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Archive for outubro \31\UTC 2014

2014-10-31 20.19.16 Efetivada entrega da Campanha do alimento em prol da Comunidade Indígena Guarani Aracuã, no dia 31 de Outubro de 2014.

Por ocasião da entrega da Campanha do Agasalho aos indígenas guarani da Aldeia Aracuã, no dia 14 de agosto de 2014,o Cacique Mauricio Messa, solicitou ajuda em alimentos.

Diante dessa solicitação, imediatamente, buscamos parcerias  no Departamento de Ação Social dos Correios do RS, cujo Diretor Cezar Augusto Carneiro com sua equipe brilhante nas pessoas de  Maria Gariba Kunn( GABI) e  Rodolfo Idiarte entraram em ação junto aos funcionários do Prédio Sede: Adriano, Flavinho, Graça, Rodolfo, Jorge Arthur, Lucidi, Marino, Karen, Carneiro, Anselmo, Laci, Gabi, Jair, Manoel, Magali, Imara, Jane, Marta, Nadia e Norma e do Complexo Operacional Sertório: Julio Cezar Conceição da Silva, Virginia de Cássia Demoly Baptista, Sidney Mayhofer Galgaro, Thiago Batista Rocha, Marisa Helena e Norma Vinhas, que não mediram esforços  para o êxito desta campanha.

 

Foram arrecadados mais de 164 quilos de alimentos não perecíveis, inclusive, leite em pó, óleos, arroz,massas, açúcar,bolachas, utilitários de cozinha e mais algumas peças de roupas, os quais com muita alegria foram entregues no dia 31 de Outubro 2014.

 

A entrega desta Campanha do Alimento, foi possibilitada através da parceria com a PUC RS, nas pessoas do Ir.Édison Hüttner, doutor em teologia e  coordenador NEPCI – Núcleo de Estudos e Pesquisa em Cultura Indígena e  do Grupo de Pesquisa sobre Arte Sacra Jesuítico-Guarani da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e dos motoristas e ajudante, Edson, Alex dos Santos Nunes e Ítalo S.Carvalho,respectivamente.

 

É um esforço conjunto entre a Associação de Mulheres e  Ponto de Cultura Voluntário “Vitória-Régia”, , coordenado pela Tuxáua 2010 e educadora popular, Marly Cuesta, Gabi do Departamento Regional de Ação Social dos Correios do RS e  Ir.Édison Hüttner.

Por isso, comemoramos  a mobilização e articulação social e cultural de tod@s envolvid@s neste esforço humanitário em prol de nossos parentes indígenas.

 

Aproveitamos para reiterar o pedido de apoio para  a continuação da Campanha  do Natal ( Agasalho, Alimento e brinquedos)  para nossos parentes indígenas do Cristal e Aracuã,RS, que será entregue na próxima semana.

 

As Comunidades beneficiadas:

  1. A Comunidade Indígena Guarani Aracuã é localizada no Lami, na divisa com Viamão. Lá vivem 20 famílias indígenas de origem Guarani, formadas por adultos e crianças que sobrevivem do cultivo de feijão, milho, mandioca, batata para consumo próprio. Já as apresentações culturais pelo Coral Indígena Guarani e a confecção de artesanatos são destinadas à comercialização e para angariação de fundos para a aldeia.
  2. A Comunidade Indígena Guarani Tavaí , está localizada no Parque Bento Gonçalves,Cristal,RS, onde vivem cinco famílias,mais outras nas redondezas, as quais já estão sendo ajudadas pelos, Édison Hüttner   e  Dr. Eder Huttner (Odontologia), na área da saúde.

 

Compartilhamos as fotos da ação,

 https://plus.google.com/photos/106772903251908297656/albums/6087950326912830833?authkey=CMvbuOrxkaGUFg

 

http://www.cristal.rs.gov.br/noticia.php?id=442&AUDI%CANCIA+P%DABLICA+SOBRE+COMUNIDADE+IND%CDGENA+TAVA%CD

http://www.revistamissoes.org.br/artigos/ler/id/3198

 

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“Faculdade de Artes, todas as artes. Pra modificar, para levar conhecimento, ampliar o universo cultural do povo.”Marly Genari

Teatropolitico60

Marly Genari é médica e integrava na década de 1960 o Comitê Estudantil do Partido Comunista. Conta em seu depoimento que a participação no movimento de teatro político serviu para que tivesse a certeza de que a arte é fundamental para conscientizar o povo de sua realidade. Relata que a experiência no teatro de rua, em cima de um caminhão, pode ter servido mais a eles, jovens atores amadores, do que para as platéias nas ruas, praças e até em saídas de jogos de futebol. Coincidência ou não, sua filha Ana Rosa é em Curitiba importante atriz engajada no teatro de rua.

Cada um com o seu momento. A gente fazia uma tentativa de sensibilizar o povo para prestar atenção aos desmandos políticos e que haviam outras alternativas. Como a gente era comunista, a alternativa era o regime comunista, era Cuba…

Eu era da juventude comunista. Havia então uma necessidade…

Ver o post original 1.401 mais palavras

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cnicDezessete entidades estão habilitadas a fazerem parte da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) no biênio 2015/2016. A lista com o resultado da avaliação do edital nº1 de 8 de maio de 2015 foi publicado nesta quarta-feira (22/10) no Diário Oficial da União. Ela inclui os nomes das 17 entidades habilitadas e as 15 inabilitadas. As que foram consideradas inabilitadas têm até cinco dias úteis para recorrer da decisão. O recurso deve ser enviado exclusivamente para o e-mail:editalCNIC@cultura.gov.br
A CNIC é formada por sete titulares e 14 suplentes da sociedade civil, mais outros sete que representam o governo. O tempo de atuação dentro da CNIC é de dois anos, renováveis por mais dois.
Como órgão colegiado consultivo, a função da comissão é de subsidiar as decisões do Ministério da Cultura na autorização de projetos para captação de recursos por meio do mecanismo de renúncia fiscal da Lei Rouanet.
O novo grupo realizará reuniões mensais, com duração de dois a cinco dias. Durante o período, os integrantes também farão visitas a produtores culturais locais e a projetos beneficiados pelo ministério.

Veja a relação das habilitadas

Entidades representativas do setor cultural habilitadas

  • Associação Brasileira das Editoras Universitárias – ABEU
  • Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Jogos Digitais – ABRAGAMES
  • Associação Brasileira de Difusão do Livro – ABDL
  • Associação Nacional das Entidades Culturais Não Lucrativas – ANEC
  • Associação Nacional de Livrarias – ANL
  • Associação Rede de Produtores Culturais da Fotografia do Brasil – ARPCFB
  • Brasil Música e Artes – BM&A
  • Câmara Brasileira do Livro – CBL
  • Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus- ICOM-BR
  • Conselho Brasileiro de Entidades Culturais
  • Conselho Internacional de Sítios e Monumentos –  ICOMOS-BR
  • Diretório Nacional do Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB
  • Instituto Escola do Teatro Bolshoi no Brasil
  • Instituto Pensarte
  • Sindicato Nacional dos Artistas Plásticos – SINAPESP

Entidades representativas do empresariado nacional habilitadas

  • Confederação Nacional da Indústria – CNI
  • Confederação Nacional do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo– CNC

Veja a relação das inabilitadas

Entidades representativas do setor cultural inabilitadas

  • Associação Brasileira de Teatro de Bonecos – ABTB
  • Associação Artística e Cultural Coro Municipal de Juiz de Fora
  • Associação Brasileira de Arte Contemporânea
  • Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas – ABD
  • Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas – ABRACE
  • Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão – ABPITV
  • Associaçao Cultural Panelas
  • Associação dos Arquivistas Brasileiros – AAB
  • Associação dos Produtores Independentes de Teatro – APTI
  • Canal Marketing Promocional Associados
  • Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha – CBTG
  • Cooperativa Brasileira de Circo
  • Olhares
  • Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculo do Rio Grande do Sul – SATED/RS

Entidades representativas do empresariado nacional inabilitadas

  • Confederação Nacional das Instituições Financeiras – CNF
Próximas etapas – O recurso que for recebido será primeiramente dirigido à comissão avaliadora, que terá 15 dias para reconsiderar ou encaminhá-lo para o julgamento do Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Ivan Domingues das Neves. De acordo com o edital, a decisão sobre o julgamento do recurso será “irrecorrível”.
Depois de encerrado o processo de habilitação com o julgamento dos recursos, as entidades habilitadas serão formalmente convocadas para participar de reunião para a elaboração e composição de listas com os nomes dos representantes que serão indicados. A partir das listas, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, irá escolher a nova composição da CNIC.
Os nomes nas listas de indicados que não forem escolhidos pela ministra como membros irão compor o Banco de Consultores da comissão.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
 http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques1/-/asset_publisher/2yVVERAAql7M/content/lista-de-entidades-que-deverao-compor-a-cnic/10883?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cultura.gov.br%2Fnoticias-destaques1%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_2yVVERAAql7M%26p_p_lifecycle%3D0%25

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A cultura é uma dimensão incontornável da nação, um componente central de qualquer estratégia sustentável de construção do país. E, por ser tão importante, deve ser tratada como um direito de todos os brasileiros.

por Juca Ferreira

O Brasil se consolida neste início do século XXI como uma das maiores democracias e uma das maiores economias do mundo, e como a única potência emergente no Ocidente. A emergência do Brasil tem muitas implicações e, a depender da nossa lucidez na condução política dessa evolução, pode significar muito para nosso futuro, para a América do Sul, para a África, para toda a América Latina e para todos os que falam português e espanhol.

A importância do país no mundo só tem feito crescer. Isso nos impõe o desafio de refletir e cuidar das muitas dimensões do desenvolvimento – não só dentro dos padrões tradicionais da geopolítica e da economia como se costuma pensar. O debate amplo e complexo sobre a centralidade da dimensão simbólica no processo de desenvolvimento tem uma importância decisiva neste momento da vida brasileira.

A cultura é uma dimensão importante da nação e deve ser considerada pelo Estado em sua amplitude e não como uma simples agenda setorial. Ela tem capilaridade e está integrada com praticamente todas as grandes agendas do desenvolvimento do país: com o projeto de desenvolvimento econômico, com a sustentabilidade, com a consolidação da democracia no país, com a agenda social, com a educação de qualidade etc.

Os governos anteriores ao do presidente Lula, profundamente marcados pelo pensamento neoliberal, não demonstraram compreender que, sem desenvolvimento cultural, o Brasil não será uma grande nação, capaz de enfrentar os desafios do século XXI. Também não assumiram que o Estado brasileiro tem responsabilidades nesse processo e que a questão simbólica deve ser considerada em sua plenitude, com suas múltiplas dimensões. Não se preocuparam em construir as políticas públicas no âmbito da cultura, e foram responsáveis por uma ação medíocre e marcada pela privatização do papel do Estado.

Nos anos FHC, o Ministério da Cultura foi ausente, sem expressão, e sem uma base conceitual clara. O principal slogan do MinC era “cultura é um bom negocio”, demonstrando não lidar com a complexidade, nem com a importância da cultura e com sua abrangência e, por isso, deixaram de fora aspectos relevantes da cultura para o futuro do pais: o desenvolvimento das artes, expressões identitárias, conhecimentos, memória, valores, economia cultural, desenvolvimento tecnológico e estético, moda, arquitetura, design etc.

Mas não é só a repercussão da cultura no desenvolvimento que a faz importante e algo central para o Brasil. A dimensão cultural é essencial para a qualificação das relações sociais e para reforçar a coesão social. E, também amplia as possibilidades de realização da condição humana de cada um dos brasileiros e viabiliza a construção de subjetividades complexas.

O empoderamento dos diversos agrupamentos humanos que compõem a sociedade brasileira também depende do acesso pleno à cultura. Ou seja, são muitas as suas interfaces e repercussões na sociedade. As jornadas de junho de 2013 e seu desenrolar até a Copa do Mundo reforçam a necessidade de considerarmos os muitos aspectos culturais para a qualificação das nossas relações sociais e para a consolidação e adensamento da democracia brasileira.

A cultura também é a base de um país criativo no enfrentamento dos desafios contemporâneos; para desenvolver e manejar as novas tecnologias, para qualificar a convivência e aprofundar a integração de todos os brasileiros em meio à diversidade cultural. A cultura é uma dimensão incontornável da nação, um componente central de qualquer estratégia sustentável de construção do país. E, por ser tão importante, deve ser tratada como um direito de todos os brasileiros. Os objetivos mais estratégicos da sociedade brasileira dependem, para sua realização, do reconhecimento da importância da cultura e das artes.

Política Cultural Democrática

Até o início do governo do Presidente Lula (2003) a cultura era relegada a um segundo plano. Apesar de existir desde 1985, o Ministério da Cultura era irrelevante, desconhecido, sem políticas, sem recursos, chegando a ser extinto em 1989 e recriado anos depois. Até então, o MinC não via o desenvolvimento cultural do país como sua principal meta, nem tinha relação com os aspectos mais importantes e decisivos da nossa vida cultural. Em torno de 80% dos recursos para o fomento e o incentivo às artes e à cultura em geral eram viabilizados através da renúncia fiscal, e quem definia os usos desse dinheiro público eram os departamentos de marketing das empresas privadas. O Estado havia transferido seu papel para o mercado.

O governo Lula assumiu a importância da cultura para o país e procurou se relacionar com a sua complexidade através de uma ação coerente, sem negligenciar nem esquartejar o caráter multifacetado e policêntrico da dimensão simbólica. Diversidade, cultura e desenvolvimento, direitos culturais, memória, infraestrutura cultural, promoção, economia da cultura; uma infinidade de temas veio à tona, dando idéia da grandeza e da profundidade desse processo de construção de uma política de Estado para a cultura.

Através de políticas públicas, programas e ações inovadoras, o Ministério da Cultura redefiniu sua missão, e foi integrado ao discurso e a algumas políticas mais centrais do governo; passou a ser um referencial para o desenvolvimento social e econômico do Brasil. O orçamento do Ministério da Cultura da gestão Gil/Juca cresceu 600% em oito anos, aumentado sempre de ano para ano.

O MinC passou a discutir política cultural com todos os segmentos culturais e com a sociedade em geral. Passou a construir as políticas fora dos gabinetes, realizando mudanças de forma participativa e por meio de consultas públicas. A sociedade passou a influir no planejamento das políticas e, assim, a cultura foi integrada na agenda política e na plataforma dos direitos de cidadania. A cultura ganhou enorme espaço nos debates públicos e com isso começou a ser vista como direito de todos, tanto no que diz respeito à expressão, quanto ao acesso.

Neste contexto, o MinC passou a fazer parte da agenda do desenvolvimento do país em seu estrito senso e da agenda social do governo. Esta valorização da cultura repercutiu, e ainda repercute, muito positivamente não só no Brasil, mas também no exterior. Chamamos a atenção do mundo ao incluirmos milhões de brasileiros e a cultura no projeto de nação no governo Lula. O Ano do Brasil na França, a Feira de Frankfurt, a Copa da Cultura na África do Sul, entre tantos outros pontos de articulação, fizeram da cultura brasileira parte da sua agenda internacional, ativo do Brasil que fortalece nossos vínculos de amizade e fraternidade e desperta a admiração do mundo.

O Brasil passou a afirmar a diversidade cultural como um patrimônio do país. Destaca-se a criação de uma das políticas públicas mais inovadoras: o programa Cultura Viva, alcançando mais de 5000 Pontos de Cultura no Brasil por meio de editais públicos. Programa este que foi adotado por Argentina, Peru, Bolívia e outros países. Pela sua capacidade de reconhecer e apoiar diretamente as iniciativas de cada comunidade, o Cultura Viva ativou e fortaleceu grupos culturais nas periferias urbanas, na zona rural, em favelas, em movimentos sociais e quilombolas, chegando fortemente até as aldeias indígenas.

A política cultural foi elevada ao patamar de Política de Estado. O Governo Lula sancionou em 2010 a lei que estabelece o Plano Nacional de Cultura, o primeiro desde a redemocratização, com metas para 10 anos. O Plano transformou em lei muitas dessas conquistas, como, por exemplo, o apoio a editais que premiaram a produção cultural dos indígenas em centenas de aldeias.

O Ministério criou ainda o Vale Cultura, enviado por Lula e sancionado por Dilma (que já atinge 200 mil pessoas e deverá chegar a um milhão em breve), buscando modificar os números de exclusão cultural (em média de 80 a 90% dos brasileiros não freqüentam cinemas, livrarias e museus, segundo o IBGE).

No campo do cinema e do audiovisual, o MinC criou a lei 12.485, que revolucionou o antes tímido mercado de TV por assinatura, ampliando o acesso de 5 para 20 milhões de famílias no Brasil. E criou uma demanda de mais 5000 horas de conteúdo brasileiro e independente, gerando empregos para milhares de roteiristas, diretores de cinema, produtores e técnicos brasileiros. A nova lei injetou mais de um bilhão de reais no Fundo Nacional de Cultura, com recursos oriundos do próprio mercado.

O Ministério da Cultura foi inovador também no conteúdo e na forma de fazer política. Afirmou sistematicamente que não acreditava em políticas públicas construídas dentro de gabinetes de repartições públicas e mobilizou a maior rede de participação para a construção de uma poderosa política cultural de Estado. Mais de 200 mil pessoas de todos os cantos do Brasil participaram da construção das políticas e dos programas culturais. Foi pioneiro ao realizar as primeiras consultas públicas digitais sobre projetos de lei do governo federal.

Dispondo de ferramentas inovadoras de debate, a nova lei de incentivo à cultura, o marco civil da internet e a lei do direito autoral entraram no debate do país, e conseguiram ampliar o apoio para legitimar as mudanças. O Ministério da Cultura foi decisivo ao afirmar a agenda da cultura digital, conectando-se com os coletivos jovens, apoiando as redes que produzem e pensam cultura na internet e apoiando e digitalizando a produção cultural e as artes para torná-las acessíveis a todos: a Cinemateca Brasileira, a Brasiliana USP, o Cais do Sertão no Recife, a Bienal de São Paulo, instituições que o Minc apoiou, criou, ou ajudou a renovar.

Em suma, a cultura foi alçada a um patamar nunca antes alcançado, como reconheceram à época centenas de artistas, produtores, realizadores e usuários do sistema de cultura. Nestes 12 anos de Política Cultural, os saltos foram imensos. A cultura entrou no Fundo Social do Pré-Sal, foram realizados mais de 150 editais públicos, que mobilizaram centenas de milhares de indivíduos, grupos e coletivos.

Mas é preciso reconhecer que esse processo aconteceu não sem percalços. Entre 2011 e 2012 deixou-se de lado a política de Estado que consolidava a cultura como parte central do projeto de desenvolvimento do país e como direito de todos os cidadãos. Porém, a partir de 2013, foram obtidas vitórias institucionais no Congresso Nacional que consolidaram alguns dos programas e propostas elaborados desde 2003. Outros processos, contudo, não recuperaram as características reformadoras que tinham quando de sua elaboração original. As continuidades não conseguiram superar os efeitos negativos das rupturas, e como conseqüência, o Ministério da Cultura não conseguiu voltar a ocupar o lugar e ter o significado que já havia alcançado em 2010.

De volta para o futuro

Para retomar a grandeza das políticas de cultura do Estado brasileiro e sua dimensão ampla e transformadora, garantidora de direitos culturais, o Brasil tem dois desafios.

O primeiro é reeleger Dilma Rousseff. A história brasileira das três últimas décadas e o atual debate eleitoral evidenciam que só a aliança que se reúne em torno de Dilma carrega a concepção democratizadora do Estado e representa o projeto político que pode vir a reincorporar a cultura no centro de uma agenda ampla de desenvolvimento e de construção dos direitos de cidadania no país. Com a reeleição de Dilma, esta política transformadora poderá ser aprofundada e ampliada, e ganhar novos contornos.

O segundo desafio é construir, desde já, como parte da disputa eleitoral, um pacto que una amplos setores da cultura brasileira, de norte a sul, de forma equilibrada e sustentável, articulado em torno do projeto de desenvolvimento de todas as linguagens artísticas e de ampliação da produção, da distribuição e do acesso pleno à cultura no país. Este debate tem como objetivo construir um compromisso público e apontar novos caminhos para a retomada e desenvolvimento dessa política cultural para o segundo governo da presidente Dilma. Este objetivo só pode ser alcançado se o debate for feito como um processo político agregador, para que seja capaz de superar o desânimo. E, para isso, esse processo deverá se desenvolver com a grandeza e a amplitude necessárias.

O momento exige atualização da visão e da agenda para o futuro. O crescimento econômico trouxe novos desafios e novas demandas culturais e possibilita novas identidades impulsionadas pela integração de milhões de brasileiros na classe trabalhadora. A diversidade cultural brasileira está vicejando nos quatro cantos do país, com novas linguagens, novas sínteses e mesclas, navegando sobre as formas tradicionais ou com o suporte de novas tecnologias. A economia integra o território nacional, mas, se isso não for percebido culturalmente, seu efeito pode ser negativo e até desagregador.

Em síntese, precisamos consolidar a lógica democrática que norteou durante os últimos doze anos a ação pública na cultura: criar, fazer e definir obras, temas e estilos são papéis dos artistas e dos que produzem cultura. Escolher o que ver, ouvir e sentir, é papel do cidadão. Criar condições de acesso, produção, difusão, preservação e livre circulação, regular as economias da cultura para evitar monopólios, exclusões e ações predatórias, democratizar o acesso aos bens e serviços culturais; isso é papel do Estado.

(Foto: Hebert Kajiura/cc)

Juca Ferreira

Juca Ferreira, sociólogo, é secretário licenciado de cultura do município de São Paulo e coordena o programa de cultura da candidata Dilma Rousseff (PT). Foi Secretário Executivo (2003-2008) e Ministro da Cultura (2008-2010), no governo Lula.

“Parabéns,Juca Ferreira​, pelo artigo histórico,digno de nossas bibliotecas”,disse a tuxáua Marly Cuesta.

http://www.diplomatique.org.br/acervo.php?id=3078#comment

 

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Feliz Dia das Crianças!

QUERO UM DIA DE CURUMIM…

Dia santo de um rir solto, de banhar, naquela água toda que parece mar.
Batismo voluntário, em plenitude, livre…pela primeira vez!
Deus, a água, tu e eu.
Um diazinho só, pra pular e correr, reaprendendo a graça de ser criança contigo.
Sendo inocente de novo.
Anjo de novo.
Sem os medos que angustiam essa minha frágil urbanidade….
Sem relógio, sem buzina, sem o trinar dos telefones…
Quero falar tua língua, quero saber te escutar.
Hoje vim de vez, curumim, vim pra ficar.
Dá a mão pra mim, me leva em teu voo.
Se eu tinha asas, te digo, faz tempo enferrujaram.
Desaprendi.
Mas tem tu criança, tem tu ainda pra me salvar.
Deixa um pouco de vida aqui, no meu mundinho besta, onde só se tem tempo de tempo perder.
Por tanto desprezar,Essa alma pura tua…que a gente não sabe cuidar.
Perdoa curumim, chora não.
Deixa só eu…
Pensei que já tinha desaguado tudo…pensei não ter nem mais lágrima.
Mas diante de ti, quem suporta?
Perdoa a nossa falta de coração…
Ganância, ambição.
Largamos o sentimento em algum lugar, mas vamos achar.
Perdidos,atrás dos montes inúteis de orgulho.
Das montanhas ocas de dinheiro sujo.
Dum império fumacento de alienação.
Olha pra mim,curumim…Me mostra o céu.
Conta o nome dessas aves lá…
Me ensina a dançar.Aquela música,que acho que vem do peito das árvores…
Um tum,tum,tum surdo dos corações que retornam arrependidos.Combalidos.
Mas ainda vivos.Querem paz….
Perdoa a gente curumim,filho da terra.
Mostra o caminho da simples visão.
Não permite esse dia acabar,favor,agora não!
Me conta ainda a história daquele lugar…
Onde a gente vai ser irmão pra sempre.
Não me deixa acordar….

Gi Stadnicki 

Fonte:

https://www.facebook.com/pages/O-Chamado-da-Terra/268656803315464?fref=photo

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secagem de peixe ao sol_yourplate-yourshot-gallery-01_84532_600x450Ação – secagem sob o sol

Dia Mundial da Alimentação próxima quinta-feira vai tentar chamar a atenção para o objetivo de erradicar a fome, que atinge uma em cada nove pessoas na Terra.

É comemorado todos os anos no dia 16 de outubro, dia em que a Organização para a Alimentação e Agricultura nas Nações Unidas foi fundada em 1945. Para se preparar, reunimos imagens de National Geographic seu tiro comunidade foto que celebram ingredientes e refeições, cozinheiros e diners, festival alimentos e grub todos os dias ao redor do globo.

Pham Ty capturou um peixe vietnamita mulher secagem, acima, em Tien Giang Province, na região de Mekong Delta do Vietnã. Peixes secos geralmente é emparelhado com arroz cozido no vapor ou um copo de cerveja.

Você pode contribuir para nossa cobertura comida usando #yourplate quando você fazer upload de fotos de alimentos para o seu disparo.

-Por Linda Qiu, galeria de fotos por Mallory Bento

“Essa ação de secar o peixe ao sol, também é uma prática da nossa ancestralidade caboca,tukuna e kokama na nossa Amazônia brasileira.Eram e ainda hoje são praticadas por muitas famílias,que não tinham refrigerados,e essa pratica permitia que tivessem peixe salgado e seco por muito tempo.Peixes secos,geralmente servidos com chibé de farinha de macaxeira(quando a farinha é hidratada com água), ou chibé de açaí(quando a farinha é hidratada com açaí), ou com tapioca,macaxeira cozida,banana verde ou mesmo arroz”,lembrou a culinarista tradicional e tuxáua,Marly Cuesta que é uma multiplicadora desses saberes ancestrais da cultura alimentar.

Fonte

http://news.nationalgeographic.com/news/2014/10/pictures/141010-world-plate-your-shot-gallery-ngfood/?source=theplate

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plantas-medicinais-756x1024
A Conferência Sobre Sáude Indígena está incluída no contexto dos debates do I Congresso Latino Americano Povos Indígenas e Interculturalidade: Culturas, Direitos e Sistemas de Saúde e o VIII Seminário Povos Indígenas e o Estado, que está sendo realizado no período de 08 à 11 de Outubro em Porto Alegre,RS,conforme programação amplamente divulgada.

Esta Conferência servirá para mostrar à sociedade da América Latina as ações em prol da Saúde Indígena para que as práticas integrativas e complementares da sabedoria ancestral dos povos,sejam incorporadas pelo Programa do SUS no Brasil e nos demais países onde suas comunidades lutam por essas práticas.

Programação
  • Cynthia Marilui Martínez Villarruel  – BUAP-México
  • La interculturalidad y los Hospitales Integrales con Medicina Tradicional. El caso de Huehuetla, Puebla
  • Maria Rita Coervo – PUCRS
  • Relato de trabalho com o PET Saúde Indígena de Porto Alegre.
  • Edison Huttner – PUCRS
  • Saúde Indígena no Brasil: novas perspectivas
 Data: 10/10/2014 – 19hs às 21hs
Local: Anfiteatro do Prédio 15
Sala: 240
Inscrição gratuita no local.
Conta como atividades Complementares.

Nesta luta já temos várias ações,inclusive são resultados das várias instâncias decisórias da sociedade civil organizada que acontecem no Brasil.

Em 2012,tivemos a criação da Rede de Saúde e Cultura fruto da mobilização das várias organizações que trabalham com esta transversalidade, reunidos no I Encontro Nacional de Saúde,Cultura e Ciência da FIOCRUZ,no Rio de Janeiro.

A Tuxáua Marly Cuesta,como representante dos pontos de cultura do RS,na época e como mestra dos saberes da sua ancestralidade,foi uma das convidadas para mobilizar a região sul para a criação da rede.

 

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