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Archive for the ‘Participação Cultural’ Category

Musicoterapia

Feliz Dia do Músico

“A voz melodiosa foi ouvida dos céus”,é uma frase de “A Song for St. Cecilia’s Day”, um poema de 1687.

“Antes de ser especial dos músicos, a data foi criada pelos católicos como Dia de Santa Cecília, que é a padroeira (cristã) dos músicos (curiosidade: na mitologia grega, a Musa da Música é Euterpe, Zeus e Mnemósine). Sabe o motivo dela ter se tornado nossa padroeira?

Ela cantou e perseverou!

Segundo a história, Cecília era filha de uma família bem abastada no século II e foi prometida, mesmo à contra gosto, para um casamento arranjado com um rico cidadão de Roma, chamado Valeriano. Todos felizes, menos ela.

Durante o casamento ela cantou (quer dizer louvou, segundo nossos amigos cristãos) a Deus de todo o seu coração. Dizem que, graças a isso, conseguiu conservar seu celibato, mesmo casando com um pagão que não entendia o cristianismo e levar uma mensagem muito forte para os cidadãos do local onde residia. Essa mensagem perdurou por séculos.

A canção fora tão forte para si mesma naquele dia, que durante sua vida conjugal, fez seu marido e cunhado se converterem ao cristianismo tempos depois.

O prefeito de Roma, na época, ficou sabendo dessa conversão e exigiu que eles se “desconvertessem” sob pena de morte. A intolerância religiosa era bem comum antigamente (será que só naquela época?). Eles não se converteram e foram executados.


Sozinha, Cecilia também foi chamada a depor, tendo que informar o paradeiro dos tesouros do marido (reconhecidamente um nobre romano). O prefeito perguntou onde ela os tinha guardado e a resposta foi “guardei com os pobres”.

Sim, ela doou o tesouro aos mais necessitados. Irado com a ação, o prefeito exigiu que ela fosse ao templo e cultuasse os deuses do panteão romano (Júpiter, Marte, Netuno e outros).

Foi escoltada e no caminho convenceu os guardas a se converterem.

Não satisfeito com a dificuldade em tornar Cecília uma pagã, Almachius (o prefeito), mandou trancafiá-la em uma câmara para morrer asfixiada por vapores quentes de água. Ela saiu ilesa, dias depois.

Esgotadas suas tentativas de tortura cruéis, o prefeito emitiu a sentença de morte por decapitação, sua última e definitiva cartada.

No dia que foi marcada a sentença em praça pública, Cecília levou três golpes de machado de seu algoz. Para a surpresa de todos, nada de decapitação, porém, o ferimento era mortal. Mesmo assim, por três dias ela viveu.

Como últimos desejos, pediram que distribuísse sua parte da riqueza e família para os pobres e que transformasse sua antiga casa em uma igreja cristã, desejos prontamente atendidos.

Que história, não é? Ela foi considerada patrona dos músicos a partir do século XV e desde então, nomeia o dia 22 de novembro como dedicados aos músicos.

Cada um retira a moral que bem entender dessa história, baseado em suas convicções e valores. Eu entendo que Perseverança, Fé, Convicção, Caráter, Solidariedade e Respeito são só algumas lições que estão ai no texto e na vida de Santa Cecília. Mas enxergo, também, algo mais atual:

Obstáculos a serem vencidos.

Músicos são pessoas convictas, perseverantes e que exigem respeito (olha que até encaixa), mas a sociedade coloca muitas barreiras sobre nossa profissão.

crença sobreviveu, hoje algumas pessoas derrubam barreiras e é em cada vitória que o ofício do músico se alastra.

E o exemplo que o cristianismo deu (nesse episódio) e que ilustra nossa opinião é:

Se você acreditar, há de conseguir.

O mercado é difícil? Sim. Tem lugar para todo mundo? Não. A sociedade respeita? Mais ou menos. É por isso que admiramos vocês todos, inabaláveis em sua paixão pela música.”

“Parabéns, músicos de todos os rincões”,disse a mobilizadora cultural e Taxáua,Marly Cuesta.

Fonte:
http://blog.santoangelo.com.br/dia-do-musico-a-historia-e-o-motivo-de-comemorar/

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Ouro Preto lança Ano do Patrimônio Cultural e reabre Chafariz dos ContosOuro Preto lança Ano do Patrimônio Cultural e reabre Chafariz dos Contos

Reabertura do Chafariz dos Contos reverencia o patrimônio cultural e abre uma série de comemorações sobre a história da cidade barroca tricentenária, berço de Aleijadinho
Gustavo Werneck

Restaurado, o Chafariz dos Contos será entregue oficialmente hoje, com água potável, no lançamento do Ano do Patrimônio Cultural
(foto: Patrícia Souza/Prefeitura de Ouro Preto/Divulgação)
Ouro Preto – Uma solenidade na noite de hoje, no Centro da cidade reconhecida como patrimônio cultural da humanidade, lança o Ano do Patrimônio Cultural e dá início a uma série de comemorações sobre a história de Ouro Preto, antiga Vila Rica. No total, serão 10 marcos festivos ao longo de 2018 (veja quadro), em datas que celebram oficialmente, entre outros, os 280 anos de nascimento do filho ilustre, Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, 320 anos da chegada do bandeirante paulista Antonio Dias, fundador do primitivo arraial, e 80 anos de tombamento do conjunto barroco pelo governo federal, quando Getúlio Vargas (1882-1954) era presidente. Arte, educação patrimonial, religiosidade, gastronomia e cultura popular estão unidos e à disposição de visitantes que chegam de toda parte para se encantar com igrejas, casario e monumentos dos séculos 18 e 19.
A fim de reverenciar a memória de homens e mulheres que construíram – e constroem – a história tricentenária, o Executivo municipal instituiu o Ano do Patrimônio Cultural em Ouro Preto, com lei aprovada por unanimidade na Câmara. Às 19h, durante a reabertura do Chafariz dos Contos, que ficou 20 anos seco, o prefeito Júlio Pimenta sancionará simbolicamente a lei e presenciará a volta da água potável à peça de cantaria que demandou oito meses de restauração com recurso do Fundo Municipal do Patrimônio. Para garantir a pureza, foram instalados filtros subterrâneos.

Coordenando a realização dos eventos, com apoio da iniciativa privada, o secretário municipal de Cultura e Patrimônio de Ouro Preto, Zaqueu Astoni Moreira, informa que as ações visam fortalecer a educação patrimonial e o “sentimento de pertencimento” dos moradores com seu acervo histórico. “Nosso grande desafio é dar continuidade a todas as ações de restauro e envolver a comunidade. É preciso aliar preservação, mobilidade urbana e evitar o crescimento desordenado com políticas públicas voltadas para a habitação em todos os níveis.”

CAMINHO DAS ÁGUAS Na semana de abertura dos eventos, as águas norteiam os caminhos na ex-Vila Rica, e o Chafariz dos Contos está bem inserido nessa trajetória. Equipamento de 1760, usado originalmente para abastecimento público e agora livre dos tapumes, ele traz uma inscrição em latim (Is quae potatum cole gens pleno ore Senatum, securi ut sitis nam jacit ille sitis) numa referência ao antigo Senado da Câmara. A tradução é: “Povo que vens beber, louva de boca cheia o Senado, porque tens sede e ele faz cessar”.

Em resumo, o Senado da Câmara, como administrador impessoal, e não o governador da época, entregou à população a obra de utilidade pública. De tão importante, o chafariz tem réplica num parque da cidade norte-americana de Brazil (com z mesmo), no estado de Indiana. Foi dado de presente pelo ex-embaixador do Brasil em Washington (EUA) Maurício Nabuco (1937-1985).

A água voltará a jorrar também no chafariz do Museu da Inconfidência, embora apenas nas datas cívicas. Quem visitar Ouro Preto até 29 de abril poderá ver uma exposição no anexo do museu sobre o uso da água nos séculos 18 e 19. Por meio de documentos, inclusive legislação e plantas do esgotamento sanitário, será contada a história de oito chafarizes da cidade. Entre os destaques da mostra estão a réplica do busto existente no Alto da Cruz, considerada a primeira peça de Aleijadinho, alcatruzes (encanamentos antigos), torneiras de chumbo e outros da reserva do Arquivo Público Municipal e Museu da Inconfidência. Os estudantes que visitarem o espaço receberão uma cartilha com informações sobre educação patrimonial e alusivas à Semana da Água.

Vista parcial da cidade de Ouro Preto, a primeira no país a receber título de patrimônio histórico da humanidade, concedido pela Unesco em 1980

DESAFIOS Numa caminhada pelo Centro Histórico e arredores, é possível ver que ainda são muitos os desafios a serem vencidos em Ouro Preto, principalmente na ocupação das encostas. A preservação de todo o conjunto demanda esforço – hoje, estão sendo conduzidas 15 ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas do governo federal. A população, vigilante, cobra resultados, sem esconder o orgulho que nutre pela cidade. É o caso de José Pedro Nogueira, de 73 anos, zelador há 35 da Igreja de São Francisco de Paulo, vinculada à Paróquia de Nossa Senhora do Pilar.

“Sou defensor deste patrimônio e tenho muito orgulho de ser nascido e criado aqui. É a terra de Aleijadinho, onde o mestre Ataíde (natural da vizinha Mariana) trabalhou e Tiradentes (do Campo das Vertentes) fez história”, diz José Pedro. No adro do templo, ele reclama que o mato alto (“pau-de-leite”) impede a contemplação da paisagem barroca e houve retirada de holofotes que iluminavam o monumento. O secretário Zaqueu explica que as equipes da prefeitura já foram acionadas para resolver os problemas.

A artesã Efigênia Souza Silva, de 72, sente o mesmo amor pela cidade que a recebeu há 50 anos. Declarando-se garimpeira há 58, a mulher nascida em Mariana vende colares, brincos, terços e adereços e tem a orientação na ponta da língua sobre o efeito das pedras: hematita é boa para circulação e pressão alta; ametista traz fortuna; quartzo-rosa atrai amor; cristal tem força para fazer a paz; e o quartzo-verde melhora a saúde no geral. Os visitantes Ronei Godinho, de 31, analista de sistema, e Juliano Fonseca Sousa, de 28, cozinheiro, de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, ouvem com atenção, apreciam as peças e têm olhos para a paisagem barroca.

“Ouro Preto é um museu a céu aberto. Acho que nunca vou ver algo assim!”, disse Ronei. Depois, os amigos escolhem as pedras preferidas e caminham para conhecer mais sobre a primeira cidade brasileira (1980) a ser reconhecida como patrimônio cultural da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Festa de hoje

19h – Entrega oficial da restauração do Chafariz dos Contos ou de São José, com água potável. Em seguida, apresentação do coral do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), na escadaria do Ministério Público de Minas Gerais

20h – Ligação da água do chafariz do Museu da Inconfidência, na Praça Tiradentes

20h30 – Abertura de exposição no anexo do Museu da Inconfidência sobre o uso da água, em Ouro Preto, nos séculos 18 e 19, com a história de toda a legislação sobre o fornecimento do recurso natural no período colonial e dos oito principais chafarizes da cidade

Dez motivos para celebrar a história de Ouro Preto

1) 80 anos de tombamento federal da cidade. A proteção está a cargo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com marco em 20 de abril

2) 320 anos da chegada da bandeira de Antonio Dias. A origem de Vila Rica está no arraial fundado pelo bandeirante paulista, pelo padre João de Faria Fialho e por dois irmãos da família Camargo. Festa
em 24 de julho
3) 280 anos do nascimento do escultor, entalhador, arquiteto e louvado (perito) Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814). Festividades em agosto

4) 50 anos da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), que teve como idealizadores o escritor Murilo Rubião (1916-1991), o poeta Vinícius de Moraes (1913-1980) e a atriz Domitila do Amaral. Festividades em julho

5) 50 anos do Museu do Aleijadinho, vinculado à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, que tem um projeto museológico em andamento


6) 20 anos do Museu do Oratório, que ocupa a Casa do Noviciado da Igreja de Nossa Senhora do Carmo e está vinculado ao Instituto Cultural Flávio Gutierrez

7) 15 anos da Escola de Música Padre Simões, ligada à Paróquia de Nossa Senhora do Pilar. Programação comemorativa no segundo semestre

8) 80 anos da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, no distrito de Miguel Burnier, projetada por um arquiteto italiano
foto Marcos Michelin EM DA Press - 730820180323081044908446a
9) 10 anos do registro dos doces artesanais tradicionais de São Bartolomeu, patrimônio imaterial de Ouro Preto

10) 50 anos de criação da Superintendência Regional de Ensino. Em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio e a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), a superintendência vai desenvolver atividades em educação patrimonial.
Fonte:https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2018/03/23/interna_gerais,946165/ouro-preto-lanca-ano-do-patrimonio-cultural-e-reabre-chafariz.shtml

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Aprender a gostar de nós mesmos, aprender a olhar para “nosotros”. Essa é um dos ousados objetivos do recém lançado “Cultura a Unir os Povos – a Arte do Encontro”, de Célio Turino. Ex-secretário do Ministério da Cultura, Turino conta que ao retratar as raízes culturais da América Latina, ele espera que seu livro possa contribuir “para a descolonização, dos pensamentos, dos corpos e dos sentidos”.

Publicado em parceira com Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural, a obra é um rico relato fruto de mais de 30 viagens pelos diversos pontos da América Latina, narrando experiências, práticas  e formas de viver cultura e tradições. “Meu livro é uma tentativa de  mostrar tudo de bom, belo e potente que a América Latina produz a partir de sua ancestralidade e seu ser comunitário”, afirma

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Na entrevista para a Agenda da Periferia, Turino conta deixa transparecer o seu entusiamo e esperança com o potencial de integração, criação e mesmo de produção de uma nova realidade pelos 20 países do continente latinoamericano, que formam uma espécie de “espinha dorsal” do mundo.

Qual a principal contribuição que você espera dar com o seu livro para o acerca das raízes culturais da América Latina e a perspectiva dessa herança apontar saída e caminhos para melhorar a vida dos que aqui vivem?
Desde 2011 a vida me levou pela América Latina, foram mais de 30 viagens pelos pontos mais remotos e escondidos desde nosso imenso continente; visitei favelas da América Central ao Peru e Buenos Aires, conheci povos indígenas da Amazônia, dos Andes e da Costa Mexicana, com os Totonaca, foram inúmeros encontros pela Cultura Viva Comunitária. Em cada um desses encontros eu ficava com mais desejo de compartilhar tudo o que via e vivia, a cultura comunitária, a inventividade, a partilha e a colaboração. Este livro é resultado deste desejo, de tornar comum um mundo que nos é escondido desde o colonialismo e o imperialismo. Eu diria que meu livro é uma tentativa em contribuir para a descolonização, dos pensamentos, dos corpos e dos sentidos, mostrando tudo de bom, belo e potente que a América Latina produz a partir de sua ancestralidade e seu ser comunitário.

 

A unidade da América Latina é um debate constante, alguns acreditam que ele sempre existiu outros entendem que há diferenças substâncias e histórias particulares. Há mais coisas que une o que separa? Seriamos um só país ?

Entre a Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul e Tijuana, na fronteira entre México e Estados Unidos, na costa do Pacífico, são 10.625 km. O continente latinoamericano  corta o planeta de sul a norte, como se fora uma espinha dorsal. São mais de duas dezenas de países, 19.200.000 km2, 570 milhões de habitantes. E o mais magnífico é que conseguimos nos entender, seja em espanhol, português ou portunhol, com variações românticas ou idiomas ancestrais, alguns com milhões de falantes, mas que também são bilíngues. Em nenhum outro lugar do planeta há tamanha possibilidade de comunicação linguística comum. E mais que a proximidade linguística, há a proximidade de histórias, de povos em mestiçagem. Vivemos em um continente que se complementa em humanidades e meios naturais, há água, florestas, animais, montanhas. Há gente, há histórias comuns, até as lutas e mazelas também nos são próximas, formamos um continente iníquo, injusto, violento, explorado. Isto ocorre porque ainda não olhamos para nós mesmos, não aprendemos a gostar de ‘nosotros’ e nos espelhamos naqueles que nos exploram, nos desprezam. Sim, a América Latina deveria se perceber mais enquanto nação e só quando isso acontecer conseguiremos superar o colonialismo e transformar essa terra que acolheu todas as humanidades em um lugar bom e justo para todos os seres que a habitam.

 

O fato do Brasil não falar espanhol parece, em alguma medida sempre ter distanciado-nos dessa integração. O brasileiro se entende como latino ou identifica-se (ou gostaria de se identificar) mais com os europeus e estadunidenses?

Como continente colonizado, esta característica de o povo de um país não se mirar nos demais é generalizada e independe do idioma, até porque português e espanhol são idiomas irmãos, e, com um pouco de esforço, é possível se compreender, nem que seja em portunhol. A projeção que se faz em relação aos dominadores, sejam europeus ou estadunidenses, está na base exploração sobre os povos e enquanto não percebermos isso, seguiremos em desgraça civilizatória. Cabe aos brasileiros, como maior nação latinoamericana, perceber esta situação, olhar mais para si mesma e para nossos irmãos, , deixando de viver de ‘espaldas’ (costas) para os demais países da América Latina. Quando fizermos isso, seremos um povo soberano, senhor de seu destino.

 

Um verso bastante famoso dos Racionais MC’s identifica o encontro das realidades das quebradas brasileiras ao dizer “periferia é periferia em qualquer lugar”. No longo levantamento do seu livro, o que dá cultura é igual nos 20 países da América Latina, e que há de comum nesse DNA?

Sim, periferia é igual em qualquer canto. Por isso meu livro fala dessas periferias, mostrando o que temos de semelhante, bem como jogando luzes às criativas soluções que estão ao alcance de nossas mãos, e que só não são utilizadas porque aprendemos a não gostar de nós mesmos.

 

O que te levou a escrever o livro? Dessa ideia que te motivou ao que você descobriu enquanto viajava e escrevia, o que mais te surpreendeu? Houve algo que naõ imaginava que existisse ou que a expressão exercida te emocionou?

O que me levou a escrever este livro? A vontade de compartir tudo que vi, vivi e senti. Prefiro deixar para que as pessoas leiam o livro por seus próprios olhares, referências e sentimentos, tirem suas próprias conclusões. É isso, a Cultura não é libertadora por si, mas quando a cultura vem acompanhada do compartilhamento entre território e memória, não há nada que a detenha, e ela se torna libertadora, fonte de autonomia e protagonismo, daí, a Cultura une; por isso o título do livro: CULTURA A UNIR OS POVOS – a arte do encontro.

Fonte:

http://agendadaperiferia.org.br/index.php/destaques/livro-aponta-para-valorizacao-das-raizes-culturais-como-caminho-para-a-descolonizacao-da-america-latina

 

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Uma das mais célebres obras cartográficas produzidas no Brasil, em 1943, considerada um marco dos estudos sobre as línguas e culturas indígenas, está agora disponível no portal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). São mais de 900 referências sobre etnias e línguas indígenas coletadas entre os séculos XVI e XX catalogadas no Mapa Etno-Histórico do Brasil e Regiões Adjacentes, de Curt Nimuendajú. Utilizando a técnica de restauração digital, a versão original do mapa, que mede quatro metros quadrados, foi fotografada quadrante por quadrante, em alta resolução. Com isso, é possível, na versão digital, visualizar as informações em tamanho ainda maior que em sua versão física. Além da versão digital do mapa, está disponível ao público uma edição revisada e ampliada da obra – um mapa e um livro.

A digitalização do mapa é parte do projeto Plataforma Interativa de Dados Geo-históricos, Bibliográficos e Linguístico-Culturais da Diversidade Linguística no Brasil, realizado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e pelo Iphan, por meio da equipe técnica do Inventário Nacional da Diversidade Linguística do Departamento do Patrimônio Imaterial (INDL/DPI/Iphan). Um dos objetivos do projeto é utilizar novas tecnologias da informação e da comunicação para promover o acesso a conteúdos como a restauração digital do mapa original, a versão digital na íntegra dos documentos históricos e etnográficos mencionados por Curt Nimuendajú, além de mapas e informações contemporâneas sobre a diversidade linguística no Brasil.

Os coordenadores editoriais, Marcus Vinicius Carvalho Garcia (Iphan) e Jorge Domingues Lopes (UFPA), contam que lançar a publicação de uma nova edição do Mapa Etno-histórico do Brasil e Regiões Adjacentes e disponibilizar a versão digitalizada do original na internet é tornar acessível à sociedade um dos mais importantes documentos etnográficos produzidos no Brasil. A reedição apresenta uma revisão completa do documento, contendo, inclusive, pequenos ajustes que foram identificados no processo de pesquisa. A publicação, de 120 páginas, está organizado em forma de coletânea, com textos que servem como guias para a leitura do mapa.

O projeto conta com o apoio técnico e institucional do Museu Paraense Emílio Goeldi, Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Curt Nimuendajú e o Mapa Etno-históricoCurt Nimuendajú

Kurt Unckel (1883-1945) nasceu na cidade alemã de Jena e tornou-se etnólogo a partir da experiência de contato e de pesquisa com povos indígenas no Brasil. Foi batizado pelos guaranis como Nimuendajú (“o que fez seu assento”, “o que se estabeleceu”, conforme tradução livre do linguista Aryon Rodrigues). Foi um dos principais pesquisadores da diversidade social e cultural da Amazônia e, além de uma vasta obra intelectual, também produziu três versões do mapa etno-histórico. Estas versões foram feitas sob encomenda, sendo a primeira para o Smithsonian Institute, de Washington (EUA), a segunda para o Museu Emílio Goeldi, de Belém (PA), e a terceira para o Museu Nacional da UFRJ.

Elaborado artesanalmente, o mapa, considerado como uma obra fundamental para o conhecimento das terras baixas da América do Sul, classifica 40 famílias linguísticas e identifica cada uma delas com um tonalidades ou cores específicas. Para o antropólogo George Zarur, o mapa de Nimuendajú é uma obra clássica da antropologia brasileira, síntese de todo um conhecimento antes fragmentado e disperso.

O lançamento do mapa faz parte da programação do aniversário de 80 anos do Iphan e aconteceu no contexto da 87ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, na sede do Iphan, em Brasília, às 17h.Artigo-.-Índios…


Detalhes da versão original do mapa

Detalhes da nova edição do mapa

Serviço:
Lançamento da reedição do Mapa Etno-histórico do Brasil e Regiões Adjacentes, de Curt Nimuendajú e versão digital do mapa original
Data: 27 de setembro de 2017 às 17h
Local: Sala Mário de Andrade – Sede do Iphan/Brasília (DF)

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br
Yara Diniz – yara.diniz@iphan.gov.br
(61) 2024-5513 – 2024-5504
(61) 99381-7543
http://www.iphan.gov.br
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Lançamento do Mapa Etno-histórico do Brasil e Regiões Adjacentes, de Curt Nimuendajú

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AGES – Associação Gaúcha de Escritores

A Associação Gaúcha de Escritores (AGES) está convidando todos os associados, professores e demais interessados para uma nova reunião nesta segunda-feira, dia 21 de agosto, às 18h30min, para discutir estratégias de luta pela permanência do Programa de Leitura Adote um Escritor. A reunião, promovida pela Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura, da Câmara Municipal de Porto Alegre, será realizada na sala 302 da Câmara. Ela dará continuidade à reunião realizada no dia 2 deste mês, quando a AGES lançou um manifesto a favor do Adote (leia a íntegra do Manifesto aqui).

O programa, que vem sendo desenvolvido com sucesso há 16 anos na Capital e se consagrou como uma referência nacional em políticas públicas de incentivo à leitura, está ameaçado de ser extinto ou ter seu formato original descaracterizado a partir deste ano, por decisão do prefeito Nelson Marchezan Junior.

A AGES também está engajada à campanha #SouAdote, pela manutenção do programa. Manifeste seu apoio acessando a página:

http://goo.gl/roZXEc

Programa Adote um Escritor

O Programa de Leitura Adote um Escritor objetiva articular a leitura e o trabalho transdisciplinar de obras literárias, constituindo-se na política de leitura da Secretaria Municipal de Educação. Destina-se às escolas da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre, incluindo Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação Especial e Educação de Jovens e Adultos. O Programa conta com dotação orçamentária própria da Prefeitura de Porto Alegre, sendo a verba encaminhada diretamente às escolas, para que possam adquirir obras literárias que passam a compor suas bibliotecas escolares.

Dentre as ações do Programa está aquisição de obras literárias de autores (escritores e/ou ilustradores) do Rio Grande do Sul e de todo o Brasil. Para o pleno desenvolvimento do Programa, a Smed mantém assessoria pedagógica constante às escolas, para que as mesmas apropriem-se amplamente da obra de um autor, o qual é escolhido coletivamente pela escola. Posteriormente, o autor realiza uma visita à escola, objetivando um contato mais próximo com toda comunidade escolar. Como complemento ao Programa, são realizadas visitas à Feira do Livro de Porto Alegre.

Em sua primeira edição, sob a coordenação da professora Angela da Rocha Rolla, o projeto-piloto foi desenvolvido em​ ​dez escolas.​ ​O projeto previa o repasse de verba às escolas para a aquisição de obras literárias do escritor escolhido e, após a leitura e a realização de atividades​ ​pedagógicas relacionadas aos livros, ocorria a visita do escritor adotado. Nos anos seguintes, devido ao sucesso da iniciativa, ampliou-se o interesse das escolas e hoje 100% da​ ​rede​ ​municipal de ensino​ ​participa do Programa.

A Câmara Rio-Grandense do Livro​ ​oferece uma lista de nomes de autores disponíveis para adoção.​ ​A cada ano, mais autores manifestam interesse em participar deste Programa, que é reconhecido como uma das melhores iniciativas de incentivo à leitura no país. Desde a sua criação, mais de​ ​200 escritores e ilustradores já participaram do Adote um Escritor.

Em 2015,​ ​​69 escritores​ ​participaram de 132 encontros, com o envolvimento de​ ​13.292 estudantes. Mais de 5.000 alunos visitaram a 61ª Feira do Livro de Porto Alegre. Estiveram nas ações ligadas ao programa 1.140 educadores e 489 funcionários de escolas.

Uma iniciativa originada no programa foi o Porto Leitura Alegre, conhecido como PLA, que já conta com duas edições. Os grupos de contadores de histórias formados nas nossas escolas têm a oportunidade de apresentar suas performances e receberem o carinho e reconhecimento do público presente na Feira do Livro de Porto Alegre. O PLA acontece em ​um​ dia da programação infantojuvenil da Feira no Teatro Carlos Urbim (antigo Teatro Sancho Pança).
“Faz necessário e urgente a nossa sociedade apoiar as demandas e ações dessa importante organizaçao gaúcha, a AGES”,clama a Gestora do Ponto de Leitura e Ponto de Cultura Vitória-Régia e Tuxáua”,Marly Cuesta.
Fonte:
http://www.ages.org.br/?nid=8216

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A Feira, com início às 18h desta quinta-feira, levará para a população uma amostra do que é a arte e a culinária indígena.


Estarão expostas cestarias, peças de artesanato, panela de barro, brincos e colares, para visitação e venda (Fotos: Divulgação)

A cultura indígena ganhará espaço especial nos dias 17 a 19 de agosto no Roraima Garden Shopping, situado na zona Leste de Boa Vista, com a realização de uma Feira de Artesanato Indígena.

A Feira, com início às 18h desta quinta-feira, levará para a população uma amostra do que é a arte e a culinária indígena de cinco etnias existentes em Roraima.

Estarão expostas cestarias, peças de artesanato, panela de barro, brincos e colares, para visitação e venda a partir de R$10,00 e o pagamento à vista.

Os produtos confeccionados pertencem a história e características das etnias Yekuana, Yanomami, Macuxi, Taurepang e Wapichana.

O evento acontece em parceria do Roraima Garden com a Secretaria Estadual do Índio (Sei), por meio do Centro de Artesanato Ko’Go Damiana, e o Centro de Artesanato da Orla Tauman.

A diretora do Centro de Artesanato Ko’Go Damiana, Siria Mota, explica que essa parceria com o Shopping tem oportunizado a proximidade da população local e turistas com a arte da região. “É uma parceria que deu certo. Essa é a segunda vez que levamos a arte indígena ao Shopping”, destacou.

A gerente do mall, Gisele Mesquita, disse que essa é a missão do Roraima Garden Shopping, aproximar e integra todas as culturas em um só lugar. “São eventos importantes que agregam muito valor e conhecimento para quem frequenta o espaço”, complementou.

Fonte:

http://www.folhabv.com.br/noticia/Feira-Indigena-mostra-culinaria-de-cinco-etnias-em Roraima/31394#.WZYWvATLMPp.facebook

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