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Archive for julho \23\UTC 2016

"Uma vida não basta ser vivida. Ela precisa ser sonhada".  Mário Quintana

“Uma vida não basta ser vivida. Ela precisa ser sonhada”.
Mário Quintana

O Brasil, o Rio de Janeiro e os índios acabam de perder um sábio sonhador. No último domingo (17), o cacique Verá Mirim, de 103 anos, fechou os olhos e dormiu o seu último sono. Desta vez, sem sonhos. Durante dois dias, seu corpo foi velado na Opy – a Casa de Reza – na aldeia Sapukai, em Angra dos Reis (RJ). Vindos de muitas aldeias, inclusive de São Paulo e Espírito Santo, os Guarani se despediram na quarta-feira (20), com cantos sagrados entoados ao som de ravé (violino), mbaraká (violão), mbaraká mirim (chocalho), no ritual fúnebre do último adeus.

Conhecido pelos juruá não indígenas como João da Silva, este sonhador e tamoi mboerya nasceu na então Reserva de Serrinha, Guarita (RS), em 25 de janeiro de 1913, e aí passou a juventude. Sonhou muitas vezes com uma terra promissora. Em busca dela, mudou para a Aldeia Limeira (SC), onde residiu até 1982. Daí buscou a Ilha da Cotinga, em Paranaguá (PR), que o abrigou por mais alguns anos. Finalmente, em 1987 encontrou o que buscava em Bracuí, na Serra da Bocaina (RJ), seguindo indicações bem precisas do sonho recorrente que tinha desde jovem.

No sonho, ele via a mata, andava por ela, via rios, cachoeira, montanhas. Sonhava que nesse lugar as crianças cresceriam com saúde e alegria, pois era um lugar de kyringué nheovangáa, lugar de criança brincar, onde tinha papagaio, tamanduá, porco do mato, catitu, algumas espécies de abelhas sem ferrão, água boa, yy porã, nascente. Ele contou a seu filho Algemiro da Silva:

– Foi no sonho tantas vezes sonhado que Nhanderu Eté me mostrou Tekoa Sapukai. Quando eu estava chegando no Bracuí, na primeira vez que entrei onde hoje é a aldeia, vi que ali era o lugar do meu sonho, eu encontrei jateí. No sonho eu vi o mar e ka’aguy mirim, mas precisava provar que realmente aqui existia.

“O cacique Verá Mirim,com certeza cumpriu com muita dignidade sua missão neste plano!Agora será mais uma estrela na constelação de nossa ancestralidade a iluminar nossas lutas em prol de nossos povos!Meus sentimentos à tod@s nós que ficamos um pouco mais órfãos de seus saberes”,disse a mestra das culturas populares e tradicionais e Tuxáua,Marly Cuesta.

Continue lendo mais no Link:

http://www.taquiprati.com.br/cronica/1296-o-ultimo-sonho-de-vera-mirim

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De acordo com a FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, por exemplo, a floresta pode ser definida como uma “área medindo mais de 0,5 ha com árvores maiores que 5 m de altura e cobertura de copa superior a 10%, ou árvores capazes de alcançar estes parâmetros in situ. Isso não inclui terra que está predominantemente sob uso agrícola ou urbano.”
Independentemente da definição, esse tipo de vegetação caracteriza-se por sua importância dos Biomas e principalmente no que diz respeito à biodiversidade, velocidade dos ventos e regime de chuvas. No nosso país encontramos importantes florestas, destacando-se a Floresta Amazônica, a maior floresta tropical do planeta.

No dia 17 de julho, comemora-se o Dia de Proteção às Florestas,com objetivo de conscientizar a população brasileira da necessidade de manter e recuperar as áreas verdes devastadas, principalmente por fatores não naturais (atividade humana), como especulação imobiliária, abertura de estradas e espaço para a agricultura. O desenvolvimento a qualquer custo é um inimigo das florestas, mas é possível agir e desenvolver um País de forma sustentável, através de leis rígidas que combatem a devastação em massa e garantem o replantio das áreas afetadas.Em meio a decisões sobre o novo Código Florestal, campanhas de conscientização e mobilizações contra o aquecimento global, a preservação dos biomas é um alerta corriqueiro, entretanto boa parte das florestas já foi desmatada, tornando impossível fazer um levantamento sobre o número de espécies extintas.
Se o pensamento de preservação não existir, muitas outras correm o risco de sumirem para sempre. Impactos como este afetam não só as árvores como toda a biodiversidade presente em uma floresta.

Hoje,também é comemorado o Dia do Protetor de Florestas, também conhecido como Curupira. Essa figura do folclore é conhecida pelos seus cabelos vermelhos e pelos pés virados para trás. Seus pés virados ajudam, segundo a lenda, a enganar os inimigos, uma vez que seus passos ficam na posição trocada, dando a falsa impressão de que estão chegando perto dele, quando, na realidade, acontece o contrário.

Segundo o folclore, o Curupira protege as florestas das agressões constantes do homem, tais como desmatamento e caça de animais. Os agressores são atraídos por essa figura e nunca mais retornam, perdendo-se na mata. No caso de caçadores, o Curupira é conhecido por transformar a família deles em caça e, só após o caçador ter matado seus familiares, ele reconhece que, na realidade, eram pessoas de sua família. A lenda também afirma que os índios levavam presentes para evitar o terrível ataque do Curupira. Além de aniquilar os destruidores da floresta, o Curupira possui a capacidade de ressuscitar os animais mortos pelo homem.

Apesar de ser apenas uma lenda, hoje sabemos que existem diversos profissionais que realmente protegem diariamente nossas florestas. Chico Mendes destacou-se como um importante homem que levantou a bandeira da luta contra a destruição da Amazônia. Ele realizou diversos trabalhos e lutou ativamente contra o desmatamento e o massacre aos índios. Em virtude de sua luta, gerou revoltas e começou a receber ameaças, sendo morto em 1988.

Entretanto, vale salientar que não existe apenas essa figura importante em nossa história, vários ativistas conhecidos internacionalmente, biólogos, engenheiros, professores,educadores ambientais e outros profissionais lutam diariamente contra a destruição das florestas, sendo esses os verdadeiros Protetores das Florestas. Essas pessoas são constantemente ameaçadas e mortas por se posicionarem contra assuntos de grande interesse econômico.

Para a educadora ambiental e tuxáua, Marly Cuesta,”o maior problema na falta de ações de preservação no nosso país é a falta de educação para a formação de cidadãos conscientes de seus papéis na sociedade”.Segundo ela,não podemos exigir de pessoas sem conhecimentos que saibam a importância das florestas e respeitem o meio ambiente.Propõe que sejam organizadas rodas de conversas constantes nas comunidades,escolas e centros culturais,com aporte financeiro e tecnológico da gestão pública de todas as esferas.

As mudanças climáticas podem degradar as florestas e afetar a água

As mudanças climáticas estão modificando o comportamento de precipitações e temperaturas, o que vai alterar os agrossistemas atuais.

Na América Latina e Caribe, as mudanças nos padrões de chuvas e temperaturas vão afetar o rendimento de cultivos básicos como trigo, arroz e feijão, gerando uma pressão sobre as áreas não agrícolas, geralmente cobertas pelas florestas, para convertê-las em áreas produtoras de alimentos.

“As mudanças climáticas afetam a saúde e a qualidade das florestas e a disponibilidade de água, sendo que este efeito é ampliado pela degradação dos solos devido a expansão das áreas de cultivos em locais não apropriados e a intensificação da produção e do uso não apropriado de insumos agrícolas”, salientou Meza.

Entre possíveis efeitos das mudanças climáticas, se espera que no meio deste século ocorra uma substituição gradual das florestas tropicais por savanas no leste da Amazônia, e ainda da vegetação semiárida por vegetação de áreas áridas devido ao aumento da temperatura e da diminuição de água no solo.

Atualmente, a FAO está implementando uma iniciativa regional que trabalha com os governos para apoia-los no cuidado com os recursos naturais, enfrentar as mudanças climáticas e gerir os riscos de desastres.

Fonte:
http://www.fao.org/americas/noticias/ver/pt/c/395917/

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