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Archive for junho \22\UTC 2014

Ecofogões na Borborema_image É uma notícia antiga,mas  se faz necessário ser replicada por sua inovação!

O fogão é parte determinante de uma casa da agricultura familiar. Na Paraíba, as mulheres preferem cozinhar no fogo a lenha porque além da economia, a comida fica muito mais saborosa. Contudo, a lenha, antes um recurso farto na natureza, está cada vez mais rara na região. Muitas mulheres são obrigadas inclusive a andar por horas ou a comprar a lenha para cozinhar. Em 2010, por meio do Projeto Agroecologia na Borborema, patrocinado pela Petrobras, agricultoras do Polo da Borborema foram conhecer experiências de fogões ecológicos em Pernambuco e resolveram testá-los.

A Comissão de Saúde e Alimentação do Polo, por meio do Projeto Agroecologia na Borborema, distribuiu 20 fogões entre famílias de cinco municípios da região. Esses fogões animaram a formação de fundos rotativos solidários, permitindo que um maior número de mulheres tivesse acesso à inovação. No dia 2 de março, a Comissão se reuniu para avaliar os primeiros resultados.

Para as mulheres beneficiadas, o equipamento trouxe muitas vantagens, sobretudo para a saúde, em função da diminuição da fumaça e da fuligem, além de não sujarem as panelas e as paredes das cozinhas. Também avaliam que os ecofogões permitem uma economia financeira para as famílias por reduzir o uso de lenha, gás e carvão.

A preocupação com o meio ambiente é outra característica da experimentação desses ecofogões. As mulheres beneficiadas com o fogão e as comunidades que se organizaram para instituir um fundo rotativo solidário para a aquisição de novos fogões passaram a perceber o impacto que a retirada da lenha pode causar ao ambiente. Hoje elas compreendem a necessidade de promover a recomposição da paisagem para a garantia não só do combustível, mas também dos demais papéis que as árvores desempenham nos sistemas produtivos.

A experiência com o fogão ainda vem estimulando a reflexão sobre o aumento do lixo nas comunidades e o desaparecimento das cacimbas, lagos e assoreamento dos rios. Além disso, os fogões ecológicos visam o resgate e a valorização de costumes antigos presentes nas comunidades rurais e suas estratégias de produção de alimentos sadios.

Durante a reunião, avaliou-se ainda a organização dos fundos solidários. Nos cinco municípios (Massaranduba, Lagoa Seca, Solânea, Remígio, Queimadas), os fundos assumiram a forma de consórcios, que. constituem grupos de interesse em que todos contribuem com a quantia de R$20. Dessa forma, em pouco tempo completa-se o valor de um novo fogão que é sorteado.

As mulheres do Polo da Borborema estão satisfeitas com o fogão. Antes eu precisava de duas cargas de lenha por mês e um botijão de gás a cada dois meses. Hoje eu uso só uma carga de lenha por mês e já há três meses que não troco o botijão, comemora dona Inês do município de Massaranduba.

http://aspta.org.br/2011/05/ecofogoes-trazem-melhorias-para-a-vida-de-mulheres-agricultoras-da-borborema/

Leiam mais:

http://antigo.aspta.org.br/programa-paraiba/agrofloresta/agricultoras-da-borborema-conhecem-fogoes-ecologicos-em-afogados-de-ingazeira-pe

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Encontro Nacional dos Quilombos_1508155_422410294566473_993215891242350672_nAos irmãos e irmãs quilombolas
Nós quilombolas de várias comunidades do Brasil, reunidos em Planaltina – DF, nos dias 26 a 29 e maio de 2014, com o Axé dos nossos Ancestrais os saudamos. Esse Encontro Nacional foi preparado e vivenciado por nós como importante espaço-tempo de consolidação da nossa organização para a luta em defesa e conquistas dos nossos territórios, como desejaram e lutaram desde sempre nossos guerreiros e nossas guerreiras.
Marchamos nas ruas para denunciar a política executada pelo poder executivo que inviabiliza as titulações de territórios pelo INCRA; marchamos contra PEC 215/2000 que pretende transferir para o Legislativo a titulação dos territórios quilombolas e dos povos originários; marchamos contra as Ações Judiciais, sobretudo a ADI 3239/2004, proposta pelo DEM contra as comunidades quilombolas.
Solidarizamo-nos com os presos políticos da comunidade quilombola Brejo dos Crioulos/ MG e do povo Kaingang / RS.

“… Eu vim aqui foi meu Pai quem me mandou…”.
Ao som dos nossos tambores pedimos licença à nossa Ancestralidade para nos abraçarmos e partilharmos nossas lutas e conquistas. Ouvimos com o coração a indignação de irmãos e irmãs: o grito das periferias contra o crime organizado e contra as forças policiais e milicianas; o enfrentamento ao latifúndio e aos jagunços; a luta contra os grandes projetos de infraestrutura que privatizam e destroem as bondades da mãe-natureza; a postura racista do poder judiciário ao determinar o despejo de nossos territórios, com raras e honrosas exceções; o comprometimento dos governos e dos legisladores federais, estaduais e municipais com os grandes projetos agrícolas, hídricos, energéticos, miradores e de infraestrutura que ameaçam nossas vidas.
Também ouvimos e testemunhamos a organização para a luta como sinais de um novo tempo. Como em tempos passados ouvimos relatos de rebeldia diante do autoritarismo do Estado Brasileiro, em suas esferas do Executivo, Legislativo e Judiciário. As palavras dos mais velhos, como formão de ouro, gravaram em nossos corações a determinação de não sairmos, sob qualquer tipo de ameaça, dos nossos territórios. Assim disseram: “nem mortos sairemos do chão onde viveram nossos antepassados, onde vivemos e onde viverão nossos descendentes”.

Diga ao Povo que Avance. Avançaremos!
Diante dessa situação decidimos consolidar uma nova Organização das Comunidades Quilombolas – a Articulação Nacional de Quilombos – independente do Estado, governos e partidos, para mobilizar e articular a defesa dos Direitos Fundamentais e a construção de um novo projeto político para a nação que reflita a diversidade étnico/racial e de gênero; que estabeleça estrategicamente parcerias e alianças com os povos originários, outras comunidades tradicionais, com a classe trabalhadora em luta, Organizações do Movimento Popular, Movimento Negro, populações de periferias e Organizações de apoio à luta dos povos.
Deliberamos como nossas bandeiras: 1) Intensificar os Processos de Mobilização, Articulação e Formação das comunidades quilombolas nos estados/regiões; 2) Intensificar as Retomadas dos Territórios das Comunidades Quilombolas e apoiar a retomada dos Territórios dos Povos Originários; 3) Combater a PEC 215; combater a Regulamentação da Convenção 169/OIT e ADI 3239/2004, como instrumentos da política de extermínio da elite latifundiária brasileira; 4) Em parceria com outras organizações construir a campanha permanente contra o genocídio do povo negro.
Por último convocamos todos os lutadores e lutadoras para nos unirmos nessa luta política e organizativa em defesa da vida do nosso povo contra a infâmia do racismo.

Com a força do Axé.
Os participantes do Encontro de fundação da Articulação Nacional de Quilombos.

 

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augusto2Com pesar, informamos o falecimento do nosso querido líder Kaingang, Augusto Open da Silva, 58 anos. Ele estava com câncer e em tratamento médico há mais de dois anos. Infelizmente, na tarde deste sábado, 31 de maio, acabou falecendo. Estava em sua casa, na terra indígena de Iraí, a terra pela qual lutou incansavelmente.

Augusto destacou-se como uma das mais importantes lideranças Kaingang das últimas décadas, em função de sua luta pela demarcação e garantia das terras indígenas no Rio Grande do Sul. Em audiência com representantes dos governos federal e estadual, em 04 de agosto de 2013, ele afirmou que o direito às terras tradicionais está previsto na Constituição de 1988 e as comunidades indígenas “não vão arredar pé”. Referindo-se às terras tradicionais indígenas sobre as quais foram concedidas titulações indevidas pelo estado do Rio Grande do Sul a agricultores, Augusto foi categórico: “o governo deve garantir as demarcações de terras aos índios e quilombolas, como previsto em lei, e indenizar os pequenos agricultores a quem a União vendeu uma mula roubada”.

Augusto se destacou pela  perspicácia política diante das autoridades públicas que constantemente tentavam  convencer as lideranças indígenas a negociarem seus direitos constitucionais (especialmente o direito a terra), e a aceitarem a troca de áreas tradicionais por áreas compradas pelo governo. Augusto era um líder respeitado, um “tronco velho”, e sua firme posição em defesa da terra mobilizou e encorajou o povo Kaingang a continuar na luta.

A voz do líder Kaingang se calou, mas seus conselhos, reiterados tantas vezes com sutileza e serenidade, vão continuar ecoando: “São mais de 500 anos de desrespeito à cultura do nosso povo, e de discriminação e preconceito que estamos sofrendo. Nós lutamos, nós resistimos, nós estamos também fazendo história. Nós somos Kaingang, temos o nosso direito e vamos continuar lutando juntos para termos um futuro!”.

Sua vida dedicada aos direitos indígenas e às causas populares, bem como as inúmeras ações voltadas para mobilizar, organizar e encorajar seu povo, servem como exemplo a todas as pessoas que lutam por justiça, e que se empenham na construção do bem viver.

http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&conteudo_id=7573&action=read%5B/embed

Nunca esqueceremos da sua força de guerreiro e mestre sábio!

 

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Quando se fala em Pantanal, o pensamento traz logo à lembrança jacarés e tuiuiús. Há, porém, um elemento implícito aí, presente ao longo de toda a extensão de 150 mil km2 da planície pantaneira: o aguapé. Ele está onde há água no Pantanal, mas mesmo pouco lembrado, é matéria-prima de um tesouro cultural brasileiro: o artesanato Guató.

O aguapé é uma planta macrófita, cujos aglomerados são conhecidos como camalotes, abundantes na calha do rio Paraguai e seus afluentes, além de baías e corixos da planície pantaneira. Nos cursos d’água, descem flutuando ao gosto da correnteza, espraiando-se pelos rebojos, eliminando impurezas dos mananciais e servindo de refúgio e fonte de alimento para diversas espécies de peixes, répteis, crustáceos e anfíbios.”

Parabéns!Todo incentivo ao nosso artesanato e nossos mestres de todos os rincões,disse a mestra artesã e tuxáua 2010,Marly Cuesta.

Fonte:https://linhaslivres.wordpress.com/2014/05/28/catarina-guato-ensina-artesanato-com-camalote/

Veja mais nos links abaixo.

https://www.oeco.org.br/reportagens/25916-artesa-da-etnia-guato-e-remanescente-de-pratica-sustentavel-secular/

Planta de MS é usada em vários artesanatos e para perfumar o território brasileiro

https://site.ucdb.br/jornalismo-ucdb/geral/4/planta-de-ms-e-usada-em-varios-artesanatos-e-para-perfumar-o-territorio-brasileiro/59/

A coleta de Aguapé, pelas Mulheres de Fibra de Ladário

 

https://linhaslivres.wordpress.com/2014/08/23/pantanal-ribeirinhos-reforcam-a-renda-com-artesanato-de-aguape/

Ribeirinhos do Pantanal terão oficinas de artesanato em aguapé

http://riosvivos.org.br/a/Noticia/Ribeirinhos+do+Pantanal+terao+oficinas+de+artesanato+em+aguape/18809

Liberdade! Liberdade!

Catarina Guató

Camalotes - flor Camalote – flor

Nelson Urt/O Estado MS

A comunidade ribeirinha de Porto da Manga, a 76 km da área urbana de Corumbá, terá oportunidade de participar até quinta-feira da Oficina da Oficina de Artesanato com Fibra de Camalote ministrada pela artesã Catarina Guató (imagem acima), uma das remanescentes da etnia. “Desde que Josefina partiu, em 2013, percebí a necessidade de ensinar aos mais jovens o nosso artesanato típico do Pantanal”, revela Catarina, referindo-se à amiga e antecessora. (Ver matéria completa no jornal O Estado MS de hoje (28/05) – pág. C6) 

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