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Posts Tagged ‘artesanato do paraná’

Dia 2015-03-19 17.12.27de muito orgulho para  trabalhadores Artesãos que fortalecem e difundem a identidade de nossos produtos artesanais de grande conteúdo histórico e cultural,cujo valor é reconhecido no mundo!

Artesão

O artesão é a pessoa que domina com perfeição uma determinada técnica e, graças a esse conhecimento, transforma a matéria-prima natural num objeto de caráter lúdico, decorativo ou utilitário.

Vitalidade, energia, beleza, criatividade e simplicidade são características fortes do artesão.

A motivação da criação artística nesse universo de tramas, fios, fibras, texturas, pontos, hastes, cores, luzes e movimentos são os elementos essenciais do processo de criação do artesão.

O principal objetivo da comemoração é reconhecer, valorizar e elogiar o trabalho de homens e mulheres de todas as regiões do nosso país, dedicados ao ofício. 

Neste dia, Isabel Gonçalves e equipe,Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Artesãos-CNARTs,estão numa agenda pesada em Brasília na luta pelas demandas do artesanato brasileiro.

Artesanato do Rio Grande do Sul 

O artesanato é a expressão mais genuína da autenticidade popular, é a fusão de várias culturas que passa de geração em geração, que se identifica com seu entorno, sua simplicidade de desenhos e revelam seus sentimentos.

O turista que visitar o Rio Grande do Sul terá a oportunidade de constatar esta afirmação. Aqui, o visitante poderá apreciar e adquirir um artesanato regionalizado, e conseqüentemente diversificado, conforme as distintas etnias do nosso povo.

Porém, o artesanato mais característico do Rio Grande do Sul é aquele representado pela cultura e hábitos do pampa. É nesta região que o gaúcho buscou inspiração e os materiais necessários para construir os utensílios de seu rancho, bem como aqueles destinados às lides campeiras.

Entre os materiais ainda hoje empregados no trabalho artesanal está o couro bovino, cuja origem do seu uso confunde-se com a história antropológica do gaúcho. É o principal componente de produtos tradicionalmente artesanais, como bainhas de faca, boleadeiras, arreios, botas, guaiacas, malas de garupa, assim como móveis caseiros, como o lastro trançado em couro das camas,tapetes,os assentos e encostos das cadeiras.

Mas se o couro pode ser tirado de outros animais, e não apenas necessariamente de bovinos como se pensa, os chifres tem origem definida. Os cabos de facas, chairas e canivetes, que são ornamentados com chifres bovinos, destacam-se de seus similares. Assim como servia- e serve – de cantil para guardar a “canha” (cachaça). Antigamente, os chifres também eram utilizados para a fabricação de isqueiros.

Dentro da linha de artesanato campeiro, destaca-se ainda a lã de ovelha. Esta matéria prima é a mais representativa do artesanato sul-rio-grandense de inverno, sendo a base para confecções de cobertores, agasalhos, tapeçaria e decoração de ambientes, estas duas últimas originalmente encontradas em casas de campos, sítios e fazendas, hoje enfeitam também as residências urbanas.

Contudo, a tradicional cuia de chimarrão, símbolo máximo da bebida do gaúcho, não poderia faltar. Seu trabalho artesanal elaborado a partir da fruta do porongueiro, o porongo, chama atenção pela sua rusticidade e durabilidade.

Na Cadeia do Peixe,aproveita-se as escamas e couros de peixes das Colônias de Pescadores gerando renda para suas famílias.

Devemos enaltecer também,as Cadeias do Osso e das Gemas e Jóias,muito forte no RS.

Também rico e diversificado é a cultura alimentar tradicional ou  artesanato degustativo que envolve uma variedade de produtos que vão desde o famoso churrasco,cuca,bolos, os doces, balas, compotas, biscoitos, chocolates até a elaboração de pratos típicos de determinados lugares. O aproveitamento da matéria-prima da região é característica deste artesanato que acaba tornando-se uma referência e um atrativo para o turismo do lugar onde é confeccionado.

Também é muito utilizado  o reaproveitamento de alimentos como cascas de verduras,raízes,frutas e folhas.

Com isto, assinala-se a linha de frente da expressão artesanal do RS, sem esquecer, entretanto, de citar os trabalhos trançados em palha de milho e os produtos indígenas que tem no cipó e no guaimbé a matéria prima essencial para a fabricação de arcos, flechas, chapéus, cestas e ornamentos. 

Artesanato de Santa Catarina

A tradição alemã de cuidado e atenção aos detalhes se faz presente no artesanato. Espírito vivo da cultura germânica, ele é retratado em bonecos trajados tipicamente que parecem ter vida própria. Nas ruas centrais da cidade, ou no Parque Vila Germânica, porcelanas, cristais, bordados e muitos outros artigos são ótimas opções para quem quer levar para casa um pedacinho concreto da Alemanha tropical.

Dos trabalhos surpreendentes, feitos por artistas e artesãos locais, se destacam a pintura Bauernmalerei,  os Fensterbildern,a pintura em cascas de ovos e o artesanato em madeira.

Bauernmalerei: uma técnica de pintura que tem origem entre os camponeses da Áustria, Alemanha e Suíça, nos séculos 17 e 18. O folclore desse estilo de pintura foi uma forma alegre e barata que a população rural encontrou para decorar as suas casas. A pintura camponesa retrata a visão simples da natureza, como as flores e os pássaros, em cores fortes e contrastantes. Essa tradição atravessou as gerações e pode ser reconhecida até hoje em construções, peças de mobília e decoração.

Fensterbildern: figuras de madeira vazadas e recortadas, as Fensterbildern, muito comuns na Alemanha, são tradicionalmente empregadas na ornamentação de janelas.

Pintura em cascas de ovos: a pintura em cascas de ovos – de galinha, de pato, de ganso, de avestruz e até de lagartixa – bem como de ovos torneados de madeira é uma especialidade do artesanato de Pomerode. A artesã Silvana Pujol desenvolve esse refinado trabalho artesanal, que exige muita paciência e precisão quase cirúrgica. A inspiração da artesã Silvana são os traços da ourivezaria, profissão de seu pai. Esse trabalho já foi premiado nacionalmente. 

Artesanato em madeira: o artesanato em madeira também é muito difundido em Pomerode. Caixas, baús, brinquedos e objetos utilitários compõem o rol de produtos. A técnica chamada de Drechslerei, muito comum na Alemanha, caminha para a popularização em Pomerode. Nela, a madeira é torneada em um torno específico para depois receber um fino acabamento em tinta. A Drechslerei é principalmente utilizada para criar personagens de presépios, bonecos “quebra-nozes”, entre outros.

Artesanato do Paraná

O Artesanato Paranaense é muito rico e diversificado, com diferentes especialidades e técnicas produtivas, com traços de várias etnias que para cá vieram, existindo no Estado cerca de 12.000 microempreendedores artesanais.

Imigrantes alemães, poloneses, italianos e portugueses, que tinham suas atividades relacionadas ao artesanato do mundo rural ou na carpintaria, marcenaria, forja, moagem e olaria, através das matérias-primas que a natureza oferecia em abundância, implementaram novas técnicas e se utilizaram da arte e habilidade para criar novos produtos e gerar seu sustento.

Pode-se dizer então que a atividade artesanal no Estado está hoje dividida em dois setores distintos, ou seja, a nativa (ou indígena) e a aculturada (ou de influência européia), cada uma com suas peculiaridades apresenta variados tipos quanto ao material utilizado, formas e processos de fabricação.

O Artesanato Indígena foi gerado para atender essencialmente as necessidades da tribo. A utilização das cores e a expressão dos movimentos são marcas dos objetos artesanais indígenas que demonstram a importância que o índio dá a estética.

O uso de matérias-primas como a palha, o barro, as fibras vegetais e a madeira destacam-se nos objetos confeccionados (cestarias e utensílios em barro e madeira).

Por outro lado, a imigração européia legou aos paranaenses as bonecas feitas em palha de milho, bordados, objetos em marchetaria, entalhe, palha de trigo e tecelagem.

Destacamos a seguir alguns conceitos característicos e bem definidos do artesanato paranaense:

Artesanato – Fibras Naturais

Utiliza matéria-prima vegetal como: vime, palha de milho e trigo, cipó, junco, taquara, bambu, folha de bananeira, piri e cizal.

Dessa matéria-prima, são confeccionados, com técnicas diversas, objetos utilitários e de adorno como: cestaria, porta-jóias, bolsas, chapéus, bonecas, jogos de xadrez e redes, nos municípios do Litoral, Rio Negro, Ponta Grossa, Maringá, Curitiba (Santa Felicidade e Região Metropolitana), Palmeira (Witmarsum).

Artesanato – Cerâmica

O barro é a matéria-prima utilizada para este tipo de artesanato. Através de técnicas e procedimentos variados são confeccionados objetos como vasos, panelas, moringas, objetos sacros e até brinquedos.

A cerâmica é uma das mais significativas manifestações do artesanato brasileiro e as peças confeccionadas expressam a cultura e o folclore de cada região, principalmente do Litoral, Irati, Curitiba e Foz do Iguaçu.

Artesanato – Madeira

No Estado do Paraná o artesanato em madeira é bastante rico e variado, e pode-se dizer que são produzidos objetos sofisticados através do entalhe e marchetaria, até objetos não menos bonitos e interessantes das sobras de madeira.

O entalhe é feito com a ajuda de um instrumento cortante que pode ser rústico ou até uma simples faca, onde o artesão com seu talento trabalha e dá forma a um pedaço de madeira. Desta técnica resultam belas esculturas.

A Marchetaria consiste na confecção de objetos como porta-jóias, estojos diversos e peças decorativas que são possíveis de criação graças a habilidade do artesão no corte e montagem de desenhos com a utilização da madeira de diversas cores.

Nas técnicas de escultura em madeira destacam-se artesãos e artistas em Curitiba, Irati, Bocaiúva do Sul, Cascavel e muitos outros municípios, além do Litoral Paranaense.

Artesanato – Tecelagem

Esta técnica é bastante característica do Paraná, sendo praticada geralmente por mulheres, as chamadas tecelãs que confeccionam redes, colchas, mantos e belíssimos tapetes.

As tecelãs utilizam fios de algodão, lã ou seda que são tramados em teares manuais. O tingimento das peças confeccionadas com tintas naturais valoriza este tipo de artesanato, produzido notadamente em Tibagi, Cianorte e Curitiba.

Artesanato – Reciclado

Trata-se de confecção de peças utilitárias e decorativas através da utilização do lixo orgânico ou reciclável.

Com o material reciclável são confeccionados objetos com: candelabros, cachepos, flores, enfeites, tapetes, sacolas e embalagens. São exemplos de material reciclável as garrafas pets, caixa de leite, cacos de vidros e de cerâmica, etc.

Já com o lixo orgânico como folhas diversas, cascas, e papel são confeccionados produtos artesanais como biscuis, papel artesanal e através da técnica do papel marche, diversos objetos decorativos.

Artesanato – Souvenirs

Este tipo de artesanato refere-se a confecção de objetos de pequeno porte como chaveiros, imãs de geladeira, biscui, e outros. Com a utilização de materiais diversos a exemplo de resina, madeira, tecido, vidro, arame, etc.

É importante salientar que tais objetos preservam a identidade cultural da Região, Estado ou País.

Artesanato – Alimentos

Também rico e diversificado o artesanato degustativo envolve uma variedade de produtos que vão desde os doces, balas, compotas, biscoitos, chocolates até a elaboração de pratos típicos de determinados lugares. O aproveitamento da matéria-prima da região é característica deste artesanato que acaba tornando-se uma referência e um atrativo para o turismo do lugar onde é confeccionado.

Também é muito utilizado no artesanato degustativo o reaproveitamento de alimentos como cascas de verduras e frutas e folhas.

Artesanato – Etnias

Além da influência que as diversas etnias que colonizaram o Paraná, exerceram no artesanato, alguns objetos que possuem grande aceitação preservam as características e tipicidade dessas etnias a exemplo das pêssankas (ucranianas), confeccionadas em Curitiba e Prudentópolis, e do origami, kirigami, oshibana e ikebana (japoneses), produzidos em Curitiba, Assaí, Londrina, Maringá e Goioerê.

“O artesanato é o reflexo de um povo e parte de sua história e de seus costumes.Os saberes e fazeres artesanais da nossa ancestralidade são passados de geração em geração para o empoderamento humano.Por isso, saudamos e convidamos todos os companheir@s Artesãs e Artesãos, associações,cooperativas e grupos informais de ofício e comunidades de artesanato em geral a participarem nas várias atividades que estão previstas nesta data especial em todo país. Vamos comemorar e compartilhar a arte e cultura que se expressa através de nossas mãos”,disse Marly Cuesta,mestra artesã e Representante da Região Sul no Colegiado Setorial do Artesanato do Conselho Nacional de Política Cultural-CNPC/MINC.

Mais sobre o artesanato nos links:

http://www.fgtas.rs.gov.br/conteudo.php?cod_conteudo=4942

http://www.brasil.gov.br/cultura/2015/03/governo-federal-apoia-desenvolvimento-do-artesanato-brasileiro

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lapis_orlando do PRCom certeza esta é uma vitória pela luta incansável da companheira Mestra Artesã, Deonilda Machado, Pres.da Federação dos Artesãos do PR e da  Associação dos Núcleos Artesanais de Vizinhança ,junto com a força e união d@s Artes@s de tod@s os rincões do estado.Parabéns pelas lutas!

O deputado Anibelli Neto, do PMDB, comemorou a derrubada do veto do governador Beto Richa ao seu projeto que institui a Política Estadual de Valorização do Artesanato no Paraná. O veto foi derrubado na sessão da Assembleia Legislativa desta segunda-feira (15).

O veto governamental apontava inconstitucionalidade em alguns pontos do projeto, devido à suposta interferência na organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões.

O deputado argumentou, no entanto, que o objetivo de sua proposição não é organizar, definir regras ou condições para o exercício da profissão de artesão, apenas estabelecer requisitos para que o artesão se enquadre na Política de Valorização do Artesanato e, com isso, receber incentivos do Governo do Estado.

Segundo o deputado, a atividade do artesanato em nenhum momento ficará restrita aos trabalhadores que se enquadrarem na lei.

O artesanato poderá ser realizado por qualquer pessoa, sem qualquer  restrição, mas apenas quem se enquadrar nos requisitos do projeto poderá usufruir dos benefícios desta política, esclareceu.

O projeto

O projeto, que agora vira lei, tem como objetivo instituir a Política Estadual de Valorização ao Artesanato, como forma de expressão cultural e como atividade econômica.

Na justificativa do projeto, o deputado Anibelli Neto argumentou que o fomento e a valorização do artesanato e seu produtor é fundamental para a construção de uma política pública voltada à manutenção da identidade histórica e das tradições culturais, regionais e típicas da sociedade e um importante meio para a geração de trabalho e renda.

O artesão deverá comprovar o seu conhecimento na técnica para processar  determinada matéria prima e, se aprovado, será beneficiado pelas políticas de incentivo adotadas pelo governo.

Selo de Qualidade

Em 2011 foi aprovado outro projeto, também de autoria do Deputado Anibelli Neto (Lei nº 17.600, de 12/06/2013) que criou o Selo Paraná de Qualidade Artesanal, garantindo um reconhecimento oficial dos produtos com qualidade e procedência aprovadas.

Fonte:

http://www.colunadorato.com/?p=41107

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