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Audiência Pública traz nova esperança na retomada da terra Guarani-Mbyá em MaquinéAudiência da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, chamada pelo Presidente,o Deputado Estadual, Jeferson Fernandes (PT),apoiado pelos Deputados Estaduais, Pedro Ruas III (PSOL) e Stela Farias (PT) sobre a situação dos nossos guerreiros Guaranis que fazem a “retomada” do terreno da Fepagro, em Maquiné e que estão sendo despejados pelo governo José Ivo Sartori,sem dó na consciência.

Abertura da Audiência foi feita com a mística cultural Guarani-Mbyá, entoando música de luta e canção “Devolvam Nossa Terra”. Assista, compartilhe!
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A Audiência que teve transmissão ao vivo pela TVAL e pelo perfil da Comissão no Facebook, foi muito produtiva, com acesso intenso. Lotamos a sala Adão Pretto! E como já era esperado o Presidente da Assembléia Legislativa do RS, o Deputado Estadual Edegar Pretto, o primeiro #SEMTERRA a chegar à Presidência Da Casa o qual também, se comprometeu com a luta de nossos parentes!

Dep.Estadual, Edegar Pretto dia que a Casa estará sempre aberta para as demandas das lutas dos povos indígenas, quilombolas e minorias. E que a Retomada tem todo o seu apoio.

Logo na abertura dos trabalhos o Deputado Estadual, Jeferson Fernandes, afirmou,“Vamos trabalhar por uma solução para que a comunidade indígena possa retomar parte de seu território original sem prejuízo a eventuais pesquisas.Em visita ao local, constatamos que os indígenas convivem em total harmonia com a natureza e com os servidores da Fepagro, que ainda lá permanecem”.

Fizeram-se presentes, o Cacique-Ceral dos Guaranis-Mbyá no RS, José Cirilo Pires,que já afirmou,“Fomos expulsos da terra e esquecidos na beira das estradas. Nossa retomada é pacífica e vai beneficiar toda a sociedade. A natureza precisa de nós. E nós precisamos fortalecer nossa cultura, resgatando rituais que começam a se perder”

Cacique Andre Benites,o representante da nova aldeia Maquiné.
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“Foi a oportunidade de transmitir aos protagonistas deste processo a importância da permanência de nossos parentes no local ao invés da venda da área à iniciativa privada. Inclusive já soubemos que, emissários do Dep.Federal Eliseu Padilha, já visitaram a área da Fepagro,além de ser o maior dono de terras no nosso Litoral,não se contenta,ressaltou a Deputada.
Eu não consigo entender como a gente não consegue minimamente resolver uma situação que é tão simples. Porque essa área é pública. É impossível que com uma Fepagro, que foi extinta, que os próprios servidores estão tentando reverter na Justiça, cujo secretário deveria estar aqui, diga que é impossível negociar porque tem pesquisa e dinheiro investido”,explanou a deputada Stela Farias (PT).

“A condução dada a situação até o momento é muito grave.O governo do Estado não tem mais a Fepagro e quer impedir que a comunidade indígena retome a área que lhes é de direito em Maquiné. Isso não é nada. Mas o governo do Estado tem outros planos para essa área e encontra respaldo na judicialização,enfatizou
O Deputado Estadual, Pedro Ruas (Psol). Disse ainda, que se a reintegração de posse se confirmar será mais uma “espoliação dos direitos indígenas”.

Procurador da Procuradoria Federal Regional de Capão da Canoa,Guilherme Mazzoleni que Representou a Coordenação Regional FUNAI SUL,afirmou que “vai juntar todos os emails e documentação que recebeu e o que ouviu na Audiência no Processo e mais,se a FUNAI,falou que não tinha pedido de terra dos Guaranis,agora tem!Deve ter algum engano da FUNAI,nisso tudo”.

Procurador Silvio Guido Jardim, Presidente do Conselho Estadual dos Povos Indígenas (CEPI),foi enfático na sua intervenção. “Todas as terras que os Guaranis possuem hoje no Rio Grande do Sul foram cedidas pelo Estado. A negociação virou uma forma de o governo estadual tentar reparar o passado, no mesmo local que gerou as Guerras Guaraníticas e o maior extermínio de guaranis no Brasil. A esperança dos indígenas é que a retomada de Maquiné seja mais um exemplo na lista de áreas reconhecidas pelo Piratini”.O Procurador disse,ainda “que a presença dos Guaranis na região remonta ao ano 800 da era cristã. Então, retomada não é um termo impróprio para a situação que estamos vivendo. Existem pesquisas da Fepagro só que não abrangem a dimensão daquela área de 337ha. Isso podemos aferir. Todos que foram até o local viram que não é uma área apropriada por pesquisa chamando a atenção para a possibilidade de que o clima tranquilo que existe no local, entre servidores do Estado que vivem na propriedade e os indígenas, possa mudar com uma reintegração de posse com presença da Brigada Militar. A possibilidade de gerar um conflito a partir da reintegração de posse é grande. Há crianças lá e essa é uma preocupação”,finalizou.

Procurador Silvio Guido Jardim, Presidente do Conselho Estadual dos Povos Indígenas (CEPI),

Procuradora Fabiana Barth, da Comissão de Direitos Humanos na PGE,

A Procuradora Fabiana Azevedo da Cunha Barth, coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da Procuradoria-geral do Estado, ressaltou que a competência demarcatória é da União, que deve ser envolvida na busca de uma solução para a área em Maquiné. Segundo ela, é preciso analisar, antes de qualquer decisão, a possibilidade de convivência entre a comunidade indígena e os projetos de pesquisa agropecuária existentes no local.

Defensora Pública,Mariana Capelari,

Reconhece a contínua violação dos direitos dos povos oríginários pelo estado.Lembrou o caso que está sendo julgado em PE e que pode abrir um precedente para ttodo o país”.Se colocou a disposição pra algum GT de mediação e apoia a luta dos povos guaranis.

Professor de Antropologia e Rep. da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), José Otávio Catafesto de Souza.Gente esse vídeo é mais um documento do marco histórico da Audiência Pública da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, chamada pelo Presidente,o Deputado Estadual, Jeferson Fernandes (PT),apoiado pelos Deputados Estaduais, Pedro Ruas III (PSOL) e Stela Farias (PT) sobre a situação dos nossos guerreiros Guaranis que fazem a “retomada” do terreno da Fepagro, em Maquiné e que estão sendo despejados pelo governo José Ivo Sartori,sem dó na consciência.

O Prof.Dr.Jose Otavio Catafesto de Souza-antropológo e professor da UFRGS, dá o seu depoimento sobre a retomada Guarani Mbyá em Maquiné.
O experiente e brilhante,antropólogo, traz informações técnicas sobre a ancestralidade indígena na área, faz endo um relato sobre a alegria das crianças na mata da região e sobre como vê o trabalho dos indígenas na preservação da área da extinta Fepagro.

Dr.’Vermelho D’Elia, Representou a RAiZ – Movimento Cidadanista e como Coord. da Diretoria de DH da PGERS, ouçam o que disse:
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Geógrafa e Doutoranda na UFRGS, Rafaela Printes- representante da AEPIM – Associação de Estudos e Projetos com Povos Indígenas e Minoritários, falou do apoio da AEPIM à luta da Retomada e sobre o vasto território dos Guaranis que abrange Argentina,Paraguai e Brasil e defendeu que temos que trabalhar para a consolidação da posse da terra aos guaranis.

Roberto Liebgott-Rep.do CIMI Sul, fez sua defesa e apoio à retomada dos Guaranis em Maquiné. Veja.
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Procurador Aposentado,Ronald Maggi


Procurador aposentado,Ronald Maggi, morador de Maquiné,ressaltou que a “comunidade está aceitando muito bem a presença dos Guaranis na fepagro.E que eles estão sendo os guardiões daquela área que estava sendo saqueada e a palmeira Juçara sendo destruída”.

O Cacique Maurício,Presidente da Associação dos Guaranis, emocionou com seu importante depoimento,sobre os verdadeiros guardiões na preservação da biodiversidade e pela vida de nossos povos.

https://web.facebook.com/amigosdaterrabrasil/videos/752569438244162/

O Advogado, Onir Araújo, da Frente Quilombola do RS e Fernando Costa, Amigos da Terra,entregaram um documento de apoio à Retomada Guarani Maquiné.

CARTA EM APOIO À RETOMADA GUARANI MBYA EM MAQUINÉ

Amigos da Terra Brasil, membro da Federação Amigos da Terra Internacional, através dessa nota, declara total apoio à Retomada Guarani Mbya em Maquiné. Desde o dia 27 de janeiro, os indígenas estão construindo a nova Tekoá (aldeia) na área em que funcionava a Fepagro ( Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária), uma das fundações em processo de extinção devido aos pacotes de cortes do Governador Ivo Sartori (PMDB). No dia 1 de março, o Estado do Rio Grande do Sul, através da Procuradoria Geral, obteve uma medida liminar que determina a reintegração de posse na área. Os guaranis entraram com um recurso recorrendo à medida judicial e defendendo que a área em Maquiné é um território ancestral para o seu povo. O processo segue em curso.

Nas declarações dadas pelo Cacique André Benites e pelo cacique Cirilo, porta-vozes da nova tekoá, destacam que a ação dos guaranis deve ser chamada de “retomada”, não “ocupação” ou outra palavra, pois o que estão reivindicando é uma terra ancestral do seu Povo. Guaranis Mbya vivem e transitam por ali há centenas de anos. Para os Guaranis, construir a nova Tekoá em Maquiné é possibilitar melhores condições de vida para o seu Povo – alocado pelo Estado em beira de estradas ou em pequenos terrenos – e uma oportunidade de salvação da mata, dos animais e da água que corre na zona da Fepagro. “Se ficar na mão dos governos, isso aqui vai virar um condomínio”, alertou o Cacique Cirilo nos primeiros dias de retomada.

A necessidade da luta pela posse da terra travada pelos indígenas, com as retomadas e posteriormente com as reivindicações de demarcação, já são uma violência para os povos originários. Para preservar e conseguir manter o seu bem viver, precisam lutar pela posse de algo, a terra, que na sua cultura não tem dono. No entanto, se não lutarem pela demarcação de uma área mínima para viverem, qual será o fim dos territórios, da mata e, consequentemente, dos seus povos?

Atualmente, os povos originários, indígenas juntamente com os quilombolas, são quem está na linha de frente na luta pela terra e pela preservação da natureza no Brasil. São eles que estão sendo mortos por latifundiários do agronegócio no Mato Grosso do Sul, por madeireiros e grileiros na Amazônia, por crimes ambientais de grandes corporações como no caso da Vale do Rio Doce e o Rompimento da Barragem de Rejeitos em Bento Rodrigues. Além disso, os indígenas estão recebendo a repressão do Estado, seja com medidas judiciais, como este processo de reintegração de posse, e posteriormente com a ação violenta das Polícias Federais, seja com a realocação de aldeias para beira de grandes rodovias, zonas com alto risco de vida para as crianças indígenas e para a espiritualidade dos guaranis.

Os indígenas e quilombolas ainda lutam contra um contexto centenário no Brasil: as ações racistas das elites oligárquicas e, atualmente, os processos coloniais do neoliberalismo e das grandes corporações. Quando as violações não vem de forma direta, com mortes nos territórios, perseguição de liderança, extermínio da biodiversidade e das espiritualidades, vem através da cooptação do Estado e de projetos de lei como o PL 31, a PEC 215 e o marco temporal. Legislações que atacam o direito à terra dos povos originários, questionam as demarcações existentes, colocam pequenos agricultores contra indígenas e quilombolas.

A retomada Guarani Mbya em Maquiné é uma ação direta pelo direito à vida dos indígenas e pela preservação da Mata Atlântica e da biodiversidade brasileira. No entanto, a retomada também chama a atenção para a necessidade da luta pelo território e também para o extermínio de culturas, responsabilidade de fazendeiros, do agronegócio, das corporações e do Estado. O Amigos da Terra Brasil denuncia esta lógica neoliberal, colonial e genocida e se soma à luta dos Guaranis Mbya.

Amigos da Terra Brasil
Porto Alegre, 21 de março de 2017.

https://web.facebook.com/amigosdaterrabrasil/videos/752598421574597/

James Diego Roth,Assessor Técnico do Setor Indígena da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, esteve contribuindo.

Salientou que, como técnico, “não entraria na questão política do caso. Segundo James Diego Roth, a criação de terras indígenas dentro de áreas que pertencem ao Estado não é novidade. Apesar de reconhecer o apego espiritual dos indígenas ao local, precisava falar objetivamente sobre o fator econômico. Temos nesse caso uma área de mata nativa, que é uma dificuldade que temos hoje com áreas indígenas. São terras que estão degradadas e que precisam de investimento do Estado”. Lembrou que a pasta, possui um trabalho de etnodesenvolvimento, com levantamento de mapas e certificação das áreas, que colaboraria com a causa indígena.

Liderança indígena, Merong Santos, foi firme na sua posição na defesa da terra dos guaranis.
https://web.facebook.com/amigosdaterrabrasil/videos/752246661609773/

Audiência PROFª Conceição Carrion_IMG_20170322_124932Professora Conceição Carrion,representando a APEDEMA e AGAPAN,como ambientalista,lamenta a forma como os indígenas ficam nas calçadas da rua da Praia e fica com dó no coração porque em Porto Alegre ,ão tem espaços para eles comercializarem seu artesanato.

Marly Cuesta,Representando guerreiros e Caciques do país no GT_Mediação de Conflitos Indígenas SabáManchinery, dentre outros movimentos sociais, agradeceu a Comissão pela realização da Audiência e convidou à todos para um Ato de Repúdio pelo covarde  assassinato do Cacique Antonio Mig,em Ronda Alta, no norte do RS.Emocionada falou dos massacres e assassinatos de nossos parentes indígenas tanto aqui no RS quanto no país todo!
A Tuxáua ainda, conclamou à tod@s que participem das Campanhas de alimentos e outras necessidades dos Guaranis na retomada Maquiné,porque estão passando muitas necessidades.Informou ainda,que logo será inscrito na Plataforma de financiamento coletivo Alteridade um projeto do Encontro dos Saberes ancestrais do povo Guarani-Mbyá que precisamos participar com qualquer valor desde que seja “amoroso e fraterno”.

Audiência Marly Cuesta Fala_IMG_20170322_125055

A Secretaria de Agricultura e Fepagro não compareceram.

O Dep.Estadual,Jeferson Fernandes, afirmou que vai solicitar ao Procurador-Geral do Estado, Euzébio Fernando Ruschel, a prorrogação do prazo para reintegração de posse da área, inicialmente marcada para 4 de abril, para que melhor se entenda a questão.Nosso compromisso agora é tentar impedir que a desocupação ocorra, já que está marcada para breve, além de levar os relatos que tivemos neste encontro ao Procurador Geral do Estado”.

Promotor do Ministério Público Federal, André Casagrande Raupp,
Promotor do Ministério Público Federal, André Casagrande Raupp,foi muito atencioso à todas as falas e spo se manifestou ao final e sugestiona que “a partir de agora se trabalhe para encontrar órgãos do Estado e agentes que possam colaborar para encontrar uma solução pacífica. A parte processual, de levar esses dados e informações, é o que a gente vai começar a fazer agora. Porque o pedido do Estado na ação de reintegração de posse é para que a comunidade indígena saia, e só agora ficamos sabendo de estudos e troca de emails entre o Estado e a Funai  e constatamos que tem outros órgãos do Estado trabalhando em sentido diferente, em tentar buscar o diálogo e conciliação”, explicou ele.

Os Guaraní-Mbya encerram a Audiência Pública sobre a retomada guarani-mbyá de Maquiné na Assembleia Legislativa do RS com mais uma mística cultural.

Assista todo vídeo da Audiência.
https://web.facebook.com/1903779569906886/videos/1908267006124809/

Fotos de Marly Cuesta:

https://goo.gl/photos/Nmwni7UU2q4ajnUr8
Vídeos de Amigos DaTerra Brasil

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Na audiência pública serão apresentados relatos sobre a situação ambiental crítica que passa a área ambiental no Rio Grande do Sul.

Na audiência pública serão apresentados relatos sobre a situação ambiental crítica que passa a área ambiental no Rio Grande do Sul.

Um grupo de entidades ambientalistas gaúchas promove,quinta-feira (25), às 19h, no Plenarinho da Assembleia Legislativa, uma audiência pública sobre o desmonte e retrocessos na área ambiental do Rio Grande do Sul. O objetivo do encontro, segundo as entidades promotoras, é “avaliar o quadro de grave crise estrutural deliberada na área ambiental tanto na Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), como um todo, incluindo as tentativas de retrocesso na legislação ambiental do Estado”.

Serão apresentados relatos sobre a situação ambiental crítica que passa a área ambiental no Rio Grande do Sul, com destaque para o Projeto de Lei 300/2015 que extingue a Fundação Zoobotânica – proposta que segue na Assembleia Legislativa -, para a retirada de atribuições e infraestrutura da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e do Departamento de Biodiversidade da (Sema), e para a edição de decretos pelo governo José Ivo Sartori (PMDB) que vão de encontro à legislação ambiental conquistada há décadas no Estado.

A audiência pública é promovida pelas seguintes entidades: Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), Núcleo de Ecojornalistas (NEJ), Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente (Mogdema), Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul (Apedema RS) e Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá).

Foto:Mogdema

Fonte:

https://rsurgente.wordpress.com/2016/08/22/audiencia-publica-debatera-desmonte-e-retrocesso-ambiental-no-rs/

 

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Audiência Pública/foto Marly Cuesta

Audiência Pública/foto Marly Cuesta


Evento objetivou informar, coletar informações, debater e propor encaminhamentos sobre impacto dos agrotóxicos na segurança alimentar na região Metropolitana

O Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (FGCIA) – iniciativa do Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul (MPF/RS), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério Público do Estado (MP/RS)– realizou, na tarde desta quarta-feira (8/6), audiência pública na Assembleia Legislativa gaúcha. Com o tema “Os agrotóxicos e a (in) segurança alimentar”, o evento contou com público de aproximadamente 150 participantes. O objetivo foi o de informar, coletar informações, debater e propor encaminhamentos sobre o impacto dos agrotóxicos na segurança alimentar na região Metropolitana.

Formado por 51 instituições, o FGCIA é coordenado pela procuradora da República Ana Paula Carvalho de Medeiros (MPF), tendo como adjuntos o procurador do Trabalho Noedi Rodrigues da Silva (MPT) e o promotor de Justiça Daniel Martini (MP). A mesa foi composta pelos coordenadores do FGCIA, mais as representantes da Coordenadoria Geral de Vigilância, da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, Marla Kuhn e Maria Inês Bello, o presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), Leonardo Melgarejo, e a biomédica e doutora em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) Sérgio Arouca, veiculada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Karen Friedrich.

A programação teve palestra de Karen, também professora-adjunta da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uferj), com experiência na área de Toxicologia e Vigilância Sanitária com ênfase na avaliação toxicológica de medicamentos e agrotóxicos. A pesquisadora abordou o uso no Brasil dos agrotóxicos, sua regulação e a exposição e efeitos sobre a saúde. “O que a gente tem visto no Brasil é um aumento muito grande do uso de agrotóxicos, principalmente para o cultivo da soja”, revelou. Afirmou que só tem um caminho para se garantir segurança alimentar que é “transitar no modelo de produção agroecológico”. Informou que o Brasil é o maior consumidor mundial dos venenos, com 12 litros/hectare, 7 litros/habitante.

Clique aqui para acessar o PDF da apresentação de Karen.

Foi dada a palavra a representantes de órgãos públicos, associações civis, estabelecimentos de saúde, Conselhos, Universidades e movimentos sociais organizados. Uma das representantes, a sanitarista do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), vinculado à Secretaria Estadual de Saúde, Vanda Garibotti, informou que 35% dos alimentos analisados no Estado têm resultados insatisfatórios, porque apresentam resíduos de agrotóxicos proibidos ou acima do permitido.

Clique aqui para acessar o PDF da apresentação de Vanda.

Outros representantes abordaram tópicos como a necessidade de se conhecer o número de pessoas intoxicadas (a partir do incremento do uso dos sistemas de notificação pelos profissionais da saúde), o problema dos produtos contrabandeados, a ocultação das consequências do uso de agrotóxicos nas lavouras e na alimentação, os efeitos danosos da pulverização aérea, a importância de se trabalhar a conscientização nas escolas, os projetos de lei em discussões em Brasília que tratam da alteração da normatização dos agrotóxicos, concentrando poderes no Ministério da Agricultura e retirando atribuições da área da saúde, do meio ambiente e dos órgãos estaduais de fiscalização.

Um dos depoimentos mais aplaudidos foi o do produtor rural Juarez Pereira, que há 21 anos cultiva arroz orgânico e é um dos expositores da Feira Ecológica do Bom Fim aos sábados. “Eu aprendi a conceituar a atividade orgânica como a atividade da esperança quando a convencional pode-se dizer que é a da desesperança. E essa vibração negativa se reflete na saúde pública, na má qualidade de vida”, destacou o agricultor.

Houve o lançamento da “Consulta Pública: o uso e os riscos associados aos agrotóxicos em Porto Alegre”. O objetivo é o de buscar informações para construção do Plano Municipal de vigilância da exposição aos agrotóxicos na cidade. Para participar, basta acessar o link bit.ly/cgvsconsulta e preencher o formulário disponível.

Esta foi a quarta audiência pública do FGCIA. A primeira foi realizada, em 9 de abril de 2015, em Ijuí, na região Noroeste do Rio Grande do Sul, onde o problema é mais grave. A segunda aconteceu em 16 de setembro de 2015, em Pelotas, na região Sul do Estado. E a terceira foi em 4 de novembro de 2015, em Caxias do Sul, na Serra. A qualidade da palestra e dos debates foi o ponto alto do evento, na avaliação dos coordenadores do FGCIA.

Foram convidados representantes de 63 municípios: Alvorada, Arambaré, Araricá, Arroio dos Ratos, Barão do Triunfo, Barra do Ribeiro, Brochier do Maratá, Butiá, Cachoeirinha, Camaquã, Campo Bom, Canoas, Capela de Santana, Capivari do Sul, Cerro Grande do Sul, Charqueadas, Chuvisca, Dois Irmãos, Dom Feliciano, Eldorado do Sul, Estância Velha, Esteio, Fazenda Vila Nova, General Câmara, Glorinha, Gravataí, Guaíba, Harmonia, Igrejinha, Ivoti, Maratá, Mariana Pimentel, Minas do Leão, Montenegro, Mostardas, Nova Hartz, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Palmares do Sul, Pareci Novo, Parobé, Paverama, Portão, Porto Alegre, Rolante, Salvador do Sul, Santo Antonio da Patrulha, São Jerônimo, São José do Sul, São Leopoldo, São Pedro da Serra, São Sebastião do Caí, Sapiranga, Sapucaia do Sul, Sentinela do Sul, Sertão Santana, Tabaí, Tapes, Taquari, Tavares, Triunfo, Tupandi, Viamão.

Fonte http://mpt-prt4.jusbrasil.com.br/noticias/347497939/audiencia-publica-em-porto-alegre-debate-agrotoxicos-e-in-seguranca-alimentar

A Tuxáua e mestra da cultura alimentar tradicional,Marly Cuesta,como representante do Programa Fome Zero de Porto Alegre, fez uma denúncia sobre o crime que os ruralistas estão fazendo.”A pulverização de inseticidas atingem terras longíncuas levadas pela ação do vento e das chuvas,matando nossa biodiversidade, acabando com nosso alimento ancestral as PACs e ervas,envenenando nossos rios e lagos,em especial das nossas terras indígenas e quilombolas.E conclamou à sociedade que proteste,participe da Consulta Pública,a boicotar os alimentos transgênicos e não votar em ruralistas homofóbicos e criminosos”!

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Woman carrying freshly harvested vegetables in basketA população poderá contribuir com a elaboração do novo guia, que encontra-se em consulta pública até o dia 7 de maio, acessando o endereço eletrônico www.saude.gov.br/consultapublica. As contribuições serão avaliadas pelo Ministério da Saúde e poderão constar do documento final.

“O guia é uma fonte segura para orientar os brasileiros para uma alimentação saudável, com base em evidências científicas e com recomendações debatidas com diferentes especialistas e setores da sociedade”, afirma o ministro da Saúde, Arthur Chioro. “A intenção é promover a saúde da população e contribuir para a prevenção de doenças como a obesidade, diabetes e outras doenças crônicas relacionadas à alimentação”, enfatiza.

O manual foi elaborado em linguagem acessível e destina-se tanto ao cidadão como a educadores e profissionais de saúde. O documento foi formulado com o apoio do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP) e daOrganização Pan-Americana de Saúde (Opas), ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mais informações,no link

http://www.blog.saude.gov.br/index.php/programasecampanhas/33629-ministerio-da-saude-recomenda-o-consumo-de-produtos-naturais

 

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