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Campanha de estudantes de Publicidade e Propaganda da UFC e Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco), que trabalha com os povos indígenas do Ceará, dá visibilidade às lutas dos povos indígenas do Ceará


Por Maristela Crispim

Extermínio de indígenas e invasão de seus territórios, luta pela demarcação de terras, preservação da memória e tradição das tribos são questões enfocadas na campanha para mídias sociais criada por alunos do Curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, do Instituto de Cultura e Arte (ICA) da Universidade Federal do Ceará (UFC), para o Dia do Índio (19 de abril).

O trabalho foi feito durante a disciplina opcional Ética Aplicada à Criação Publicitária, que está sendo ministrada neste semestre pela professora Glícia Pontes, numa parceria com a Organização Não-Governamental (ONG) Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco), que trabalha com os povos indígenas do Ceará.

“Estamos fazendo a campanha para dar visibilidade à luta dos povos indígenas aqui no Estado. Este ano tem sido bem difícil por conta da política anti indígena que se estabelece nesse novo governo por meio da Medida Provisória (MP) Nº 870”, explica a coordenadora executiva da Adelco, Adelle Azevedo.

“No Ceará são 22 terras reivindicadas e apenas uma com o processo concluído. A ideia da campanha é dar visibilidade às 14 etnias existentes no Estado e divulgar o Centro de Documentação da Adelco que é um local onde é possível encontrar informações sobre os povos”, esclarece Adelle.

Ainda segundo suas informações, hoje o principal desafios desses povos é a demarcação das terras, a manutenção e ampliação das políticas de saúde e educação indígena e a gestão ambiental das terras, além da garantias de política públicas para projetos produtivos.

Processo criativo colaborativo
Segundo a professora Glícia, na disciplina Ética aplicada à Criação Publicitária, se trabalha briefings que desafiem os estudantes a pensarem questões que muitas vezes são invisibilizadas do cotidiano do profissional de Comunicação.

“Somos motivados pela ideia de pensar algo sobre representações sociais, uma discussão que vem sendo muito fomentada no nosso cotidiano. Temos uma discussão avançada sobre mulheres e o público LGBT, mas nunca voltamos o olhar de uma forma mais aprofundada em direção à representação indígena na mídia. Daí pensamos na parceria com a Adelco, que tem um centro de documentação com pouca divulgação”, conta.

“Nós percebemos que uma das demandas deles eram as mídias sociais. A partir disso fizemos um processo criativo colaborativo, que contou com a presença da assessora de imprensa da ONG, a Roberta França; e de Isabelle Louise, que é Tremembé e é aluna do curso, embora não esteja matriculada nesta disciplina. Fizemos primeiro uma discussão sobre o que é ser indígena hoje, quais são os desafios, e percebemos que a principal reivindicação ainda é a demarcação das terras e como o Dia do Índio é visto de uma forma caricatural e pouco voltada às lutas indígenas. Daí resolvemos fazer uma campanha que enfrentasse alguns temas e definimos, juntos, quatro para as peças: Terra, Luta, Memória e Identidades”, explica.

“Entramos em discussão do que é necessário para nós, indígenas, vivermos, e como temos expressado nossa luta por meio desses temas”, reforça Isabelle Louise, que e estudante do oitavo semestre e responsável pelas fotos utilizadas na campanha.

Glícia destaca que, a ideia dessa disciplina é se desafiar a pensar de uma forma mais colaborativa, que passa muito mais verdade. “O que a gente vê, muitas vezes, são essas pautas de representatividade social serem tratadas, elaboradas por pessoas que não vivenciam aquela realidade e por isso trabalham de uma forma extremamente caricatural e estereotipada. Nós tentamos nos aproximar para ter mais consistência. Óbvio que, como são peças pontuais, rápidas, não dá para contemplar tudo. O que quisemos deixar claro é que o Dia do Índio não é dia de se fantasiar de índio. É dia de pensar sobre esses povos, que vivem um processo de extermínio há séculos e que construíram a nossa história.

A campanha consta de quatro peças intituladas “Terra“, “Luta“, “Memória” e “Identidades“, acompanhadas de texto explicativo. O programador visual da Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC, Norton Falcão, colaborou na orientação para a finalização das peças.

O material começou a ser divulgado nesta semana nas páginas da Adelco no Facebook (https://www.facebook.com/adelcobrasil) e Instagram (@adelcobrasil).

TAGS: (ADELCO ASSOCIAÇÃO PARA DESENVOLVIMENTO LOCAL CO-PRODUZIDO), CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO DA ADELCO, CURSO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA, DIA DO ÍNDIO, ESPECIAL, ÉTICA APLICADA À CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA, IDENTIDADES, INSTITUTO DE CULTURA E ARTE (ICA), LUTA, MEMÓRIA, ORGANIZAÇÃO NÃO-GOVERNAMENTAL (ONG), TERRA, UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ (UFC)

Fonte

Campanha revê representação indígena na mídia

#adelco #diadoindio #identidade #ICA #luta #memoria #terra #UFC

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19 de abril,nada a ser comemorado pq os povos indígenas continuam sendo crucificados

Partindo de uma visão cristã poderíamos dizer que os povos indígenas, no Brasil, estão sendo crucificados, por um governo que diz se sustentar em princípios cristãos, uma afirmação que de fato não responde às atitudes reais.

Nada é por acaso, e não é por acaso que no ano de 2019, o “Dia do Índio”, um termo pejorativo desde que foi acunhado pelos invasores europeus, seja na Sexta-feira Santa, o dia em que os católicos fazemos memória da Crucifixão de Jesus, alguém que morreu porque era contra o sistema estabelecido.

No Brasil, aos poucos foi se instalando um sistema que colocou os povos indígenas como “empecilho para o desenvolvimento”, uma ideia que cobrou força no tempo da Ditadura Militar, que assolou o país por mais de vinte anos e marcou uma política de perseguição contra os povos originários, especialmente na Amazônia, onde os grandes projetos foram se instalando como promessa de um desenvolvimento que que só beneficiou uns poucos e prejudicou os mais pobres e o meio ambiente, preservado secularmente pelos povos originários, os melhores guardiões da Casa Comum.

Essa foi uma política continua nos últimos cinquenta anos, mas que desde 1º de janeiro aumentou de forma desmedida, por parte de um governo que seus primeiros 100 dias de governo, tem sido de guerra contra os povos indígenas, como afirmou Fiona Watson, diretora de pesquisas da Survival International, protetora dos direitos indígenas.

Aldeia Indígena Aracuã

No artigo, publicado originalmente no blog 35000 Milliones / Planeta Futuro, ela afirma que “esta administração racista está lançando abertamente um ataque sem precedentes contra os povos indígenas do Brasil, com o objetivo explícito de destruí-los como povos, assimilando-os pela força e saqueando suas terras”. Desde uma visão cristã poderíamos dizer que os povos indígenas, no Brasil, estão sendo crucificados, por um governo que diz se sustentar em princípios cristãos, uma afirmação que de fato não responde às atitudes reais.

Reunião de apoio e criação do GT-Mediação de Conflitos Indígenas

A visão racista do novo presidente é uma constante em sua vida política, com afirmações que em muitos países seriam motivo de punição, pois não respeitam os princípios da Constituição Federal, lei suprema do estado brasileiro. Resultam inaceitáveis algumas de suas afirmações, “pena que a cavalaria brasileira não tenha sido tão eficiente quanto a americana, que exterminou os índios”, ao mesmo tempo que outras mostram uma grande falta de conhecimento histórico, “não tem terra indígena onde não têm minerais. Ouro, estanho e magnésio estão nessas terras, especialmente na Amazônia, a área mais rica do mundo. Não entro nessa balela de defender terra pra índio”. Por outro lado, aqueles que o elegeram sabiam quais eram seus propósitos, “se eu assumir [a Presidência do Brasil] não terá mais um centímetro para terra indígena”. A última medida foi colocar a Força Nacional de Segurança nas ruas de Brasília para impedir o bom decorrer do Acampamento Terra Livre.

No dia 11 de abril, um decreto presidencial extinguia os conselhos sociais do governo federal, dentre eles vários que tem a ver com os povos indígenas, como o Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI) e a Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena (CNEEI), que acompanhava a execução de políticas públicas para quase 3 mil escolas indígenas espalhadas pelo país.

A medida visa asfixiar os instrumentos democráticos de participação social na definição de políticas públicas e controle social, como recolhe em seu site o Conselho Indigenista Missionário – CIMI, que já foi definido pelo atual presidente brasileiro como “parte podre da Igreja católica”.

O apoio do CIMI é fundamental nas lutas de nossos povos indígenas.

Qual é o futuro dos povos indígenas no Brasil? Essa é uma pergunta que cada vez está mais presente na mente de muitos brasileiros. É por isso que se faz necessária uma reação a partir da fé naquele que foi crucificado. Não podemos esquecer que a Vida está acima da morte, que estar junto aos povos indígenas é estar do lado de quem pode nos ensinar a cuidar da Mãe Terra como um bem sagrado e indispensável no presente e no futuro da humanidade.

CEBs e Pastorais pelo bem viver de nossos povos indígenas

O Papa Francisco em sua peregrinação pelos povos indígenas

A Igreja católica está vivendo um tempo de graça, um kairós, com o Sínodo da Amazônia, onde os povos indígenas têm um papel fundamental, resultando decisivo seu aporte na tentativa de encontrar novos caminhos para uma ecologia integral. Escutemos suas dores, que é a mesma dor daquele que foi transpassado pela lança de um sistema que o via como inimigo para seus planos perversos. Fazer memória do passado é instrumento para ler o presente, para entender que Jesus continua sendo crucificado nos povos indígenas, inclusive por quem se diz religioso, e acha estar agindo em nome de um Deus que ele coloca acima de tudo.

Fontes:

CEBs Manaus na vivência da comunidade Ticuna

https://photos.google.com/u/1/album/AF1QipNJDyKzAw4Eq-sR9nH9PBoEiK1rZnhj3zbMzOUH?key=CMvbuOrxkaGUFg

https://photos.google.com/u/1/album/AF1QipNnQ8oy7V8gor-VietB5xvAzj7lnZ7imqavWYqd?key=COS2_4aCzN2qAQ

https://photos.app.goo.gl/P24MbsX3vQyq8g577

https://photos.app.goo.gl/b3hKcSYs8vHJnc8C9

https://photos.app.goo.gl/A2MDonRTLU8TDvDs5

https://photos.app.goo.gl/iytAAXkt5G1Yg7fKA

https://goo.gl/photos/Nmwni7UU2q4ajnUr8

Óleo de Pequi indígena_isa4685O óleo de pequi, ou Hwĩn Mbê na língua indígena, é produzido pelos Kĩsêdjê, que vivem na Terra Indígena Wawi, no Território Indígena do Xingu (TIX). O pequi, importante componente da cultura deste povo, é utilizado tanto para alimentação quanto para o reflorestamento de áreas degradadas na região. Árvore nativa domesticada, o pequi existe nas roças Kĩsêdjê há séculos. Seu fruto tem um valor que transcende a culinária e está presente nos mitos, nos rituais e nas festas do povo Kĩsêdjê. O Hwĩn Mbê é produzido de forma tradicional – inteiramente a frio – o que resulta em um produto único, que preserva o sabor, a cor, o perfume e as propriedades do fruto. A extração começou em 2011, em um trabalho coordenado pela Associação Indígena Kĩsêdjê(AIK), com apoio técnico do ISA e financeiro do Instituto Bacuri e do Grupo Rezek.

Valor do pote:  R$33,50

“Uma das riquezas da nossa sociobiodiversidade. É o conceito que expressa a inter-relação entre diversidade biológica e a diversidade de sistemas socioculturais. Ou seja, são os mais variados produtos agrícolas que um país consegue produzir respeitando e integrando processos de agricultores locais (serviços) que possuem modos diferentes e/ou adaptados de cultivo”disse a educadora ambiental e Prêmio Tuxáua2010, Marly Cuesta.

Esse conceito está ligado à sua cadeia produtiva, que consiste em um sistema integrado, constituído por atores interdependentes e por uma sucessão de processos de educação, pesquisa, manejo e produção, beneficiamento a distribuição, comercialização e consumo de produtos e serviços da sociobiodiversidade, com identidade cultural e incorporação de valores e saberes locais, que asseguram a distribuição justa e equitativa dos seus benefícios.

Entende-se por biodiversidade a variedade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; envolvendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.

E nesse quesito, o Brasil é excelente por natureza. Somos considerados um país muito diversificado por integrar o grupo dos 20 países que, juntos, possuem mais de 70% da biodiversidade do planeta em apenas 10% da superfície. Apresenta uma natureza exuberante de espécies e paisagens com características peculiares e intrínsecas a cada Bioma: a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga, a Mata Atlântica, a Zona Costeira Marinha e o Pampa.

Por sua vez, toda essa riqueza biológica também está associada a uma grande diversidade sociocultural, que pode ser representada por mais de 200 povos indígenas e por inúmeras comunidades tradicionais, como quilombolas, extrativistas, pescadores, agricultores familiares, entre outras.

Estas comunidades são as detentoras de todo o conhecimento associado a esses agroecossistemas, podendo ou não, serem valorizadas nas questões que envolvem o manejo e a preservação de toda essa biodiversidade.

O governo Lula, desenvolveu essa área integrando ações voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas e à consolidação de mercados sustentáveis para os produtos oriundos da sociobiodiversidade brasileira, dentro da Secretaria de Agricultura Familiar.

sociobiodiversidade

Além disso, o governo também implementou, em 2008, o Plano Nacional da Sociobiodiversidade para a promoção das cadeias de produtos, agregação de valor socioambiental, geração de renda das famílias e a segurança alimentar de povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares.

Fontes:

https://loja.socioambiental.org/oleo-de-pequi-do-povo-kisedje.html?utm_source=isa&utm_medium=redes&utm_campaign=loja&fbclid=IwAR1bYvtWplaVwDmBeXCzIFF2COCtdowrEP_Z9gqbLu7NBZrqfGC2_jWxDbw

Entenda o conceito da Sociobiodiversidade

Lideranças indígenas do Rio Grande do Sul falarão sobre como vivem e quais são as expectativas dos mais de 2 mil índios do estado com o movimento Retomada de territórios tradicionais
Por César Fraga

RetomadaYvyrupá_Reprodução-YoutubeImagem do curta Retomada Yvyrupá, aldeia em Maquiné, RS Foto: Reprodução Youtube

Na próxima terça-feira, 16 de abril, às 19h, o jornal Extra Classe fará o lançamento no Rio Grande do Sul do curta-metragem Retomada Yvyrupárealizado pelos jornalistas Cristina Ávila, André Corrêa e Pablo Albarenga. O audiovisual é um recorte da vida na primeira Retomada Mbyá em 60 anos, a Yvyrupá, em Maquiné, litoral gaúcho. “É um manifesto em favor das populações tradicionais, um retrato da alegria, com ênfase no aprendizado infantil das relações com a natureza”, destaca Cristina.  Após a exibição, quatro caciques falarão da situação dos mais de 2 mil indígenas que vivem no Rio Grande do Sul, em 27 acampamentos na beira de rodovias ou em áreas degradadas, alguns montados há mais de 40 anos à espera de respostas as suas reivindicações. O envontto será na sede da Fundação Ecarta em Porto Alegre (Avenida João Pessoa, 943)

A atividade é promovida pelo Jornal Extra Classe, No Caminho Te Explico e Conselho Indigenista Missionário (Como), com apoio da Fundação Ecarta e do Sindicato dos Professores (Sinpro/RS). A inscrição é gratuita e deve ser feita no site da Ecarta, pois as vagas são limitadas.

Os caciques darão destaque em sua fala também sobre o Movimento Retomada, lançado há dois anos pelo povo Mbyá Guarani, que decidiu apressar a recuperação de seus territórios tradicionais, considerados áreas ancestrais pelas quais seus antepassados percorreram. “Retomada tem a ver com o vínculo da relação dos índios com a terra e sua cosmovisão religiosa, a ligação do sagrado com o mundo atual”, explica Roberto Liebgott, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). O mesmo caminho foi seguido pelos índios Kaingang.

Já são sete as Retomadas de terra no Rio Grande do Sul:

Mbyá Guarani: Ponta do Arado, em Porto Alegre (Belém Novo); Aquífero Guarani, em Viamão (RS 040); Yvyrupa, em Maquiné (área da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária – Fepagro); Pará Roke, em Rio Grande (distrito de Domingos Petroline); Terra de Areia, em Terra de Areia).

Kaingang
Canela, em Canela (Parque Nacional); e Carazinho (entre Carazinho e Passo Fundo).

PROGRAMAÇÃO

19h – Abertura

19h15 – Exibição do curta Retomada Yvyrupá
Realizado por três jornalistas – a gaúcha Cristina Ávila, o brasiliense André Corrêa e o uruguaio Pablo Albarenga, o audiovisual tem 6 minutos e aborda a Retomada Mbyá de área em Maquiné. O lançamento do trabalho conta com a presença de Cristina Ávila e Pablo Alvarenga.

19h25 – Cenário político e o Movimento Retomada no Rio Grande do Sul
Apresentação: Santiago Franco, liderança Guarani, e Roberto Liebgott, do Cimi

19h40 – Com a palavra os Caciques 
Jaime, da aldeia Cantagalo – Porto Alegre
Timóteo, da aldeia Ponta do Arado – Porto Alegre
Santiago Franco, da aldeia Tekoá Yvy Poty (Flor da Terra), de Pelotas. Franco é integra do Conselho de Articulação de Povo Guarani.
André Benites, da aldeia Tekoa Ka’aguy Porã (Mata Sagrada) – Maquiné

20h30 – Bate-papo com o público

SERVIÇO
Data e horário
16 de abril (terça-feira), 19h às 21h30
Público alvo
Professores, estudantes, jornalistas, sindicalistas, ativistas e público em geral
Inscrição gratuita
Ficha de Inscrição
Vagas limitadas
Obs. Será fornecido certificado
local
Fundação Ecarta (Avenida João Pessoa, 943 – Porto Alegre

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“Estas são nossas lutas que nos honram junto com nossos parentes na retomada das terras de nossas ancestralidades para garantir o futuro de nossas gerações de acordo com a Cosmovisão ancestral” disse a premiada Tuxáua2010 e indígena não aldeada, Marly Cuesta que atuou fortemente no apoio da #RetomadaMaquiné e na criação do GT-Mediação de conflitos Indígena como representante do grupo Sabá Manchineri e outros caciques do país, junto com outros apoiadores importantes para as causas de nossos povos.


Marly Gabi na retomada Maquiné_IMG_20170330_153656https://photos.app.goo.gl/P24MbsX3vQyq8g577

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https://photos.app.goo.gl/b3hKcSYs8vHJnc8C9

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https://goo.gl/photos/Nmwni7UU2q4ajnUr8

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https://bussolacultural.wordpress.com/2017/03/23/audiencia-publica-traz-nova-esperanca-na-retomada-da-terra-guarani-mbya-em-maquine/

https://web.facebook.com/1903779569906886/videos/1908267006124809/

Fonte: https://www.extraclasse.org.br/exclusivoweb/2019/04/situacao-indigena-e-tema-de-filme-e-debate/

 

 

Mirante das Lendas conta histórias de povos indígenas de Teresópolis

Mesmo degradado, espaço construído no bairro Granja Guarani, em 1929, pela família Guinle, ainda encanta visitantes

Por Redação Multiplix 

O Mirante das Lendas ou Mirante da Granja Guarani foi construído em 1929 pela família Guinle com a intenção de ser um atrativo do bairro Granja Guarani, em Teresópolis. Feito em estilo neocolonial, a construção conta com azulejos pintados em Lisboa pelo renomado artista português Jorge Colaço. As peças retratam imagens de quatro lendas contadas pelos indígenas que habitavam as terras banhadas pelo rio Paquequer.

Hoje, o espaço está degradado por anos de abandono. Mesmo assim, ainda recebe visitantes. E pode receber ainda mais, caso os planos da prefeitura de revitalizar o espaço saiam do papel.

Veja na reportagem de Tainá Azevedo!

 

Fonte:https://www.portalmultiplix.com/noticias/mirante-das-lendas-conta-historias-de-povos-indigenas-de-teresopolis

artesanato indigena de roraima_downloadO Dia Mundial do Artesão foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e foi uma forma bem simbólica de homenagear uma das profissões mais antigas do mundo. Já no período paleolítico, 6 mil anos de Cristo, o homem já utilizava de sua inteligência primitiva e de suas mãos para criar artefatos que seriam úteis para o seu dia-a-dia, como o fogo e ferramentas de trabalho.

A data, 19 de Março, foi escolhida por ser também o dia de São José, padroeiro da profissão.

O artesanato é fator de geração de renda e de inclusão social para milhares de famílias do país e do mundo, graças aos saberes de nossos Mestres Artesãos.

No Brasil, em de outubro de 2015, a presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto que regulamentou a profissão de artesão. A Lei 13.180, de 22 de outubro de 2015, foi uma conquista de mais de 10 milhões de artesãs e artesãos que lutaram arduamente para esse objetivo!

(null)O Dia Mundial do Artesão foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU)O Dia Mundial do Artesão foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU)

ORAÇÃO DO ARTESÃO

“Senhor! Tu que és maior dos artistas, fonte das mais belas inspirações. Abençoa meu talento e as minhas obras.

Maravilhoso é o dom que me deste, na louvada missão de servir-te com
alegria, e de exercer meu trabalho com amor e dedicação. Por isso,
agradeço-te por permanecer sempre comigo.

Dá-me o equilíbrio entre a razão e a emoção, humildade e sabedoria para me aperfeiçoar.

Inspira-me, ó Mestre, a criação do novo e do belo. Protege também, todos os artesãos e os artistas em suas carreiras e gêneros.

Faze com que minhas obras contribuam para a construção do teu reino,
e que eu prospere, seguindo teus desígnios, pelos caminhos gloriosos da
arte.

Amém!”

Musicoterapia

Feliz Dia do Músico

“A voz melodiosa foi ouvida dos céus”,é uma frase de “A Song for St. Cecilia’s Day”, um poema de 1687.

“Antes de ser especial dos músicos, a data foi criada pelos católicos como Dia de Santa Cecília, que é a padroeira (cristã) dos músicos (curiosidade: na mitologia grega, a Musa da Música é Euterpe, Zeus e Mnemósine). Sabe o motivo dela ter se tornado nossa padroeira?

Ela cantou e perseverou!

Segundo a história, Cecília era filha de uma família bem abastada no século II e foi prometida, mesmo à contra gosto, para um casamento arranjado com um rico cidadão de Roma, chamado Valeriano. Todos felizes, menos ela.

Durante o casamento ela cantou (quer dizer louvou, segundo nossos amigos cristãos) a Deus de todo o seu coração. Dizem que, graças a isso, conseguiu conservar seu celibato, mesmo casando com um pagão que não entendia o cristianismo e levar uma mensagem muito forte para os cidadãos do local onde residia. Essa mensagem perdurou por séculos.

A canção fora tão forte para si mesma naquele dia, que durante sua vida conjugal, fez seu marido e cunhado se converterem ao cristianismo tempos depois.

O prefeito de Roma, na época, ficou sabendo dessa conversão e exigiu que eles se “desconvertessem” sob pena de morte. A intolerância religiosa era bem comum antigamente (será que só naquela época?). Eles não se converteram e foram executados.


Sozinha, Cecilia também foi chamada a depor, tendo que informar o paradeiro dos tesouros do marido (reconhecidamente um nobre romano). O prefeito perguntou onde ela os tinha guardado e a resposta foi “guardei com os pobres”.

Sim, ela doou o tesouro aos mais necessitados. Irado com a ação, o prefeito exigiu que ela fosse ao templo e cultuasse os deuses do panteão romano (Júpiter, Marte, Netuno e outros).

Foi escoltada e no caminho convenceu os guardas a se converterem.

Não satisfeito com a dificuldade em tornar Cecília uma pagã, Almachius (o prefeito), mandou trancafiá-la em uma câmara para morrer asfixiada por vapores quentes de água. Ela saiu ilesa, dias depois.

Esgotadas suas tentativas de tortura cruéis, o prefeito emitiu a sentença de morte por decapitação, sua última e definitiva cartada.

No dia que foi marcada a sentença em praça pública, Cecília levou três golpes de machado de seu algoz. Para a surpresa de todos, nada de decapitação, porém, o ferimento era mortal. Mesmo assim, por três dias ela viveu.

Como últimos desejos, pediram que distribuísse sua parte da riqueza e família para os pobres e que transformasse sua antiga casa em uma igreja cristã, desejos prontamente atendidos.

Que história, não é? Ela foi considerada patrona dos músicos a partir do século XV e desde então, nomeia o dia 22 de novembro como dedicados aos músicos.

Cada um retira a moral que bem entender dessa história, baseado em suas convicções e valores. Eu entendo que Perseverança, Fé, Convicção, Caráter, Solidariedade e Respeito são só algumas lições que estão ai no texto e na vida de Santa Cecília. Mas enxergo, também, algo mais atual:

Obstáculos a serem vencidos.

Músicos são pessoas convictas, perseverantes e que exigem respeito (olha que até encaixa), mas a sociedade coloca muitas barreiras sobre nossa profissão.

crença sobreviveu, hoje algumas pessoas derrubam barreiras e é em cada vitória que o ofício do músico se alastra.

E o exemplo que o cristianismo deu (nesse episódio) e que ilustra nossa opinião é:

Se você acreditar, há de conseguir.

O mercado é difícil? Sim. Tem lugar para todo mundo? Não. A sociedade respeita? Mais ou menos. É por isso que admiramos vocês todos, inabaláveis em sua paixão pela música.”

“Parabéns, músicos de todos os rincões”,disse a mobilizadora cultural e Taxáua,Marly Cuesta.

Fonte:
http://blog.santoangelo.com.br/dia-do-musico-a-historia-e-o-motivo-de-comemorar/