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Até 2050, a superexploração para atender a indústria e a agricultura poderá esgotar reservas interias em várias partes do mundo.

OROVILLE, CA – AUGUST 19: The Enterprise Bridge passes over a section of Lake Oroville that is nearly dry on August 19, 2014 in Oroville, California. As the severe drought in California continues for a third straight year, water levels in the State’s lakes and reservoirs is reaching historic lows. Lake Oroville is currently at 32 percent of its total 3,537,577 acre feet. (Photo by Justin Sullivan/Getty Images)

Maiores fontes de água doce acessível em todo o mundo, os recursos hídricos subterrâneos são de importância crítica para a irrigação e segurança alimentar global.

Nas próximas três décadas, porém, a superexploração para atender a indústria e a agricultura poderá levar à exaustão esses recursos em partes da Índia, do sul da Europa e nos Estados Unidos.

E quando isso acontecer, cerca de 1,8 bilhão de pessoas no mundo poderão viver em áreas onde os níveis de água subterrâneos estarão totalmente esgotados ou próximos disso.

O alerta vem de uma nova pesquisa desenvolvida pela Universidade de Utrecht, na Holanda, e a Escola de Minas do Colorado, nos EUA, e apresentada neste fim de ano durante a Reunião de Cúpula da União Geofísica Americana de 2016.

Uma consequência direta do esgotamento das reservas subterrâneas é a redução dos fluxos de base para os rios e lagos, prejudicando assim todo o ciclo hidrológico. As áreas mais ameaçadas são aquelas fortemente irrigadas em climas mais secos.

De acordo com o estudo, os aquíferos dos Estados Unidos no vale central da Califórnia, na bacia de Tulare e no sul do San Jaquin Vale seriam os primeiros a se esgotar, já na década de 2030.

Aqueles no alto da bacia do Ganges na Índia seriam os próximos a sair de cena, entre 2040 e 2060, junto com algumas reservas na Espanha e Itália.

Em seguida, as reservas localizadas nas planícies altas do sul dos EUA, que fornecem água a partes do Texas, Oklahoma e Novo México, poderiam atingir seus limites entre 2050 e 2070.

O estudo destaca que as demandas de água vão aumentar ainda mais devido ao crescimento populacional, ao desenvolvimento econômico e às mudanças climáticas, tornando a questão urgente.

Por isso, conhecer os limites dos recursos hídricos subterrâneos é um imperativo para garantir a sustentabilidade das atividades econômicas que dependem da água e a do próprio abastecimento para consumo humano.

O desafio é identificar e monitorar o risco de esgotamento em escala regional. Diversos estudos anteriores usaram dados de satélite para mostrar que vários dos maiores aquíferos do mundo estão em situação de atenção.

Mas esses estudos passados não conseguiram medir a depleção do aquífero em escala regional, ao contrário da nova pesquisa, que usou dados sobre a estrutura do aquífero, retiradas de água, e as interações entre as águas subterrâneas e águas circundantes para simular esgotamento em uma escala menor.

A equipe de pesquisa usou seu modelo para prever quando e onde os aquíferos ao redor do mundo poderão atingir seus limites, ou quando os níveis de água cairão abaixo do alcance das modernas tecnologias de bombeamento.

Os cientistas consideram que o limite de uma reserva foi ultrapassado quando os níveis de água subterrânea ficam dois anos consecutivos abaixo do limite de bombeamento.

Fontes: http://exame.abril.com.br/ – Vanessa Barbosa.
http://www.aguasdepontal.com/2016/12/exaustao-de-aguas-subterraneas-ameaca.html?spref=fb

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De acordo com a FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, por exemplo, a floresta pode ser definida como uma “área medindo mais de 0,5 ha com árvores maiores que 5 m de altura e cobertura de copa superior a 10%, ou árvores capazes de alcançar estes parâmetros in situ. Isso não inclui terra que está predominantemente sob uso agrícola ou urbano.”
Independentemente da definição, esse tipo de vegetação caracteriza-se por sua importância dos Biomas e principalmente no que diz respeito à biodiversidade, velocidade dos ventos e regime de chuvas. No nosso país encontramos importantes florestas, destacando-se a Floresta Amazônica, a maior floresta tropical do planeta.

No dia 17 de julho, comemora-se o Dia de Proteção às Florestas,com objetivo de conscientizar a população brasileira da necessidade de manter e recuperar as áreas verdes devastadas, principalmente por fatores não naturais (atividade humana), como especulação imobiliária, abertura de estradas e espaço para a agricultura. O desenvolvimento a qualquer custo é um inimigo das florestas, mas é possível agir e desenvolver um País de forma sustentável, através de leis rígidas que combatem a devastação em massa e garantem o replantio das áreas afetadas.Em meio a decisões sobre o novo Código Florestal, campanhas de conscientização e mobilizações contra o aquecimento global, a preservação dos biomas é um alerta corriqueiro, entretanto boa parte das florestas já foi desmatada, tornando impossível fazer um levantamento sobre o número de espécies extintas.
Se o pensamento de preservação não existir, muitas outras correm o risco de sumirem para sempre. Impactos como este afetam não só as árvores como toda a biodiversidade presente em uma floresta.

Hoje,também é comemorado o Dia do Protetor de Florestas, também conhecido como Curupira. Essa figura do folclore é conhecida pelos seus cabelos vermelhos e pelos pés virados para trás. Seus pés virados ajudam, segundo a lenda, a enganar os inimigos, uma vez que seus passos ficam na posição trocada, dando a falsa impressão de que estão chegando perto dele, quando, na realidade, acontece o contrário.

Segundo o folclore, o Curupira protege as florestas das agressões constantes do homem, tais como desmatamento e caça de animais. Os agressores são atraídos por essa figura e nunca mais retornam, perdendo-se na mata. No caso de caçadores, o Curupira é conhecido por transformar a família deles em caça e, só após o caçador ter matado seus familiares, ele reconhece que, na realidade, eram pessoas de sua família. A lenda também afirma que os índios levavam presentes para evitar o terrível ataque do Curupira. Além de aniquilar os destruidores da floresta, o Curupira possui a capacidade de ressuscitar os animais mortos pelo homem.

Apesar de ser apenas uma lenda, hoje sabemos que existem diversos profissionais que realmente protegem diariamente nossas florestas. Chico Mendes destacou-se como um importante homem que levantou a bandeira da luta contra a destruição da Amazônia. Ele realizou diversos trabalhos e lutou ativamente contra o desmatamento e o massacre aos índios. Em virtude de sua luta, gerou revoltas e começou a receber ameaças, sendo morto em 1988.

Entretanto, vale salientar que não existe apenas essa figura importante em nossa história, vários ativistas conhecidos internacionalmente, biólogos, engenheiros, professores,educadores ambientais e outros profissionais lutam diariamente contra a destruição das florestas, sendo esses os verdadeiros Protetores das Florestas. Essas pessoas são constantemente ameaçadas e mortas por se posicionarem contra assuntos de grande interesse econômico.

Para a educadora ambiental e tuxáua, Marly Cuesta,”o maior problema na falta de ações de preservação no nosso país é a falta de educação para a formação de cidadãos conscientes de seus papéis na sociedade”.Segundo ela,não podemos exigir de pessoas sem conhecimentos que saibam a importância das florestas e respeitem o meio ambiente.Propõe que sejam organizadas rodas de conversas constantes nas comunidades,escolas e centros culturais,com aporte financeiro e tecnológico da gestão pública de todas as esferas.

As mudanças climáticas podem degradar as florestas e afetar a água

As mudanças climáticas estão modificando o comportamento de precipitações e temperaturas, o que vai alterar os agrossistemas atuais.

Na América Latina e Caribe, as mudanças nos padrões de chuvas e temperaturas vão afetar o rendimento de cultivos básicos como trigo, arroz e feijão, gerando uma pressão sobre as áreas não agrícolas, geralmente cobertas pelas florestas, para convertê-las em áreas produtoras de alimentos.

“As mudanças climáticas afetam a saúde e a qualidade das florestas e a disponibilidade de água, sendo que este efeito é ampliado pela degradação dos solos devido a expansão das áreas de cultivos em locais não apropriados e a intensificação da produção e do uso não apropriado de insumos agrícolas”, salientou Meza.

Entre possíveis efeitos das mudanças climáticas, se espera que no meio deste século ocorra uma substituição gradual das florestas tropicais por savanas no leste da Amazônia, e ainda da vegetação semiárida por vegetação de áreas áridas devido ao aumento da temperatura e da diminuição de água no solo.

Atualmente, a FAO está implementando uma iniciativa regional que trabalha com os governos para apoia-los no cuidado com os recursos naturais, enfrentar as mudanças climáticas e gerir os riscos de desastres.

Fonte:
http://www.fao.org/americas/noticias/ver/pt/c/395917/

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