) ­– (61) 2106-1650 / 9686-6205 / carolgfasolo@gmail.com

Alguns documentos sobre a PEC 215
Nota técnica: A PEC 215/00 e as Cláusulas Pétreas, MPF
Parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania
Parecer do Conselho Indigenista Missionário
Análise do Substitutivo à PEC 215, Instituto Socioambiental

Fonte:

http://mobilizacaonacionalindigena.wordpress.com/2014/12/02/pec-215-relatorio-sob-suspeita-de-ter-sido-elaborado-pela-cna-pode-ser-votado-amanha/

Vamos agora ao Twittaço!

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Carteira de Artesão_75c9c5e3-fb79-446f-aed5-04f2b31de6abEmitida pela Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), por meio do Programa Nacional do Artesão (PAB), a Carteira Nacional do Artesão é uma identificação nacional para artesãos e trabalhadores manuais de todo o Brasil. Gratuito, o documento tem abrangência nacional e oferece diversos benefícios, como a abertura de oportunidades em feiras de artesanato nacionais e internacionais, além de participações em oficinas e cursos na área. De acordo com a SMPE, a carteira será emitida ao artesão, ou trabalhador manual depois de avaliação prévia e entrega da documentação exigida.

Conforme o órgão federal, após o cadastro no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro-SICAB, o proponente ao documento deverá passar por uma prova de habilidades técnicas, de responsabilidade da Coordenação Estadual de Artesanato.

Programa do Artesanato Brasileiro_PAB, foi instituído com a finalidade de coordenar e desenvolver atividades que visam valorizar o artesão brasileiro, elevando o seu nível cultural, profissional, social e econômico, bem como, desenvolver e promover o artesanato e a empresa artesanal, no entendimento de que artesanato é empreendedorismo.

No Estado do Rio Grande do Sul,tem o Programa Gaúcho do Artesanato – PGA, que tem por missão incentivar a profissionalização dos trabalhadores que produzem artesanato e fomentar a atividade artesanal com políticas de formação, qualificação e orientação ao artesão. Busca também a qualidade do produto artesanal e a abertura de espaços para a comercialização da produção artesanal.
O Programa faz o cadastramento do artesão, fornecendo-lhe a Carteira do Artesão, que lhe dará o reconhecimento como profissional autônomo, possibilitando-lhe contribuir para a Previdência Social e emitir notas fiscais de suas vendas, com a isenção do ICMS, obter declaração de rendimentos, participar de exposições, feiras e eventos no Brasil e no exterior.

As Casas do Artesão funcionam em Porto Alegre e em algumas cidades do interior.

No interior, onde não existe Casa do Artesão, o atendimento é prestado pelas agências FGTAS/Sine, que fazem o cadastramento do produtor artesanal no PGA.
 

Artesão
É o profissional que exerce, por conta própria, uma arte ou ofício manual, transformando uma ou mais matérias-primas em produtos utilitários ou decorativos. Os artesãos cadastrados no Programa podem usar computadores e ter acesso à internet na Sala de Educação Digital da Casa do Artesão em Porto Alegre .

Cadastro e registro
Esse serviço, viabilizado pelo PGA, organiza e reúne os dados pessoais de cada profissional, matérias-primas e técnicas utilizadas. Contém, inclusive, o montante de vendas, elaborado a partir da somatória de suas notas fiscais emitidas, dado fundamental para o artesão comprovar renda para fins de imposto de renda e crédito.

Carteira de Artesão
  A Carteira de Artesão é o documento  que identifica o profissional de artesanato devidamente registrado e reconhecido pelo Ministério do Trabalho e Emprego para fins de benefícios.
Nela estão impressos os dados de identificação do profissional, seu número de registro no PGA e a(s) matéria(s)-prima(s) por ele utilizadas e que provou modificar e estar habilitado.

Podem obter a obter a Carteira:
. brasileiros ou estrangeiros (com situação regularizada) residentes e domiciliados no
Rio Grande do Sul, com idade igual ou maior que 16 anos.
. é precisorecolher e apresentar taxa de serviço paga em qualquer agência do Banrisul para
crédito da agência 0100 – CC nº 03274137-0-7
.  apresentar e anexar uma foto 3×4 atualizada e sem rasuras
. fotocópias da Carteira de Identidade, do CIC ou CPF> apresentar três peças prontas de
cada matéria-prima/ técnica a ser cadastrada
. elaborar uma peça artesanal (teste de habilidade) por matéria-prima/técnica a ser
cadastrada, diante de funcionários da FGTAS treinadas para essa finalidade

Na capital, o agendamento do teste de habilidade e conhecimento na técnica e na matéria-prima para a qual o artesão solicita habilitação pode ser feito na Casa do Artesão, na Rua Júlio de Castilhos, 144 – Centro, de 2ª a 6ª feira, das 8h30min às 12h e das 13h30min às 18h.
No interior, o agendamento obedece ao horário de atendimento das agências FGTAS/Sine.

 

Oficinas e cursos
O espaço de 400 metros quadrados da Casa do Artesão, em Porto Alegre, oportuniza qualificação e formação aos artesãos e ao público em geral.
Maiores informações sobre os cursos podem ser obtidas pelo telefone (51) 3226 3055.
 

Comercialização
Além das exposições e feiras realizadas no Rio Grande do Sul, em outros Estados e até mesmo no exterior, as Casas do Artesão e as lojas de artesanato, que utilizam os espaços das agências FGTAS/Sine, são pontos de exposição e comercialização de artigos produzidos por artesãos cadastrados no Programa Gaúcho do Artesanato.

Municípios com Casa do Artesão ou loja no RS
Alegrete, Arroio Grande, Camaquã, Canoas, Carazinho, Caxias do Sul, Esteio, Estrela, Horizontina, Lajeado, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Rio Grande, Santo Antônio da Patrulha, São Francisco de Paula, São Leopoldo, Sarandi, Santana do Livramento, Uruguaiana, Vacaria e Venâncio Aires.

 

Arquivos para download
Manual de Orientações PGA (tamanho: 1215KB)
Lei que Cria a Ação Estadual de Valorização do RS (tamanho: 85KB)
Lei que Institui o Programa Gaúcho de Artesanato – PGA e cria Comitê Gaúcho do Artesanato(tamanho: 88KB)
Casas do Artesão (tamanho: 18KB)

 

http://www.stds.rs.gov.br/conteudo.php?cod_menu=104

 

 

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conceitos_da_m.1

Já está disponível para download no site do Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP), instância ligada à Secretaria de Estado da Cultura, a versão digital do livro “Conceitos-chave da Museologia”. Para ter acesso ao material, basta clicar aqui.

Originalmente editado em francês, o material traz alguns dos mais importantes conceitos da área museológica. A ação é uma parceria entre o SISEM-SP, a Pinacoteca e o Conselho Internacional de Museus (Icom).

http://defender.org.br/noticias/nacional/versao-digital-de-conceitos-chave-da-museologiaesta-disponivel-para-download/

Fonte: SISEM SP

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