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Archive for julho \31\UTC 2014

Caldeirada de Tambaqui com farinha e tucupi_1620810_252318098275715_1186751784_n

 

O Projeto de Lei 6562/13, em análise na Câmara dos Deputados, inclui a gastronomia nacional como segmento que poderá ser beneficiado pela política de incentivos fiscais da Lei Rouanet (8.313/91). A proposta, do deputado Gabriel Guimarães (PT-MG), permite que pessoas e empresas doem ou patrocinem, com dedução no Imposto de Renda, eventos, pesquisas, publicações, criação e manutenção de acervos relativos à gastronomia brasileira.carreteiro de charque_DSC07355

Para o deputado, “a gastronomia é parte integrante da história e da cultura de um povo. Assim, o nosso modo de comer e de preparar o alimento é característica essencial que nos distingue e nos define como brasileiros”.Trata-se, defende Guimarães, de “um dos alicerces da identidade nacional, devendo, portanto, ser apoiada, estudada, preservada e difundida como qualquer outra manifestação da nossa cultura”.

mojica de tambaqui

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas Comissões de Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Dourivan Lima
Edição – Natalia Doederlein
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Assinatura Pres Dilma Rousseff Marco civil das OSC_31072014-_ETO0645-Editar

Lei que trata do regime de parcerias das Organizações da Sociedade Civil com o Estado no Brasil favorecerá a democracia com regras mais claras e transparentes, ajudando também na execução das políticas públicas. Esta foi a avaliação da presidenta Dilma Rousseff, em cerimônia de sanção do PL(7.168/2014, apenso ao PL nº 3.877/2004) do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, nesta quinta-feira (31). Dilma também afirmou que o instrumento valoriza e reconhece trabalho das Organizações Não Governamentais.

“(…) vai evitar erros de alguns, porque muitas vezes erros de uns poucos contaminam o trabalho de milhares. E vai permitir também um reconhecimento, por parte do Estado, da relevância, da importância dessas organizações na vida de milhões de brasileiros”, analisou.

Ao agradecer apoio das organizações da sociedade civil na implementação de políticas públicas, como construção de cisternas na região do semiárido nordestino, trabalho pela redução da mortalidade infantil, inclusão social de crianças com deficiência, Dilma ressaltou apoio aos estados e municípios para adequação às novas regras.

“Sabemos que são trabalhos dessa ordem que podem frutificar, potencializar e, muitas vezes, viabilizar a ação do estado. Organizações, como todas as aqui presentes, serão valorizadas e fortalecidas com a implementação do novo marco regulatório. Nosso desafio será construir a regulamentação dessa legislação de forma também participativa. Devemos prestar apoio aos estados e municípios no cumprimento dessas novas regras”, afirmou Dilma.

A presidenta enalteceu ainda a participação social como forma de escutar a sociedade e suas demandas. “Dar voz aos cidadãos, acolher suas demandas, permitir-lhes participar da construção e da implementação de políticas é o resultado fundamental de um processo democrático e, portanto, é um requisito também para o nosso processo de desenvolvimento inclusivo”, enfatizou Dilma. Ela ratificou, novamente, o papel da sociedade civil nesse sentido.

“Nesse processo as organizações da sociedade civil são atores, agentes decisivos. Elas são muitas vezes o instrumento que nós temos para chegar aos cidadãos e identificar suas demandas e construir melhores alternativas”, concluiu.

O Marco entrará em vigor a partir de novembro, 90 dias depois da publicação no Diário Oficial da União.

Fonte:

http://blog.planalto.gov.br/marco-das-ongs-e-imprescindivel-para-execucao-das-politicas-publicas-afirma-presidenta-dilma/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=marco-das-ongs-e-imprescindivel-para-execucao-das-politicas-publicas-afirma-presidenta-dilma

 

 

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artesanato indigena de roraima_downloadFonte: http://www.cir.org.br/

O Conselho Indígena de Roraima (CIR) realiza de 29 de julho até o dia 31 o seminário sobre Economia Solidária e Desenvolvimento Sustentável, reunindo lideranças indígenas de diversas regiões do estado, técnicos agrícolas indígenas e gestores públicos. A atividade será realizada na Casa de Cura, localizada na BR174 (próximo ao Distrito Industrial), em Boa Vista/RR.

Promover uma discussão e reflexão das lideranças indígenas sobre políticas públicas e as alternativas de economia solidária, fortalecendo a união, o aumento na produção e comercialização de produtos, a segurança alimentar e a geração de renda nas comunidades indígenas, esse é o foco do seminário.

Para a ocasião, foram convidadas as instituições públicas Fundação Nacional do Índio (Funai), Ministério do Desenvolvimento Agrário(MDA), Companhia Nacional de Abastecimento(CONAB), Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento(SEAPA), Universidade Federal de Roraima(UFRR), Instituto Federal de Roraima(IFRR) e Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia(INPA) . Além da presença das organizações indígenas, estudantes indígenas do curso de Gestão Territorial Indígena (GTA), Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol (CIFCRSS) e os centros de produção Tamanduá e Jacamim.

De acordo com a programação, amanhã, às 9h, com a presença dos gestores públicos, o evento inicia o debate abordando a temática sobre “políticas públicas de economia solidária”, a partir de três pontos específicos: Programas de Agricultura Familiar (PRONAF), Aquisição de Alimentos (PAA), Alimentação Escolar (PNAE) e Ensino Técnico (PRONATEC). À tarde, o evento segue com a temática sobre “participação indígena nas políticas públicas de economia solidária”. Para essa temática, o evento conta a presença das organizações indígenas Associação dos Povos Indígenas da Terra Indígena São Marcos (APITSM), Associação dos Povos Indígenas de Roraima (APIRR), Conselho do Povo Indígena Ingaricó(COPING) e Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol(CIFCRSS).

No dia seguinte, 30, os participantes discutem o tema “alternativas de desenvolvimento sustentável – Associações e Cooperativas Indígenas, Produção Tradicional, Agroecologia, Formação e Inserção Profissional de Técnicos Indígenas”. A abordagem será feita com a participação de técnicos da Funai, Instituto Insikiran(UFRR), Instituo Federal de Roraima(IFRR) e Instituo Nacional de Pesquisa da Amazônia(INPA). O dia segue, à tarde, com o tema sobre “participação indígena nos programas de desenvolvimento sustentável”, nesse tema, a presença de estudantes indígenas do curso de Gestão Territorial Indígena (GTI/UFRR), do Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol(CIFRSS) e dos centros de produção Tamanduá e Jacamim.

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O último dia, 31, estará reservado para a discussão em grupo, elaboração, planejamento e estratégias a serem implementadas de acordo com o tema abordado.

O seminário é uma atividade do projeto de Desenvolvimento Sustentável dos Povos Indígenas de Roraima, executado pelo CIR desde o mês de abril, com o objetivo de discutir diretamente com as lideranças indígenas as demandas de produção existente nas comunidades, bem como os meios alternativos de comercialização e valorização dos produtos.

Apesar da discussão sobre economia solidária e desenvolvimento sustentável ser recente, principalmente, pós demarcação e homologação de terras indígenas, mas as experiências sobre o assunto entre os povos indígenas de Roraima vem de décadas, através da implantação do Projeto de Gado e das Cantinas Comunitária nas comunidades indígenas com o apoio da Diocese de Roraima e diversos parceiros.

A partir do ano 1996 teve início à estruturação do Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol, localizada na comunidade indígena Barro, região do Surumu, Terra Indígena Raposa Serra do Sol, com a missão de promover a formação de jovens indígenas nas áreas de agropecuária e gestão ambiental, o desenvolvimento de atividade produtivas sustentáveis nas comunidades, e a ampliação das parcerias com entidades indigenistas e órgãos de apoio ao desenvolvimento sustentável.

Essa iniciativa está na proposta do Conselho Indígena de Roraima de estruturar os Centros Regionais de Produção Indígena, previsto no planejamento estratégico no triênio, 2013 a 2105, que busca seguir os princípios da economia solidária e do desenvolvimento sustentável, de forma que fortaleça as práticas tradicionais de produção e as especificidades da cultura indígena.

A atividade promovida pelo CIR, conta com o apoio das entidades parceiras da organização Secours Catholique Caritas France, Embaixada da Noruega e das instituições Fundação Nacional do Índio (Funai) e Universidade Federal de Roraima(UFRR).

 

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Pesquisadores e índios denunciam a retirada de camadas de rochas, com pinturas com mais de 3 mil anos, segundo estimativas de cientista; o objetivo seria vendê-las.

Um sítio arqueológico localizado em terra indígena no município de São Gabriel da Cachoeira, na região do Alto Rio Negro, no norte do Estado do Amazonas, vem sendo alvo de depredações e, possivelmente, de furtos para atender demandas de colecionadores ou de comercialização de gravuras rupestres (petróglifos) em outras regiões do país ou no exterior.

Em São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus), 90% da população é indígena, pertencente a 23 etnias. Ali estão  alguns dos mais relevantes sítios arqueológicos do Brasil, formados por rochas ribeirinhas, sazonalmente submersas, com gravuras rupestres com mais de 3 mil anos, segundo arqueólogos. Os indígenas consideram as áreas das gravuras rupestres um local sagrado e de forte relação com a sua cosmologia e ancestralidade.

As figuras ficam visíveis apenas na época da vazante do rio, cujo início acontece geralmente no mês de setembro (atualmente o local está submerso). Muitos dos desenhos rupestres estão documentados em publicações do etnólogo alemão Theodor Koch-Grünberg (1872-1924).

As depredações foram denunciadas em documento enviado em março passado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) pela Federação das Organizações Indígenas do Alto Rio Negro (Foirn), mas até o momento o órgão federal não se manifestou.

A constatação de que o sítio arqueológico sofreu algum tipo de dano grave, propositalmente, para objetivos ainda desconhecidos ocorreu no final de 2012, época da “seca” do rio, quando uma equipe de professores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), com sede em São Gabriel da Cachoeira, percebeu que camadas de pedras tinham sido removidas em um lugar conhecido como Itapinima, na região do rio Uaupés, afluente do rio Negro.

Um dos integrantes da equipe, o professor indígena da etnia tukano, Joscival Vasconcelos, fotografou a área onde teria ocorrido o furto e enviou as imagens para a direção do Ifam e para a Foirn.

Lajes removidas

A professora Roberta de Lima, integrante da equipe do Ifam, contou que ela e outros colegas estavam fotografando e identificando as gravuras para reconhecimento de marcos históricos da área. Quando chegaram às rochas, localizadas a meia hora de voadeira da sede do município de São Gabriel da Cachoeira, em uma área despovoada, depararam com as lajes removidas.

“Dois professores, entre eles o Joscival, viram que pedaços inteiros haviam desaparecidos. No lugar, estavam apenas umas partes brancas. A gente encaminhou o relatório para a diretoria do Ifam, que ficou de tomar providências. A nossa ideia era de que a Polícia Federal também investigasse”, disse Roberta.

Quase no mesmo período da visita da equipe do Ifam, Maiká Schwade e Ivani Faria, dois professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que ministram aulas de Licenciatura Intercultural Indígena no município, também passaram pela área e constataram a depredação do pedral onde havia gravuras rupestres, como relata Schwade:

“No final do ano passado, quando descíamos da comunidade de Taracuá, a professora Ivani Faria pediu para o Rosilvado, piloteiro da voadeira, encostar no local onde estavam esses desenhos rupestres para me mostrar. Mas, antes mesmo de encostarmos, o piloteiro disse que os desenhos rupestres haviam sido roubados e que chegou a ver pessoas trabalhando no local quando foi pescar no rio Uaupés”.

Swchade conta que, ao chegar ao pedral, ele e Ivani perceberam a falta de “dezenas de peças”; apenas as que estavam próximas ao rio permaneciam intatas. “Acredito que os ladrões retiraram a primeira camada (uns 10 cm de pedra) em volta de cada desenho, como se tivessem retirado a casca de uma árvore. Você imagina a dificuldade de transportar isso, é muito peso e exige muito cuidado. Acreditamos que eles só não tiraram todas porque deviam estar submersas. Nossa preocupação é que eles aproveitem mais uma época de seca para roubar o restante”, diz Schwade. As rochas de Itapinima ficam a maior parte do tempo debaixo do rio Uaupés, e aparecem apenas a partir do 2º semestre.

Na região do Alto do Rio Negro indígenas denunciam a violação de um local sagrado: pinturas rupestres estão sendo roubadas do local (Foto: Luiz Eduardo Pontual)

Alertado pelos professores, o diretor do Ifam, Elias Brasilino, visitou a região e constatou os danos: “Depois que recebi um relatório decidi ir até o local. Realmente, um painel grande de pedra foi retirado. Os desenhos e os símbolos, que representam o cotidiano dos povos que ali viveram, sumiram. E era preciso uma ferramenta boa para fazer isso”, descreveu.

Agressão ao patrimônio e à cultura indígena

A arqueóloga Helena Lima, que trabalhou na região do Alto Rio Negro como professora, considera as depredações duplamente graves pois, além de destruir um patrimônio arqueológico, agridem a história e a cosmologia dos povos indígenas que habitam a área.

Em geral são retratados bichos e objetos do cotidiano - peixe, macaquinho, anfíbios, etc (Foto: Ivani Faria)

Em fevereiro de 2011, Helena visitou as rochas do rio Uaupés e não identificou depredação: “Estive no sítio de Itapinima. Ali tem grafismos impressionantes, é um lugar sagrado que fala da cultura de várias etnias. Aliás, toda a região do Alto Rio Negro tem sítios arqueológicos relevantes, embora poucas pesquisas sejam realizadas. As rochas possuem elementos da paisagem e da cultura e apresentam informações valiosíssimas sobre o passado dos índios da região. Se as depredações ou furtos estiverem ocorrendo mesmo é caso para a Polícia Federal investigar ou o Ministério Público Federal e não apenas o Iphan”, alertou.

Para o arqueólogo Raoni Valle, professor do Programa de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), caso se confirme a depredação, será “mais um lastimável registro recente de vandalismo grave em sítios de arte rupestre no Amazonas”. Ele lembrou que, em março de 2011, o Iphan interditou o sítio arqueológico Gruta do Batismo, em Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros de Manaus), após ele e outros arqueólogos identificarem que o painel principal de pinturas rupestres fora destruído.

Petróglifos como este estão sendo alvos de depredação e até furtos (Foto: Ivani Faria)

Em entrevista concedida por e-mail, Valle disse que a diferença no caso do Alto Rio Negro é que ali se trata de uma terra indígena, portanto, um território menos exposto. Segundo ele as gravuras “são realmente muito antigas, indicadores paleoambientais indiretos sugerem que algumas podem ter 3.000 anos ou mais”.

Ainda sem resposta do Iphan

Há pouco mais de quatro meses, no dia 8 de março, a Foirn enviou um documento ao Iphan pedindo medidas de proteção ao local e denunciando a ocorrência de “vandalismos e depredações”. O documento destaca: “Os lugares localizados nas pedras com gravuras, segundo os mais velhos, existem desde a grande viagem da cobra canoa quando a humanidade se gestava. Por razões que desconhecemos, estas pedras vêm sendo alvo de vandalismo e depredação. Assim gostaríamos de solicitar especial atenção e proteção a estes lugares”. A “cobra canoa” faz parte da narrativa dos mitos de origem do povo indígena Tukano, o mais populoso do Alto Rio Negro.

No documento, a Foirn solicita o reconhecimento dos lugares sagrados indígenas como patrimônio cultural, já que são de suma importância para a história dos Tukano, “marcada nas pedras e petróglifos, nos paranás, na foz de rios que são afluentes do rio Negro, em localidades hoje consideradas cidades”. Segundo os indígenas, os lugares “constituem marcos importantes de nossa identidade, da formação e da reprodução de vida da região, pois foi nesses lugares que nossos ancestrais receberam os conhecimentos necessários para que nós, seus descendentes, transformados em gente, pudessem viver”.

As gravuras retratam os seres que provavelmente fazia parte do convívio das antigas populações que ali viviam. (Foto: Ivani Faria)

Os índios ainda não receberam resposta do Iphan, mas, procurada pela Pública, a coordenadora de Conhecimentos Tradicionais Associados do Iphan, Ana Gita de Olliveira, respondeu por e-mail que soube das “mutilações pelas quais as pedreiras que contém tais desenhos estão passando”. Segundo ela, ao voltar de uma viagem pelo rio Negro, de Manaus a São Gabriel da Cachoeira, realizada em fevereiro e março deste ano, entregou a denúncia à diretora do Departamento do Patrimônio Imaterial (DPI) do Iphan e “nada mais soube do assunto”.

A coloração mais clara da rocha é indício de depredação (Foto: Ivani Faria)

A reportagem procurou o DPI por meio de a assessoria da imprensa do Iphan e durante mais de duas semanas reforçou o pedido de entrevista por e-mail e telefone, sem obter resposta. Também enviou, por email, o documento que a Foirn encaminhou ao órgão federal, mas não obteve resposta da assessoria.

Procurada, a superintendente do Iphan no Amazonas, Sheila Campos, informou que “não havia sido comunicada” da situação envolvendo as gravuras rupestres, mas que, tão logo “o Iphan em Brasília” lhe formalizasse a denúncia, iniciaria os “trâmites para as providências de vistorias na área”.

 

Geólogo confirma depredação recente

A reportagem apresentou fotografias das rochas que teriam sido depredadas para o geólogo Marco Antônio Oliveira, superintendente do Serviço Geólogo do Brasil (CPRM) no Amazonas, que confirmou que uma parte do afloramento rochoso foi quebrada. Ele disse que é possível atestar a depredação a partir da área mais clara (como se fosse uma mancha branca), o que indica que ocorreu há pouco tempo.

“Isto não foi fruto da natureza. Alguém bateu com marretada ou algum outro instrumento para pegar alguma amostra ou levar como suvenir. A gente (geólogos) também trabalha com retirada de amostras, mas são pequenas, que cabem na nossa mão. Pelo jeito, levaram uma placa muito maior, o que não é comum”, disse Oliveira, que já visitou a região do Alto Rio Negro em períodos anteriores.

Oliveira defendeu uma atuação interdisciplinar de proteção do sítio rupestre e a criação de um geoparque que permitiria tanto a preservação quanto a realização de atividades turísticas. “Ali é um local muito relevante. A CPRM poderia fazer um cadastro nos geosítios e a Unesco chancelar, declarando a área como um patrimônio. A CPRM poderia fazer uma ação conjunta com o Iphan”, afirmou.

http://apublica.org/2013/08/gravuras-rupestres-somem-de-sitios-arqueologicos-da-amazonia/

Read Full Post »

LOGO _ culturavivaA presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei 13.018/2014, que estabelece a Política Nacional de Cultura Viva. Publicada no Diário Oficial da União (DOU), nesta terça-feira (23), a lei tem como principal objetivo ampliar o acesso da população brasileira aos direitos culturais. Para isso, o documento conta com parcerias nas três esferas de governo: federal, estadual e municipal.

A nova legislação transforma o Programa Nacional de Promoção da Cidadania e da Diversidade Cultural (Cultura Viva), idealizado em 2004, em política de Estado, que é viabilizada por meio de três instrumentos. O primeiro deles, chamado de “pontos de cultura”, compreende as entidades não governamentais sem fins lucrativos que desenvolvem ações culturais continuadas nas comunidades locais.

O segundo instrumento é chamado de “pontões de cultura”. São espaços culturais ou redes regionais e temáticas que articulam os pontos de cultura. A proposta permite a parceria entre ambos com escolas de ensino fundamental e médio de todo o País, para a divulgação de suas ações e bens culturais.

O terceiro pilar da nova política nacional é o Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, composto pelos grupos que desenvolvem ações culturais e que possuem certificação simplificada concedida pelo Ministério da Cultura.

A iniciativa também conta com ações estruturantes no apoio à cultura como: intercâmbio e residência artísticas, cultura digital, conhecimentos tradicionais, memória e patrimônio, entre outras.

Com a nova legislação, a União, por meio do Ministério da Cultura e dos entes federados parceiros, é autorizada a transferir de forma direta os recursos às entidades culturais integrantes do Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, com a finalidade de prestar apoio financeiro à execução das ações da política nacional.

Fontes:

http://www.brasil.gov.br/cultura/2014/07/lei-que-institui-a-politica-nacional-de-cultura-viva-e-sancionada

http://www.cultura.gov.br/cultura-viva1

http://blog.planalto.gov.br/lei-que-institui-politica-nacional-de-cultura-viva-e-sancionada/

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Carteira de Artesão_75c9c5e3-fb79-446f-aed5-04f2b31de6ab

 

Brasília, 18/07/2014 – A Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), responsável pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), voltou a emitir a Carteira Nacional do Artesão, destinada aos artesãos e trabalhadores manuais, em PVC.

A carteira é gratuita e é emitida após o registro do artesão no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (SICAB). Para confirmação do registro, o artesão passará por uma prova de habilidades técnicas, cuja aprovação é da Coordenação Estadual de Artesanato.

Entre os benefícios do registro no SICAB estão a possibilidade de participação em feiras de artesanato nacionais e internacionais, em oficinas e cursos de artesanato e, em alguns estados, o acesso a incentivos fiscais.

O SICAB passou por algumas correções que aprimoram a emissão do documento e que preparam o caminho para que a Carteira Nacional do Artesão se torne uma identidade formal do artesão brasileiro.

Hoje, mais de 96 mil artesãos e trabalhadores manuais participam do PAB. De janeiro a julho deste ano, mais de seis mil carteirinhas já foram emitidas e com a realização dos mutirões esse número deve dobrar em relação ao primeiro semestre de 2014.

Serviço
Para obter informações sobre o registro no PAB, a prova de habilidades técnicas e a emissão da carteira, o interessado deve procurar a Coordenação Estadual de Artesanato, nos endereços disponíveis no link http://www.smpe.gov.br/assuntos/programa-do-artesanato-brasileiro.

É sempre bom lembrar que depois da aprovação do registro o artesão deve providenciar os seguintes documentos necessários para a confecção da carteira nacional: cópia do RG e CPF, comprovante de residência e foto 3 x 4 colorida. Para a renovação, são necessários: comprovante de residência, foto 3 x 4 colorida atualizada e cópia da carteira vencida ou declaração de extravio.

Informo aos companheir@s Artesãos, que o PAB RS, fica na Casa do Artesão na  Av. Júlio de Castilhos, 144 – Centro, Porto Alegre – RS, 90030-130
(51) 3226-3055

Marly Cuesta

Rep.da Região Sul no Colegiado Setorial de Artesanato no CNPC

Tuxáua 2010

 

 

Fonte:

http://smpe.gov.br/noticias/esta-disponivel-a-emissao-de-carteiras-do-programa-do-artesanato-brasileiro

 

 

 

 

 

 

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20140715_200621O programa de erradicação da pobreza extrema, RS Mais Igual, reuniu na tarde desta terça-feira (15), no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, o Comitê Gestor para apresentar o relatório do Observatório de Políticas Sociais, ligado ao Cegov/UFRGS que analisa as ações e os impactos do programa.

O secretário da Casa Civil, Flávio Helmann, destacou os investimentos do estado na erradicação da pobreza: “os indicadores são o resultado da mobilização social de todas as esferas públicas e do conjunto da sociedade”.

A coordenadora executiva do RS Mais Igual, Paola Carvalho, falou sobre o perfil das pessoas incluídas no programa. “As famílias tem em média 2,62 filhos, 58% são solteiras e 92% identificam os postos de saúde e os agentes de saúde da família ou do PIM como referência no atendimento”, ressaltou. Paola salientou, ainda, os resultados positivos no combate à miséria nos municípios que efetivamente estão atuando de forma integrada com as ações estaduais e federais.

O Comitê Gestor do RS Mais Igual é composto por 53 entidades, com representação do Poder Executivo, Governo Federal e sociedade civil, cabe ao Comitê Gestor acompanhar, fiscalizar e propor ações, projetos e políticas públicas para a erradicação da pobreza extrema.

A Tuxáua e militante da alimentação tradicional, Marly Cuesta, titular do GT-Boas Práticas do Movimento pelos ODM da ONU no RS, esteve presente levando a contribuição do movimento  pela sociedade civil organizada.

 

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