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AGES – Associação Gaúcha de Escritores

A Associação Gaúcha de Escritores (AGES) está convidando todos os associados, professores e demais interessados para uma nova reunião nesta segunda-feira, dia 21 de agosto, às 18h30min, para discutir estratégias de luta pela permanência do Programa de Leitura Adote um Escritor. A reunião, promovida pela Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura, da Câmara Municipal de Porto Alegre, será realizada na sala 302 da Câmara. Ela dará continuidade à reunião realizada no dia 2 deste mês, quando a AGES lançou um manifesto a favor do Adote (leia a íntegra do Manifesto aqui).

O programa, que vem sendo desenvolvido com sucesso há 16 anos na Capital e se consagrou como uma referência nacional em políticas públicas de incentivo à leitura, está ameaçado de ser extinto ou ter seu formato original descaracterizado a partir deste ano, por decisão do prefeito Nelson Marchezan Junior.

A AGES também está engajada à campanha #SouAdote, pela manutenção do programa. Manifeste seu apoio acessando a página:

http://goo.gl/roZXEc

Programa Adote um Escritor

O Programa de Leitura Adote um Escritor objetiva articular a leitura e o trabalho transdisciplinar de obras literárias, constituindo-se na política de leitura da Secretaria Municipal de Educação. Destina-se às escolas da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre, incluindo Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação Especial e Educação de Jovens e Adultos. O Programa conta com dotação orçamentária própria da Prefeitura de Porto Alegre, sendo a verba encaminhada diretamente às escolas, para que possam adquirir obras literárias que passam a compor suas bibliotecas escolares.

Dentre as ações do Programa está aquisição de obras literárias de autores (escritores e/ou ilustradores) do Rio Grande do Sul e de todo o Brasil. Para o pleno desenvolvimento do Programa, a Smed mantém assessoria pedagógica constante às escolas, para que as mesmas apropriem-se amplamente da obra de um autor, o qual é escolhido coletivamente pela escola. Posteriormente, o autor realiza uma visita à escola, objetivando um contato mais próximo com toda comunidade escolar. Como complemento ao Programa, são realizadas visitas à Feira do Livro de Porto Alegre.

Em sua primeira edição, sob a coordenação da professora Angela da Rocha Rolla, o projeto-piloto foi desenvolvido em​ ​dez escolas.​ ​O projeto previa o repasse de verba às escolas para a aquisição de obras literárias do escritor escolhido e, após a leitura e a realização de atividades​ ​pedagógicas relacionadas aos livros, ocorria a visita do escritor adotado. Nos anos seguintes, devido ao sucesso da iniciativa, ampliou-se o interesse das escolas e hoje 100% da​ ​rede​ ​municipal de ensino​ ​participa do Programa.

A Câmara Rio-Grandense do Livro​ ​oferece uma lista de nomes de autores disponíveis para adoção.​ ​A cada ano, mais autores manifestam interesse em participar deste Programa, que é reconhecido como uma das melhores iniciativas de incentivo à leitura no país. Desde a sua criação, mais de​ ​200 escritores e ilustradores já participaram do Adote um Escritor.

Em 2015,​ ​​69 escritores​ ​participaram de 132 encontros, com o envolvimento de​ ​13.292 estudantes. Mais de 5.000 alunos visitaram a 61ª Feira do Livro de Porto Alegre. Estiveram nas ações ligadas ao programa 1.140 educadores e 489 funcionários de escolas.

Uma iniciativa originada no programa foi o Porto Leitura Alegre, conhecido como PLA, que já conta com duas edições. Os grupos de contadores de histórias formados nas nossas escolas têm a oportunidade de apresentar suas performances e receberem o carinho e reconhecimento do público presente na Feira do Livro de Porto Alegre. O PLA acontece em ​um​ dia da programação infantojuvenil da Feira no Teatro Carlos Urbim (antigo Teatro Sancho Pança).
“Faz necessário e urgente a nossa sociedade apoiar as demandas e ações dessa importante organizaçao gaúcha, a AGES”,clama a Gestora do Ponto de Leitura e Ponto de Cultura Vitória-Régia e Tuxáua”,Marly Cuesta.
Fonte:
http://www.ages.org.br/?nid=8216

A Feira, com início às 18h desta quinta-feira, levará para a população uma amostra do que é a arte e a culinária indígena.


Estarão expostas cestarias, peças de artesanato, panela de barro, brincos e colares, para visitação e venda (Fotos: Divulgação)

A cultura indígena ganhará espaço especial nos dias 17 a 19 de agosto no Roraima Garden Shopping, situado na zona Leste de Boa Vista, com a realização de uma Feira de Artesanato Indígena.

A Feira, com início às 18h desta quinta-feira, levará para a população uma amostra do que é a arte e a culinária indígena de cinco etnias existentes em Roraima.

Estarão expostas cestarias, peças de artesanato, panela de barro, brincos e colares, para visitação e venda a partir de R$10,00 e o pagamento à vista.

Os produtos confeccionados pertencem a história e características das etnias Yekuana, Yanomami, Macuxi, Taurepang e Wapichana.

O evento acontece em parceria do Roraima Garden com a Secretaria Estadual do Índio (Sei), por meio do Centro de Artesanato Ko’Go Damiana, e o Centro de Artesanato da Orla Tauman.

A diretora do Centro de Artesanato Ko’Go Damiana, Siria Mota, explica que essa parceria com o Shopping tem oportunizado a proximidade da população local e turistas com a arte da região. “É uma parceria que deu certo. Essa é a segunda vez que levamos a arte indígena ao Shopping”, destacou.

A gerente do mall, Gisele Mesquita, disse que essa é a missão do Roraima Garden Shopping, aproximar e integra todas as culturas em um só lugar. “São eventos importantes que agregam muito valor e conhecimento para quem frequenta o espaço”, complementou.

Fonte:

http://www.folhabv.com.br/noticia/Feira-Indigena-mostra-culinaria-de-cinco-etnias-em Roraima/31394#.WZYWvATLMPp.facebook

O Ministério do Esporte do Brasil, o Comitê Intertribal (ITC), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a UNESCO lançaram nesta semana uma publicação sobre os primeiros Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, realizados em Palmas, no Tocantins, em 2015. Competição reuniu mais de 2 mil atletas, representantes de 30 nacionalidades e 24 etnias. Documento aborda organização e conceitos por trás do campeonato

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Jogos Mundiais dos Povos Indígenas reuniram mais de 2 mil atletas em Palmas, no Tocantins. Foto: Jogos Mundiais dos Povos Indígenas

O Ministério do Esporte do Brasil, o Comitê Intertribal (ITC), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a UNESCO lançaram nesta semana uma publicação sobre os primeiros Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, realizados em Palmas, no Tocantins, em 2015. Competição reuniu mais de 2 mil atletas, representantes de 30 nacionalidades e 24 etnias. Documento aborda organização e conceitos por trás do campeonato.

O lançamento acontece na mesma semana em que a ONU lembra o Dia Internacional dos Povos Indígenas (9 de agosto).

A UNESCO lembra que a realização de eventos como os Jogos Mundiais vai ao encontro do que foi determinado por importantes marcos internacionais, como a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, de 2007, e a Declaração de Punta del Este, de 1999. Ambas instam os países a valorizar os jogos indígenas e tradicionais.

Recomendações das duas Declarações incluem a elaboração de uma “lista mundial de esportes e jogos” e a promoção de “festivais mundiais e regionais”.

Acesse a publicação sobre os I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas: em portuguêsem inglês.

Fonte:

https://nacoesunidas.org/onu-e-governo-lancam-publicacao-sobre-os-jogos-mundiais-dos-povos-indigenas/

downloadVenha comemorar com as comunidades quilombolas do Vale do Ribeira e participar da décima edição da feira de sementes e mudas, com apoio do ISA e parceiros. Será no próximo 19 de agosto, na cidade de Eldorado (SP), com debates, barraquinhas na praça, apresentações culturais e show de encerramento.

Bate papo sobre os territórios e as ameaças aos direitos quilombolas na parte da manhã, feira de troca de sementes e mudas à tarde com apresentações culturais de cantores quilombolas, fandango, dança da Nhá Maruca, cantores quilombolas, capoeira e encerramento com um show dos violeiros Levi Ramiro e Paulo Freire promovido pelo Sesc Registro. É desse jeito que os quilombolas do Vale do Ribeira vão celebrar a edição de dez anos da Feira de troca de sementes e mudas tradicionais das comunidades, que acontece na cidade de Eldorado (SP), na Praça Nossa Senhora da Guia, no próximo dia 19 de agosto.

A mesa de bate papo sobre os territórios quilombolas vai contar com a presença da Conaq (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas), representada por seu coordenador Denildo Biko Rodrigues, que nasceu no quilombo de Ivaporunduva, em Eldorado, e por Ronaldo dos Santos, do quilombo Campinho, de Paraty (RJ). Além deles, participarão do debate Débora de Almeida, do Quilombo São Pedro, e Osvaldo dos Santos, do Quilombo Porto Velho, que contribuem com a organização da feira desde seu início. Eles irão falar sobre a relação da feira com a luta pela terra. Nunca é demais lembrar que sem território titulado a sobrevivência das comunidades, sua reprodução social e cultural fica seriamente ameaçada

Nesses dez anos de trocas de sementes e mudas entre as comunidades muito se avançou. Mais de 200 variedades foram compartilhadas. Um Paiol de sementes foi criado para armazená-las. E mais e mais variedades foram sendo trazidas a cada edição da feira, fortalecendo o Sistema Agrícola Tradicional Quilombola. Os debates sobre temas diversos e atuais como mudanças climáticas, segurança alimentar, biodiversidade, agricultura tradicional, que sempre precederam as edições da feira, focaram e continuam a focar na importância das roças que garantem os alimentos e geram renda para as comunidades.

A fundação da Cooperquivale – Cooperativa dos Quilombos do Vale do Ribeira – foi mais um gol marcado pelas comunidades nesta década. Hoje, são comercializados mais de 80 toneladas mensais de produtos de suas roças para os programas de governo como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o PAA (Programa Nacional de Aquisição de Alimentos). Mais recentemente, como resultado do fortalecimento do Sistema Agrícola Tradicional Quilombola, algumas comunidades vêm retomando a realização dos mutirões da colheita de arroz. O trabalho coletivo fortalece os vínculos e reforça a identidade cultural dos quilombolas.

Além de conhecer as variedades de milho, arroz, batata, cará, inhame entre outros produtos, você poderá experimentar durante a Feira de Troca de Sementes e Mudas as delícias da culinária quilombola como a taiada, a rapadura, o bolo de roda, a banana chips entre outros.

Você é nosso convidado! Venha comemorar, dançar e cantar com a gente.

ServiçoO que: Feira de Troca de sementes e Mudas do Vale do Ribeira (SP)
Quando: 19/8 – das 10h às 21h (confira a programação abaixo)
Onde: Eldorado (SP)
Confirme sua presença e convide seus amigos!

Programação

10 às 12h – Debate “10 anos de feira de troca de sementes e mudas das comunidades quilombolas” e “Território e conjuntura”. Local: Igreja Batista
14h às 18h – 10ª Feira de Troca de Sementes e Mudas Tradicionais Quilombolas do Vale do Ribeira. Apresentações de dança Nhá Maruca, grupo de fandango batido de São Gonçalo, violeiros e grupos de capoeira. Local: Praça Nossa Senhora da Guia.
19h – Show de encerramento com Levi Ramiro e Paulo Freire. Local: Praça Nossa Senhora a Guia

Fonte

https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/quilombolas-do-vale-do-ribeira-festejam-dez-anos-de-sua-feira-de-sementes

 

 

Mobilização Nacional Indígena

Atividades realizadas em Brasília e São Paulo também abordaram retrocessos promovidos pelo atual governo contra os direitos indígenas

Audiência pública no Senado Federal e ato-debate na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) reuniram falas importantes na defesa do direito originário dos povos indígenas aos seus territórios. As atividades foram realizadas ao longo desta terça (08) e fazem parte da agenda nacional de mobilizações contra a tese do marco temporal e os retrocessos impostos aos direitos indígenas pelo governo Temer. Até o dia 16 de agosto, são esperadas novas mobilizações e atividades em todo o Brasil.

Saiba mais sobre a agenda da semanae sobre a campanha Nossa história não começa em 1988! 

“Se for aprovado o marco temporal, vai ser aprovada o massacre, o derramamento de sangue, o genocídio, a expulsão e os ataques paramilitares que estamos sofrendo em nossas bases”, alertou Eliseu Lopes Guarani Kaiowá…

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Antropóloga de Cusco, é a primeira doutoranda que defende sua tese no idioma de seus antepassados

Fernando Iwasaki

Retrato do inca Huayna Cápac GETTY IMAGES

Em março de 2017, a antropóloga Carmen Escalante, da cidade de Cusco, no Peru, professora da Universidade San Antonio Abad de Cusco, defendeu na Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha, a tese de doutorado Rugido Alzado en Armas. Los Descendientes de Incas y la Independencia del Perú (Rugido em Pé de Guerra. Os Descendentes de Incas e a Independência do Peru). O acontecimento em si não teria maior transcendência se não fosse pelo fato de que a doutoranda era uma descendente direta do inca Yáwar Huácaq; que fontes de sua pesquisa se basearam em documentos coloniais guardados por sua família desde 1545; e porque defendeu sua tese em quíchua, o antigo idioma runa simi dos incas.

Assim, perante uma banca composta por professores das universidades de Múrcia, Sorbonne e Loyola Andaluzia, Escalante fez seu discurso em quíchua enquanto projetava a tradução em espanhol do texto. Seu gesto teve um enorme valor simbólico por três razões: primeiro, porque deu visibilidade a uma língua ainda falada nos Andes por 10 milhões de pessoas; segundo, porque em sua própria alma mater não teria podido defender sua tese na língua dos incas; e terceiro, porque falar quíchua na antiga metrópole era uma espécie de justiça poética para seus antepassados.

Em 1550, Francisca Pizarro Yupanqui — neta do inca Huayna Cápac e filha natural do conquistador Francisco Pizarro — foi enviada para Trujillo, em Estremadura (Espanha), e forçada a se casar com um tio. A fachada do Palácio da Conquista ainda exibe uma escultura de Doña Francisca, que acabou se tornando personagem de Tirso de Molina. Por outro lado, em 1603, Ana María de Loyola Coya — neta do inca Sairy Túpac e filha do governador Martín García de Loyola — foi enviada para Valladolid e obrigada a se casar com Juan Enríquez de Borja, com quem fundou o Marquesado de Oropesa. Assim, os filhos do casal se uniram aos fundadores dos jesuítas e aos incas de Cusco. Ambas as mulheres foram banidas para que sua descendência nunca se transformasse em agente de conflito, mas também deixaram os Andes falando quíchua, um idioma que desapareceu com elas, e que outra mulher inca nunca mais falou na Espanha até a defesa da tese de doutorado de Escalante.

Segundo o professor Juan Marchena, orientador da antropóloga de Cusco, a defesa da tese não significou apenas a primeira dissertação doutoral em quíchua na Europa, mas também o início de uma série de defesas que permitirá que estudantes do continente americano possam defender seus doutorados em suas respectivas línguas nativas. Marchena está animado, porque em setembro está prevista a defesa de uma tese em aimará.

Enquanto isso, Escalante retomou suas pesquisas diárias em Cusco, onde republicou a Autobiografia de Gregorio Condori Mamani (Ceques. Cusco, 2014), um clássico quíchua escrito com seu marido, Ricardo Valderrama, eminente antropólogo e professor da Universidade San Antonio Abad de Cusco, e ele próprio um descendente do inca Túpac Yupanqui. Os incas já não combatem, mas se tornam doutores, ensinam na universidade e defendem teses em quíchua.

Fernando Iwasaki é escritor, crítico e historiador, nascido em Lima em 1961, no seio de uma família com raízes japonesas. Foi professor de História em seu país natal até que em 1989 começou uma nova vida em Sevilha, dirigiu a revista literária “Renascimento”. Atualmente é professor da Universidade Loyola Andaluzia. Tem, também, uma ampla obra literária.

Fonte:
https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/03/cultura/1501793917_804712.html?id_externo_rsoc=SharePoiNt uuuu

São diversas as lendas indígenas de criação do universo que nos levam a viajar por mundos distantes e descobrir novos significados para a existência.
BETTY MINDLIN

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