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Archive for the ‘Cultura Indígena;’ Category

A Feira, com início às 18h desta quinta-feira, levará para a população uma amostra do que é a arte e a culinária indígena.


Estarão expostas cestarias, peças de artesanato, panela de barro, brincos e colares, para visitação e venda (Fotos: Divulgação)

A cultura indígena ganhará espaço especial nos dias 17 a 19 de agosto no Roraima Garden Shopping, situado na zona Leste de Boa Vista, com a realização de uma Feira de Artesanato Indígena.

A Feira, com início às 18h desta quinta-feira, levará para a população uma amostra do que é a arte e a culinária indígena de cinco etnias existentes em Roraima.

Estarão expostas cestarias, peças de artesanato, panela de barro, brincos e colares, para visitação e venda a partir de R$10,00 e o pagamento à vista.

Os produtos confeccionados pertencem a história e características das etnias Yekuana, Yanomami, Macuxi, Taurepang e Wapichana.

O evento acontece em parceria do Roraima Garden com a Secretaria Estadual do Índio (Sei), por meio do Centro de Artesanato Ko’Go Damiana, e o Centro de Artesanato da Orla Tauman.

A diretora do Centro de Artesanato Ko’Go Damiana, Siria Mota, explica que essa parceria com o Shopping tem oportunizado a proximidade da população local e turistas com a arte da região. “É uma parceria que deu certo. Essa é a segunda vez que levamos a arte indígena ao Shopping”, destacou.

A gerente do mall, Gisele Mesquita, disse que essa é a missão do Roraima Garden Shopping, aproximar e integra todas as culturas em um só lugar. “São eventos importantes que agregam muito valor e conhecimento para quem frequenta o espaço”, complementou.

Fonte:

http://www.folhabv.com.br/noticia/Feira-Indigena-mostra-culinaria-de-cinco-etnias-em Roraima/31394#.WZYWvATLMPp.facebook

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Antropóloga de Cusco, é a primeira doutoranda que defende sua tese no idioma de seus antepassados

Fernando Iwasaki

Retrato do inca Huayna Cápac GETTY IMAGES

Em março de 2017, a antropóloga Carmen Escalante, da cidade de Cusco, no Peru, professora da Universidade San Antonio Abad de Cusco, defendeu na Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha, a tese de doutorado Rugido Alzado en Armas. Los Descendientes de Incas y la Independencia del Perú (Rugido em Pé de Guerra. Os Descendentes de Incas e a Independência do Peru). O acontecimento em si não teria maior transcendência se não fosse pelo fato de que a doutoranda era uma descendente direta do inca Yáwar Huácaq; que fontes de sua pesquisa se basearam em documentos coloniais guardados por sua família desde 1545; e porque defendeu sua tese em quíchua, o antigo idioma runa simi dos incas.

Assim, perante uma banca composta por professores das universidades de Múrcia, Sorbonne e Loyola Andaluzia, Escalante fez seu discurso em quíchua enquanto projetava a tradução em espanhol do texto. Seu gesto teve um enorme valor simbólico por três razões: primeiro, porque deu visibilidade a uma língua ainda falada nos Andes por 10 milhões de pessoas; segundo, porque em sua própria alma mater não teria podido defender sua tese na língua dos incas; e terceiro, porque falar quíchua na antiga metrópole era uma espécie de justiça poética para seus antepassados.

Em 1550, Francisca Pizarro Yupanqui — neta do inca Huayna Cápac e filha natural do conquistador Francisco Pizarro — foi enviada para Trujillo, em Estremadura (Espanha), e forçada a se casar com um tio. A fachada do Palácio da Conquista ainda exibe uma escultura de Doña Francisca, que acabou se tornando personagem de Tirso de Molina. Por outro lado, em 1603, Ana María de Loyola Coya — neta do inca Sairy Túpac e filha do governador Martín García de Loyola — foi enviada para Valladolid e obrigada a se casar com Juan Enríquez de Borja, com quem fundou o Marquesado de Oropesa. Assim, os filhos do casal se uniram aos fundadores dos jesuítas e aos incas de Cusco. Ambas as mulheres foram banidas para que sua descendência nunca se transformasse em agente de conflito, mas também deixaram os Andes falando quíchua, um idioma que desapareceu com elas, e que outra mulher inca nunca mais falou na Espanha até a defesa da tese de doutorado de Escalante.

Segundo o professor Juan Marchena, orientador da antropóloga de Cusco, a defesa da tese não significou apenas a primeira dissertação doutoral em quíchua na Europa, mas também o início de uma série de defesas que permitirá que estudantes do continente americano possam defender seus doutorados em suas respectivas línguas nativas. Marchena está animado, porque em setembro está prevista a defesa de uma tese em aimará.

Enquanto isso, Escalante retomou suas pesquisas diárias em Cusco, onde republicou a Autobiografia de Gregorio Condori Mamani (Ceques. Cusco, 2014), um clássico quíchua escrito com seu marido, Ricardo Valderrama, eminente antropólogo e professor da Universidade San Antonio Abad de Cusco, e ele próprio um descendente do inca Túpac Yupanqui. Os incas já não combatem, mas se tornam doutores, ensinam na universidade e defendem teses em quíchua.

Fernando Iwasaki é escritor, crítico e historiador, nascido em Lima em 1961, no seio de uma família com raízes japonesas. Foi professor de História em seu país natal até que em 1989 começou uma nova vida em Sevilha, dirigiu a revista literária “Renascimento”. Atualmente é professor da Universidade Loyola Andaluzia. Tem, também, uma ampla obra literária.

Fonte:
https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/03/cultura/1501793917_804712.html?id_externo_rsoc=SharePoiNt uuuu

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São diversas as lendas indígenas de criação do universo que nos levam a viajar por mundos distantes e descobrir novos significados para a existência.
BETTY MINDLIN

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Audiência Pública traz nova esperança na retomada da terra Guarani-Mbyá em MaquinéAudiência da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, chamada pelo Presidente,o Deputado Estadual, Jeferson Fernandes (PT),apoiado pelos Deputados Estaduais, Pedro Ruas III (PSOL) e Stela Farias (PT) sobre a situação dos nossos guerreiros Guaranis que fazem a “retomada” do terreno da Fepagro, em Maquiné e que estão sendo despejados pelo governo José Ivo Sartori,sem dó na consciência.

Abertura da Audiência foi feita com a mística cultural Guarani-Mbyá, entoando música de luta e canção “Devolvam Nossa Terra”. Assista, compartilhe!
https://web.facebook.com/amigosdaterrabrasil/videos/752361091598330/

A Audiência que teve transmissão ao vivo pela TVAL e pelo perfil da Comissão no Facebook, foi muito produtiva, com acesso intenso. Lotamos a sala Adão Pretto! E como já era esperado o Presidente da Assembléia Legislativa do RS, o Deputado Estadual Edegar Pretto, o primeiro #SEMTERRA a chegar à Presidência Da Casa o qual também, se comprometeu com a luta de nossos parentes!

Dep.Estadual, Edegar Pretto dia que a Casa estará sempre aberta para as demandas das lutas dos povos indígenas, quilombolas e minorias. E que a Retomada tem todo o seu apoio.

Logo na abertura dos trabalhos o Deputado Estadual, Jeferson Fernandes, afirmou,“Vamos trabalhar por uma solução para que a comunidade indígena possa retomar parte de seu território original sem prejuízo a eventuais pesquisas.Em visita ao local, constatamos que os indígenas convivem em total harmonia com a natureza e com os servidores da Fepagro, que ainda lá permanecem”.

Fizeram-se presentes, o Cacique-Ceral dos Guaranis-Mbyá no RS, José Cirilo Pires,que já afirmou,“Fomos expulsos da terra e esquecidos na beira das estradas. Nossa retomada é pacífica e vai beneficiar toda a sociedade. A natureza precisa de nós. E nós precisamos fortalecer nossa cultura, resgatando rituais que começam a se perder”

Cacique Andre Benites,o representante da nova aldeia Maquiné.
https://web.facebook.com/amigosdaterrabrasil/videos/752246661609773/

“Foi a oportunidade de transmitir aos protagonistas deste processo a importância da permanência de nossos parentes no local ao invés da venda da área à iniciativa privada. Inclusive já soubemos que, emissários do Dep.Federal Eliseu Padilha, já visitaram a área da Fepagro,além de ser o maior dono de terras no nosso Litoral,não se contenta,ressaltou a Deputada.
Eu não consigo entender como a gente não consegue minimamente resolver uma situação que é tão simples. Porque essa área é pública. É impossível que com uma Fepagro, que foi extinta, que os próprios servidores estão tentando reverter na Justiça, cujo secretário deveria estar aqui, diga que é impossível negociar porque tem pesquisa e dinheiro investido”,explanou a deputada Stela Farias (PT).

“A condução dada a situação até o momento é muito grave.O governo do Estado não tem mais a Fepagro e quer impedir que a comunidade indígena retome a área que lhes é de direito em Maquiné. Isso não é nada. Mas o governo do Estado tem outros planos para essa área e encontra respaldo na judicialização,enfatizou
O Deputado Estadual, Pedro Ruas (Psol). Disse ainda, que se a reintegração de posse se confirmar será mais uma “espoliação dos direitos indígenas”.

Procurador da Procuradoria Federal Regional de Capão da Canoa,Guilherme Mazzoleni que Representou a Coordenação Regional FUNAI SUL,afirmou que “vai juntar todos os emails e documentação que recebeu e o que ouviu na Audiência no Processo e mais,se a FUNAI,falou que não tinha pedido de terra dos Guaranis,agora tem!Deve ter algum engano da FUNAI,nisso tudo”.

Procurador Silvio Guido Jardim, Presidente do Conselho Estadual dos Povos Indígenas (CEPI),foi enfático na sua intervenção. “Todas as terras que os Guaranis possuem hoje no Rio Grande do Sul foram cedidas pelo Estado. A negociação virou uma forma de o governo estadual tentar reparar o passado, no mesmo local que gerou as Guerras Guaraníticas e o maior extermínio de guaranis no Brasil. A esperança dos indígenas é que a retomada de Maquiné seja mais um exemplo na lista de áreas reconhecidas pelo Piratini”.O Procurador disse,ainda “que a presença dos Guaranis na região remonta ao ano 800 da era cristã. Então, retomada não é um termo impróprio para a situação que estamos vivendo. Existem pesquisas da Fepagro só que não abrangem a dimensão daquela área de 337ha. Isso podemos aferir. Todos que foram até o local viram que não é uma área apropriada por pesquisa chamando a atenção para a possibilidade de que o clima tranquilo que existe no local, entre servidores do Estado que vivem na propriedade e os indígenas, possa mudar com uma reintegração de posse com presença da Brigada Militar. A possibilidade de gerar um conflito a partir da reintegração de posse é grande. Há crianças lá e essa é uma preocupação”,finalizou.

Procurador Silvio Guido Jardim, Presidente do Conselho Estadual dos Povos Indígenas (CEPI),

Procuradora Fabiana Barth, da Comissão de Direitos Humanos na PGE,

A Procuradora Fabiana Azevedo da Cunha Barth, coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da Procuradoria-geral do Estado, ressaltou que a competência demarcatória é da União, que deve ser envolvida na busca de uma solução para a área em Maquiné. Segundo ela, é preciso analisar, antes de qualquer decisão, a possibilidade de convivência entre a comunidade indígena e os projetos de pesquisa agropecuária existentes no local.

Defensora Pública,Mariana Capelari,

Reconhece a contínua violação dos direitos dos povos oríginários pelo estado.Lembrou o caso que está sendo julgado em PE e que pode abrir um precedente para ttodo o país”.Se colocou a disposição pra algum GT de mediação e apoia a luta dos povos guaranis.

Professor de Antropologia e Rep. da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), José Otávio Catafesto de Souza,
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Dr.’Vermelho D’Elia, Representou a RAiZ – Movimento Cidadanista e como Coord. da Diretoria de DH da PGERS, ouçam o que disse:
https://web.facebook.com/amigosdaterrabrasil/videos/752553224912450/

Geógrafa e Doutoranda na UFRGS, Rafaela Printes- representante da AEPIM – Associação de Estudos e Projetos com Povos Indígenas e Minoritários, falou do apoio da AEPIM à luta da Retomada e sobre o vasto território dos Guaranis que abrange Argentina,Paraguai e Brasil e defendeu que temos que trabalhar para a consolidação da posse da terra aos guaranis.

Roberto Liebgott-Rep.do CIMI Sul, fez sua defesa e apoio à retomada dos Guaranis em Maquiné. Veja.
https://web.facebook.com/amigosdaterrabrasil/videos/752553224912450/

Procurador Aposentado,Ronald Maggi


Procurador aposentado,Ronald Maggi, morador de Maquiné,ressaltou que a “comunidade está aceitando muito bem a presença dos Guaranis na fepagro.E que eles estão sendo os guardiões daquela área que estava sendo saqueada e a palmeira Juçara sendo destruída”.

O Cacique Maurício,Presidente da Associação dos Guaranis, emocionou com seu importante depoimento,sobre os verdadeiros guardiões na preservação da biodiversidade e pela vida de nossos povos.

https://web.facebook.com/amigosdaterrabrasil/videos/752569438244162/

O Advogado, Onir Araújo, da Frente Quilombola do RS e Fernando Costa, Amigos da Terra,entregaram um documento de apoio à Retomada Guarani Maquiné.

CARTA EM APOIO À RETOMADA GUARANI MBYA EM MAQUINÉ

Amigos da Terra Brasil, membro da Federação Amigos da Terra Internacional, através dessa nota, declara total apoio à Retomada Guarani Mbya em Maquiné. Desde o dia 27 de janeiro, os indígenas estão construindo a nova Tekoá (aldeia) na área em que funcionava a Fepagro ( Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária), uma das fundações em processo de extinção devido aos pacotes de cortes do Governador Ivo Sartori (PMDB). No dia 1 de março, o Estado do Rio Grande do Sul, através da Procuradoria Geral, obteve uma medida liminar que determina a reintegração de posse na área. Os guaranis entraram com um recurso recorrendo à medida judicial e defendendo que a área em Maquiné é um território ancestral para o seu povo. O processo segue em curso.

Nas declarações dadas pelo Cacique André Benites e pelo cacique Cirilo, porta-vozes da nova tekoá, destacam que a ação dos guaranis deve ser chamada de “retomada”, não “ocupação” ou outra palavra, pois o que estão reivindicando é uma terra ancestral do seu Povo. Guaranis Mbya vivem e transitam por ali há centenas de anos. Para os Guaranis, construir a nova Tekoá em Maquiné é possibilitar melhores condições de vida para o seu Povo – alocado pelo Estado em beira de estradas ou em pequenos terrenos – e uma oportunidade de salvação da mata, dos animais e da água que corre na zona da Fepagro. “Se ficar na mão dos governos, isso aqui vai virar um condomínio”, alertou o Cacique Cirilo nos primeiros dias de retomada.

A necessidade da luta pela posse da terra travada pelos indígenas, com as retomadas e posteriormente com as reivindicações de demarcação, já são uma violência para os povos originários. Para preservar e conseguir manter o seu bem viver, precisam lutar pela posse de algo, a terra, que na sua cultura não tem dono. No entanto, se não lutarem pela demarcação de uma área mínima para viverem, qual será o fim dos territórios, da mata e, consequentemente, dos seus povos?

Atualmente, os povos originários, indígenas juntamente com os quilombolas, são quem está na linha de frente na luta pela terra e pela preservação da natureza no Brasil. São eles que estão sendo mortos por latifundiários do agronegócio no Mato Grosso do Sul, por madeireiros e grileiros na Amazônia, por crimes ambientais de grandes corporações como no caso da Vale do Rio Doce e o Rompimento da Barragem de Rejeitos em Bento Rodrigues. Além disso, os indígenas estão recebendo a repressão do Estado, seja com medidas judiciais, como este processo de reintegração de posse, e posteriormente com a ação violenta das Polícias Federais, seja com a realocação de aldeias para beira de grandes rodovias, zonas com alto risco de vida para as crianças indígenas e para a espiritualidade dos guaranis.

Os indígenas e quilombolas ainda lutam contra um contexto centenário no Brasil: as ações racistas das elites oligárquicas e, atualmente, os processos coloniais do neoliberalismo e das grandes corporações. Quando as violações não vem de forma direta, com mortes nos territórios, perseguição de liderança, extermínio da biodiversidade e das espiritualidades, vem através da cooptação do Estado e de projetos de lei como o PL 31, a PEC 215 e o marco temporal. Legislações que atacam o direito à terra dos povos originários, questionam as demarcações existentes, colocam pequenos agricultores contra indígenas e quilombolas.

A retomada Guarani Mbya em Maquiné é uma ação direta pelo direito à vida dos indígenas e pela preservação da Mata Atlântica e da biodiversidade brasileira. No entanto, a retomada também chama a atenção para a necessidade da luta pelo território e também para o extermínio de culturas, responsabilidade de fazendeiros, do agronegócio, das corporações e do Estado. O Amigos da Terra Brasil denuncia esta lógica neoliberal, colonial e genocida e se soma à luta dos Guaranis Mbya.

Amigos da Terra Brasil
Porto Alegre, 21 de março de 2017.

https://web.facebook.com/amigosdaterrabrasil/videos/752598421574597/

James Diego Roth,Assessor Técnico do Setor Indígena da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, esteve contribuindo.

Salientou que, como técnico, “não entraria na questão política do caso. Segundo James Diego Roth, a criação de terras indígenas dentro de áreas que pertencem ao Estado não é novidade. Apesar de reconhecer o apego espiritual dos indígenas ao local, precisava falar objetivamente sobre o fator econômico. Temos nesse caso uma área de mata nativa, que é uma dificuldade que temos hoje com áreas indígenas. São terras que estão degradadas e que precisam de investimento do Estado”. Lembrou que a pasta, possui um trabalho de etnodesenvolvimento, com levantamento de mapas e certificação das áreas, que colaboraria com a causa indígena.

Liderança indígena, Merong Santos, foi firme na sua posição na defesa da terra dos guaranis.
https://web.facebook.com/amigosdaterrabrasil/videos/752246661609773/

Audiência PROFª Conceição Carrion_IMG_20170322_124932Professora Conceição Carrion,representando a APEDEMA e AGAPAN,como ambientalista,lamenta a forma como os indígenas ficam nas calçadas da rua da Praia e fica com dó no coração porque em Porto Alegre ,ão tem espaços para eles comercializarem seu artesanato.

Marly Cuesta,Representando guerreiros e Caciques do país no GT_Mediação de Conflitos Indígenas SabáManchinery, dentre outros movimentos sociais, agradeceu a Comissão pela realização da Audiência e convidou à todos para um Ato de Repúdio pelo covarde  assassinato do Cacique Antonio Mig,em Ronda Alta, no norte do RS.Emocionada falou dos massacres e assassinatos de nossos parentes indígenas tanto aqui no RS quanto no país todo!
A Tuxáua ainda, conclamou à tod@s que participem das Campanhas de alimentos e outras necessidades dos Guaranis na retomada Maquiné,porque estão passando muitas necessidades.Informou ainda,que logo será inscrito na Plataforma de financiamento coletivo Alteridade um projeto do Encontro dos Saberes ancestrais do povo Guarani-Mbyá que precisamos participar com qualquer valor desde que seja “amoroso e fraterno”.

Audiência Marly Cuesta Fala_IMG_20170322_125055

A Secretaria de Agricultura e Fepagro não compareceram.

O Dep.Estadual,Jeferson Fernandes, afirmou que vai solicitar ao Procurador-Geral do Estado, Euzébio Fernando Ruschel, a prorrogação do prazo para reintegração de posse da área, inicialmente marcada para 4 de abril, para que melhor se entenda a questão.Nosso compromisso agora é tentar impedir que a desocupação ocorra, já que está marcada para breve, além de levar os relatos que tivemos neste encontro ao Procurador Geral do Estado”.

Promotor do Ministério Público Federal, André Casagrande Raupp,
Promotor do Ministério Público Federal, André Casagrande Raupp,foi muito atencioso à todas as falas e spo se manifestou ao final e sugestiona que “a partir de agora se trabalhe para encontrar órgãos do Estado e agentes que possam colaborar para encontrar uma solução pacífica. A parte processual, de levar esses dados e informações, é o que a gente vai começar a fazer agora. Porque o pedido do Estado na ação de reintegração de posse é para que a comunidade indígena saia, e só agora ficamos sabendo de estudos e troca de emails entre o Estado e a Funai  e constatamos que tem outros órgãos do Estado trabalhando em sentido diferente, em tentar buscar o diálogo e conciliação”, explicou ele.

Os Guaraní-Mbya encerram a Audiência Pública sobre a retomada guarani-mbyá de Maquiné na Assembleia Legislativa do RS com mais uma mística cultural.

Assista todo vídeo da Audiência.
https://web.facebook.com/1903779569906886/videos/1908267006124809/

Fotos de Marly Cuesta:

https://goo.gl/photos/Nmwni7UU2q4ajnUr8
Vídeos de Amigos DaTerra Brasil

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