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Encontro convocado pelo Papa, para outubro, vai abordar consequências da exploração da floresta e dos recursos hídricos, no «pulmão do planeta»

Cidade do Vaticano, 17 jun 2019 (Ecclesia) – O Vaticano denuncia num novo documento sobre a Amazónia a exploração levada a cabo por interesses económicos que ameaçam o “pulmão do planeta” e os direitos dos povos indígenas.

“A vida na Amazónia está ameaçada pela destruição e exploração ambiental, pela violação sistemática dos direitos humanos elementares da população amazónica. De modo especial a violação dos direitos dos povos originários, como o direito ao território, à autodeterminação, à demarcação dos territórios e à consulta e ao consentimento prévios”, assinala o documento de trabalho da assembleia especial do Sínodo dos Bispos sobre a Amazónia, que o Papa convocou para outubro.

O texto conta com o contributo das comunidades locais, que apontam o dedo a “interesses económicos e políticos dos setores dominantes”, em particular “empresas extrativistas, muitas vezes em conivência, ou com a permissividade dos governos locais, nacionais e das autoridades tradicionais”.

Entre as ameaças elencadas estão “os grandes interesses económicos, ávidos de petróleo, gás, madeira, ouro, monoculturas agroindustriais”, bem como “megaprojetos de infraestruturas, como as hidroelétricas e estradas internacionais, e atividades ilegais vinculadas ao modelo de desenvolvimento extrativista” de minérios.

A Santa Sé dá voz a preocupações sobre “a destruição múltipla da vida humana e ambiental, as doenças e a contaminação de rios e terras, o abate e a queima de árvores, a perda maciça da biodiversidade, o desaparecimento de espécies”.

“O território transformou-se num espaço de desencontros e de extermínio de povos, culturas e gerações”, adverte o ‘instrumentum laboris’, falando num “ponto de não-retorno”.

O documento orientador dos trabalhos do Sínodo 2019 fala numa região “disputada” por várias frentes, com “violação dos Direitos Humanos e destruição extrativista”, evocando os “defensores dos direitos humanos” e os seus mártires, como a irmã Dorothy Stang.

A religiosa católica, defensora dos direitos dos povos ribeirinhos da floresta amazónica, tinha 73 anos e morava no Brasil há 30 quando foi assassinada a 12 de fevereiro de 2005, com seis tiros.

A questão dos “povos isolados”, particularmente vulneráveis, e os desafios levantados pela emigração são outros temas abordados.

O Vaticano recorda que, na Amazónia, “entre 70 e 80% da população reside nas cidades”, alertando para a “urbanização da pobreza”, o aumento da violência e a corrupção.

Os responsáveis católicos defendem a valorização da cultura e das línguas indígenas, na educação institucional.

A assembleia de bispos foi anunciada pelo Papa a 15 de outubro de 2017 e vai refletir sobre o tema ‘Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral’, de 6 a 27 de outubro de 2019.

A Igreja Católica atua na região através da Rede Eclesial Pan-Amazónica, REPAM, que inclui representantes de comunidades católicas de nove territórios: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana-Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.

O Sínodo dos Bispos pode ser definido, em termos gerais, como uma assembleia consultiva de representantes dos episcopados católicos de todo o mundo, a que se juntam peritos e outros convidados, com a tarefa ajudar o Papa no governo da Igreja.

Até hoje houve 14 assembleias gerais ordinárias e três extraordinárias, as últimas das quais dedicadas à Família (2014 e 2015); em outubro, o Vaticano recebe uma assembleia ordinária do Sínodo, sobre os jovens.

OC

Fonte: https://agencia.ecclesia.pt/portal/sinodo-2019-vaticano-alerta-para-destruicao-da-amazonia-e-violacao-dos-direitos-dos-povos-indigenas-c-video/

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O Dia Mundial do Combate à Desertificação e à Seca é celebrado anualmente em 17 de junho, desde 1995, o ano em que o dia foi proclamado pelas Organização das Nações Unidas (ONU).

Por Maristela Crispim

A data visa promover a sensibilização pública relativa à cooperação internacional no combate à desertificação e os efeitos da seca.

Importante destacar que o processo de desertificação não está ligado apenas à aridez da região, mas à degradação do solo, principalmente pelo desmatamento.

Em relação à escassez de chuvas, o Semiárido brasileiro já tem muitas práticas exemplares de convivência com as suas adversidades climáticas, como o acesso a cisternas que têm garantido segurança hídrica e alimentar às famílias da zona rural.

(Foto: Maristela Crispim)

#desertificacao #desertification#DiaMundialdoCombateàSecaeàDesertificação #drought #ONU #seca#WorldDaytoCombatDesertificationandDrought

Celebração de parceria cm o Parque da Cidade e recebimento de mais dois projetos ambientais com a equipe do DG Eucides Mendes/Águida

“Nós, no @Lions Clube de Natal Norte, somos incansáveis nessa luta de cuidado ao meio ambiente, que é uma das 5 Metas Globais do @Lions Clubs International!Estamos em plena parceria com o Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte,em projeto ambiental para irrigação, adubação e plantação de 100 mudas de Pau-brasil em área degrada dentro do parque. Se cada cidadão, tiver consciência de seu papel na sociedade,aí podemos começar a hashtag#Mitigar o problema ambiental no planeta”, disse -Marly Cuesta Educadora Ambiental, Tuxáua e Secretária AL 2018/2019 https://photos.app.goo.gl/q85Azv3CyPB4o99U8

https://photos.app.goo.gl/9YyGWsVnPgVtQirE8

Fontes:

@NacoesUnidas

@ecoagencianordeste

Evento ocorre entre os dias 25 de maio e 5 de junho com programação em várias unidades

Plantação de milho orgânico na terra Indígena Retomada Guarani

Alimento orgânico


Comemorada em todo o País, a Semana do Alimento Orgânico, que ocorre entre os dias 25 de maio e 5 de junho, tem várias atividades programadas na UFRGS. O tema desta edição é “Produto Orgânico: Melhor para a Vida! Qualidade e saúde do plantio ao prato”. A Universidade integra-se ao evento promovendo, em diferentes unidades, debates sobre o assunto e ações de valorização deste tipo de alimento.
Alimento orgânico na infância

Alimento orgânico

As atividades são promovidas por: Comissão de Produção Orgânica do RS; Faculdade de Agronomia; Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação; Faculdade de Veterinária; e Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural.

Confira a programação.

29 DE MAIO

II Seminário de Agroecologia e Produção de Modo Orgânico da FAVET

Local: Auditório da Faculdade de Veterinária (Av. Bento Gonçalves, 9090)

Programação:

Oficina: 8h30 às 11h30 – Identificação, processamento e usos de plantas medicinais e bioativas, com Magnólia Silva (UFRGS), Jurema Scheneider (produtora ovos orgânicos), Ângela Escosteguy (IBEM)
Palestra 1: 13h30 às 14h20 – Agribusiness e alguns de seus impacto, com Althen Teixeira Filho (UFPel)
Mesa redonda: 14h30 às 16h – Áreas de atuação do profissional no modo de produção orgânica, com Carlos Roberto Cunha (Emater/RS); Oportunidades profissionais na produção de origem animal, com Ângela Escosteguy (IBEM) e Uso de Alimentos não convencionais na nutrição animal, com Harold Patino (UFRGS)
Palestra 2: 16h30 às 17h20 – Mecanismos de controle e de certificação dos produtos orgânicos, com Michele de Castro Iza (MAPA)
Inscrições e mais informações: seminarioorganicosfavet@gmail.com

30 DE MAIO

Os riscos do avanço da mineração no Pampa e no Rio Grande do Sul

Palestrante: Professor Paulo Brack (Departamento de Botânica/UFRGS)

Data: 30 de maio

Horário: 17h às 18h30

Local: Auditório 2 da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (R. Ramiro Barcelos, 2705 – Campus Saúde).

03 DE JUNHO

Seminário Alimentação Saudável, SISAN e os Territórios Rurais no Rio Grande do Sul

Local: Plenarinho da Assembleia Legislativa

Programação:

Abertura – 9h
Mesa Redonda 1– 10h – Alimentação saudável e qualidade das águas
Mesa Redonda 2 – 14h Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) e os Territórios Rurais no Rio Grande do Sul
Encerramento – 17h – Homenagem a Brizabel Rocha e entrega do Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Rio Grande do Sul ao Poder Executivo, por Dom Mauro Morelli
Inscrições: http://bit.ly/2VoLffB

Mais informações: facebook.com@obssanrs

04 DE JUNHO

Roda de Conversa com os agricultores da feira e alunos da Faculdade de Agronomia, com a palestra “Soberania alimentar e alimentação saudável”, de Rosiele Cristiane Ludtke (MPA), e degustação de produtos orgânicos, Feira e exposição de livros Expressão Popular. Das 10h às 18h, na Faculdade de Agronomia (Av. Avenida Bento Gonçalves, 7712)
Lançamento do Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (ASSSAN Círculo) e Inauguração Unidade NutriSSAN da UFRGS. Palestra com Rosa Lia Barbieri (Embrapa) e mesa redonda com Maria Rita de Oliveira (Rede Nutrissan) e Dom Mauro Morelli.
Horário: a partir das 14h

Local: Auditório Nascente – Prédio Centenário (Praça Argentina – Campus Centro)

Mais informações: facebook.com/obssanrs/

Inscrições: http://bit.ly/2VoLffB

Roda de conversa: Agrotóxicos: um problema de saúde pública -palestrantes: Barbara Marianoff (especialista em Saúde Pública) e Sarita Mercedes Fernandez (bióloga, doutoranda em Desenvolvimento Rural/UFRGS).
Horário: das 15h30min às 17h

Local: Campus Centro – pátio ao lado da Faculdade de Educação

Mais informações: facebook.com/Contrapontoufrgs/

06 DE JUNHO

Palestra Alimentar-se é um ato político, com os palestrantes: Salete Carollo (Direção MST/Setor Gênero – Assentamento Hugo Chávez – Tapes) e Roberta Coimbra (Coordenação Estadual do Setor de Produção do MST – Assentamento Conquista da Luta – Rubira I – Piratini)

Horário: das 17h às 18h30min

Local: Auditório 1 da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (R. Ramiro Barcelos, 2705 – Campus Saúde).

Mais informações: facebook.com/feirafabico/

Fonte:
http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/semana-do-alimento-organico-tem-atividades-na-ufrgs?fbclid=IwAR2FE90YVau1r5WKOiIB0GYfBKfIL9FN8NgXZnrxcqe_tR28FR5bHwH2r2E

Crianças alemãs em férias no Brasil, aproveitaram para participar de aula de educação ambiental na área de projeto ambiental com apoio do Lions Clube de Natal Norte (adubação,plantação de 100 mudas de Pau-brasil e irrigação) no Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, em Natal,RN

A Mãe Terra é uma expressão comum para o planeta Terra em vários países e regiões, o que reflete a interdependência que existe entre os seres humanos, outras espécies vivas e o planeta que todos habitamos.

A Terra e seus ecossistemas são a nossa casa. A fim de alcançar um equilíbrio justo entre as necessidades econômicas, sociais e ambientais das gerações presentes e futuras, é necessário promover a harmonia com a natureza e a Terra.

Crianças e adolescentes do Projeto AMANA em ação ambiental junto com o Lions Clube de Natal Norte, no Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte,em Natal,RN

O Dia Internacional da Mãe Terra é comemorado para lembrar a cada um de nós que a Terra e seus ecossistemas nos proporcionam vida e sustento.

Este Dia também reconhece uma responsabilidade coletiva, como preconizada na Declaração do Rio de 1992, para promover a harmonia com a natureza e a Terra para alcançar um equilíbrio justo entre as necessidades econômicas, sociais e ambientais das gerações presentes e futuras da humanidade.

Celebração de Adesão e Parceria do Lions Clube de Natal Norte em projeto ambiental com o parque da Cidade Dom Nivaldo Monte

O Dia Internacional da Mãe Terra oferece uma oportunidade para aumentar a conscientização pública em todo o mundo para os desafios relacionados ao bem-estar do planeta e toda a vida que ele suporta.

Uma das 5 Metas globais do Lions Club International é o Meio Ambiente.
Nós Leões do Lions Clube de Natal Norte, servimos para proteger e restaurar de forma sustentável o nosso meio ambiente para melhorar o bem-estar de todas as comunidades, através de projetos ambientais com o parque da Cidade Dom Nivaldo Monte,Natal,RN


No dia do leonismo do RN celebramos Adesão e parceria do Lions Clube de Natal Norte com o Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte e Projeto Agente Mirim Ambiental de Natal (AMANA),com
presença de membros com o casal Presidente – CaL Maria Luzinete Viégas Nôga/Lisnildo “Lis”Nôga, acompanhados do Presidente do Conselho de Governadores do Distrito Múltiplo LA,CL Gervásio Barbosa de Araújo/CaL Maria da Conceição Mota,do Governador do Distrito LA-5 CL Euclides Marinho/CaL Águida Maria Ulisses Sobreira Mendes ,Secretário da Governadoria CL Éder Gomes de Sá Carvalho/CaL Indira Bezerra de Souza Carvalho, PDG 96-97 – LA -3-DMLA-Assessor de Relações Públicas -CL José Falcão,DMLA CL José Bonifácio da Cunha Nogueira/Cal Maria Aparecida C. Nogueira
Primeiro Vice-Governador-CL Adonias Dias Almeida/CaL Valdezira, dentre outros convidados leonísticos do LA-5., do Parque e Professores parceiros da UNINASSAU

À direita, o Vórtice Polar fotografado pelo astronauta Scott Kelly, da Estação Espacial Internacional. Foto: Flickr (CC)/NASA


No Dia da Terra, chefe da ONU pede compromisso com combate às mudanças climáticas

Em tweet para marcar o Dia da Terra, celebrado nesta segunda-feira (22), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu que todos se envolvam, da maneira que puderem, em ações contra as mudanças climáticas.
Na sede da ONU, em Nova Iorque, dirigentes da Organização e de seus países-membros alertaram para os riscos trazidos pelo aquecimento global e pela destruição do meio ambiente.

Também no Twitter, a presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Maria Fernanda Espinosa, disse que cuidar da natureza significa “cuidar das pessoas”. A equatoriana enfatizou a necessidade de respeitar os ciclos de vida naturais e de contribuir com a manutenção da biodiversidade, de modo que o mundo possar “continuar (a existir) e prosperar”.
“Somos a última geração que pode impedir danos irreparáveis ao planeta e aos seus habitantes”, tweetou Maria Fernanda.
“Estamos numa encruzilhada. Esse é o momento em que decidimos o caminho que queremos tomar, para evitar chegar a um caminho sem volta no aquecimento global. Já sabemos os resultados da inação.”

António Guterres ressaltou que todo dia — e não apenas a data dedicada ao planeta Terra — deve ser uma ocasião para realizar ações climáticas. O secretário-geral compartilhou o vídeo da ONU para marcar a data. A produção audiovisual exibe imagens de devastação ambiental e de fenômenos naturais associados às mudanças climáticas. Ao fundo, ouve-se o hit dos anos 1960 Baby I’m Yours, da norte-americana Barbara Lewis. A canção de amor acaba sendo transformada num apelo por mais cuidado com a natureza, que está sofrendo claramente com as ações do ser humano.
“Ela (a Terra) é tudo que temos. Vamos tratá-la melhor”, conclui o vídeo.

https://twitter.com/i/status/1120085048332517377


Em Nova Iorque, a Assembleia Geral da ONU promoveu o Diálogo Interativo sobre Harmonia com a Natureza. O evento reuniu delegações nacionais e oficiais seniores das Nações Unidas para discutir ações urgentes contra o aquecimento global. O debate lembrou a importância de manter o aumento da temperatura do planeta bem abaixo dos 2 ºC até o final do século, conforme previsto pelo Acordo de Paris.
O Dia da Terra reconhece a responsabilidade coletiva, conforme definido na Declaração do Rio de 1992, em promover a harmonia com a natureza e com o planeta, a fim de alcançar um equilíbrio entre as necessidades econômicas, sociais e ambientais das gerações presentes e futuras.
A data também é uma oportunidade de conscientizar a população de todo o mundo sobre os desafios associados ao equilíbrio da Terra e ao bem-estar de todas as formas de vida que vivem no planeta.
Para impulsionar a ambição em ações climáticas e acelerar progressos contra o aquecimento global, António Guterres vai realizar, em 23 de setembro, em Nova Iorque, a Cúpula de Ação Climática.

Mãe Terra: Educação e Mudança Climática

A mudança climática é uma das maiores ameaças ao desenvolvimento sustentável globalmente e é apenas um dos muitos desequilíbrios causados ​​pelas ações insustentáveis ​​da humanidade, com implicações diretas para as futuras gerações.

Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e o Acordo de Paris encorajam a cooperação internacional entre as partes sobre educação sobre mudança climática, treinamento, conscientização pública, participação pública e acesso público à informação.

Durante a comemoração do 10º aniversário do Dia Internacional da Mãe Terra, o Nono Diálogo Interativo da Assembléia Geral sobre Harmonia com a Natureza será realizado em 22 de abril de 2019 na Câmara do Conselho de Tutela. O Diálogo Interativo é discutir as contribuições da Harmonia com a Natureza para assegurar uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade para tomar medidas urgentes para combater as mudanças climáticas e seus impactos e inspirar os cidadãos e sociedades a reconsiderar como eles interagem com o mundo natural no contexto de desenvolvimento sustentável, erradicação da pobreza e justiça climática, de modo a assegurar que as pessoas em todos os lugares tenham informação e consciência relevantes para o desenvolvimento sustentável e estilos de vida em harmonia com a natureza.

Ação Climática

Para impulsionar a ambição e acelerar as ações para implementar o Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, sediará a Cimeira da Ação Climática de 2019, em 23 de setembro, para enfrentar o desafio climático.

Fontes

https://www.un.org/en/events/motherearthday/


https://www.flickr.com/photos/natal_norte/albums/72157704510167425

https://nacoesunidas.org/tema/ods13/

https://photos.app.goo.gl/q85Azv3CyPB4o99U8


Campanha de estudantes de Publicidade e Propaganda da UFC e Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco), que trabalha com os povos indígenas do Ceará, dá visibilidade às lutas dos povos indígenas do Ceará


Por Maristela Crispim

Extermínio de indígenas e invasão de seus territórios, luta pela demarcação de terras, preservação da memória e tradição das tribos são questões enfocadas na campanha para mídias sociais criada por alunos do Curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, do Instituto de Cultura e Arte (ICA) da Universidade Federal do Ceará (UFC), para o Dia do Índio (19 de abril).

O trabalho foi feito durante a disciplina opcional Ética Aplicada à Criação Publicitária, que está sendo ministrada neste semestre pela professora Glícia Pontes, numa parceria com a Organização Não-Governamental (ONG) Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco), que trabalha com os povos indígenas do Ceará.

“Estamos fazendo a campanha para dar visibilidade à luta dos povos indígenas aqui no Estado. Este ano tem sido bem difícil por conta da política anti indígena que se estabelece nesse novo governo por meio da Medida Provisória (MP) Nº 870”, explica a coordenadora executiva da Adelco, Adelle Azevedo.

“No Ceará são 22 terras reivindicadas e apenas uma com o processo concluído. A ideia da campanha é dar visibilidade às 14 etnias existentes no Estado e divulgar o Centro de Documentação da Adelco que é um local onde é possível encontrar informações sobre os povos”, esclarece Adelle.

Ainda segundo suas informações, hoje o principal desafios desses povos é a demarcação das terras, a manutenção e ampliação das políticas de saúde e educação indígena e a gestão ambiental das terras, além da garantias de política públicas para projetos produtivos.

Processo criativo colaborativo
Segundo a professora Glícia, na disciplina Ética aplicada à Criação Publicitária, se trabalha briefings que desafiem os estudantes a pensarem questões que muitas vezes são invisibilizadas do cotidiano do profissional de Comunicação.

“Somos motivados pela ideia de pensar algo sobre representações sociais, uma discussão que vem sendo muito fomentada no nosso cotidiano. Temos uma discussão avançada sobre mulheres e o público LGBT, mas nunca voltamos o olhar de uma forma mais aprofundada em direção à representação indígena na mídia. Daí pensamos na parceria com a Adelco, que tem um centro de documentação com pouca divulgação”, conta.

“Nós percebemos que uma das demandas deles eram as mídias sociais. A partir disso fizemos um processo criativo colaborativo, que contou com a presença da assessora de imprensa da ONG, a Roberta França; e de Isabelle Louise, que é Tremembé e é aluna do curso, embora não esteja matriculada nesta disciplina. Fizemos primeiro uma discussão sobre o que é ser indígena hoje, quais são os desafios, e percebemos que a principal reivindicação ainda é a demarcação das terras e como o Dia do Índio é visto de uma forma caricatural e pouco voltada às lutas indígenas. Daí resolvemos fazer uma campanha que enfrentasse alguns temas e definimos, juntos, quatro para as peças: Terra, Luta, Memória e Identidades”, explica.

“Entramos em discussão do que é necessário para nós, indígenas, vivermos, e como temos expressado nossa luta por meio desses temas”, reforça Isabelle Louise, que e estudante do oitavo semestre e responsável pelas fotos utilizadas na campanha.

Glícia destaca que, a ideia dessa disciplina é se desafiar a pensar de uma forma mais colaborativa, que passa muito mais verdade. “O que a gente vê, muitas vezes, são essas pautas de representatividade social serem tratadas, elaboradas por pessoas que não vivenciam aquela realidade e por isso trabalham de uma forma extremamente caricatural e estereotipada. Nós tentamos nos aproximar para ter mais consistência. Óbvio que, como são peças pontuais, rápidas, não dá para contemplar tudo. O que quisemos deixar claro é que o Dia do Índio não é dia de se fantasiar de índio. É dia de pensar sobre esses povos, que vivem um processo de extermínio há séculos e que construíram a nossa história.

A campanha consta de quatro peças intituladas “Terra“, “Luta“, “Memória” e “Identidades“, acompanhadas de texto explicativo. O programador visual da Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC, Norton Falcão, colaborou na orientação para a finalização das peças.

O material começou a ser divulgado nesta semana nas páginas da Adelco no Facebook (https://www.facebook.com/adelcobrasil) e Instagram (@adelcobrasil).

TAGS: (ADELCO ASSOCIAÇÃO PARA DESENVOLVIMENTO LOCAL CO-PRODUZIDO), CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO DA ADELCO, CURSO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA, DIA DO ÍNDIO, ESPECIAL, ÉTICA APLICADA À CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA, IDENTIDADES, INSTITUTO DE CULTURA E ARTE (ICA), LUTA, MEMÓRIA, ORGANIZAÇÃO NÃO-GOVERNAMENTAL (ONG), TERRA, UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ (UFC)

Fonte

Campanha revê representação indígena na mídia

#adelco #diadoindio #identidade #ICA #luta #memoria #terra #UFC

19 de abril,nada a ser comemorado pq os povos indígenas continuam sendo crucificados

Partindo de uma visão cristã poderíamos dizer que os povos indígenas, no Brasil, estão sendo crucificados, por um governo que diz se sustentar em princípios cristãos, uma afirmação que de fato não responde às atitudes reais.

Nada é por acaso, e não é por acaso que no ano de 2019, o “Dia do Índio”, um termo pejorativo desde que foi acunhado pelos invasores europeus, seja na Sexta-feira Santa, o dia em que os católicos fazemos memória da Crucifixão de Jesus, alguém que morreu porque era contra o sistema estabelecido.

No Brasil, aos poucos foi se instalando um sistema que colocou os povos indígenas como “empecilho para o desenvolvimento”, uma ideia que cobrou força no tempo da Ditadura Militar, que assolou o país por mais de vinte anos e marcou uma política de perseguição contra os povos originários, especialmente na Amazônia, onde os grandes projetos foram se instalando como promessa de um desenvolvimento que que só beneficiou uns poucos e prejudicou os mais pobres e o meio ambiente, preservado secularmente pelos povos originários, os melhores guardiões da Casa Comum.

Essa foi uma política continua nos últimos cinquenta anos, mas que desde 1º de janeiro aumentou de forma desmedida, por parte de um governo que seus primeiros 100 dias de governo, tem sido de guerra contra os povos indígenas, como afirmou Fiona Watson, diretora de pesquisas da Survival International, protetora dos direitos indígenas.

Aldeia Indígena Aracuã

No artigo, publicado originalmente no blog 35000 Milliones / Planeta Futuro, ela afirma que “esta administração racista está lançando abertamente um ataque sem precedentes contra os povos indígenas do Brasil, com o objetivo explícito de destruí-los como povos, assimilando-os pela força e saqueando suas terras”. Desde uma visão cristã poderíamos dizer que os povos indígenas, no Brasil, estão sendo crucificados, por um governo que diz se sustentar em princípios cristãos, uma afirmação que de fato não responde às atitudes reais.

Reunião de apoio e criação do GT-Mediação de Conflitos Indígenas

A visão racista do novo presidente é uma constante em sua vida política, com afirmações que em muitos países seriam motivo de punição, pois não respeitam os princípios da Constituição Federal, lei suprema do estado brasileiro. Resultam inaceitáveis algumas de suas afirmações, “pena que a cavalaria brasileira não tenha sido tão eficiente quanto a americana, que exterminou os índios”, ao mesmo tempo que outras mostram uma grande falta de conhecimento histórico, “não tem terra indígena onde não têm minerais. Ouro, estanho e magnésio estão nessas terras, especialmente na Amazônia, a área mais rica do mundo. Não entro nessa balela de defender terra pra índio”. Por outro lado, aqueles que o elegeram sabiam quais eram seus propósitos, “se eu assumir [a Presidência do Brasil] não terá mais um centímetro para terra indígena”. A última medida foi colocar a Força Nacional de Segurança nas ruas de Brasília para impedir o bom decorrer do Acampamento Terra Livre.

No dia 11 de abril, um decreto presidencial extinguia os conselhos sociais do governo federal, dentre eles vários que tem a ver com os povos indígenas, como o Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI) e a Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena (CNEEI), que acompanhava a execução de políticas públicas para quase 3 mil escolas indígenas espalhadas pelo país.

A medida visa asfixiar os instrumentos democráticos de participação social na definição de políticas públicas e controle social, como recolhe em seu site o Conselho Indigenista Missionário – CIMI, que já foi definido pelo atual presidente brasileiro como “parte podre da Igreja católica”.

O apoio do CIMI é fundamental nas lutas de nossos povos indígenas.

Qual é o futuro dos povos indígenas no Brasil? Essa é uma pergunta que cada vez está mais presente na mente de muitos brasileiros. É por isso que se faz necessária uma reação a partir da fé naquele que foi crucificado. Não podemos esquecer que a Vida está acima da morte, que estar junto aos povos indígenas é estar do lado de quem pode nos ensinar a cuidar da Mãe Terra como um bem sagrado e indispensável no presente e no futuro da humanidade.

CEBs e Pastorais pelo bem viver de nossos povos indígenas

O Papa Francisco em sua peregrinação pelos povos indígenas

A Igreja católica está vivendo um tempo de graça, um kairós, com o Sínodo da Amazônia, onde os povos indígenas têm um papel fundamental, resultando decisivo seu aporte na tentativa de encontrar novos caminhos para uma ecologia integral. Escutemos suas dores, que é a mesma dor daquele que foi transpassado pela lança de um sistema que o via como inimigo para seus planos perversos. Fazer memória do passado é instrumento para ler o presente, para entender que Jesus continua sendo crucificado nos povos indígenas, inclusive por quem se diz religioso, e acha estar agindo em nome de um Deus que ele coloca acima de tudo.

Fontes:

CEBs Manaus na vivência da comunidade Ticuna

https://photos.google.com/u/1/album/AF1QipNJDyKzAw4Eq-sR9nH9PBoEiK1rZnhj3zbMzOUH?key=CMvbuOrxkaGUFg

https://photos.google.com/u/1/album/AF1QipNnQ8oy7V8gor-VietB5xvAzj7lnZ7imqavWYqd?key=COS2_4aCzN2qAQ

https://photos.app.goo.gl/P24MbsX3vQyq8g577

https://photos.app.goo.gl/b3hKcSYs8vHJnc8C9

https://photos.app.goo.gl/A2MDonRTLU8TDvDs5

https://photos.app.goo.gl/iytAAXkt5G1Yg7fKA

https://goo.gl/photos/Nmwni7UU2q4ajnUr8

Óleo de Pequi indígena_isa4685O óleo de pequi, ou Hwĩn Mbê na língua indígena, é produzido pelos Kĩsêdjê, que vivem na Terra Indígena Wawi, no Território Indígena do Xingu (TIX). O pequi, importante componente da cultura deste povo, é utilizado tanto para alimentação quanto para o reflorestamento de áreas degradadas na região. Árvore nativa domesticada, o pequi existe nas roças Kĩsêdjê há séculos. Seu fruto tem um valor que transcende a culinária e está presente nos mitos, nos rituais e nas festas do povo Kĩsêdjê. O Hwĩn Mbê é produzido de forma tradicional – inteiramente a frio – o que resulta em um produto único, que preserva o sabor, a cor, o perfume e as propriedades do fruto. A extração começou em 2011, em um trabalho coordenado pela Associação Indígena Kĩsêdjê(AIK), com apoio técnico do ISA e financeiro do Instituto Bacuri e do Grupo Rezek.

Valor do pote:  R$33,50

“Uma das riquezas da nossa sociobiodiversidade. É o conceito que expressa a inter-relação entre diversidade biológica e a diversidade de sistemas socioculturais. Ou seja, são os mais variados produtos agrícolas que um país consegue produzir respeitando e integrando processos de agricultores locais (serviços) que possuem modos diferentes e/ou adaptados de cultivo”disse a educadora ambiental e Prêmio Tuxáua2010, Marly Cuesta.

Esse conceito está ligado à sua cadeia produtiva, que consiste em um sistema integrado, constituído por atores interdependentes e por uma sucessão de processos de educação, pesquisa, manejo e produção, beneficiamento a distribuição, comercialização e consumo de produtos e serviços da sociobiodiversidade, com identidade cultural e incorporação de valores e saberes locais, que asseguram a distribuição justa e equitativa dos seus benefícios.

Entende-se por biodiversidade a variedade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; envolvendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.

E nesse quesito, o Brasil é excelente por natureza. Somos considerados um país muito diversificado por integrar o grupo dos 20 países que, juntos, possuem mais de 70% da biodiversidade do planeta em apenas 10% da superfície. Apresenta uma natureza exuberante de espécies e paisagens com características peculiares e intrínsecas a cada Bioma: a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga, a Mata Atlântica, a Zona Costeira Marinha e o Pampa.

Por sua vez, toda essa riqueza biológica também está associada a uma grande diversidade sociocultural, que pode ser representada por mais de 200 povos indígenas e por inúmeras comunidades tradicionais, como quilombolas, extrativistas, pescadores, agricultores familiares, entre outras.

Estas comunidades são as detentoras de todo o conhecimento associado a esses agroecossistemas, podendo ou não, serem valorizadas nas questões que envolvem o manejo e a preservação de toda essa biodiversidade.

O governo Lula, desenvolveu essa área integrando ações voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas e à consolidação de mercados sustentáveis para os produtos oriundos da sociobiodiversidade brasileira, dentro da Secretaria de Agricultura Familiar.

sociobiodiversidade

Além disso, o governo também implementou, em 2008, o Plano Nacional da Sociobiodiversidade para a promoção das cadeias de produtos, agregação de valor socioambiental, geração de renda das famílias e a segurança alimentar de povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares.

Fontes:

https://loja.socioambiental.org/oleo-de-pequi-do-povo-kisedje.html?utm_source=isa&utm_medium=redes&utm_campaign=loja&fbclid=IwAR1bYvtWplaVwDmBeXCzIFF2COCtdowrEP_Z9gqbLu7NBZrqfGC2_jWxDbw

Entenda o conceito da Sociobiodiversidade