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Crianças e jovens na América Latina se movem e registram ousadas iniciativas ambientais

Lúcia Chayb e René Capriles

No dia 29 de Janeiro deste ano, um grupo de 25 crianças e jovens colombianos, entre 7 e 26 anos,
impetrou no Superior Tribunal de Justiça em Bogotá uma ação judicial sobre “a mudança climática e as
gerações futuras” exigindo a defesa de seus direitos a gozar de um ambiente saudável hoje ameaçado pelo
desmatamento da Amazônia colombiana e seus efeitos no aquecimento do país. Essa petição gerou uma
surpreendente decisão desse tribunal superior que ordenou a Presidência da República e todas as instâncias
governamentais a elaborar um plano de ação imediato visando o desmatamento zero já em 2020.

Pouco tempo depois, em 4 de Março, foi assinado na Costa Rica o “Acordo de Escazú” cujo objetivo é “garantir a
implementação plena e efetiva na América Latina e o Caribe dos direitos de acesso à informação ambiental,
participação pública nos processos de tomada de decisões ambientais, acesso à justiça e assuntos ambientais,
contribuindo para a proteção dos direitos de cada pessoa, a viver num ambiente saudável e ao desenvolvimento
sustentável”. Esse Acordo ajudará a esclarecer e a punir os culpados dos crimes cometidos contra os
defensores dos direitos ambientais.

Já no dia 17 deste mês (Abril) o Presidente do Peru, Martín Vizcarra,
promulgou a Lei Marco da Mudança Climática. Com essa iniciativa, o Peru se transforma no primeiro
país da América Latinas em ter uma Lei específica de combate às mudanças climáticas. A Lei fortaleceu o
papel do Ministério do Meio Ambiente peruano e lançou as bases para que todos os investimentos oficiais
ou não passem pelo crivo de um Relatório de Impacto Ambiental com foco no clima. Um dos pontos mais
importantes da Lei é que especifica nos seus artigos que para atingir proteção e conservação das florestas,
assim como para iniciar a recuperação das áreas desmatadas, a Norma requer a colaboração ativa das comunidades
locais e dos povos indígenas. “O Estado salvaguarda o direito de participação dos povos indígenas
ou originários, respeitando sua identidade social, coletiva e cultural, seus costumes, tradições e instituições,
na formulação, implementação, seguimento e avaliação das políticas públicas e projetos de investimentos
com relação à mudança climática que venha afetar essas ações, no que corresponde à Convenção 169 sobre
povos indígenas e tribais da Organização Internacional do Trabalho (OIT)”.

O México, por sua vez, que
já dispõe de instrumentos jurídicos sobre as suas Contribuições Nacionalmente Determinas para o Acordo
de Paris, quer produzir 43% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis até 2024, em apenas 6 anos.
Tem 58 novas usinas planejadas, a maioria delas solares e o restante eólicas. Para esse fim, em Dezembro
de 2017, inaugurou a usina solar Vilanueva localizada no deserto do Estado Coahuila. Com 2,3 milhões
de painéis solares ocupará 2.400 hectares, o equivalente a 2.200 campos de futebol, no segundo semestre
deste ano gerará mais de 1.700 GWh por ano, o suficiente para fornecer energia elétrica a 1,3 milhão de
lares. Quando estiver totalmente em operação, Villanueva será a maior instalação fotovoltaica produtora
de energia nas Américas. Esta central é parte do esforço do México para gerar 43% de sua eletricidade
a partir de fontes limpas até 2024. O Chile, por sua vez, investiu nos últimos anos US$ 17 bilhões em
energias renováveis, principalmente na central Amanhecer Solar no Deserto de Atacama. A usina conta
com mais de 300 mil módulos de silício monocristalino, um material não tóxico e que é reciclável no final
de sua vida útil. Essa política fez diminuir a conta de luz em 75%. Em outra frente, os países da América
Central estão trabalhando para fortalecer sua infraestrutura elétrica gerada a partir de fontes renováveis.

O Corredor de Energia Limpa, um projeto acordado em 2015 pelos governos do Panamá, Costa Rica,
Nicarágua, Honduras, São Salvador e Guatemala, usará uma rede elétrica baseada em energias renováveis
de 1.800 km que atravessará quase todo o istmo centro-americano. Outra boa notícia é que o Congresso
Nacional da Costa Rica aprovou uma Lei que bane os carros movidos à energia fóssil até 2035. Enquanto
isso, o governo está financiado com juros muitos baixos a compra de carros elétricos. Como celebramos os
50 anos de Maio de 68, e homenageando esses bravos franceses, parafraseamos um dos seus inesquecíveis
gritos de guerra: l’Amérique Latine bouge! América Latina se move!

Gaia viverá!

A Educadora Ambiental e Tuxáua,Marly Cuesta,exclamou: “Gente,essa ação é muito importante e pode desencadear ações em todos os países!Como educadora,meu foco nas ações e projetos sempre são as acrianças e adolescentes,além das mulheres no papel de mães.Gaia depende mesmo de ações como essa, das crianças!Parabéns famílias!”

http://www.eco21.com.br/ECO21257baixa.pdf

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22 de Maio Dia Mundial da Biodiversidade

Biodiversidade é o nome dado a diversidade de natureza viva existente no mundo. Ela pode ser definida como a variedade que existe entre os organismos vivos e suas complexidades ecológicas, podendo também ser entendida como a associação de varios componentes hierárquicos.

Para a sua sobrevivência, os seres humanos dependem da biodiverdidade do planeta, já que ela é responsável por fornecer tantos benefícios.

Uma grande erosão da biodiversidade vem sendo observada durante as últimas décadas, o que leva muitos biólogos a acreditarem em possível extinção em massa. Segundo os cientistas, a taxa de perda de espécies cresceu muito, e é maior agora do que em qualquer outra época da história.

Em 22 de maio é comemorado o Dia Mundial da Biodiversidade, e é comum acontecerem campanhas para incentivar a proteção ao seres vivos do meio ambiente como a Educação Ambiental para nossas crianças.

Educação Ambiental para a infância

Educação ambiental para a infância

É importante que as crianças desde a mais tenra idade já aprenda cultivar suas plantas!

ONU Meio Ambiente alerta para aumento das emissões de gás que destrói camada de ozônio
Novas descobertas de um estudo divulgado na semana passada na revista Nature indicam que as emissões de CFC-11, o segundo gás mais abundante que destrói a camada de ozônio, subiram inesperadamente nos últimos anos, apesar da proibição mundial de sua produção desde 2010.

“Embora os modelos científicos atuais mostrem que a camada de ozônio continua a caminho da recuperação até meados do século, o aumento contínuo das emissões globais de CFC-11 colocará esse progresso em risco”, avaliou a ONU Meio Ambiente em nota.
Novas descobertas de um estudo divulgado na semana passada na revista Nature indicam que as emissões de CFC-11, o segundo gás mais abundante que destrói a camada de ozônio, subiram inesperadamente nos últimos anos, apesar da proibição mundial de sua produção desde 2010.

“Embora os modelos científicos atuais mostrem que a camada de ozônio continua a caminho da recuperação até meados do século, o aumento contínuo das emissões globais de CFC-11 colocará esse progresso em risco”, avaliou a ONU Meio Ambiente em nota.

Por uma cidade realmente sustentável

Painel em Porto Alegre

Uma cidade ou um planeta sustentável é possível a partir de projetos e mobilizações tanto da sociedade quanto dos governos. Para Paulo Brack, é possível frear o desmatamento pela especulação imobiliária através de divulgações, denúncias e a atuação da população junto aos conselhos ambientais e ao Ministério Público, no âmbito Estadual ou Federal.

Porém, a Capital do Estado do Rio Grande do Sul,como tantas outras, não prevê plano de sustentabilidade. “Poderia ser qualquer plano. Inicialmente passaria por definir os limites para à expansão urbana, para a poluição hídrica, aérea e pelos resíduos sólidos”, ressalta o Ambientalista, Biólogo e Prof.Paulo Brack.

Quanto à mobilidade urbana, Brack acredita que a maioria dos políticos e governantes tem visão imediatista e não está interessada nestas questões. “O transporte público deveria ser uma bandeira não só das ONGs, mas do público em geral”, avalia o biólogo.

Devido a todos os problemas ambientais no mundo, um dos maiores e mais preocupantes da atualidade é a poluição eletromagnética, que é gerada através da grande rede de comunicação sem fio, como ondas de televisão e rádio, uso de aparelhos celulares via satélite, que é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como cancerígena.

“Para contermos esses grandes problemas ambientais, somente com uma mudança individual, moral e ética da sociedade. A consciência, não só ambiental, como da humana para um mundo mais sustentável”, afirma a Educadora Ambiental e Tuxáua,Marly Cuesta.

Mas para que toda a destruição provocada pelo homem possa ser reparada é necessária uma grande transformação na humanidade. É isso que os ambientalistas promovem. É por essa transformação que devemos nos unir cada vez mais em projetos e ações.
Fontes
https://nacoesunidas.org/onu-meio-ambiente-alerta-para-aumento-das-emissoes-de-gas-que-destroi-camada-de-ozonio/

Prof.Paul Singer,Presente!

“A economia solidária é a única alternativa ao capitalismo não porque é mais eficaz economicamente que a capitalista, mas sim porque ela é solidária e precisamos da solidariedade para ser felizes e vivermos em paz.” Prof.Paul Singer Presente!

Paul Israel Singer (Viena, 24 de março de 1932 – São Paulo, 16 de abril de 2018) foi um economista e professor brasileiro nascido na Áustria.

Paul Singer nasceu numa família de pequenos comerciantes judeus, estabelecidos em Erlaa, subúrbio operário de Viena. Em 1938 a Áustria foi anexada à Alemanha, e começou a perseguição aos judeus. A família decidiu emigrar e, em 1940, radicou-se no Brasil, onde já tinha alguns parentes, estabelecidos em São Paulo. Em 1948 se encontrava no movimento de cunho kibutziano Dror (atual Habonim Dror). Em 1951 Singer formou-se em eletrotécnica no ensino médio da Escola Técnica Getúlio Vargas de São Paulo, exercendo a profissão entre 1952 e 1956. Nesse período, filiou-se ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, militando no movimento sindical. Como trabalhador metalúrgico, liderou a histórica greve dos 300 mil, que paralisou a indústria paulistana por mais de um mês, em 1953.

Obteve a nacionalidade brasileira em 1954.

Posteriormente, estudou economia na Universidade de São Paulo, ao mesmo tempo em que desenvolvia atividade político-partidária, no PSB. Graduado em 1959, no mesmo ano participou da fundação da Polop, organização política constituída por membros da ala esquerda do PSB.

Em 1960, inicia sua atividade docente na USP, como professor assistente. Em 1966, obteve o grau de doutor em Sociologia com um estudo sobre desenvolvimento econômico e seus desdobramentos territoriais, abordando cinco cidades brasileiras – São Paulo, Belo Horizonte, Blumenau, Porto Alegre e Recife – na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. A tese deu origem ao livro Desenvolvimento Econômico e Evolução Urbana, sob orientação do professor Florestan Fernandes.

Também era professor-titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade da mesma universidade.

Entre 1966 e 1967 estudou demografia na Universidade Princeton, nos Estados Unidos. Em 1968 apresentou sua tese de livre-docência, Dinâmica populacional e Desenvolvimento. Nesse mesmo ano, retoma suas atividades como professor da USP até ter seus direitos políticos cassados pelo AI-5 e ser aposentado compulsoriamente, em razão de suas atividades políticas, em 1969.

Nesse mesmo ano, com vários outros pesquisadores e professores expulsos da universidade ou simplesmente discordantes do regime, como Celso Lafer, Eunice Ribeiro Durham, Fernando Henrique Cardoso, José Arthur Giannotti, Ruth Corrêa Leite Cardoso, Carmen Sylvia Junqueira, Paulo Sandroni, participa da fundação do CEBRAP – Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, que se constituiu em importante núcleo da intelligentsia brasileira de oposição à ditadura militar, então vigente no país. Atuou no Cebrap até 1988, antes de ser nomeado Secretário Municipal de Planejamento de São Paulo.

A partir de 1979 voltou à atividade docente, como professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), onde permanece por quatro anos, tendo sido chefe do Departamento de Economia e membro do Conselho Universitário.

Em 1980 ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores, ao lado de outros intelectuais historicamente ligados à esquerda, como Francisco Weffort, Plínio de Arruda Sampaio, Perseu Abramo, Mário Pedrosa, Sérgio Buarque de Holanda, Chico de Oliveira e Vinícius Caldeira Brant.

No ano seguinte, em 1981, integrou a 1ª Diretoria Executiva da Fundação Wilson Pinheiro, fundação de apoio partidária instituída pela PT, antecessora da Fundação Perseu Abramo.

Em 1989 foi convidado pela então prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, a assumir a Secretaria de Planejamento do município, ocupando o posto durante todo o seu mandato, que terminou em 1992.

Em 13 de março de 2009 foi condecorado com a Grande Ordem do Mérito da República da Áustria, em cerimônia realizada na residência do Cônsul Geral da Áustria, em São Paulo.

Viúvo da socióloga Melanie Berezovsky Singer (1932-2012), era pai do cientista político André Singer, da jornalista Suzana Singer e da socióloga Helena Singer.

V Plenária Nacional de Economia Solidária,Luiziânia,GO

Economia solidária

O que é economia solidária, foco de estudo e ação de Paul Singer
POR José Roberto Castro 17 Abr 2018 (atualizado 17/Abr 18h29)

Trabalhando recentemente com o tema da economia solidária, o professor Singer ajudou a criar a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da USP em 1998, quando foi convidado pela CECAE a assumir o cargo de coordenador acadêmico da incubadora.
A partir de junho de 2003, Singer passa a ser o titular da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), que implementou, a partir de junho de 2003, no âmbito do Ministério do Trabalho e Emprego.

Em 2011, trabalhando com o governo federal, como Secretário Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Paul Singer apresentou suas ideias a respeito dos bancos comunitários. Singer acreditava que esses bancos são instrumentos para a erradicação da miséria.
Um mercado baseado na cooperação e não na competição entre os produtores, em que o lucro é dividido entre quem gera a riqueza e não fique com quem é o dono das empresas. Essas são algumas das bases da economia solidária, objeto de estudo e de militância do economista Paul Singer, que morreu na segunda-feira (16) em São Paulo aos 86 anos. Singer foi professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, contemporâneo de Fernando Henrique Cardoso. Em 1980, esteve entre os intelectuais que, ao lado de membros da Igreja e dos sindicatos, fundou o Partido dos Trabalhadores. No PT, foi um dos principais influenciadores no pensamento econômico da legenda desde sua fundação. Na gestão de Luiza Erundina na prefeitura de São Paulo, entre 1989 e 1993, Paul Singer foi secretário de Planejamento. Nos anos seguintes, o programa econômico do PT foi mudando e se adaptando às exigências do mercado. Mas Paul Singer seguiu defendendo a economia solidária como instrumento de combate à pobreza. Quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência da República, em 2003, Singer se tornou secretário Nacional de Economia Solidária, tema que pesquisava e no qual militou por décadas. A pasta foi criada a partir de suas ideias sobre o tema.

A economia solidária no Brasil

A economia solidária é uma maneira de organizar as atividades econômicas de determinado lugar. Em vez da liberdade absoluta pregada pelo capitalismo de mercado, as associações são feitas de maneira mais padronizada, buscando diminuir a desigualdade de ganhos. “Cada empresário da economia solidária gastará a receita de suas vendas efetuadas dentro do setor comprando de outras empresas pertencentes ao mesmo [setor]. Desse modo, os novos pequenos empresários contarão com um mercado protegido, formado por eles próprios, que lhes possibilitará ganhar a eficiência e a credibilidade de que necessitam” Paul Singer em artigo publicado na Folha de S.Paulo em julho de 1996 O embrião da ideia de economia solidária vem da Europa, mas o Brasil, com Singer, foi pioneiro em uma política nacional para o tema. A secretaria, criada no governo Lula, foi comandada por Singer por 13 anos. Em 2016, depois do impeachment de Dilma Rousseff, Paul Singer pediu exoneração do cargo. No governo de Michel Temer, o cargo passou a ser ocupado por Natalino Oldakoski, um policial civil aposentado.

A economia solidária no Brasil

A economia solidária é uma maneira de organizar as atividades econômicas de determinado lugar. Em vez da liberdade absoluta pregada pelo capitalismo de mercado, as associações são feitas de maneira mais padronizada, buscando diminuir a desigualdade de ganhos.

“Cada empresário da economia solidária gastará a receita de suas vendas efetuadas dentro do setor comprando de outras empresas pertencentes ao mesmo [setor]. Desse modo, os novos pequenos empresários contarão com um mercado protegido, formado por eles próprios, que lhes possibilitará ganhar a eficiência e a credibilidade de que necessitam” Paul Singer em artigo publicado na Folha de S.Paulo em julho de 1996

O embrião da ideia de economia solidária vem da Europa, mas o Brasil, com Singer, foi pioneiro em uma política nacional para o tema. A secretaria, criada no governo Lula, foi comandada por Singer por 13 anos. Em 2016, depois do impeachment de Dilma Rousseff, Paul Singer pediu exoneração do cargo.
No governo de Michel Temer, o cargo passou a ser ocupado por Natalino Oldakoski, um policial civil aposentado.

As bases do modelo de economia solidária, objeto de estudo e de atuação do economista Paul Singer.

Cooperação

Uma das bases da economia solidária é que os produtores devem trabalhar em conjunto, buscando o melhor para o grupo. Não há divisão entre trabalhadores e donos das empresas. Quem trabalha e produz é também dono do negócio. Todos os que são donos do negócio também trabalham e produzem.

Autogestão

A comunidade de produtores tem o poder sobre si mesma. Cabe aos integrantes decidirem, por exemplo, como, quando e por quanto vendem as mercadorias, a escolha de fornecedores e compradores. Dentro das associações ou cooperativas, o ideal é que haja oferta de crédito aos associados, suporte e treinamento. A ideia, segundo escreveu Singer em 1996, é “quebrar o isolamento do pequeno operador”.

Lucro repartido

A economia solidária também tem como objetivo a venda, a obtenção de recursos para os que produzem. Nas iniciativas solidárias, o lucro é chamado de sobras e a grande diferença se dá na maneira como é repartido. Como as ações são feitas em conjunto, as riquezas também são divididas. Diferentemente do capitalismo de mercado que premia a livre iniciativa individual.

Uma rede

A maioria das iniciativas atualmente estão isoladas, são de pequenos grupos que praticam a economia solidária entre si, mas negociam com o mercado exterior. A ideia de Paul Singer era, no futuro, criar redes entre os empreendimentos de economia solidária, para que os grupos hoje isolados negociem cada vez mais entre si.

Onde está no Brasil

As principais iniciativas de economia solidária no Brasil estão em comunidades de pequenos agricultores. Mas há também exemplos de cooperativas de artesãos, empreendimentos de reciclagem de lixo e cooperativas de crédito, entre outros.

1,4 milhão é o número de brasileiros envolvidos em negócios de economia solidária, segundo os dados oficiais mais recentes, de 2013

O Ministério do Trabalho incentiva também a implantação de bancos comunitários locais. A função é que essas instituições, financiadas pela própria comunidade, ofereçam crédito em pequena escala aos cooperados.

Seus últimos estudos foram a respeito de Economia Solidária e projetos voltados ao desenvolvimento local.

Principais livros publicados

Introdução à Economia Solidária. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2002.
Para entender o mundo financeiro. São Paulo: Contexto, 2000.
O Brasil na crise: perigos e oportunidades. São Paulo: Contexto, 1999. 128 p.
Globalização e Desemprego: diagnósticos e alternativas. São Paulo: Contexto, 1998.
Uma Utopia Militante. Repensando o socialismo. Petrópolis: Vozes, 1998. 182 p.
Social exclusion in Brazil. Geneva: Internacional Institute for Labour Studies, 1997. 32 p.
São Paulo’s Master Plan, 1989-1992: the politics of urban space. Washington, D.C.: Woodrow Wilson International Center for Scholars, 1993.
O que é Economia. São Paulo: Brasiliense, 1998.
São Paulo: trabalhar e viver. São Paulo: Brasiliense, 1989. Em co-autoria com BRANT, V. C.
O Capitalismo – sua evolução, sua lógica e sua dinâmica. São Paulo: Moderna, 1987.
Repartição de Renda – ricos e pobres sob o regime militar. Rio de Janeiro: Zahar, 1986.
A formação da classe operária. São Paulo: Atual, 1985.
Aprender Economia. São Paulo: Brasiliense, 1983.
Dominação e desigualdade: estrutura de classes e repartição de renda no Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.
SINGER, P. I. (Org.) ; BRANT, V. C. (Org.) . São Paulo: o povo em movimento. Petrópolis: Vozes, 1980.
Guia da inflação para o povo. Petrópolis: Vozes, 1980.
O que é socialismo hoje. Petrópolis: Vozes, 1980.
Economia Política do Trabalho. São Paulo: Hucitec, 1977.
A Crise do Milagre. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.
Curso de Introdução à Economia Política. Rio de Janeiro: Forense, 1975.
Economia Política da Urbanização. São Paulo: Brasiliense, 1973.
A cidade e o campo. São Paulo: Editora Brasiliense, 1972. Em co-autoria com CARDOSO, F. H.
Dinâmica Populacional e Desenvolvimento. São Paulo: Hucitec, 1970.
Desenvolvimento Econômico e Evolução Urbana. São Paulo: Editora Nacional, 1969.
Desenvolvimento e Crise. São Paulo: Difusão Européia, 1968.
Referências
Araujo, Pedro Zambarda de. «Economista Paul Singer, fundador do PT, morre aos 86 anos». Diário do Centro do Mundo
«Morre, aos 86, Paul Singer, economista e fundador do PT». Folha de S.Paulo. 16 de abril de 2018
MANTEGA, Guido e REGO, José Márcio. Conversas com economistas brasileiros II. São Paulo: editora 34, 1999.
Cebrap: 40 anos de análise da realidade brasileira
Morre em SP Melanie Singer, mulher de Paul Singer, por Solange Spigliatti]. Estadão, 12 de janeiro de 2012.
Melanie Berezovsky Singer (1932-2012) – Socióloga apaixonada por crianças e cães. Por Estêvão Bertoni. Folha de S. Paulo, 13 de janeiro de 2012.
Pilagallo, Oscar (16 de Abril de 2018). «Morre, aos 86, Paul Singer, economista e fundador do PT». Folha de S. Paulo. Consultado em 17 de Abril de 2018
«Morre o economista Paul Singer, um dos fundadores do PT». Portal G1. 16 de Abril de 2018. Consultado em 17 de Abril de 2018
Banco comunitário incentiva produção e consumo de bens na própria comunidade.

Ligações externas

Paul Singer (entrevista), in MANTEGA, Guido; REGO, José Marcio (organizadores). Prefácio de Luiz Gonzaga Belluzzo. Conversas com economistas brasileiros II, pp 55-89. Editora 34, 1999. ISBN 85-7326-146-3
Memória: Entrevista com Paul Singer, por Paulo Vannuchi e Rose Spina.Revista Teoria e Debate, Fundação Perseu Abramo.
Pensamento econômico no Brasil Contemporâneo (II): Paul Israel Singer, por Alfredo Costa-Filho. Estudos Avançados vol.15 n°.43. São Paulo, set./dez. 2001 ISSN 0103-4014 .
Entrevista. Paul Singer fala sobre o novo pensamento econômico socialista e sobre os papéis do Estado, dos trabalhadores e dos movimentos sociais no desenvolvimento da economia solidária no Brasil. Por Renato Rovai e Anselmo Massad. Fala, Brasil. 7 de dezembro de 2004.
A relação entre as finanças e a economia da produção e do consumo. Artigo de Paul Singer. Carta Maior, 23 de outubro de 2008.
Artigos de Paul Singer no portal da Fundação Perseu Abramo.

A Tuxaua, Marly Cuesta esteve em todas as conferências e Encontros da Economia Solidária no país, como militante deste importante movimento!

I Conferência Nacional da Economia Solidária da Cultura em 2010
https://photos.google.com/album/AF1QipP9OiSJb_OdCLu7LRYRugBpM4tft8kpqua2ty67
V Plenária Nacional da Economia Solidária, em Luiziânia,GO
https://photos.google.com/album/AF1QipPQdgH3KWGxDijUbN5FRrMRolzSzE0RWyq4_-L7
http://ecosolparana.blogspot.com.br/2012/12/movimento-de-economia-solidaria.html
http://caritas.org.br/plenaria-nacional-de-economia-solidaria-homenageia-membro-da-caritas/12709
https://www.economiasolidaria.org/noticias/27-estados-de-brasil-participaron-en-la-v-plenaria-nacional-de-economia-solidaria
http://caritas.org.br/santa-maria-dia-d-de-financas-solidarias-tem-plenaria-sobre-fundos-rotativos-e-premiacao/29971
http://caritas.org.br/lancada-frente-parlamentar-em-defesa-da-economia-solidaria/32078

Paul Singer: Como fazer o Brasil voltar a se desenvolver?
07/01/2016
Fonte: http://www.pt.org.br/paul-singer-como-fazer-o-brasil-voltar-a-se-desenvolver/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Singer

https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/04/17/O-que-%C3%A9-economia-solid%C3%A1ria-foco-de-estudo-e-a%C3%A7%C3%A3o-de-Paul-Singer

Ouro Preto lança Ano do Patrimônio Cultural e reabre Chafariz dos ContosOuro Preto lança Ano do Patrimônio Cultural e reabre Chafariz dos Contos

Reabertura do Chafariz dos Contos reverencia o patrimônio cultural e abre uma série de comemorações sobre a história da cidade barroca tricentenária, berço de Aleijadinho
Gustavo Werneck

Restaurado, o Chafariz dos Contos será entregue oficialmente hoje, com água potável, no lançamento do Ano do Patrimônio Cultural
(foto: Patrícia Souza/Prefeitura de Ouro Preto/Divulgação)
Ouro Preto – Uma solenidade na noite de hoje, no Centro da cidade reconhecida como patrimônio cultural da humanidade, lança o Ano do Patrimônio Cultural e dá início a uma série de comemorações sobre a história de Ouro Preto, antiga Vila Rica. No total, serão 10 marcos festivos ao longo de 2018 (veja quadro), em datas que celebram oficialmente, entre outros, os 280 anos de nascimento do filho ilustre, Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, 320 anos da chegada do bandeirante paulista Antonio Dias, fundador do primitivo arraial, e 80 anos de tombamento do conjunto barroco pelo governo federal, quando Getúlio Vargas (1882-1954) era presidente. Arte, educação patrimonial, religiosidade, gastronomia e cultura popular estão unidos e à disposição de visitantes que chegam de toda parte para se encantar com igrejas, casario e monumentos dos séculos 18 e 19.
A fim de reverenciar a memória de homens e mulheres que construíram – e constroem – a história tricentenária, o Executivo municipal instituiu o Ano do Patrimônio Cultural em Ouro Preto, com lei aprovada por unanimidade na Câmara. Às 19h, durante a reabertura do Chafariz dos Contos, que ficou 20 anos seco, o prefeito Júlio Pimenta sancionará simbolicamente a lei e presenciará a volta da água potável à peça de cantaria que demandou oito meses de restauração com recurso do Fundo Municipal do Patrimônio. Para garantir a pureza, foram instalados filtros subterrâneos.

Coordenando a realização dos eventos, com apoio da iniciativa privada, o secretário municipal de Cultura e Patrimônio de Ouro Preto, Zaqueu Astoni Moreira, informa que as ações visam fortalecer a educação patrimonial e o “sentimento de pertencimento” dos moradores com seu acervo histórico. “Nosso grande desafio é dar continuidade a todas as ações de restauro e envolver a comunidade. É preciso aliar preservação, mobilidade urbana e evitar o crescimento desordenado com políticas públicas voltadas para a habitação em todos os níveis.”

CAMINHO DAS ÁGUAS Na semana de abertura dos eventos, as águas norteiam os caminhos na ex-Vila Rica, e o Chafariz dos Contos está bem inserido nessa trajetória. Equipamento de 1760, usado originalmente para abastecimento público e agora livre dos tapumes, ele traz uma inscrição em latim (Is quae potatum cole gens pleno ore Senatum, securi ut sitis nam jacit ille sitis) numa referência ao antigo Senado da Câmara. A tradução é: “Povo que vens beber, louva de boca cheia o Senado, porque tens sede e ele faz cessar”.

Em resumo, o Senado da Câmara, como administrador impessoal, e não o governador da época, entregou à população a obra de utilidade pública. De tão importante, o chafariz tem réplica num parque da cidade norte-americana de Brazil (com z mesmo), no estado de Indiana. Foi dado de presente pelo ex-embaixador do Brasil em Washington (EUA) Maurício Nabuco (1937-1985).

A água voltará a jorrar também no chafariz do Museu da Inconfidência, embora apenas nas datas cívicas. Quem visitar Ouro Preto até 29 de abril poderá ver uma exposição no anexo do museu sobre o uso da água nos séculos 18 e 19. Por meio de documentos, inclusive legislação e plantas do esgotamento sanitário, será contada a história de oito chafarizes da cidade. Entre os destaques da mostra estão a réplica do busto existente no Alto da Cruz, considerada a primeira peça de Aleijadinho, alcatruzes (encanamentos antigos), torneiras de chumbo e outros da reserva do Arquivo Público Municipal e Museu da Inconfidência. Os estudantes que visitarem o espaço receberão uma cartilha com informações sobre educação patrimonial e alusivas à Semana da Água.

Vista parcial da cidade de Ouro Preto, a primeira no país a receber título de patrimônio histórico da humanidade, concedido pela Unesco em 1980

DESAFIOS Numa caminhada pelo Centro Histórico e arredores, é possível ver que ainda são muitos os desafios a serem vencidos em Ouro Preto, principalmente na ocupação das encostas. A preservação de todo o conjunto demanda esforço – hoje, estão sendo conduzidas 15 ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas do governo federal. A população, vigilante, cobra resultados, sem esconder o orgulho que nutre pela cidade. É o caso de José Pedro Nogueira, de 73 anos, zelador há 35 da Igreja de São Francisco de Paulo, vinculada à Paróquia de Nossa Senhora do Pilar.

“Sou defensor deste patrimônio e tenho muito orgulho de ser nascido e criado aqui. É a terra de Aleijadinho, onde o mestre Ataíde (natural da vizinha Mariana) trabalhou e Tiradentes (do Campo das Vertentes) fez história”, diz José Pedro. No adro do templo, ele reclama que o mato alto (“pau-de-leite”) impede a contemplação da paisagem barroca e houve retirada de holofotes que iluminavam o monumento. O secretário Zaqueu explica que as equipes da prefeitura já foram acionadas para resolver os problemas.

A artesã Efigênia Souza Silva, de 72, sente o mesmo amor pela cidade que a recebeu há 50 anos. Declarando-se garimpeira há 58, a mulher nascida em Mariana vende colares, brincos, terços e adereços e tem a orientação na ponta da língua sobre o efeito das pedras: hematita é boa para circulação e pressão alta; ametista traz fortuna; quartzo-rosa atrai amor; cristal tem força para fazer a paz; e o quartzo-verde melhora a saúde no geral. Os visitantes Ronei Godinho, de 31, analista de sistema, e Juliano Fonseca Sousa, de 28, cozinheiro, de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, ouvem com atenção, apreciam as peças e têm olhos para a paisagem barroca.

“Ouro Preto é um museu a céu aberto. Acho que nunca vou ver algo assim!”, disse Ronei. Depois, os amigos escolhem as pedras preferidas e caminham para conhecer mais sobre a primeira cidade brasileira (1980) a ser reconhecida como patrimônio cultural da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Festa de hoje

19h – Entrega oficial da restauração do Chafariz dos Contos ou de São José, com água potável. Em seguida, apresentação do coral do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), na escadaria do Ministério Público de Minas Gerais

20h – Ligação da água do chafariz do Museu da Inconfidência, na Praça Tiradentes

20h30 – Abertura de exposição no anexo do Museu da Inconfidência sobre o uso da água, em Ouro Preto, nos séculos 18 e 19, com a história de toda a legislação sobre o fornecimento do recurso natural no período colonial e dos oito principais chafarizes da cidade

Dez motivos para celebrar a história de Ouro Preto

1) 80 anos de tombamento federal da cidade. A proteção está a cargo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com marco em 20 de abril

2) 320 anos da chegada da bandeira de Antonio Dias. A origem de Vila Rica está no arraial fundado pelo bandeirante paulista, pelo padre João de Faria Fialho e por dois irmãos da família Camargo. Festa
em 24 de julho
3) 280 anos do nascimento do escultor, entalhador, arquiteto e louvado (perito) Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814). Festividades em agosto

4) 50 anos da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), que teve como idealizadores o escritor Murilo Rubião (1916-1991), o poeta Vinícius de Moraes (1913-1980) e a atriz Domitila do Amaral. Festividades em julho

5) 50 anos do Museu do Aleijadinho, vinculado à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, que tem um projeto museológico em andamento


6) 20 anos do Museu do Oratório, que ocupa a Casa do Noviciado da Igreja de Nossa Senhora do Carmo e está vinculado ao Instituto Cultural Flávio Gutierrez

7) 15 anos da Escola de Música Padre Simões, ligada à Paróquia de Nossa Senhora do Pilar. Programação comemorativa no segundo semestre

8) 80 anos da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, no distrito de Miguel Burnier, projetada por um arquiteto italiano
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9) 10 anos do registro dos doces artesanais tradicionais de São Bartolomeu, patrimônio imaterial de Ouro Preto

10) 50 anos de criação da Superintendência Regional de Ensino. Em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio e a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), a superintendência vai desenvolver atividades em educação patrimonial.
Fonte:https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2018/03/23/interna_gerais,946165/ouro-preto-lanca-ano-do-patrimonio-cultural-e-reabre-chafariz.shtml

 

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Aprender a gostar de nós mesmos, aprender a olhar para “nosotros”. Essa é um dos ousados objetivos do recém lançado “Cultura a Unir os Povos – a Arte do Encontro”, de Célio Turino. Ex-secretário do Ministério da Cultura, Turino conta que ao retratar as raízes culturais da América Latina, ele espera que seu livro possa contribuir “para a descolonização, dos pensamentos, dos corpos e dos sentidos”.

Publicado em parceira com Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural, a obra é um rico relato fruto de mais de 30 viagens pelos diversos pontos da América Latina, narrando experiências, práticas  e formas de viver cultura e tradições. “Meu livro é uma tentativa de  mostrar tudo de bom, belo e potente que a América Latina produz a partir de sua ancestralidade e seu ser comunitário”, afirma

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Na entrevista para a Agenda da Periferia, Turino conta deixa transparecer o seu entusiamo e esperança com o potencial de integração, criação e mesmo de produção de uma nova realidade pelos 20 países do continente latinoamericano, que formam uma espécie de “espinha dorsal” do mundo.

Qual a principal contribuição que você espera dar com o seu livro para o acerca das raízes culturais da América Latina e a perspectiva dessa herança apontar saída e caminhos para melhorar a vida dos que aqui vivem?
Desde 2011 a vida me levou pela América Latina, foram mais de 30 viagens pelos pontos mais remotos e escondidos desde nosso imenso continente; visitei favelas da América Central ao Peru e Buenos Aires, conheci povos indígenas da Amazônia, dos Andes e da Costa Mexicana, com os Totonaca, foram inúmeros encontros pela Cultura Viva Comunitária. Em cada um desses encontros eu ficava com mais desejo de compartilhar tudo o que via e vivia, a cultura comunitária, a inventividade, a partilha e a colaboração. Este livro é resultado deste desejo, de tornar comum um mundo que nos é escondido desde o colonialismo e o imperialismo. Eu diria que meu livro é uma tentativa em contribuir para a descolonização, dos pensamentos, dos corpos e dos sentidos, mostrando tudo de bom, belo e potente que a América Latina produz a partir de sua ancestralidade e seu ser comunitário.

 

A unidade da América Latina é um debate constante, alguns acreditam que ele sempre existiu outros entendem que há diferenças substâncias e histórias particulares. Há mais coisas que une o que separa? Seriamos um só país ?

Entre a Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul e Tijuana, na fronteira entre México e Estados Unidos, na costa do Pacífico, são 10.625 km. O continente latinoamericano  corta o planeta de sul a norte, como se fora uma espinha dorsal. São mais de duas dezenas de países, 19.200.000 km2, 570 milhões de habitantes. E o mais magnífico é que conseguimos nos entender, seja em espanhol, português ou portunhol, com variações românticas ou idiomas ancestrais, alguns com milhões de falantes, mas que também são bilíngues. Em nenhum outro lugar do planeta há tamanha possibilidade de comunicação linguística comum. E mais que a proximidade linguística, há a proximidade de histórias, de povos em mestiçagem. Vivemos em um continente que se complementa em humanidades e meios naturais, há água, florestas, animais, montanhas. Há gente, há histórias comuns, até as lutas e mazelas também nos são próximas, formamos um continente iníquo, injusto, violento, explorado. Isto ocorre porque ainda não olhamos para nós mesmos, não aprendemos a gostar de ‘nosotros’ e nos espelhamos naqueles que nos exploram, nos desprezam. Sim, a América Latina deveria se perceber mais enquanto nação e só quando isso acontecer conseguiremos superar o colonialismo e transformar essa terra que acolheu todas as humanidades em um lugar bom e justo para todos os seres que a habitam.

 

O fato do Brasil não falar espanhol parece, em alguma medida sempre ter distanciado-nos dessa integração. O brasileiro se entende como latino ou identifica-se (ou gostaria de se identificar) mais com os europeus e estadunidenses?

Como continente colonizado, esta característica de o povo de um país não se mirar nos demais é generalizada e independe do idioma, até porque português e espanhol são idiomas irmãos, e, com um pouco de esforço, é possível se compreender, nem que seja em portunhol. A projeção que se faz em relação aos dominadores, sejam europeus ou estadunidenses, está na base exploração sobre os povos e enquanto não percebermos isso, seguiremos em desgraça civilizatória. Cabe aos brasileiros, como maior nação latinoamericana, perceber esta situação, olhar mais para si mesma e para nossos irmãos, , deixando de viver de ‘espaldas’ (costas) para os demais países da América Latina. Quando fizermos isso, seremos um povo soberano, senhor de seu destino.

 

Um verso bastante famoso dos Racionais MC’s identifica o encontro das realidades das quebradas brasileiras ao dizer “periferia é periferia em qualquer lugar”. No longo levantamento do seu livro, o que dá cultura é igual nos 20 países da América Latina, e que há de comum nesse DNA?

Sim, periferia é igual em qualquer canto. Por isso meu livro fala dessas periferias, mostrando o que temos de semelhante, bem como jogando luzes às criativas soluções que estão ao alcance de nossas mãos, e que só não são utilizadas porque aprendemos a não gostar de nós mesmos.

 

O que te levou a escrever o livro? Dessa ideia que te motivou ao que você descobriu enquanto viajava e escrevia, o que mais te surpreendeu? Houve algo que naõ imaginava que existisse ou que a expressão exercida te emocionou?

O que me levou a escrever este livro? A vontade de compartir tudo que vi, vivi e senti. Prefiro deixar para que as pessoas leiam o livro por seus próprios olhares, referências e sentimentos, tirem suas próprias conclusões. É isso, a Cultura não é libertadora por si, mas quando a cultura vem acompanhada do compartilhamento entre território e memória, não há nada que a detenha, e ela se torna libertadora, fonte de autonomia e protagonismo, daí, a Cultura une; por isso o título do livro: CULTURA A UNIR OS POVOS – a arte do encontro.

Fonte:

http://agendadaperiferia.org.br/index.php/destaques/livro-aponta-para-valorizacao-das-raizes-culturais-como-caminho-para-a-descolonizacao-da-america-latina

 


By : Crescimento Emocional – julho 12 , 2017

3 passos para, de pessimistas, nos tornarmos otimistas.

O otimismo é sem dúvida nosso maior aliado para lidar com nossas frustrações e medos. Algumas pessoas são naturalmente otimistas, mantendo o bom-humor independente das circunstâncias, o que as torna fortes e resilientes diante da vida. Mas será que uma pessoa pessimista pode trabalhar para mudar sua interpretação dos fatos e se tornar uma pessoa otimista? A resposta é sim! Para tanto é preciso adotar estratégias que facilitem uma reavaliação dos fatos. Você pode começar seguindo três passos:

1º passo: Registre os pensamentos automáticos e as emoções negativas associadas ao evento que está o deixando triste como o fim do relacionamento ou ser demitido do trabalho, por exemplo.

2º passo: Levante quais as evidências que sustentam estes pensamentos. Busque alternativas diferentes para explicar o fim do relacionamento ou o ter sido demitido Alternativas que possam descaracterizar a visão da autoculpa.

3º passo: Avalie os benefícios de seguir em frente e trace estratégias para superação.

Claro que será necessário um treino, pois pensar diferente exigirá um esforço da sua parte. Esta tipo de técnica é geralmente aplicada na Terapia Cognitivo Comportamental para que o paciente aprenda a dar um novo significado às experiências difíceis. Ou seja, uma pessoa depressiva pode aprender a ter um novo olhar para vida e para o mundo, sofrer menos abalos emocionais e se tornar mais resiliente diante das adversidades, mantendo-se bem.

Ser otimista nos ajuda muito a superar os problemas, mas não é só, quando passamos a ser otimistas a tendência é que as coisas de fato passam a ocorrer do modo como vislumbramos. Pessoas com viés otimista, são capazes de prever eventos futuros positivos que tendem a se concretizar, é o que se chama de “Profecia Autorrealizadora”.

Isso é mágica ou Lei da Atração? Não é isso. O que ocorre de fato, é que ao fazermos previsões otimistas direcionamos nossos esforços e nos comportamos no sentido de tornar real a nossa meta, o que aumenta em muito a probabilidade que de fato ocorra e mesmo que não ocorra necessariamente, pode repercutir positivamente mantendo nossa motivação.

Apesar dos benefícios que o otimismo traz, é importante termos bom-senso para não cair nas armadilhas que o otimismo em excesso pode provocar.

Otimismo demais leva a comportamentos de risco que podem reduzir nossa capacidade de avaliação e criar expectativas ilusórias que não sejam factíveis com a realidade, gerando inúmeros prejuízos. O otimismo em excesso também é uma de crença disfuncional.

Entretanto, se nos mantivermos conscientes, podemos nos beneficiar enormemente do otimismo e promover atitudes que nos protejam de armadilhas.

Temos muitos bons motivos para escolher adotar o estilo otimista:

Reduzimos as possibilidades de ficarmos abalados com as adversidades.
Impulsionamos o processo de realização e sucesso de cada um de nós.
Reforçamos o sistema imunológico com o estímulo da endorfina, oxitocina, serotonina e dopamina.
“ Os otimistas tendem a considerar seus problemas passageiros, controláveis e específicos de uma determinada situação. Os pessimistas, ao contrário, acreditam que seus problemas vão durar para sempre, vão afetar tudo o que fazem e são incontroláveis. “

Sem o otimismo em nossas vidas, provavelmente, a maior parte da humanidade seria de pessoas deprimidas, sem a menor expectativa de um futuro melhor.

Que tal ampliar o seu grau de otimismo e ser mais feliz?

Este texto foi escrito por:
Elisete Costa de Melo
Psicóloga Cognitivo Comportamental e Terapeuta Familiar
CRP 06/62351
Fonte:
https://crescimentoemocional.com.br/2017/07/12/elisete-melo/

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