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Archive for the ‘Cultura Indígena;’ Category

Encontro convocado pelo Papa, para outubro, vai abordar consequências da exploração da floresta e dos recursos hídricos, no «pulmão do planeta»

Cidade do Vaticano, 17 jun 2019 (Ecclesia) – O Vaticano denuncia num novo documento sobre a Amazónia a exploração levada a cabo por interesses económicos que ameaçam o “pulmão do planeta” e os direitos dos povos indígenas.

“A vida na Amazónia está ameaçada pela destruição e exploração ambiental, pela violação sistemática dos direitos humanos elementares da população amazónica. De modo especial a violação dos direitos dos povos originários, como o direito ao território, à autodeterminação, à demarcação dos territórios e à consulta e ao consentimento prévios”, assinala o documento de trabalho da assembleia especial do Sínodo dos Bispos sobre a Amazónia, que o Papa convocou para outubro.

O texto conta com o contributo das comunidades locais, que apontam o dedo a “interesses económicos e políticos dos setores dominantes”, em particular “empresas extrativistas, muitas vezes em conivência, ou com a permissividade dos governos locais, nacionais e das autoridades tradicionais”.

Entre as ameaças elencadas estão “os grandes interesses económicos, ávidos de petróleo, gás, madeira, ouro, monoculturas agroindustriais”, bem como “megaprojetos de infraestruturas, como as hidroelétricas e estradas internacionais, e atividades ilegais vinculadas ao modelo de desenvolvimento extrativista” de minérios.

A Santa Sé dá voz a preocupações sobre “a destruição múltipla da vida humana e ambiental, as doenças e a contaminação de rios e terras, o abate e a queima de árvores, a perda maciça da biodiversidade, o desaparecimento de espécies”.

“O território transformou-se num espaço de desencontros e de extermínio de povos, culturas e gerações”, adverte o ‘instrumentum laboris’, falando num “ponto de não-retorno”.

O documento orientador dos trabalhos do Sínodo 2019 fala numa região “disputada” por várias frentes, com “violação dos Direitos Humanos e destruição extrativista”, evocando os “defensores dos direitos humanos” e os seus mártires, como a irmã Dorothy Stang.

A religiosa católica, defensora dos direitos dos povos ribeirinhos da floresta amazónica, tinha 73 anos e morava no Brasil há 30 quando foi assassinada a 12 de fevereiro de 2005, com seis tiros.

A questão dos “povos isolados”, particularmente vulneráveis, e os desafios levantados pela emigração são outros temas abordados.

O Vaticano recorda que, na Amazónia, “entre 70 e 80% da população reside nas cidades”, alertando para a “urbanização da pobreza”, o aumento da violência e a corrupção.

Os responsáveis católicos defendem a valorização da cultura e das línguas indígenas, na educação institucional.

A assembleia de bispos foi anunciada pelo Papa a 15 de outubro de 2017 e vai refletir sobre o tema ‘Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral’, de 6 a 27 de outubro de 2019.

A Igreja Católica atua na região através da Rede Eclesial Pan-Amazónica, REPAM, que inclui representantes de comunidades católicas de nove territórios: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana-Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.

O Sínodo dos Bispos pode ser definido, em termos gerais, como uma assembleia consultiva de representantes dos episcopados católicos de todo o mundo, a que se juntam peritos e outros convidados, com a tarefa ajudar o Papa no governo da Igreja.

Até hoje houve 14 assembleias gerais ordinárias e três extraordinárias, as últimas das quais dedicadas à Família (2014 e 2015); em outubro, o Vaticano recebe uma assembleia ordinária do Sínodo, sobre os jovens.

OC

Fonte: https://agencia.ecclesia.pt/portal/sinodo-2019-vaticano-alerta-para-destruicao-da-amazonia-e-violacao-dos-direitos-dos-povos-indigenas-c-video/

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Evento ocorre entre os dias 25 de maio e 5 de junho com programação em várias unidades

Plantação de milho orgânico na terra Indígena Retomada Guarani

Alimento orgânico


Comemorada em todo o País, a Semana do Alimento Orgânico, que ocorre entre os dias 25 de maio e 5 de junho, tem várias atividades programadas na UFRGS. O tema desta edição é “Produto Orgânico: Melhor para a Vida! Qualidade e saúde do plantio ao prato”. A Universidade integra-se ao evento promovendo, em diferentes unidades, debates sobre o assunto e ações de valorização deste tipo de alimento.
Alimento orgânico na infância

Alimento orgânico

As atividades são promovidas por: Comissão de Produção Orgânica do RS; Faculdade de Agronomia; Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação; Faculdade de Veterinária; e Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural.

Confira a programação.

29 DE MAIO

II Seminário de Agroecologia e Produção de Modo Orgânico da FAVET

Local: Auditório da Faculdade de Veterinária (Av. Bento Gonçalves, 9090)

Programação:

Oficina: 8h30 às 11h30 – Identificação, processamento e usos de plantas medicinais e bioativas, com Magnólia Silva (UFRGS), Jurema Scheneider (produtora ovos orgânicos), Ângela Escosteguy (IBEM)
Palestra 1: 13h30 às 14h20 – Agribusiness e alguns de seus impacto, com Althen Teixeira Filho (UFPel)
Mesa redonda: 14h30 às 16h – Áreas de atuação do profissional no modo de produção orgânica, com Carlos Roberto Cunha (Emater/RS); Oportunidades profissionais na produção de origem animal, com Ângela Escosteguy (IBEM) e Uso de Alimentos não convencionais na nutrição animal, com Harold Patino (UFRGS)
Palestra 2: 16h30 às 17h20 – Mecanismos de controle e de certificação dos produtos orgânicos, com Michele de Castro Iza (MAPA)
Inscrições e mais informações: seminarioorganicosfavet@gmail.com

30 DE MAIO

Os riscos do avanço da mineração no Pampa e no Rio Grande do Sul

Palestrante: Professor Paulo Brack (Departamento de Botânica/UFRGS)

Data: 30 de maio

Horário: 17h às 18h30

Local: Auditório 2 da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (R. Ramiro Barcelos, 2705 – Campus Saúde).

03 DE JUNHO

Seminário Alimentação Saudável, SISAN e os Territórios Rurais no Rio Grande do Sul

Local: Plenarinho da Assembleia Legislativa

Programação:

Abertura – 9h
Mesa Redonda 1– 10h – Alimentação saudável e qualidade das águas
Mesa Redonda 2 – 14h Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) e os Territórios Rurais no Rio Grande do Sul
Encerramento – 17h – Homenagem a Brizabel Rocha e entrega do Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Rio Grande do Sul ao Poder Executivo, por Dom Mauro Morelli
Inscrições: http://bit.ly/2VoLffB

Mais informações: facebook.com@obssanrs

04 DE JUNHO

Roda de Conversa com os agricultores da feira e alunos da Faculdade de Agronomia, com a palestra “Soberania alimentar e alimentação saudável”, de Rosiele Cristiane Ludtke (MPA), e degustação de produtos orgânicos, Feira e exposição de livros Expressão Popular. Das 10h às 18h, na Faculdade de Agronomia (Av. Avenida Bento Gonçalves, 7712)
Lançamento do Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (ASSSAN Círculo) e Inauguração Unidade NutriSSAN da UFRGS. Palestra com Rosa Lia Barbieri (Embrapa) e mesa redonda com Maria Rita de Oliveira (Rede Nutrissan) e Dom Mauro Morelli.
Horário: a partir das 14h

Local: Auditório Nascente – Prédio Centenário (Praça Argentina – Campus Centro)

Mais informações: facebook.com/obssanrs/

Inscrições: http://bit.ly/2VoLffB

Roda de conversa: Agrotóxicos: um problema de saúde pública -palestrantes: Barbara Marianoff (especialista em Saúde Pública) e Sarita Mercedes Fernandez (bióloga, doutoranda em Desenvolvimento Rural/UFRGS).
Horário: das 15h30min às 17h

Local: Campus Centro – pátio ao lado da Faculdade de Educação

Mais informações: facebook.com/Contrapontoufrgs/

06 DE JUNHO

Palestra Alimentar-se é um ato político, com os palestrantes: Salete Carollo (Direção MST/Setor Gênero – Assentamento Hugo Chávez – Tapes) e Roberta Coimbra (Coordenação Estadual do Setor de Produção do MST – Assentamento Conquista da Luta – Rubira I – Piratini)

Horário: das 17h às 18h30min

Local: Auditório 1 da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (R. Ramiro Barcelos, 2705 – Campus Saúde).

Mais informações: facebook.com/feirafabico/

Fonte:
http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/semana-do-alimento-organico-tem-atividades-na-ufrgs?fbclid=IwAR2FE90YVau1r5WKOiIB0GYfBKfIL9FN8NgXZnrxcqe_tR28FR5bHwH2r2E

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Campanha de estudantes de Publicidade e Propaganda da UFC e Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco), que trabalha com os povos indígenas do Ceará, dá visibilidade às lutas dos povos indígenas do Ceará


Por Maristela Crispim

Extermínio de indígenas e invasão de seus territórios, luta pela demarcação de terras, preservação da memória e tradição das tribos são questões enfocadas na campanha para mídias sociais criada por alunos do Curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, do Instituto de Cultura e Arte (ICA) da Universidade Federal do Ceará (UFC), para o Dia do Índio (19 de abril).

O trabalho foi feito durante a disciplina opcional Ética Aplicada à Criação Publicitária, que está sendo ministrada neste semestre pela professora Glícia Pontes, numa parceria com a Organização Não-Governamental (ONG) Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco), que trabalha com os povos indígenas do Ceará.

“Estamos fazendo a campanha para dar visibilidade à luta dos povos indígenas aqui no Estado. Este ano tem sido bem difícil por conta da política anti indígena que se estabelece nesse novo governo por meio da Medida Provisória (MP) Nº 870”, explica a coordenadora executiva da Adelco, Adelle Azevedo.

“No Ceará são 22 terras reivindicadas e apenas uma com o processo concluído. A ideia da campanha é dar visibilidade às 14 etnias existentes no Estado e divulgar o Centro de Documentação da Adelco que é um local onde é possível encontrar informações sobre os povos”, esclarece Adelle.

Ainda segundo suas informações, hoje o principal desafios desses povos é a demarcação das terras, a manutenção e ampliação das políticas de saúde e educação indígena e a gestão ambiental das terras, além da garantias de política públicas para projetos produtivos.

Processo criativo colaborativo
Segundo a professora Glícia, na disciplina Ética aplicada à Criação Publicitária, se trabalha briefings que desafiem os estudantes a pensarem questões que muitas vezes são invisibilizadas do cotidiano do profissional de Comunicação.

“Somos motivados pela ideia de pensar algo sobre representações sociais, uma discussão que vem sendo muito fomentada no nosso cotidiano. Temos uma discussão avançada sobre mulheres e o público LGBT, mas nunca voltamos o olhar de uma forma mais aprofundada em direção à representação indígena na mídia. Daí pensamos na parceria com a Adelco, que tem um centro de documentação com pouca divulgação”, conta.

“Nós percebemos que uma das demandas deles eram as mídias sociais. A partir disso fizemos um processo criativo colaborativo, que contou com a presença da assessora de imprensa da ONG, a Roberta França; e de Isabelle Louise, que é Tremembé e é aluna do curso, embora não esteja matriculada nesta disciplina. Fizemos primeiro uma discussão sobre o que é ser indígena hoje, quais são os desafios, e percebemos que a principal reivindicação ainda é a demarcação das terras e como o Dia do Índio é visto de uma forma caricatural e pouco voltada às lutas indígenas. Daí resolvemos fazer uma campanha que enfrentasse alguns temas e definimos, juntos, quatro para as peças: Terra, Luta, Memória e Identidades”, explica.

“Entramos em discussão do que é necessário para nós, indígenas, vivermos, e como temos expressado nossa luta por meio desses temas”, reforça Isabelle Louise, que e estudante do oitavo semestre e responsável pelas fotos utilizadas na campanha.

Glícia destaca que, a ideia dessa disciplina é se desafiar a pensar de uma forma mais colaborativa, que passa muito mais verdade. “O que a gente vê, muitas vezes, são essas pautas de representatividade social serem tratadas, elaboradas por pessoas que não vivenciam aquela realidade e por isso trabalham de uma forma extremamente caricatural e estereotipada. Nós tentamos nos aproximar para ter mais consistência. Óbvio que, como são peças pontuais, rápidas, não dá para contemplar tudo. O que quisemos deixar claro é que o Dia do Índio não é dia de se fantasiar de índio. É dia de pensar sobre esses povos, que vivem um processo de extermínio há séculos e que construíram a nossa história.

A campanha consta de quatro peças intituladas “Terra“, “Luta“, “Memória” e “Identidades“, acompanhadas de texto explicativo. O programador visual da Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC, Norton Falcão, colaborou na orientação para a finalização das peças.

O material começou a ser divulgado nesta semana nas páginas da Adelco no Facebook (https://www.facebook.com/adelcobrasil) e Instagram (@adelcobrasil).

TAGS: (ADELCO ASSOCIAÇÃO PARA DESENVOLVIMENTO LOCAL CO-PRODUZIDO), CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO DA ADELCO, CURSO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA, DIA DO ÍNDIO, ESPECIAL, ÉTICA APLICADA À CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA, IDENTIDADES, INSTITUTO DE CULTURA E ARTE (ICA), LUTA, MEMÓRIA, ORGANIZAÇÃO NÃO-GOVERNAMENTAL (ONG), TERRA, UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ (UFC)

Fonte

Campanha revê representação indígena na mídia

#adelco #diadoindio #identidade #ICA #luta #memoria #terra #UFC

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19 de abril,nada a ser comemorado pq os povos indígenas continuam sendo crucificados

Partindo de uma visão cristã poderíamos dizer que os povos indígenas, no Brasil, estão sendo crucificados, por um governo que diz se sustentar em princípios cristãos, uma afirmação que de fato não responde às atitudes reais.

Nada é por acaso, e não é por acaso que no ano de 2019, o “Dia do Índio”, um termo pejorativo desde que foi acunhado pelos invasores europeus, seja na Sexta-feira Santa, o dia em que os católicos fazemos memória da Crucifixão de Jesus, alguém que morreu porque era contra o sistema estabelecido.

No Brasil, aos poucos foi se instalando um sistema que colocou os povos indígenas como “empecilho para o desenvolvimento”, uma ideia que cobrou força no tempo da Ditadura Militar, que assolou o país por mais de vinte anos e marcou uma política de perseguição contra os povos originários, especialmente na Amazônia, onde os grandes projetos foram se instalando como promessa de um desenvolvimento que que só beneficiou uns poucos e prejudicou os mais pobres e o meio ambiente, preservado secularmente pelos povos originários, os melhores guardiões da Casa Comum.

Essa foi uma política continua nos últimos cinquenta anos, mas que desde 1º de janeiro aumentou de forma desmedida, por parte de um governo que seus primeiros 100 dias de governo, tem sido de guerra contra os povos indígenas, como afirmou Fiona Watson, diretora de pesquisas da Survival International, protetora dos direitos indígenas.

Aldeia Indígena Aracuã

No artigo, publicado originalmente no blog 35000 Milliones / Planeta Futuro, ela afirma que “esta administração racista está lançando abertamente um ataque sem precedentes contra os povos indígenas do Brasil, com o objetivo explícito de destruí-los como povos, assimilando-os pela força e saqueando suas terras”. Desde uma visão cristã poderíamos dizer que os povos indígenas, no Brasil, estão sendo crucificados, por um governo que diz se sustentar em princípios cristãos, uma afirmação que de fato não responde às atitudes reais.

Reunião de apoio e criação do GT-Mediação de Conflitos Indígenas

A visão racista do novo presidente é uma constante em sua vida política, com afirmações que em muitos países seriam motivo de punição, pois não respeitam os princípios da Constituição Federal, lei suprema do estado brasileiro. Resultam inaceitáveis algumas de suas afirmações, “pena que a cavalaria brasileira não tenha sido tão eficiente quanto a americana, que exterminou os índios”, ao mesmo tempo que outras mostram uma grande falta de conhecimento histórico, “não tem terra indígena onde não têm minerais. Ouro, estanho e magnésio estão nessas terras, especialmente na Amazônia, a área mais rica do mundo. Não entro nessa balela de defender terra pra índio”. Por outro lado, aqueles que o elegeram sabiam quais eram seus propósitos, “se eu assumir [a Presidência do Brasil] não terá mais um centímetro para terra indígena”. A última medida foi colocar a Força Nacional de Segurança nas ruas de Brasília para impedir o bom decorrer do Acampamento Terra Livre.

No dia 11 de abril, um decreto presidencial extinguia os conselhos sociais do governo federal, dentre eles vários que tem a ver com os povos indígenas, como o Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI) e a Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena (CNEEI), que acompanhava a execução de políticas públicas para quase 3 mil escolas indígenas espalhadas pelo país.

A medida visa asfixiar os instrumentos democráticos de participação social na definição de políticas públicas e controle social, como recolhe em seu site o Conselho Indigenista Missionário – CIMI, que já foi definido pelo atual presidente brasileiro como “parte podre da Igreja católica”.

O apoio do CIMI é fundamental nas lutas de nossos povos indígenas.

Qual é o futuro dos povos indígenas no Brasil? Essa é uma pergunta que cada vez está mais presente na mente de muitos brasileiros. É por isso que se faz necessária uma reação a partir da fé naquele que foi crucificado. Não podemos esquecer que a Vida está acima da morte, que estar junto aos povos indígenas é estar do lado de quem pode nos ensinar a cuidar da Mãe Terra como um bem sagrado e indispensável no presente e no futuro da humanidade.

CEBs e Pastorais pelo bem viver de nossos povos indígenas

O Papa Francisco em sua peregrinação pelos povos indígenas

A Igreja católica está vivendo um tempo de graça, um kairós, com o Sínodo da Amazônia, onde os povos indígenas têm um papel fundamental, resultando decisivo seu aporte na tentativa de encontrar novos caminhos para uma ecologia integral. Escutemos suas dores, que é a mesma dor daquele que foi transpassado pela lança de um sistema que o via como inimigo para seus planos perversos. Fazer memória do passado é instrumento para ler o presente, para entender que Jesus continua sendo crucificado nos povos indígenas, inclusive por quem se diz religioso, e acha estar agindo em nome de um Deus que ele coloca acima de tudo.

Fontes:

CEBs Manaus na vivência da comunidade Ticuna

https://photos.google.com/u/1/album/AF1QipNJDyKzAw4Eq-sR9nH9PBoEiK1rZnhj3zbMzOUH?key=CMvbuOrxkaGUFg

https://photos.google.com/u/1/album/AF1QipNnQ8oy7V8gor-VietB5xvAzj7lnZ7imqavWYqd?key=COS2_4aCzN2qAQ

https://photos.app.goo.gl/P24MbsX3vQyq8g577

https://photos.app.goo.gl/b3hKcSYs8vHJnc8C9

https://photos.app.goo.gl/A2MDonRTLU8TDvDs5

https://photos.app.goo.gl/iytAAXkt5G1Yg7fKA

https://goo.gl/photos/Nmwni7UU2q4ajnUr8

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21 fevereiro 2019 / Cultura e educação

Uma vez que 2019 é o Ano Internacional das Línguas Indígenas, o tema do Dia Internacional da Língua Materna é “As línguas indígenas como fator de desenvolvimento, paz e reconciliação.”

Unesco estima que pelo menos 43% dos idiomas falados no mundo estejam em risco de desaparecer; indígenas usam a maioria das aproximadamente 7 mil línguas vivas; ONU quer aumentar consciência sobre questões linguísticas.

O Dia Internacional da Língua Materna, marcado este 21 de fevereiro, foi proclamado pela Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco, há quase 20 anos.

A 16 de maio de 2007, a Assembleia Geral das Nações Unidas, por resolução, convocou os Estados-membros a “promover a preservação e proteção de todas as línguas usadas pelos povos do mundo”. O órgão proclamou 2008 como o Ano Internacional das Línguas, para promover a unidade na diversidade e compreensão internacional, através do multilinguismo e multiculturalismo.

Línguas Indígenas
Uma vez que 2019 é o Ano Internacional das Línguas Indígenas, o tema do Dia Internacional da Língua Materna é “As línguas indígenas como fator de desenvolvimento, paz e reconciliação.”

Segundo a ONU, os povos indígenas somam cerca de 370 milhões de pessoas e os seus idiomas constituem a maioria das aproximadamente 7 mil línguas vivas.

A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, destaca que “muitos povos indígenas continuam a sofrer com a marginalização, a discriminação e a pobreza extrema, e são vítimas de violações dos direitos humanos”. Por isso, a representante convida “todos os Estados-membros da Unesco, parceiros e agentes da educação a reconhecer e fazer valer os direitos dos povos indígenas.”

Para a agência da ONU, esta data pretende aumentar a consciência sobre questões linguísticas e mobilizar parceiros e recursos para apoiar a implementação de estratégias e políticas em favor da diversidade linguística e do multilinguismo em todas as partes do mundo.

AmeaçasPara a Unesco, esta data pretende aumentar a consciencialização sobre questões linguísticas e mobilizar parceiros e recursos para apoiar a implementação de estratégias e políticas em favor da diversidade linguística.FlipFlopi/FinneganFlint

O Ano Internacional das Línguas chegou num momento em que a diversidade linguística está cada vez mais ameaçada, segundo a ONU. A linguagem é fundamental para a comunicação de todos os tipos, e é a comunicação que possibilita a mudança e o desenvolvimento na sociedade humana.

No entanto, devido aos processos de globalização, vários idiomas estão cada vez mais ameaçados. De acordo com a Unesco, pelo menos 43% das línguas faladas no mundo estão nessa situação.

A agência destaca que apenas algumas centenas de línguas receberam um lugar genuíno nos sistemas educacionais e no domínio público, e menos de 100 são usadas no mundo digital. A cada duas semanas uma língua desaparece levando consigo toda uma herança cultural e intelectual. Globalmente, 40% da população não tem acesso a uma educação numa língua que fala ou compreende.

Importância
Incentivo desde a mais tenra idadeA Unesco considera que existe hoje uma consciência crescente de que as línguas desempenham um papel vital no desenvolvimento, na garantia da diversidade cultural e do diálogo intercultural. Por outro lado, são também fundamentais no fortalecimento da cooperação e da educação de qualidade para todos, na construção de sociedades do conhecimento inclusivas, na preservação do patrimônio cultural e na mobilização política.

As línguas, com suas implicações complexas para identidade, comunicação, integração social, educação e desenvolvimento, são de importância estratégica para as pessoas e o planeta.

Português
Falada em um pouco por todo o mundo, o português é uma das línguas mais utilizadas enquanto língua materna em países como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste onde o idioma tem estatuto de língua oficial.

O português também é falado em Macau e em muitas comunidades da diáspora dos países lusófonos no mundo, sendo um dos idiomas mais falados do mundo, usado por mais de 250 milhões de pessoas.

A língua materna nos estrutura, é a nossa raiz, individual e grupal. Aprendemos na infância, crescemos nessa língua e vamos intuindo e ajuizando sobre o funcionamento dela. Comunicamos, pensamos, sentimos, criamos com e pela língua materna; ela é sinônimo de identidade cultural.
A língua portuguesa tem cerca de 250 milhões de falantes.

https://photos.app.goo.gl/xtkeYXs4rcezEdRy5

Ao comemorar o Dia Internacional da Língua Materna pretende-se proteger todas as línguas faladas no Mundo, honrando tradições culturais e respeitando a diversidade linguística. Estima-se que metade das quase 6000 línguas faladas no Mundo esteja em risco de desaparecer; ora, como bem alertou Irina Bokova, ex Directora-Geral da UNESCO, “a perda de línguas empobrece a Humanidade.”

No Brasil, a riqueza linguística vai além da língua oficial e das línguas originárias preservadas pelos descendentes de imigrantes. A Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) aproveita a data para saudar os diversos povos indígenas, em especial aqueles que são responsáveis por manterem vivas suas culturas no Brasil e as 274 línguas indígenas faladas no país, conforme registra o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Neste contexto, a OEI trabalha desde o final de 2018 em uma proposta que permita que as escolas situadas nas fronteiras desenvolvam um projeto pedagógico conjunto, bilíngue e intercultural, que têm previsão de lançamento para este ano. Além do Brasil, os países da América do Sul participantes desta iniciativa são: Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai. Na região ibérica a iniciativa contemplará a fronteira de Espanha e Portugal.

Vovó,netinh@s e livrosA proposta deve começar com projetos-piloto no âmbito da educação infantil. Nesta fase, a capacidade do aluno para a aprendizagem de línguas é maior, bem como a sua permeabilidade para conhecer e interagir com a cultura do outro. Esse projeto também prevê o intercâmbio de professores entre os países envolvidos.

A estratégia visa assegurar a prática do bilinguismo e as experiências resultantes do interculturalismo também pelos docentes. Outro aspeto interessante desta iniciativa é a releitura das histórias, das geografias e das culturas que associam estas pessoas que vivem em zonas fronteiriças tão próximas.

De acordo com a Diretora-Geral do Programa Ibero-Americano de Difusão da Língua Portuguesa da OEI, Ivana de Siqueira, “As fronteiras linguísticas não existem, estão nas nossas cabeças.” Por exemplo, para as crianças que falam espanhol no meio escolar e português na família, ou vice-versa. É o caso também de um jovem com uma mãe brasileira e um pai uruguaio. O mesmo se aplica a uma pessoa que viva em Portugal e os avós maternos sejam da Estremadura, província histórica, cuja uma de suas fronteiras é com a Espanha.

Fontes:
https://news.un.org/pt/story/2019/02/1660821
https://www.portoeditora.pt/espacoprofessor/paginas-especiais/educacao-pre-escolar/opiniao-pre/dia-internacional-da-lingua-materna/
Fotos: De domínio público e do acervo familiar da Tuxáua
Marly Cuesta

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Uma das mais célebres obras cartográficas produzidas no Brasil, em 1943, considerada um marco dos estudos sobre as línguas e culturas indígenas, está agora disponível no portal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). São mais de 900 referências sobre etnias e línguas indígenas coletadas entre os séculos XVI e XX catalogadas no Mapa Etno-Histórico do Brasil e Regiões Adjacentes, de Curt Nimuendajú. Utilizando a técnica de restauração digital, a versão original do mapa, que mede quatro metros quadrados, foi fotografada quadrante por quadrante, em alta resolução. Com isso, é possível, na versão digital, visualizar as informações em tamanho ainda maior que em sua versão física. Além da versão digital do mapa, está disponível ao público uma edição revisada e ampliada da obra – um mapa e um livro.

A digitalização do mapa é parte do projeto Plataforma Interativa de Dados Geo-históricos, Bibliográficos e Linguístico-Culturais da Diversidade Linguística no Brasil, realizado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e pelo Iphan, por meio da equipe técnica do Inventário Nacional da Diversidade Linguística do Departamento do Patrimônio Imaterial (INDL/DPI/Iphan). Um dos objetivos do projeto é utilizar novas tecnologias da informação e da comunicação para promover o acesso a conteúdos como a restauração digital do mapa original, a versão digital na íntegra dos documentos históricos e etnográficos mencionados por Curt Nimuendajú, além de mapas e informações contemporâneas sobre a diversidade linguística no Brasil.

Os coordenadores editoriais, Marcus Vinicius Carvalho Garcia (Iphan) e Jorge Domingues Lopes (UFPA), contam que lançar a publicação de uma nova edição do Mapa Etno-histórico do Brasil e Regiões Adjacentes e disponibilizar a versão digitalizada do original na internet é tornar acessível à sociedade um dos mais importantes documentos etnográficos produzidos no Brasil. A reedição apresenta uma revisão completa do documento, contendo, inclusive, pequenos ajustes que foram identificados no processo de pesquisa. A publicação, de 120 páginas, está organizado em forma de coletânea, com textos que servem como guias para a leitura do mapa.

O projeto conta com o apoio técnico e institucional do Museu Paraense Emílio Goeldi, Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Curt Nimuendajú e o Mapa Etno-históricoCurt Nimuendajú

Kurt Unckel (1883-1945) nasceu na cidade alemã de Jena e tornou-se etnólogo a partir da experiência de contato e de pesquisa com povos indígenas no Brasil. Foi batizado pelos guaranis como Nimuendajú (“o que fez seu assento”, “o que se estabeleceu”, conforme tradução livre do linguista Aryon Rodrigues). Foi um dos principais pesquisadores da diversidade social e cultural da Amazônia e, além de uma vasta obra intelectual, também produziu três versões do mapa etno-histórico. Estas versões foram feitas sob encomenda, sendo a primeira para o Smithsonian Institute, de Washington (EUA), a segunda para o Museu Emílio Goeldi, de Belém (PA), e a terceira para o Museu Nacional da UFRJ.

Elaborado artesanalmente, o mapa, considerado como uma obra fundamental para o conhecimento das terras baixas da América do Sul, classifica 40 famílias linguísticas e identifica cada uma delas com um tonalidades ou cores específicas. Para o antropólogo George Zarur, o mapa de Nimuendajú é uma obra clássica da antropologia brasileira, síntese de todo um conhecimento antes fragmentado e disperso.

O lançamento do mapa faz parte da programação do aniversário de 80 anos do Iphan e aconteceu no contexto da 87ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, na sede do Iphan, em Brasília, às 17h.Artigo-.-Índios…


Detalhes da versão original do mapa

Detalhes da nova edição do mapa

Serviço:
Lançamento da reedição do Mapa Etno-histórico do Brasil e Regiões Adjacentes, de Curt Nimuendajú e versão digital do mapa original
Data: 27 de setembro de 2017 às 17h
Local: Sala Mário de Andrade – Sede do Iphan/Brasília (DF)

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br
Yara Diniz – yara.diniz@iphan.gov.br
(61) 2024-5513 – 2024-5504
(61) 99381-7543
http://www.iphan.gov.br
http://www.facebook.com/IphanGovBr | http://www.twitter.com/IphanGovBr
http://www.youtube.com/IphanGovBr

Lançamento do Mapa Etno-histórico do Brasil e Regiões Adjacentes, de Curt Nimuendajú

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