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Archive for dezembro \08\UTC 2010

Em 2011, dezenas de milhares de crianças no Brasil participarão, juntamente com milhões de crianças de todo o mundo, de uma Votação Mundial para determinar quem será o seu homenageado com o Prêmio das Crianças por sua contribuição em prol dos direitos da criança. Sua Majestade, a Rainha Silvia da Suécia e Nelson Mandela estão entre os patronos da iniciativa.

Maior programa de educação sobre direitos do mundo o Prêmio das Crianças do Mundo busca contribuir para um mundo mais
humano, e é o maior programa anual de educação para o público infanto-juvenil do mundo fundamentado nos direitos da criança, na democracia, no meio ambiente e na amizade mundial. 53.500 escolas, com 24 milhões de estudantes, em 101 países estão envolvidos.

As crianças que participam adquirirem fé no futuro e uma chance de exigir respeito aos seus direitos. Na Votação Mundial, as crianças decidem quem irá receber seu prestigiado prêmio por sua contribuição excepcional em prol dos direitos da criança. Na última Votação Mundial, 7,1 milhões de crianças votaram. Os dois nomeados não contemplados com a maioria dos votos são laureados com o Prêmio Honorário das Crianças do Mundo.

Desde o seu lançamento no ano 2000, 28 homenageados com o prêmio foram escolhidos e tornaram-se modelos para as crianças de todo o mundo. O prêmio em dinheiro ajudou a proporcionar uma vida melhor a dezenas de milhares de crianças entre as mais vulneráveis do mundo.

O Prêmio das Crianças do Mundo é realizado em colaboração com mais de 50.000 professores e quase 500 organizações, secretarias de educação e projetos de mídia para a juventude. Através do Prêmio das Crianças do Mundo, centenas de milhões de pessoas são informadas todos os anos através da mídia sobre violações aos direitos da criança. Uma reportagem de 6 minutos da CNN pode ser vista em:
http://edition.cnn.com/video/#/video/world/2009/11/20/ctw.foster.intv.child.vote.cnn

Os três candidatos ao Prêmio das Crianças do Mundo 2011 são:

Cecila Flores-Oebanda: é nomeada por sua luta de 20 anos contra o trabalho infantil e o tráfico humano. Cecilia tinha apenas cinco anos quando começou a trabalhar, e adotou a luta pelos direitos das crianças mais pobres e mais vulneráveis como missão de vida. Cecilia fundou a organização Fórum Visayan, que salvou dezenas de milhares de meninas do trabalho escravo e do tráfico humano. Eles realizam trabalho preventivo nas cidades e áreas rurais para impedir que crianças sejam exploradas. Cecilia influenciou a legislação nas Filipinas e no mundo para trazer maior proteção às crianças. Apesar das constantes ameaças de morte, ela não desiste. Cecilia e o Fórum Visayan administram oito Lares Transitórios para meninas de todo o país, quatro centros de apoio para os trabalhadores domésticos e um Lar Seguro; uma casa para as crianças mais vulneráveis que não podem
voltar para casa porque seus pais poderiam vendê-las novamente. Desde 2000, Cecilia e o Fórum Visayan ajudaram 60.000 vítimas de tráfico humano e levaram vários casos aos tribunais. Eles treinaram milhares de parceiros no combate ao tráfico humano, inclusive juízes, promotores, policiais, agências de viagens e autoridades governamentais.

Monira Rahman: é nomeada por sua corajosa luta para acabar com a violência praticada por meio de ácido corrosivo e gasolina em Bangladesh. A maioria das vítimas são meninas, entretanto mulheres, meninos e homens também são atacados. O motivo dos ataques às meninas muitas vezes é o ciúme, e os ataques contra os homens muitas vezes surgem devido a disputas por terra. A violência com ácido é comum há algum tempo, mas o público em geral não sabia e a mídia não noticiava. Monira mudou tudo isso. Ela foi uma das fundadoras da ASF (Acid Survivors Foundation – Fundação dos Sobreviventes do Ácido), para todos os sobreviventes de ataques com ácido e gasolina. A organização iniciou seus trabalhos em 1999. Nos primeiros anos da organização, havia mais de um ataque com ácido por dia em Bangladesh. Atualmente, esse número caiu pela metade, mas o objetivo é que ninguém – nenhuma criança, nenhuma menina, nenhuma mulher e nenhum homem – seja atacado
com ácido ou gasolina até o ano 2015. A ASF ajuda os sobreviventes a obterem uma vida ativa com dignidade. Eles oferecem até mesmo cirurgia plástica, se necessário. Atualmente, os próprios sobreviventes são os maiores ativistas contra esse tipo de violência.

Murhabazi Namegabe: é nomeado por seus mais de 20 anos de perigosa batalha em prol das crianças na República Democrática do Congo, país devastado pela guerra. Desde 1989, Murhabazi, através da organização BVES, libertou 4.000 soldados-crianças e mais de 4.500 meninas abusadas sexualmente por grupos armados, além de cuidar de 4.600
crianças refugiadas desacompanhadas. Através de seus 35 lares e escolas, ele proporciona alimentos, vestuário, um lar, cuidados
médicos, terapia, possibilidade de ir à escola, segurança e amor às crianças que estão entre as mais vulneráveis do mundo. A maioria das crianças são reunidas às suas famílias. 60.000 crianças passaram por diversos centros do BVES e agora têm uma vida melhor graças a Murhabazi. Ele e BVES falam em nome das crianças do Congo, constantemente desafiando o governo, todos os grupos armados, organizações e todos os outros setores da sociedade a cuidar das crianças do país. Nem todos gostam da batalha de Murhabazi. Ele já foi preso e espancado, e recebe ameaças de morte constantes. Sete de seus colegas de trabalho foram mortos.

Brasil

A rede de Amigos Mundiais do Prêmio das Crianças do Mundo no Brasil integra hoje 1.216 escolas, em 270 municípios e 26 Estados. Em 2009, cerca de 500 escolas (60% da rede pública) e 76.000 crianças e adolescentes brasileiros participaram ativamente da iniciativa. São 03 os pólos de disseminação no País: Santarém (Pará), São José dos Campos
(SP) e Curitiba (PR).

Conto com o apoio de vocês na divulgação! Em breve, a nova versão do www.worldschildrensprize.org estará disponível também em Português. No Brasil, as publicações do WCPRC serão distribuídas a partir de Janeiro de 2011 gratuitamente para escolas e organizações cadastradas.

Interessados em indicar candidatos às próximas edições do Prêmio das Crianças do Mundo ou estabelecer relações de cooperação, entrar em contato via telefone ou e-mail abaixo.

um abraço afetuoso para tod@s,

Christiane Sampaio
Coordenadora WCPRC no Brasil
Tel: + 55 (31) 3234 6290 – (31) 9103 6290
chris.sampaio@worldschildrensprize.org


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Temos a grata satisfação de socializar com tod@s a participação dos Pontos de Cultura do RS e  do Brasil todo na I Conferência Nacional de Economia Solidária da Cultura, realizada nos dias 24 e 25 de Novembro na cidade de Osasco/SP.

A Coordenação do evento nos pediu apoio para os contatos dos Pontos de Cultura que trabalham nessa interface Cultura X Economia Solidária.Também falei e indiquei os Premiados da Economia Viva do MinC. Repassei todos os contatos, mas infelizmente, muitos não atenderam ao telefonema da organização e outros não se interessaram, infelizmente.

As trocas de experiências entre os grupos, enriqueceu ainda mais as sugestões de encaminhamentos para a Secretaria Nacional de Economia Solidária e ao MinC, todas de grande importância.

No painel temático, “Economia Solidária da Cultura: histórico e experiências” falei sobre a experiência das oficinas de alimentação e de artesanato realizadas com mulheres e jovens de comunidades carentes de Porto Alegre e no Ponto de Cultura Voluntário “Vitória-Régia”, dando ênfase também para ações nas áreas dos Direitos Humanos, meio ambiente e parcerias,tanto de modo pessoal quanto do coletivo em nível nacional, especialmente, nas nossas Feiras de Economia Solidária nas
Teias, assim como as deliberações dos GTs Temáticos e Estaduais, das potencialidades e das propostas que almejamos concretizar nos próximos anos.

O evento foi fruto de uma parceria entre a Prefeitura do Município de Osasco, Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão/Programa de Economia Popular e Solidária, Ministério da Cultura, Ministério do Trabalho e  Emprego e Rede de Gestores de Políticas de Economia Solidária, na busca de soluções conjuntas para o setor.

Também tivemos a proposta de transformar  a Secretaria de Economia Solidária-SENAES para Ministério.Essa possibilidade, vem ao encontro dos anseios de tod@s, produtores culturais/ecosol e gestores irmanad@s pelas mesmas lutas.

Participei tambem da Mini Conferência :Finanças Solidárias e Crédito com a companheira Leonora Michelim da Rede de Bancos Comunitários do ES. Suas experiências vieram de encontro ao nosso Projeto nessa área para os Pontos de Cultura,
E Cadeias Produtivas: arranjos produtivos locais e comercialização, com o Genauto Carvalho de França  da ITCP da UFBA. O mesmo falou de  Cadeias Produtivas de modo inovador, através de histórias: duas baseadas em ficção e uma baseada na vida real de um jovem da periferia de Fortaleza-CE, do Banco Palmas.

Nesta mini-conferência, como Representante do Fórum Nacional dos Pontos de Cultura e CNPdC, apresentei as seguintes

Propostas:
1. Implantar os  Bancos de Créditos  nos Pontos de Cultura de todo o país;
2. Aporte financeiro para a Construção de Centros de Referência da
Economia Solidária da Cultura, nas capitais, como forma de enfrentar
os velhos gargalos da distribuição, escoamento e comercialização dos
produtos e serviços;
3. Prever editais que contemplem questões de empreendimentos
territoriais, considerando os espaços de origem das manifestações
expressivas e as tecnologias sociais, garantindo a manutenção  dessas
expressividades;
4. Estímulo a disponibilização de recursos por meio de Editais para
Formação e Capacitação em Economia Solidária nos Pontos de Cultura;
5. Criação de Edital de Fomento para Feiras culturais e de Economia Solidária;
6. Sustentabilidade das produções 100% artesanais dos Pontos de Cultura;
7. Apoio para a minuta de Lei Cultura Viva e Lei Griô.

Houve ainda outras mini-conferências:

-Redes e Coletivos
-Cultura Digital e Comunicação
-Organização do trabalhador da arte e incubação de empreendimentos de cultura
-Etno desenvolvimento
-Politícas Públicas
-Mercado e sustentabilidade de grupos de cultura.

Dado o avançado da hora, a Sistematização ficou para ser feita pela Coordenação da Conferência e posteriormente socializada para tod@s.

Mais informações, acessar o link:

http://www.osasco.sp.gov.br/materia.asp?IdMateria=8162&IdSite=1

Companheir@s que participaram das outras Mini Conferências, por favor,
socializem conosco suas participações.

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O Lançamento do portal Rede Culturas Indígenas e o anúncio dos selecionados no Prêmio Culturas Indígenas 2010, edição Marçal Tupã-Y acontecem no dia 9 de dezembro, em Porto Alegre. Iniciativa do Ministério da Cultura, através da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), a terceira edição do Prêmio reconheceu o esforço coletivo de comunidades e organizações indígenas classificadas na edição de 2007 e selecionou 92 práticas culturais, localizadas em 23 estados brasileiros, representando 104 povos. Cada uma receberá prêmio de R$ 20 mil.

Criado em 2006 pelo MinC, o Prêmio é destinado exclusivamente às comunidades e organizações indígenas com o objetivo é incentivar iniciativas de fortalecimento das expressões culturais desses povos no Brasil e, com isso, estimular o seu protagonismo na elaboração e realização dos projetos culturais.

As três edições do Prêmio foram patrocinadas pela PETROBRAS, através da Lei Rouanet.  Esta edição é realizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Sul (ArpinSul) em parceria com a SID/MinC. Entre os parceiros que ajudaram a consolidar a iniciativa conjunta do MinC e de organizações indígenas está o Serviço Social do Comércio de SP (SESC-SP), que produziu os catálogos 2006/2007.

A cada edição o Prêmio Culturas Indígenas homenageia um líder reconhecido pela luta em favor dos direitos de seu povo. A III Edição relembra o líder guarani Marçal Tupã-Y, assassinado em 25 de novembro de 1983 em função de sua liderança na luta pela demarcação das terras indígenas. Já foram homenageados o líder Kaingang, Ângelo Cretã e o cacique Xicão Xukuru, respectivamente em 2006 e 2007.

Cultura Indígena na Rede

O portal Rede Culturas Indígenas será um dos espaços pioneiros na Internet brasileira focado no tema. A partir do portal, as comunidades e organizações indígenas, além do público em geral, poderão acessar diversos conteúdos relativos às praticas culturais desses povos no Brasil e também ferramentas interativas voltadas para divulgação da produção cultural.

O acervo de todas as iniciativas que participaram das edições 2006 e 2007 do Prêmio Culturas Indígenas estarão disponibilizadas no portal. O visitante poderá consultar o conteúdo dos catálogos publicados e conhecer através de textos, mapas, fotos e quadros estatísticos as 1.167 inscrições.

Além de possibilitar o acesso ao histórico do Prêmio e aos produtos gerados por ele, o Portal Rede Culturas Indígenas será alimentado com novas produções áudio-visuais, notícias, debates, fotografias, entre outros produtos e ações sugeridos pelas comunidades e organizações indígenas e pelos parceiros indigenistas assim como universidades e apoiadores do movimento.

As diversas dimensões das realidades vividas pelos povos indígenas atualmente no Brasil estarão como conteúdo no portal em forma de temas como religião, músicas, canto, dança, narrativas orais, medicina e culinária tradicionais, jogos e brincadeiras, entre outros assuntos.

O portal segue a mesma filosofia do Prêmio Culturas Indígenas no que se refere ao fortalecimento da identidade cultural e no incentivo ao protagonismo indígena. Um exemplo é a sessão exclusiva para que as organizações, comunidades e blogueiros insiram conteúdo no portal.  Significa que os representantes de cada povo indígena poderão apresentar novos conteúdos e propor alterações ao conteúdo publicado.

Serviço:

Anúncio da premiação dos selecionadas da terceira edição do Prêmio Culturas Indígenas e lançamento do Portal Rede Culturas Indígenas

Dia: 9 de dezembro

Hora: 19h30

Local: Auditório 09 da Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre (RS) . Av. Ipiranga , 6681 – Partenon. (51) 3320 3500

Endereço do Portal que estará no ar em breve: www.culturasindigenas.org

> Informações do Ministério da Cultura


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